O Sarampo é uma doença viral, infecciosa aguda, grave, transmissível, altamente contagiosa e comum na infância. A doença cursa inicialmente com febre, exantema (manchas avermelhadas que se distribuem de forma homogênea pelo corpo), sintomas respiratórios e oculares.

No quadro clínico clássico as manifestações incluem tosse, coriza, rinorréia (rinite aguda), conjuntivite (olhos avermelhados), fotofobia (aversão a luz) e manchas de koplik (pequenos pontos esbranquiçados presentes na mucosa oral). A evolução da doença pode originar complicações infecciosas como amigdalites (mais comum em adultos), otites (mais comum em crianças), sinusites, encefalites e pneumonia, que podem levar ao óbito. As complicações frequentemente acometem crianças desnutridas e menores de um ano de idade.

A transmissão ocorre de pessoa a pessoa por meio de secreções (ou aerossóis) presentes na fala, tosse, espirros ou até mesmo respiração. Na presença de pessoas não imunizadas ou que nunca apresentaram sarampo, a doença pode manter-se em níveis endêmicos, produzindo epidemias recorrentes.

Até o momento, não foram confirmados casos de sarampo no Estado.

Atualmente são 402 casos suspeitos notificados, destes, 319 casos foram descartados laboratorialmente e 83 ainda se encontram em processo de investigação, aguardando pesquisa laboratorial das amostras pela Fundação Ezequiel Dias (FUNED-MG).

Das análises realizadas, até o momento, 15 casos suspeitos apresentaram amostras soropositivas/reagentes ou inconclusivas para anticorpos IgM em primeira coleta oportuna, pertencentes aos seguintes municípios: Belo Horizonte (04 casos), Caratinga (01 caso), Conceição das Pedras (01 caso), Itajubá (01 caso), Itanhandú (02 casos), Jequitinhonha (01 caso), Juiz de Fora (01 caso), Miradouro (01 caso), Raposos (01 caso), Ribeirão das Neves (01 caso) e Santa Helena de Minas (01 caso). Contudo, é necessária uma segunda amostra soropositiva para a confirmação da doença, além da avaliação de outros parâmetros laboratoriais e informações como análise do aumento da titulação de anticorpos IgG, pesquisa de outros diagnósticos diferenciais (como dengue, zika, chikungunya, parvovírus, dentre outros), deslocamento recente/contato com algum caso suspeito ou confirmado da doença e status vacinal completo para a tríplice viral. As amostras em suspeita - após segunda coleta - são encaminhadas à FIOCRUZ/RJ - Fundação Oswaldo Cruz, que re-testa as análises sorológicas e realiza biologia molecular com o objetivo de detecção viral.

Em Minas Gerais, a meta mínima recomendada para a Campanha Nacional de Vacinação contra o sarampo e rubéola foi alcançada, apresentando Cobertura Vacinal de 97,49%, com um total de 1.001.522 doses aplicadas.

A vacina tríplice viral se encontra disponível em todas as unidades básicas de saúde do Estado e protege contra o sarampo, a rubéola e a caxumba.

» Clique aqui e acesse o Boletim Epidemiológico do Sarampo em Minas Gerais (atualizado em 08/11/2018).

Por Jornalismo SES-MG