Secretário de Saúde reforça a importância de se manter o isolamento durante o feriado de Corpus Christi em Minas

Crédito: Pedro Gontijo

Durante a coletiva virtual realizada nesta quarta-feira (10/6), na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, o secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, juntamente com o secretário adjunto de Saúde, Marcelo Cabral, reforçaram as medidas de isolamento e distanciamento social durante o feriado prolongado de Corpus Christi, que começará amanhã (11/6). Na ocasião, também responderam perguntas da imprensa sobre as ações do Governo do Estado na prevenção e enfrentamento ao coronavírus.

De acordo com o secretário, em véspera de feriado prolongado é fundamental reforçar a necessidade de manter o isolamento social. “Pedimos a população que evite aglomerações e viagens, principalmente, neste momento, em que há uma pandemia que afeta o estado, e que já notamos algum grau de interiorização da doença, disse.

Ainda segundo Amaral, “no dia das Mães, notamos um aumento na circulação de pessoas e, consequentemente, dias depois, uma repercussão no aumento da curva. É muito importante que nesse feriado mantenhamos o isolamento social adequado, principalmente nesse momento de aceleração e a um mês para o pico da curva. Não podemos correr risco de ter uma explosão de casos”, reforça.

Além de apresentar dados da Covid-19 em Minas, que até o momento registra 17.501 casos confirmados, sendo que 9.276 estão em acompanhamento, 7.816 casos recuperados e 409 óbitos confirmados, o secretário falou também sobre o aplicativo de telemedicina Saúde Digital MG, que está disponível para o sistema Android, e que oferece atendimento imediato aos usuários do SUS.

“As pessoas que fizerem a instalação do aplicativo podem fazer uma avaliação, por meio de inteligência artificial, dos sintomas que estão sentindo e, baseado nessa avaliação, o próprio aplicativo permite o agendamento de consulta com profissionais de saúde, como médicos, enfermeiros ou psicólogos. Estamos estimulando fortemente as pessoas a usarem o aplicativo para o monitoramento de sintomas”, disse.

Ocupação de leitos

Em relação à ocupação de leitos nas macrorregiões do estado, Carlos Eduardo Amaral informou que a SES-MG acompanha diariamente os dados, divulgados no boletim epidemiológico da Covid-19. “Quando a ocupação está alta ou acima de 100%, dispara na Secretaria um sinal de avaliação sobre o que está acontecendo naquele momento, ou seja, se essa ocupação está, efetivamente, traduzindo em restrição assistencial ou se está no nível no sistema. O SUSFácil é um sistema que depende da atualização dos dados por parte dos hospitais. Às vezes, pode haver uma demora na atualização dessas informações e que pode estar relacionada ao aumento desses números”, explica.

Ainda de acordo com Amaral, a SES-MG solicitou ao Ministério da Saúde o credenciamento de leitos no estado. “Hoje tivemos a publicação de mais de 300 leitos credenciados em hospitais do estado, dentro de um global do quantitativo que solicitamos. É uma notícia muito positiva e irá permitir uma ampliação imediata de leitos em Minas”, conclui.

Barreiras Sanitárias

A regulamentação e disciplina das barreiras sanitárias estão previstas em atos normativos, que apontam a eficácia da medida e outras contenções para o enfrentamento da pandemia, informou o secretário adjunto de Estado de Saúde, Marcelo Cabral.

“A partir da Lei Federal 13.979, de 2020, as barreiras sanitárias são previstas em estradas interestaduais e intermunicipais, portos e aeroportos. As restrições em rodovias interestaduais têm a exigência de participação da Anvisa. Em Minas Gerais, procuramos fazer de maneira ponderada e equilibrada, seguindo os atos normativos e, daquilo que nos cabe, publicamos a nota técnica de nº 46, baseada na Lei Federal. Com isso, procuramos orientar aos gestores locais, sobre o estabelecimento dessas barreiras sanitárias, com o intuito de exercer algum controle em relação às questões epidemiológicas, caso seja necessário”, pontua.

Segundo Cabral, as barreiras sanitárias, dentro de critérios epidemiológicos, têm um grau de eficácia, mas dependem das atividades desempenhadas nesses locais. “A eficácia dessa medida no enfrentamento da doença depende de seguir as orientações previstas em Lei, do engajamento tanto daqueles que realizam a barreira, quanto da população, e das atividades desempenhadas nesses locais. O ideal é que essas medidas de contenção sejam aliadas ao isolamento e ao distanciamento social e demais medidas de prevenção à covid-19”, finaliza.

Autor: Míria César

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