Regional de Saúde de Coronel Fabriciano realiza trabalhos de pesquisa e vigilância entomológica em Santa Bárbara do Leste | Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais - SES

O Núcleo de Vigilância Epidemiológica, Ambiental e Saúde do Trabalhador (NUVEAST) da Regional de Saúde de Coronel Fabriciano, realizaram por meio da Unidade Descentralizada em Caratinga (UDC), trabalhos de vigilância e pesquisa entomológica do vetor de leishmaniose (flebotomíneo) no município de Santa Bárbara do Leste, entre os dias 09 e 13 de setembro.

De acordo com as referências técnicas em zoonoses da UDC, Domingos Sávio Pereira e Milton José Campos, os municípios onde aconteceram os trabalhados foram selecionados pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-MG) que coordena os trabalhos com participação dos servidores das Regionais de Saúde. O objetivo é investigar os casos ocorridos de leishmaniose para conhecimento da origem da transmissão, identificar a presença do vetor (flebotomíneo) nas localidades, além de conhecer a variedade das espécies de flebotomíneos predominantes nos municípios silenciosos.

Anualmente a SES-MG através da Unidade Descentralizada de Caratinga (UDC) realiza pesquisa entomológica de flebotomíneos no controle das leishmanioses nos municípios pertencentes as Regionais de Saúde das Unidades de Coronel Fabriciano, de Governador Valadares e de Manhumirim.

Créditos: Flávio Samuel

Segundo a referência técnica em zoonoses, Domingos Sávio Pereira, a pesquisa entomológica consiste na captura de insetos através de armadilhas CDC (Center on Disease Control). “A captura dos insetos é realizada em municípios silenciosos e não silenciosos para novos casos de Leishmaniose Visceral. Após uma triagem realizada no laboratório de entomologia da UDC para identificação do gênero, os insetos são encaminhados ao laboratório da FUNED em Belo Horizonte para identificação da espécie das amostras de flebotomíneos capturados”, disse Domigos.

Já a referência técnica em zoonoses da UDC, Herbert Serafim Caetano, destacou que a pesquisa visa cumprir as recomendações do Ministério da Saúde, que consiste em conseguir bons resultados no controle dos flebotomíneos através de estudos epidemiológicos e entomológicos em cada localidade, juntamente com o controle químico realizado nas áreas de transmissão e no período em que a população de flebotomíneos tende a crescer.

Herbert Serafim Caetano, que coordenou todo o trabalho no município, ressaltou que medidas ambientais como limpeza de terrenos e dos peridomicílios também são importantes no combate ao vetor, evitando o acúmulo de material orgânico e, consequentemente, a reprodução de flebotomíneos. “Deve-se ainda orientar a população a evitar construção de estábulos, galinheiros e chiqueiros próximos ao domicílio. A educação em saúde é uma medida fundamental para que haja a conscientização da população”, disse.

Por Flávio Samuel

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