A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais promoveu nessa quinta-feira (10/12), no auditório da Universidade Aberta do Brasil (UAB), uma reunião com técnicos de saúde dos municípios atingidos pelo rompimento das barragens em Mariana (Governador Valadares, Aimorés, Galiléia, Resplendor, Itueta e Tumiritinga).
A reunião contou com a presença da subsecretária de Vigilância e Promoção à Saúde, Celeste de Souza Rodrigues, da coordenadora Estadual de Controle Permanente da Dengue, Geane Andrade, da coordenadora de Vigilância em Fatores de Riscos Não Biológicos, Marina Imaculada Caldeira, do superintendente regional de saúde de Governador Valadares, Derli Batista da Silva e dos coordenadores e técnicos dos núcleos de Vilância Ambiental, Epidemiológica, Atenção Primária e Vigilância Sanitária da Regional.
O objetivo do encontro foi discutir e alinhar informações sobre as ações do Plano Estadual de Controle Permanente da Dengue, Zika Vírus e daFebreChikungunya, estimulando os municípios ao desenvolvimento dos planos de contingência, dentro dos eixos de Assistência, Vigilância, Controle Vetorial e mobilização social, além de outras informações sobre vigilância da água para consumo humano.
Na oportunidade, a subsecretária informou sobre a liberação de recursos financeiros para todos os municípios do Estado, inclusive para os 51 municípios da Região, para execução de ações de vigilância e controle de endemias transmitidas por vetores, de acordo com Deliberação CIB-SUS nº 2.204 de 21/10/2015. Os valores totalizam cerca de R$ 36 milhões de reais.
De acordo com Geane Andrade “os recursos estão disponíveis para que os gestores de saúde municipais intensifiquem as ações de prevenção e controle do Aedes aegyptie vêm também para ajudar neste momento crítico pelo qual estamos passando, com a chuva e o calor fazendo o índice de Dengue aumentar. Além disso, Zika Virus e Chikungunya são dois agravos que chegaram ao nosso país e já estão em estados ao redor de Minas Gerais”, informou. “Além dos casos de dengue, temos 7 casos confirmados de Chikungunya originários de fora do Estado e nenhum registro de Zika em Minas Gerais ”, confirmou Geane.
Outro ponto salientado pela equipe da SES-MG é a preocupação com o uso de reservatórios próprios de água nas casas dos municípios da bacia do Rio Doce que podem se tornar criadouros do mosquito da Dengue. ”Com o rompimento da barragem em Mariana, temos os reservatórios próprios de água que a população utiliza. Nossa preocupação é que elas sejam fontes de vida para os mosquitos. Com a verba liberada, é preciso trabalhar na redução dos criadouros dos vetores, para diminuição dos casos de dengue”, frisou Celeste Rodrigues.
A coordenadora Estadual de Vigilância em Fatores de Riscos não biológicos da SES/MG, Marina Caldeira, orientou técnicos municipais sobre a importância de reforçar a mobilização em relação às ações de vigilância da qualidade da água para consumo humano.”Cada município está passando por essa emergência numa etapa diferente e, por isso, é necessário que a regional de saúde de Governador Valadares esteja alerta e receba as informações do cenário de cada localidade para que possa apoiá-las em parceria com a Diretoria de Vigilância Ambiental da SES-MG e instituições intersetoriais”, finalizou.
Autor: Frederico Bussinger