Nesta quarta-feira, 20/02, o secretário Estadual de Saúde Antônio Jorge de Souza Marques e os representantes das Unidades e Centros de Alta Complexidade em Oncologia CACON’s e UNACON’S se reuniram em Belo Horizonte com o objetivo de verificar quais as dificuldades dos CACON’s e UNACON’s em diagnosticar e iniciar o tratamento do câncer de mama nas mulheres mineiras no prazo máximo de 30 dias. Este prazo foi estipulado pelo Secretário Antônio Jorge no lançamento do Programa Estadual de combate ao Câncer de Mama, em outubro do ano passado. O médico Sérgio Bicalho, coordenador do Programa Estadual de Controle do Câncer de Mama em Minas Gerais, que apresentou aos participantes o aspecto atual do câncer de mama no estado, enfatizou que a faixa etária de mulheres que descobrem que estão com câncer de mama é de 45 e 69 anos e que não é mais necessário passar pela consulta médica para pegar a requisição para o exame de mamografia. O coordenador também enfatizou que os exames de mamografias que apresentarem BIRAD’S igual ou maior que 4,5 deverão ter prioridade de atendimento. BIRADs alterados (o BIRAD – “Breast Imaging Reporting and Data System” – padroniza os diagnósticos das mamografias, fornecendo sugestões de condutas apropriadas, baseadas em dados científicos) deverão ser prioritariamente avaliados e o encaminhamento da paciente a uma Unidade Básica de Saúde deve ser o mais rápido possível. O Secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais, Antônio Jorge de Souza Marques explicou o porquê dos CACON’S e UNACON’S não estarem conseguindo atender a essa demanda. “Nós temos desafios de várias formas e é preciso reconhecer que a tabela do SUS é insuficiente, mas isso nós já assumimos, estamos dando um plus de R$500,00 para cada paciente que for diagnosticada com câncer de mama e que o tratamento se inicie em até 30 dias após esse diagnóstico (Resolução SES nº 3.259, de 18 de abril de 2012). Então há desafios iniciais que já foram superados, mas não adianta o aporte do governo, sem o compromisso dos gestores em saúde em colocar em prática as determinações já feitas. Temos o compromisso do governador em alocar recursos, mas existe ainda alguns procedimentos e processos novos que os prestadores de serviço precisam assumir para aquilo que é essencial seja feito”, esclareceu o Secretário.
CALL CENTER
A Enfermeira do Programa Estadual de Controle do Câncer de mama de Minas Gerais, Patrícia Ferreira Reis, informou sobre a criação de um call center para atender às mulheres mineiras que foram diagnosticadas com câncer de mama: “A ideia surgiu com intuito de monitorar os exames de mamografias com alguma alteração, então o call center vai funcionar como um contato direto entre a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Vamos iniciar as atividades do call center e entraremos em contatos com essas mulheres que tiveram sua mamografia alterada e diante desse contato vamos acompanhar o tratamento dessa paciente pra evitar que haja algum “furo” nesse fluxo ou até mesmo alguma demora no atendimento da paciente, assim podemos diminuir a incidência da doença em nosso estado e também poderemos ter um índice de cura maior.Após a reunião, a SES/MG avaliará novamente se as unidades de saúde estão atendendo as determinações já citadas e caso não haja melhora no atendimento nova reunião será agendada para atender de forma efetiva as demandas relativas ao câncer de mama em nosso estado. Além do Secretário Antônio Jorge e servidores da SES/MG participaram da reunião autoridades dos setores público e privado como o Diretor Administrativo da Santa Casa de Misericórdia de Alfenas, Aécio Lourenço Assis e Porfirio Marcos Rocha e Guilherme Riccio, ambos do Hospital Felício Rocho.
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Autor: Verônica Cruz