Desde 1º de setembro até a segunda-feira 25/10, os 54 municípios que integram a área de atuação da Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Montes Claros já vacinaram 143.716 cães e gatos contra a raiva. Ao todo, a Campanha de Vacinação Antirrábica já alcançou 129.039 cães e 14.716 gatos. A previsão é de que a campanha prossiga até o dia 31, deste mês, nas zonas urbanas e rurais.

Crédito: SES-MG 

Ildeni Meireles, referência técnica da Campanha Antirrábica na SRS de Montes Claros explica que, neste ano, a previsão é de que 233.922 animais sejam vacinados contra a raiva. Para isso, foram entregues aos municípios 246.780 doses de vacinas. Assim como nos anos anteriores, o quantitativo teve acréscimo de 5% em relação a 2020.

Os municípios que receberam a maior quantidade de imunizantes foram: Montes Claros (60 mil doses); Bocaiúva (12 mil 100); Janaúba (11.375); Francisco Sá (11 mil); Rio Pardo de Minas (10.300); Porteirinha (8.375); Jaíba (8.150); Taiobeiras (7.425); Salinas (6.400); Espinosa (7.300) e Coração de Jesus (6.675).

Até o momento, os municípios que apresentam mais de 90% de cobertura vacinal são: Berizal, Botumirim, Capitão Enéas, Catuti, Claro dos Poções, Engenheiro Navarro, Espinosa, Francisco Dumont, Fruta de Leite, Gameleiras, Glaucilândia, Indaiabira, Juramento, Lagoa dos Patos, Mato Verde, Monte Azul, Nova Porteirinha, Novorizonte, Olhos D´Água, Padre Carvalho, Pai Pedro, Porteirinha, Rubelita, Salinas, Santa Cruz de Salinas, Santo Antônio do Retiro, São João da Lagoa, Serranópolis de Minas e Vargem Grande do Rio Pardo.

Em Montes Claros, a Secretaria Municipal de Saúde informou que da estimativa inicial de  50.238 cães vacinados, já foram imunizados 17.682 animais. Por outro lado, dos 5.565 felinos a serem vacinados, a Campanha Antirrábica já alcançou 2.028 gatos.

Transmissão

A raiva é uma doença infecciosa viral aguda que acomete mamíferos, inclusive o homem. Se caracteriza como uma encefalite progressiva com letalidade de aproximadamente 100%. Trata-se de uma doença passível de eliminação no seu ciclo urbano pela vacinação de cães e gatos, além da existência de medidas eficientes de prevenção, como a imunização humana; a disponibilização de soro antirrábico humano e a realização de bloqueios de foco.

A doença é transmitida ao homem pela saliva de animais infectados, principalmente por meio da mordedura. A doença também pode ser transmitida pela arranhadura ou lambedura desses animais.

O período de incubação é variável entre as espécies, desde dias até anos, com uma média de 45 dias no ser humano, podendo ser mais curto em crianças. Nos cães e gatos a eliminação de vírus pela saliva ocorre de dois a cinco dias antes do aparecimento dos sinais clínicos e persiste durante toda a evolução da doença (período de transmissibilidade). A morte do animal acontece, em média, entre cinco e sete dias após a apresentação dos sintomas.

Sintomas

Após o período de incubação, surgem os sinais e sintomas clínicos inespecíficos da raiva, que duram em média de dois a dez dias. Nesse tempo, o paciente apresenta mal-estar geral; pequeno aumento de temperatura; anorexia; cefaleia; náuseas; dor de garganta; entorpecimento; irritabilidade; inquietude e sensação de angústia.

Podem ocorrer inchaço, aumento da sensibilidade ao tato ou à dor, frio, calor, formigamento, agulhadas, adormecimento ou pressão no trajeto de nervos periféricos, próximos ao local da mordedura e alterações de comportamento.

A infecção da raiva progride, surgindo manifestações mais graves e complicadas, como: ansiedade e hiperexcitabilidade crescentes; febre; delírios; espasmos musculares involuntários, generalizados ou convulsões.

Tratamento

A raiva é uma doença quase sempre fatal, para a qual a melhor medida de prevenção é a vacinação pré ou pós exposição ao vírus. Quando a profilaxia antirrábica não ocorre e a doença se instala, pode-se utilizar um protocolo de tratamento da raiva humana, baseado na indução de coma profundo, uso de antivirais e outros medicamentos específicos. Entretanto, é importante salientar que nem todos os pacientes de raiva, mesmo submetidos ao protocolo sobrevivem.

 

Por Pedro Ricardo

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