Regional de Saúde de Uberlândia implanta Projeto de Educação Permanente para utilização de metodologias ativas

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A Regional de Saúde de Uberlândia implantou nesta segunda-feira, (11/09), o Projeto de Educação Permanente para a utilização de Metodologias Ativas ensino-aprendizagem na área da Saúde. O objetivo da oficina é capacitar os profissionais que atuam nos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF) para o uso da metodologia e formar uma rede de facilitadores. Serão quatro encontros realizados em Uberlândia, Monte Carmelo e Araguari. No último, a equipe do Núcleo de Atenção Primária irá retornar a Uberlândia para um feedback dos participantes sobre a implementação da metodologia desde do primeiro encontro.

O Sistema Único de Saúde (SUS) é dinâmico e diariamente passa por alterações para atender as demandas sociais. Como unidade regional da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES – MG), uma das principais atividades realizadas pela regional de Uberlândia é capacitar os profissionais nos 18 municípios para que sejam multiplicadores nas secretarias municipais.

Considerando-se que os Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF) são as pontes entre as Unidades de Saúde e as equipes de Saúde da Família (eSF) e a regional de saúde, “os Núcleos ocupam papel estratégico para a formação de uma rede de facilitadores da metodologia-ativa, atuam na atenção em saúde, educação e gestão”, explicou o psicólogo Thiago Artur de Morais, residente em Saúde Coletiva do Núcleo de Atenção Primária da Regional de Saúde de Uberlândia, “as metodologias tradicionais, unilaterais, não são suficientes no atual contexto”.

Realizado em parceria com a Universidade Federal de Uberlândia (UFU), durante o primeiro módulo introdutório, os principais autores foram abordados e foi enfatizada a importância em estabelecer vínculos. “O cuidado só é aceito quando há vínculo”, iniciou a roda de conversas Liliane Tannús, docente da UFU. “Para uma construção coletiva, é preciso resgatar a amorosidade. Durante a aprendizagem, as pessoas precisam sentir que estão participando e integradas. A sua realidade deve ser levada em conta e problematizada”.

Segundo a professora, o conteúdo não é o foco da metodologia, o mais importante é “provocar uma reflexão crítica. O papel da educação é criar a alegria de pensar. A metodologia ativa é uma forma de viver, uma visão de mundo” concluiu.

O Encontro foi conduzido por meio de metodologia-ativa. Os aprendizes ao final chegaram à conclusão que um facilitador precisa ter empatia, sensibilidade e ocupar um papel também de aprendiz. É com esta postura que o facilitador irá despertar no grupo interesse, curiosidade, inconformidade pró atividade e uma reflexão crítica.

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Autor: Priscila Fujiwara

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