Seminário discute melhorias no Sistema Prisional e Socioeducativo

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Durante a tarde dessa terça feira (29/09) foi apresentado no Seminário Estadual sobre Vigilância Sanitária no Sistema Prisional e Socioeducativo palestra com o seguinte tema: Saúde de qualidade à pessoa privada de liberdade. É possível? O objetivo do debate foi discutir ações da Vigilância Sanitária no âmbito de pessoas privadas de liberdade, bem como em medidas socioeducativas. 

Voltado para profissionais de diversas áreas que trabalham no sistema prisional, o evento tem como meta estreitar as relações entre esses profissionais com o intuito de realizar melhorias no sistema. “É preciso pensar no resgate da dignidade dos cidadãos privados de liberdade ou que cumprem medidas socioeducativas”, afirmou a Diretora da Coordenadoria de Saúde do Trabalhador da SES-MG, Marta Freitas. 

A qualidade da saúde ofertada aos detentos e aos profissionais que atuam nesse meio também foi abordada. Sua conceituação foi relacionada à qualidade de vida dos cidadãos como um todo, não se baseando somente na prevenção de doenças. 

Há no Brasil cerca de 600 mil detentos em unidades prisionais. O ideal é que permaneça em cada cela duas pessoas, porém, a média geral é a de 11 detentos por cela. Evitar a superlotação e a precariedade das condições sanitárias são um desafio a ser cumprido. 

O intuito do debate foi organizar essas ações de modo a criar melhorias no sistema prisional e socioeducativo de Minas Gerais. “O fato de estar preso não faz com que o cidadão perca sua cidadania. É possível garantir saúde plena a essas pessoas. O trabalho é árduo, mas não impossível”, disse Marta Freitas.

 

 

Autor: Paula Gargiulo

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