A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) apóia O Dia Mundial em Memória das Vítimas de Trânsito, que acontece no terceiro domingo de novembro. A data que foi criada em 1993, pela Road Peace, uma organização do Reino Unido, em prol das vítimas de acidentes rodoviários, tem como objetivo conscientizar a população em relação à prevenção aos acidentes de trânsito, bem como reduzir os custos das internações e reabilitação das vítimas dos acidentes de transportes terrestres. Além disso, busca enfatizar a necessidade de intensificar os esforços para controlar este importante problema de saúde pública e dar apoio às vítimas e seus familiares.

A SES-MG apóia também a Campanha Maio Amarelo, que acontece anualmente, de mobilização contra as mortes no trânsito. No Sistema Único de Saúde (SUS), os acidentes de trânsito são responsáveis por uma das principais causas de internação e mortes no país, contribuindo para a diminuição da expectativa de vida da população. 

O tema da Campanha para o ano de 2018 foi “Nós somos o trânsito” e a SES-MG adotou como estratégia de campanha o apoio à descentralização das ações nas Unidades Regionais de Saúde e tem fomentado por meio de reuniões integradas com diversos parceiros (SEE, DEER entre outros), distribuição de materiais gráficos e gelatinas para iluminação de local público. Além disso, está sendo reforçado junto às Referências Técnicas que a temática exige uma abordagem conjunta entre os diversos atores sociais, o estado e a sociedade civil, trabalhando de forma integrada e articulada.

» Clique nos links abaixo para fazer o download dos materiais da campanha:

- CARTAZ DA CAMPANHA VIDA NO TRÂNSITO / MAIO AMARELO - FORMATO A3
- CARTAZ DA CAMPANHA VIDA NO TRÂNSITO / MAIO AMARELO - FORMATO A4
- FOLDER DA CAMPANHA VIDA NO TRÂNSITO / MAIO AMARELO
- WALLPAPER DA CAMPANHA VIDA NO TRÂNSITO / MAIO AMARELO

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, as violências e os acidentes – sejam eles de natureza acidental ou não, são responsáveis por cerca de 9% da mortalidade global, e a maior proporção dos acidentados de transporte terrestre é do sexo masculino, adulto jovem e residente em área urbana. Aproximadamente metade das vítimas de acidentes de trânsito é constituída por pedestres, ciclistas ou motociclistas (OMS, 2008).

Em Minas Gerais, de acordo com os dados do Boletim de Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis, no período de 2010 a fevereiro de 2018, verifica-se que os homens apresentaram maior percentual de óbito por acidentes, sendo 81% e as mulheres com 19% dos óbitos. Deste período o ano de 2013 apresentou o maior percentil de morte por Acidente de Transporte Terrestre com 14%.

Com relação ao total de óbitos segundo grupo de causas, a maior proporção está entre os ocupantes de automóveis com 38,3% dos óbitos, seguido de outras causas 24,2% e motocicleta com 19,3%.

De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde, os fatores de risco para os acidentes de transporte incluem: dirigir sob o efeito de bebidas alcóolicas, estresse, fadiga, tonteira, excesso de velocidade, falta de uso de equipamentos de segurança (principalmente cinto de segurança e capacete), manutenção inadequada dos veículos e infraestrutura deficiente do sistema viário.

Em 2010, a Organização das Nações Unidas (ONU) declarou o período compreendido entre 2011 a 2020 como a Década de Segurança Viária, estimulando os países membros a estabilizar ou reduzir as mortes decorrentes de acidentes de trânsito por meio do desenvolvimento de planos de ação sobre a morbimortalidade por esses agravos. Por isso, em 2011, o Ministério da Saúde reconheceu o impacto das causas externas no modo de viver e morrer da população e estabeleceu a Política Nacional de Redução da Morbimortalidade por Acidentes e Violências, instituindo diretrizes que, dentre outras medidas, propõem ações de promoção da saúde e segurança, vigilância dos agravos e estruturação da rede de assistência, incluindo reabilitação.

Tudo isso tendo em vista que a nova concepção de Saúde importa uma visão afirmativa, que a identifica com bem-estar e qualidade de vida. Assim, ao se pensar em saúde e promoção da segurança no trânsito faz-se necessário entender o trânsito como um dos Determinantes Sociais da Saúde (DSS), ou seja, um dos tantos fatores sociais, econômicos, culturais, étnico/raciais, psicológicos e comportamentais que influenciam a ocorrência de problemas de saúde e seus fatores de risco na população.

Os acidentes de trânsito são, de fato, uma questão importante de saúde pública, e não apenas uma decorrência da mobilidade veicular. Promover uma cultura de paz no trânsito, ampliar as atitudes pessoais e a capacidade da comunidade de melhorar as condições físicas e psicossociais nos espaços onde as pessoas vivem, estudam, trabalham e se divertem, ou seja, onde a vida transita, reduziriam as admissões hospitalares e a gravidade dos traumas. O setor também ganharia se – com a garantia de condições mais seguras para pedestres e ciclistas – mais pessoas adotassem o hábito saudável de caminhar ou andar de bicicleta, sem temer pela própria vida.

