O sarampo é uma doença infecciosa grave, provocada por vírus, transmitida pela fala, tosse e espirro, e extremamente contagiosa, podendo ser contraída por pessoas de qualquer idade. É caracterizada por febre, inflamação das mucosas do trato respiratório, erupção maculopapular generalizada seguida por descamação. É importante lembrar que a única forma de prevenção é a vacina disponível no Sistema Único de Saúde (SUS).

A fim de proteger a população e controlar possíveis surtos da enfermidade, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), sob recomendação do Ministério da Saúde, promove em 2022, a 8ª Campanha Nacional de Seguimento e Vacinação de Trabalhadores da Saúde contra o Sarampo no período de 04 de abril a 03 de junho, sendo o dia D de mobilização social, 30 de abril.

A vacinação contra o sarampo permitirá interromper a circulação ativa do vírus do sarampo no país, minimizar a carga da doença, proteger a população, além de reduzir sobrecarga sobre os serviços de saúde em decorrência de mais esse agravo. Na campanha de seguimento e vacinação de trabalhadores da saúde contra o Sarampo, serão vacinadas as crianças de seis meses a menores de cinco anos de idade e trabalhadores da saúde, no intuito de atualizar a situação vacinal contra o sarampo. O público-alvo, portanto, representa 12.927.057 crianças. A meta é vacinar, no mínimo, 95% dessas crianças (12.280.704). Para os trabalhadores da saúde, considerando o risco de adoecimento e maior exposição nos serviços de saúde, será atualizada a situação vacinal contra o sarampo, e, portanto, não haverá meta de cobertura vacinal.

» Clique aqui e confira o Boletim Epidemiológico do Sarampo.

RECOMENDAÇÕES PARA A VACINAÇÃO:

  • CRIANÇAS DE 06 (SEIS) MESES A MENORES DE 05 (CINCO) ANOS DE IDADE (04 ANOS, 11 MESES E 29 DIAS)
    Durante a Campanha de Seguimento, todas as crianças de seis meses a menores de cinco anos de idade (04 anos, 11 meses e 29 dias) deverão receber uma dose da vacina tríplice viral (dose D), independentemente da situação vacinal delas contra o sarampo. Destaca-se que as doses de rotina da vacina tríplice viral (D1 e D2) que coincidirem com o período da campanha de seguimento deverão ser reagendadas para 30 (trinta) dias após a dose da campanha.

  • TRABALHADORES DA SAÚDE EM QUALQUER FAIXA ETÁRIA
    Durante a Campanha de Seguimento, todos os trabalhadores da saúde em qualquer faixa etária deverão receber uma dose da vacina tríplice viral (dose D), independentemente da situação vacinal delas contra o sarampo. Destaca-se que as doses de rotina da vacina tríplice viral (D1 e D2) que coincidirem com o período da campanha de seguimento deverão ser reagendadas para 30 (trinta) dias após a dose da campanha.

O sarampo é uma doença prevenível por vacinação. E, independente das campanhas, qualquer pessoa pode ter acesso a ela, gratuitamente pelo SUS. Atualmente a vacina está indicada:

Para crianças:

  • 1ª dose: Crianças que completarem 12 meses (1 ano).

  • 2ª dose: Aos 15 meses de idade, última dose por toda a vida.

Em situação epidemiológica de risco para o sarampo ou a rubéola, a vacinação de crianças entre 6 (seis) a 11 meses de idade pode ser temporariamente indicada, devendo-se administrar a dose zero da vacina tríplice viral. A dose zero não é considerada válida para cobertura vacinal de rotina. Após a administração da dose zero de tríplice viral, deve-se manter o esquema vacinal recomendado no Calendário Nacional de Vacinação.

Para quem não tomou nenhuma dose da vacina, perdeu o cartão ou não se lembra:

  • De 1 a 29 anos: são necessárias 2 (duas) doses;

  • De 30 a 59 anos: apenas 1 (uma) dose.

Para quem tem 1 (uma) dose comprovada da vacina no cartão de vacina:

  • Pessoas entre 1 e 29 anos de idade, deverá completar o esquema vacinal com a 2ª dose da vacina.

Trabalhadores da Saúde

Independentemente da idade devem receber 2 (duas) doses da vacina, conforme situação vacinal encontrada, observando o intervalo mínimo de 30 dias entre as doses. Considerar vacinado o trabalhador de saúde que comprovar 2 (duas) doses da vacina.

