Auto Medicação | Uso Responsável | Descarte | Crianças e MedicamentosObter Medicamentos

banner medsegura2019

Os medicamentos têm a finalidade de melhorar a qualidade de vida do paciente. Do alívio de uma dor de cabeça ao tratamento de doenças complexas como um câncer, eles desempenham um papel fundamental na manutenção do bem-estar. Reduzindo ou eliminando sintomas, estabilizando o desenvolvimento de doenças e proporcionando a cura de enfermidades, os medicamentos são importantes e muitas vezes indispensáveis para a sobrevivência.

Por outro lado, uma prescrição inapropriada (medicamento, dose, via de administração ou duração inadequada do tratamento), erros de dispensação, inviabilidade econômica, não adesão ao tratamento, resposta alérgica, falhas na monitorização do uso e dos efeitos do medicamento, podem trazer sérios prejuízos à saúde do paciente.

Além desses fatores, a diminuição dos preços, a variedade de produtos e a facilidade de acesso, apesar de terem beneficiado vidas ao longo da história, também estimularam a cultura da automedicação, muitas vezes vista como solução para alívio rápido de alguns sintomas.

Nesse sentido, para alertar a população quanto aos riscos à saúde causados pela automedicação e pelo uso indiscriminado de medicamentos, celebra-se no dia 5 de maio o Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos. A data é celebrada anualmente, com o objetivo de compartilhar informações e promover a conscientização da sociedade sobre a importância do uso seguro e racional de medicamentos.

. Guia Uso de Dispositivos Inalatórios

A automedicação é uma prática caracterizada fundamentalmente pela iniciativa de um doente, ou de seu responsável, em utilizar um medicamento sem prescrição médica para tratamento de alguma doença ou alívio de sintomas. Muitas vezes, a correta orientação médica é substituída inadvertidamente por sugestões entre familiares, amigos ou até por conta própria. Além disso, utilizar medicamentos prescritos para tratamento pontual de forma contínua, também se caracteriza como forma de automedicação. Neste sentido, é importante salientar que nesta prática muitas vezes os riscos superam os benefícios. De forma geral, os principais riscos da automedicação são:

  • Atraso no diagnóstico correto, devido ao mascaramento dos sintomas;
  • Agravamento do distúrbio;
  • Alguns medicamentos podem provocar dependência;
  • Possibilidade da ocorrência de efeitos adversos que são indesejados e podem ser graves;
  • Desconhecimento de interações medicamentosas, uma vez que um medicamento pode anular ou potencializar o efeito de outro.
  • Reações alérgicas que podem variar de leves, moderadas a graves,
  • Criar resistência a micro-organismos, como no caso dos antibióticos;
  • Intoxicações, que podem inclusive serem letais.

. Leia mais sobre Riscos da Automedicação no Blog da Saúde MG, clicando aqui.

  • Não utilize medicamentos sem orientação médica e informe ao seu médico qualquer dificuldade de leitura;
  • Lembre-se sempre que o uso de fitoterápicos e homeopáticos também deve ser informado ao médico, assim como indicado por eles.
  • Nunca deixe de ler o rótulo ou a bula antes de usar qualquer medicamento;
  • Siga o tratamento exatamente como orientado pelo médico durante todo o tempo necessário. Por mais longo que pareça, cumprir esse tempo é fundamental para a sua melhora, principalmente dos antimicrobianos.
  • Alerta para antimicrobianos: Os antimicrobianos correspondem a uma classe de medicamentos que é consumida frequentemente em hospitais e na comunidade. Entretanto, são os únicos agentes farmacológicos que não afetam somente aos pacientes que os utilizam, mas também interferem de forma significativa na comunidade por sua alteração da ecologia microbiana, selecionando formas resistentes dos causadores das doenças. Eles são por exemplo: antibióticos, antifúngicos, antivirais.
  • Tome o medicamento no tempo correto e em horários regulares;
  • O líquido mais indicado para se tomar os medicamentos é a água. Muitos medicamentos têm seu efeito prejudicado quando ingeridos com qualquer outro líquido. O leite, muito utilizado para tomar medicamentos, é um potencial vilão quando se trata da absorção dos medicamentos, uma vez que é um alimento complexo, de digestão lenta, o que torna também lenta a absorção do medicamento. Da mesma forma, não se deve tomar medicamentos com sucos, leite, café, chás ou refrigerantes;
  • Alguns medicamentos podem ser ingeridos de estômago vazio, enquanto para outros é recomendável estar alimentado. Pergunte ao seu médico ou farmacêutico sobre como tomar seu medicamento;
  • Evite ingerir bebidas alcoólicas durante o seu tratamento;
  • Jamais abra uma cápsula. Triturar, partir ou quebrar comprimidos são ações que podem atrapalhar seu tratamento, deixar o medicamento com o gosto ruim ou reduzir seu efeito;
  • Se você precisa fazer uso de mais de um medicamento, procure se informar com o farmacêutico e avise o seu médico dos demais medicamentos em uso antes de uma nova prescrição. Tomar mais de um medicamento ao mesmo tempo pode acarretar interações entre eles no organismo;
  • Medicamento vencido não deve ser consumido. Com o vencimento, o medicamento começa a perder efeito e não tem sua segurança garantida, podendo até fazer mal à saúde;
  • Mantenha seus medicamentos na caixa original e guarde-os em local fresco, arejado, longe do calor e da umidade. Medicamentos que necessitam de refrigeração nunca devem ser guardados na porta de geladeiras, devido às variações de temperatura, e nem próximos ao congelador.

Dados do Conselho Federal de Farmácia apontam que o Brasil é o 6º mercado mundial em volume de medicamentos vendidos, e estima-se que, por ano, a população brasileira gere mais de 10 mil toneladas de resíduos de medicamentos, sejam esses vencidos ou que sobram de tratamentos.

Os prejuízos com essa prática são enormes. O descarte de medicamentos no lixo ou no vaso sanitário expõe o meio-ambiente à contaminação por resíduos químicos, que podem causar danos ao meio ambiente.

Quando recolhidos pelos caminhões de lixo, os resíduos circulam pela cidade expondo as pessoas, os animais, e todo o meio ambiente ao risco de contaminação. Depois disso, quando despejados no aterro ou em lixões, poluem o solo, o lençol freático e a atmosfera. O mesmo ocorre quando os medicamentos são despejados na rede de esgoto, através do vaso sanitário ou do ralo da pia. Mesmo tratado, o esgoto lança nos rios os resíduos de medicamentos, que não são eliminados no tratamento convencional.

Dessa forma, os resíduos de medicamentos sempre retornam aos seres humanos, de inúmeras maneiras, como através da água da torneira, do poço ou da cisterna; por meio de poluição e chuva tóxica; ou através de alimentos contaminados regados com água imprópria.

Por isso, na hora de descartar, procure as caixas coletoras disponibilizadas em farmácias, drogarias e postos de saúde.

Pílulas coloridas, embalagens bonitas, brilhantes e atraentes, com odor e sabor adocicados, despertam a atenção e a curiosidade natural das crianças. Por isso, medicamentos devem ser mantidos sempre longe do alcance de crianças para evitar possíveis intoxicações.

Além disso, é importante que as crianças, ao usarem quaisquer medicamentos, aprendam que medicamento não é “bala”, “doce” ou “refresco”. Lembre-se: medicamento é medicamento. Quando sozinha, a criança poderá ingerir o medicamento e se intoxicar. Atenção também a medicamentos que possuem uso infantil e uso adulto. Apesar de possuírem embalagens muito parecidas, têm doses diferentes. Erros de identificação podem causar intoxicações graves e, às vezes, fatais.