Notícias http://saude.mg.gov.br Wed, 20 Mar 2019 14:55:44 +0000 Joomla! - Open Source Content Management pt-br SES-MG realiza workshop sobre estratégias de controle e enfrentamento da tuberculose no estado http://saude.mg.gov.br/sobre/institucional/superintendencias-regionais-de-ensino/stories/10971-ses-mg-realiza-workshop-sobre-estrategias-de-controle-e-enfrentamento-da-tuberculose-no-estado http://saude.mg.gov.br/sobre/institucional/superintendencias-regionais-de-ensino/stories/10971-ses-mg-realiza-workshop-sobre-estrategias-de-controle-e-enfrentamento-da-tuberculose-no-estado

Nesta terça-feira (19/03), a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) realizou, em Belo Horizonte, o primeiro dia do II Workshop para o Controle da Tuberculose. Com o objetivo de discutir estratégias para o enfrentamento da doença no estado, o evento reuniu profissionais que atuam diretamente no controle da tuberculose nas Regionais de Saúde, municípios considerados prioritários, hospitais mineiros que são referência no tratamento da doença, Fundação Ezequiel Dias (FUNED) e Ministério da Saúde.

Crédito: Marcus Ferreira

Realizado em alusão ao Dia Mundial de Combate à Tuberculose (24/03), o workshop segue até a próxima quinta-feira (21/03), reunindo em sua programação atividades como análises situacionais da doença nas diferentes regiões do estado, prevenção e controle da tuberculose em grupos prioritários e enfrentamento do abandono do tratamento por pacientes. O objetivo é fazer com que os profissionais de saúde presentes intensifiquem as ações de controle da doença nos municípios.

Durante o evento, foi realizado o lançamento do Plano Estadual pelo Fim da Tuberculose como Problemade Saúde Pública em Minas Gerais. Tendo como meta central orientar as ações de vigilância, assistência e planejamento em saúde no controle da tuberculose, o plano apresenta uma série de propostas efetivas e pactuadas para o enfrentamento da doença no estado em diversas frentes. A previsão é que o plano seja implantado ao longo da atual gestão com o acompanhamento e cumprimento de metas e objetivos anuais.

Conforme explica a coordenadora do Programa Estadual de Controle da Tuberculose da SES-MG, Maíra Veloso, o plano nasceu da necessidade de uma ampliação das ações de enfrentamento da tuberculose no estado. “O plano foi formulado a partir da análise situacional da tuberculose no estado e realizado em conjunto com diferentes setores envolvidos no controle da tuberculose em Minas e no país. Entre os parceiros na construção do plano e também nas ações de enfrentamento já desenvolvidas, estão Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Ministério da Saúde, Regionais de Saúde do estado, municípios e diferentes áreas técnicas e setores da SES-MG”, explica.

A superintendente de Vigilância Epidemiológica, Ambiental e Saúde do Trabalhador da SES-MG, Jordana Costa Lima, destacou a elaboração e execução do plano como meio estratégico para o controle da tuberculose no estado. “Apesar de outros cenários que se apresentam como prioritários para a saúde dos mineiros, o enfrentamento da tuberculose precisa seguir caminhando. Esse é o nosso desafio enquanto Sistema Único de Saúde (SUS), sermos técnicos em momentos difíceis e permanecer com a nossa rotina de atuar em frentes importantes como é o caso da tuberculose”, afirma. Já o subsecretário de Vigilância e Proteção à Saúde da SES-MG, Dario Brock Ramalho, destacou o controle da tuberculose como prioridade quando se trata da formulação de novas políticas públicas de saúde.

Crédito: Marcus Ferreira

Tuberculose em Minas

Em 2019, foram notificados, até o momento, 506 casos de tuberculose no estado e 13 óbitos (dados sujeitos a alteração). Em 2018, foram notificados 4.223 casos da doença e 232 óbitos e, em 2017, foram 3.989 casos e 239 casos. Ao todo, 549 municípios mineiros tiveram pelo menos um caso de tuberculose em 2018.

A tuberculose é uma doença infecciosa e contagiosa causada por uma bactéria que afeta principalmente os pulmões, mas também pode atingir outras partes do corpo. A doença é transmitida de pessoa para pessoa pelo ar, quando um doente tosse, espirra, canta ou fala mais alto. A tosse com duração de 03 ou mais semanas é um dos sintomas principais, acompanhada ou não de febre ao final da tarde, suor noturno e emagrecimento. Na vigência desses sintomas, é importante a pessoa procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima da sua casa para ser avaliada.

O diagnóstico e o tratamento da tuberculose são realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A doença tem cura e, para o êxito do tratamento, é importante que o paciente tome os medicamentos de forma regular e no tempo previsto.

Qualquer um pode adoecer por tuberculose, mas alguns grupos são considerados mais suscetíveis à doença. Entre eles estão as pessoas que vivem com o vírus HIV/AIDS, diabéticos, pessoas em situação de rua, pessoas privadas de liberdade, indígenas e quilombolas.