Quem não deve vacinar?

A vacina é contraindicada durante a gestação pois são produzidas com o vírus do sarampo vivo, apesar de atenuado, e a gestação tende a diminuir a imunidade da mulher. O Ministério da Saúde por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI) recomenda que mulheres em idade fértil devem evitar gravidez até 1 (um) mês após a vacinação.

Quais tipos de vacinas protegem contra o sarampo?

• Dupla viral: protege do vírus do sarampo e da rubéola. Pode ser utilizada para o bloqueio vacinal em situação de surto;

• Tríplice viral: protege do vírus do sarampo, caxumba e rubéola;

• Tetra viral: protege do vírus do sarampo, caxumba, rubéola e varicela (catapora).

Precauções e Contraindicações:

• Pessoas com imunodepressão deverão ser avaliadas e vacinadas segundo orientações do manual do Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIE);

• Mulheres em idade fértil devem evitar a gravidez até pelo menos 1 (um) mês após a vacinação;

• A vacina tríplice viral é contraindicada para gestantes e crianças abaixo dos 6 (seis) meses de idade, mesmo em situações de surto de sarampo ou rubéola;

• Gestantes vacinadas inadvertidamente com a vacina tríplice viral não têm indicação para interromper a gravidez. Entretanto, essas gestantes deverão ser acompanhadas no pré-natal para identificar possíveis intercorrências. Vale ressaltar que, até o momento, os estudos de acompanhamento de vacinação inadvertida em gestantes não demonstraram risco aumentado de complicações, sendo que a contraindicação é feita como uma precaução por se tratar de vacinas contendo vírus vivo;

• Pessoas comprovadamente portadoras de alergia à proteína do leite de vaca (APLV) devem ser vacinadas com a vacina tríplice viral dos laboratórios Bio-Manguinhos ou Merck Sharp & Dohme (MSD).

Por que o sarampo voltou a circular no Brasil?

O vírus ainda circula em grande quantidade em várias regiões da Europa e da América. Devido as migrações e as viagens internacionais, o vírus foi importado e voltou a circular. Além disso, a baixa imunização da população brasileira, que vem decaindo nos últimos anos, também contribuiu para a volta da circulação do vírus.

Como a doença é transmitida?

A transmissão da doença ocorre diretamente de pessoa a pessoa, através de gotículas do nariz, boca ou garganta de pessoas infectadas pelo vírus. Os acometidos pela doença podem evoluir com complicações graves, incluindo encefalite, pneumonia e morte, principalmente em crianças desnutridas e menores de um ano de idade.Também tem sido descrito o contágio por dispersão de aerossóis com partículas virais no ar, em ambientes fechados, como escolas, creches e clínicas.

Quais são os principais sintomas?

Pessoas acometidas pela doença apresentam febre, manchas avermelhadas pelo corpo (exantemas), tosse, coriza, conjuntivite (olhos vermelhos e lacrimejantes), fotofobia (sensibilidade à luz) e pequenas manchas brancas dentro da boca (manchas de Koplik).

É possível pegar a doença através da vacinação?

A vacina é feita a partir do vírus atenuado e, por isso, o risco do vacinado ser infectado pela vacinação é inferior a 2%. O risco da pessoa não se imunizar e contrair a doença é muito maior do que deixar de se vacinar, uma vez que a vacina é altamente eficaz na prevenção da doença.

Gestantes podem tomar a vacina contra sarampo?

Não. A vacina é contraindicada durante a gestação pois são produzidas com o vírus do sarampo vivo, apesar de atenuado, e a gestação tende a diminuir a imunidade da mulher. O Ministério da Saúde por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI), recomenda que mulheres em idade fértil devem evitar gravidez até 1 (mês) após a vacinação.

Tenho mais de 30 anos e não me vacinei ou perdi meu cartão de vacina. O que devo fazer?

Se a pessoa não tomou nenhuma dose da vacina, perdeu o cartão ou não se lembra, deve receber apenas 1 (uma) dose da vacina. Procure a unidade básica de saúde mais próxima levando o seu cartão de vacinação e um documento. Lá sua situação vacinal será avaliada e atualizada conforme recomendações do calendário básico de vacinação.

Pessoas que já tiveram sarampo também precisam se vacinar?

Cada pessoa contrai a doença apenas 1 (uma) vez na vida. Logo, se há confirmação do diagnóstico para a doença, a pessoa já estará imunizada para toda a vida.

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