Seminário que aconteceu na última sexta (08/04), no auditório da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), discutiu com profissionais e acadêmicos da área da saúde, uma nova metodologia de diagnóstico de tuberculose e da estratégia de identificação de casos suspeitos. Desde o início do ano, o Teste Rápido Molecular para Tuberculose (TRM-TB) está em funcionamento em Minas Gerais para toda a população, e não apenas para a população de risco, público do teste até então.
Janaína Lacerda, farmacêutica bioquímica do Laboratório Macrorregional de Uberaba, falou sobre a implantação do teste rápido, coleta de amostras e funcionamento dos exames no laboratório. Segundo ela, “a nova tecnologia ajudará bastante no diagnóstico da doença. O teste é mais sensível que a baciloscopia, exame normalmente usado para detectar a tuberculose, e fica pronto em duas horas. Além disso, é capaz de identificar se há falência do esquema básico de tratamento, ou seja, se o paciente tem resistência ao medicamento Rifampicina.”
A enfermeira do Hospital Universitário Mário Palmério, Patrícia Martins Ribeiro, explica que, “hoje, no hospital, o serviço de Vigilância Epidemiológica está junto com o serviço de controle de infecção hospitalar. Sendo assim, logo que identificarmos os pacientes que fizeram a baciloscopia, faremos também o teste rápido. Isso vai agilizar o início do tratamento, além de permitir um diagnóstico mais preciso.”
Maria Ângela dos Santos Pereira, referência técnica em Tuberculose da Superintendência Regional de Saúde de Uberaba, fez palestra sobre a importância da metodologia de identificação dos sintomáticos respiratórios nos serviços de saúde e da atuação dos profissionais na atenção básica, especializada e hospitalar na busca ativa e diagnóstico precoce dos pacientes.
Autor: Sara Braga