Para mais informações sobre a tuberculose, acesse: www.saude.mg.gov.br/tuberculose

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Banco de notícias Tue, 19 Mar 2019 16:11:23 +0000
SES-MG participa do Simpósio de atualização em Influenza http://saude.mg.gov.br/sobre/institucional/superintendencias-regionais-de-ensino/stories/10954-ses-mg-participa-do-simposio-de-atualizacao-em-influenza http://saude.mg.gov.br/sobre/institucional/superintendencias-regionais-de-ensino/stories/10954-ses-mg-participa-do-simposio-de-atualizacao-em-influenza

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) participou nesta terça-feira (12/03), do Simpósio de atualização: influenza, no Hotel Ouro Minas, em Belo Horizonte. O evento contou com a participação de referências técnicas de todo o estado para discutir as ações de vigilância e as estratégias de vacinação para enfrentar a sazonalidade da gripe em 2019.

Crédito: Marcus Ferreira

Dario Brock Ramalho, subsecretário de Vigilância e Proteção à Saúde da SES-MG, reforçou que a atualização sobre a influenza é muito importante para os profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS), uma vez que ajuda a responder ao período de sazonalidade com mais efetividade. “A vigilância epidemiológica é extremamente relevante para reconhecer o avanço da doença e para atuar com ações efetivas em saúde pública. Por isso, buscamos aprender com a experiência e compartilhar conhecimentos sobre o cenário atual da influenza, para fortalecer a atuação dos agentes dos estados, das regionais de saúde e dos municípios”, disse Dario Brock.

Para a superintendente de Vigilância Epidemiológica, Ambiental e Saúde do Trabalhador, Jordana Costa Lima, o papel da SES-MG é uma vigilância preventiva. “A SES-MG realiza uma capacitação anual com seus profissionais, para conhecer quais os vírus estão circulando no Brasil e no mundo e para estudar o cenário epidemiológico. É assim que nos preparamos enquanto saúde pública, definindo ações de vigilância e estratégias para vacinar o maior número possível de pessoas”, enfatizou a superintendente.

Cenário epidemiológico

A diretora de Vigilância Epidemiológica da SES-MG, Janaína Fonseca Almeida, apresentou o cenário atual da influenza no mundo e no Brasil, mostrando a especificidade do estado. Segundo Janaína, é necessário estar alerta ao cenário epidemiológico atual para antecipar estratégias e ações. “No mundo inteiro observa-se uma aumento do número de casos de influenza, indicando que devemos ter uma grande circulação do vírus da gripe no próximo período de sazonalidade. A vigilância tem como prioridade conhecer a circulação do vírus e alertar os profissionais que atuam nos serviços de saúde. É assim que garantimos que o diagnóstico seja feito de forma mais rápida e que o doente tenha acesso ao medicamento em tempo oportuno”, disse Janaína Almeida.

Em 2019, em Minas Gerais, já foram notificados 187 casos de SRAG e cinco casos de influenza. Em 2018, ocorreram 3.245 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no estado, com 351 casos de influenza e 99 óbitos. A maioria dos óbitos ocorreu entre adultos maiores de 60 anos e em pessoas com fatores de risco como doenças crônicas e obesos. O vírus de maior circulação foi H1N1, principalmente nas regiões Sul, Centro, Sudeste e Triângulo do Norte.

Crédito: Marcus Ferreira

Campanha de vacinação

Este ano, a Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza acontece no período de 15 de abril a 31 de maio, sendo 04 de maio o dia de mobilização nacional, o Dia D. A meta é vacinar, pelo menos, 90% dos grupos elegíveis para a vacinação.

Eva Lídia Arcoverde, referência Técnica do Centro de Referências para Imunológicos Especiais (CRIE) da SES-MG, disse que, para atingir a meta de vacinação, regionais de saúde, municípios e equipes de Saúde da Família trabalham junto para planejar as ações da campanha com antecedência. “O sucesso da vacinação contra influenza depende de uma estratégia bem coordenada. Para isso, serão utilizadas busca ativa do público alvo com vacinação de crianças em escolas, vacinação de idosos em instituições de longa permanência, divulgação em mídias e ações no dia D”, explicou.

Nesta campanha, a vacina foi ampliada para as crianças na faixa etária de 6 meses a menores de 6 anos de idade (5 anos, 11 meses e 29 dias). Também fazem parte do público elegível os adultos com 60 anos ou mais de idade, as gestantes, as puérperas (até 45 dias após o parto), os trabalhadores da saúde, os professores das escolas públicas e privadas, os povos indígenas, os grupos portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, os adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas, a população privada de liberdade e os funcionários do sistema prisional.