PEDESTRE

  • Atravesse a via sempre olhando para os dois lados;
  • Não utilize equipamentos que retirem sua atenção, como fones de ouvidos ou celular;
  • Atravesse a via utilizando as faixas de segurança ou a passarela. Respeite as placas, os sinais e as regras gerais de trânsito, a fim de promover uma cultura de segurança.

PASSAGEIRO

  • Use, obrigatoriamente, o cinto de segurança em qualquer situação e distância.
  • Menores de 10 anos devem ser transportados no banco traseiro com o cinto de segurança;
  • Menores de 4 anos devem ser transportados no banco traseiro e em cadeira especial;
  • Menores de 1 ano devem ser transportados no banco traseiro e em assento próprio.

CICLISTA

  • Trafegue nas ciclovias e ciclofaixas. Onde elas não existirem, ande próximo ao meio fio;
  • Trafegue sempre no mesmo sentido dos veículos;
  • Lembre-se sempre que capacete, joelheiras, cotoveleiras e luvas reduzem o impacto e o risco de ferimentos graves;
  • Nunca pegue carona na traseira de veículos.

MOTOCICLISTA

  • Use sempre o capacete e exija que seu carona também use;
  • Utilize sempre capacete fechado e que tenha o selo do INMETRO;
  • Não pilote depois de ingerir qualquer bebida alcoólica;
  • Não utilize equipamentos que retirem sua atenção, como fones de ouvidos ou celular;
  • Utilize luzes de circulação diurna.

MOTORISTA

  • Transite em velocidade condizente com a velocidade permitida na via em que está trafegando;
  • Mantenha distância segura de, pelo menos, 10 metros de distância do carro da frente, principalmente em caso de chuva;
  • Utilize luzes diárias de circulação diurna;
  • Respeite a faixa de pedestre;
  • Use sempre o cinto de segurança;
  • Não utilize equipamentos que retirem sua atenção, como fones de ouvidos ou celular;
  • Não pilote depois de ingerir qualquer bebida alcoólica.

A importância do uso do cinto de segurança
No caso de uma frenagem brusca, capotagem ou impacto frontal devido a uma colisão, o cinto de segurança protege e mantém o corpo do condutor e dos demais ocupantes no assento.

Se beber, já sabe: não dirija!
O consumo de álcool, mesmo em quantidades relativamente pequenas, aumenta o risco de envolvimento em acidentes, tanto para condutores como para pedestres. Além de provocar a deterioração de funções indispensáveis à segurança ao volante, como a visão e os reflexos, o álcool diminui também a capacidade de discernimento, estando em geral associado a outros comportamentos de alto risco, como excesso de velocidade e inobservância do uso de cinto de segurança.

Transite em velocidade condizente com a permitida
O campo de visão do condutor também é afetado à medida que a velocidade aumenta. Enquanto a 40 km/h o condutor alcança 100% da capacidade de visualização, a 100 km/h seu campo de visão será de apenas 45 graus.

A pesquisadora associada do Laboratório de Informação em Saúde (LIS/Icict), Giseli Damacena, analisou os dados sobre consumo de bebidas alcoólicas e o hábito de dirigir após beber, divulgados pela Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2013. A investigação revelou números que impressionam: 24,3% da população brasileira admitem já ter consumido bebida alcoólica antes de dirigir.

Conforme a análise da pesquisadora, a proporção de pessoas que se envolveram em acidentes de trânsito com lesões corporais nos últimos 12 meses anteriores à Pesquisa no Brasil foi de 3,1% da população geral, sendo que 7,5% foram os que referiram consumo abusivo e frequente de álcool. A partir do artigo “Consumo abusivo de álcool e envolvimento em acidentes de trânsito na população brasileira, 2013”, produzido por Giseli Damacena e outros autores, foi desenvolvida a série “Álcool e trânsito”, que traz dados, documentos, infográficos, gifs animados, trechos de vídeo e depoimentos de especialistas sobre o assunto.

A proposta da série de reportagens é promover o debate sobre os impactos na saúde dos acidentes de trânsito causados pelo consumo de álcool pelos condutores. Abaixo, confira as quatro reportagens da série:

  1. Segundo dados da PNS, um em cada quatro brasileiros admite dirigir alcoolizado
  2. Lei Seca: o efeito das multas na prevenção aos acidentes de trânsito
  3. Acidentes no trânsito: os custos e o valor de uma vida
  4. Na contramão das campanhas, adolescentes e jovens começam a beber mais cedo

Observatório Nacional de Segurança Viária

O órgão desenvolve anualmente a campanha Maio Amarelo. Em 2017, o mote é “Minha Escolha Faz a Diferença no Trânsito”.

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