Para atender às necessidades de proteção contra influenza, a composição da vacina é estabelecida anualmente pela Organização Mundial de Saúde (OMS), com base nas informações recebidas de laboratórios de referência sobre a prevalência das cepas circulantes. As vacinas da influenza sazonal são geralmente modificadas anualmente para proteção contra as cepas virais da gripe em circulação. A composição da vacina a ser comercializada ou utilizada no Brasil para a temporada de 2019 foi divulgada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A doença

A influenza (gripe) é uma doença respiratória infecciosa de origem viral, de elevada transmissibilidade e distribuição global, com tendência a se disseminar facilmente em epidemias sazonais. Pode levar ao agravamento e ao óbito, especialmente nos indivíduos que apresentam fatores ou condições de risco para as complicações da infecção como crianças menores de 06 anos de idade, gestantes, adultos com 60 anos ou mais, portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais.

De acordo com o geriatra do Hospital das Clínicas de Belo Horizonte, Rodrigo Ribeiro dos Santos, a influenza pode ser um gatilho para desencadear outras doenças em pessoas com mais de 60 anos. “A influenza tem um impacto muito grande entre os idosos e muitas vezes pode desencadear doenças como AVC, infarto e asma. Por isso, a vacinação contra a gripe é muito importante entre esse público”, reforçou.

O infectologista José Geraldo Leite explicou que também as crianças são fortemente impactadas pela influenza. Segundo o médico, ocorre um aumento em 30 a 50% do número de consultas e em até 100% das hospitalizações de crianças durante os períodos de sazonalidade da doença. “Durante esse período, as unidades de saúde que atendem crianças precisam ficar atentas. A vigilância em saúde tem esse papel de alertar os profissionais sobre a circulação do vírus e sobre a necessidade de atendimento adequado nas primeiras horas”, disse.

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Banco de notícias Tue, 12 Mar 2019 17:48:32 +0000
SES-MG reforça importância do teste rápido de HIV http://saude.mg.gov.br/sobre/institucional/superintendencias-regionais-de-ensino/stories/10943-ses-mg-reforca-importancia-do-teste-rapido-de-hiv http://saude.mg.gov.br/sobre/institucional/superintendencias-regionais-de-ensino/stories/10943-ses-mg-reforca-importancia-do-teste-rapido-de-hiv

Mesmo com o fim do Carnaval, o alerta para a prevenção contra as infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) permanece e se estende durante todo o ano. A orientação da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) é a realização do teste rápido para os casos em que houve exposição a comportamento de risco, como relação sexual sem o uso de preservativos, compartilhamento de seringas e agulhas ou reutilização de objetos perfurocortantes com a presença de sangue ou fluídos contaminados.

Por meio do teste rápido, é possível identificar infecções como sífilis, hepatite B e C e HIV – vírus causador da Aids, que pode afetar qualquer pessoa. Para a coordenadora de Infecções Sexualmente Transmissíveis/Aids e Hepatites Virais da SES-MG, Mayara Marques Almeida, o diagnóstico precoce possibilita começar o tratamento o quanto antes e impedir a transmissão do vírus.

“O teste rápido é importante para que as pessoas tenham acesso ao estado sorológico, após uma relação desprotegida e exposição ao vírus. Ele pode ser realizado em qualquer época do ano e é indicado para todas as pessoas que possuem vida sexual ativa e/ou situações de exposição, principalmente para aquelas que não utilizam preservativo em todas as relações sexuais. Quanto mais cedo o vírus for descoberto, mais cedo a pessoa pode iniciar o tratamento antirretroviral e evitar que a infecção evolua para Aids, mantendo sua qualidade de vida. É recomendável que todas as pessoas que desconhecem seu estado sorológico realizem o teste”, reforçou Mayara.

Em Minas, 67.491 casos de HIV já foram notificados em todo o Estado. Atualmente, aproximadamente 30 mil usuários estão em tratamento com antirretrovirais. Segundo a coordenadora, o teste e o tratamento estão disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a todas e todos.

“Caso a pessoa deseje realizar o teste rápido, é importante procurar uma unidade de saúde para orientações. Ressaltamos que eles estão disponíveis nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) e em algumas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Caso o teste rápido para sífilis, hepatites virais B e C e HIV sejam reagentes, ou seja, apresentem resultados positivos, é importante que o usuário seja encaminhado para o serviço de saúde para o início do tratamento. Em caso de resultados negativos, é necessário reforçar as formas de prevenção”, concluiu Mayara.

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Terapias Preventivas

Além do uso do preservativo, há outras formas de evitar o HIV, como a Profilaxia Pós Exposição (PEP) e Profilaxia Pré Exposição (PrEP). A PEP consiste no uso de medicamentos para reduzir o risco de adquirir essas infecções e é indicada para os casos em que a pessoa tenha vivenciado violência sexual, relação sexual desprotegida (sem o uso da camisinha ou com seu rompimento), acidente ocupacional (com instrumentos perfurocortantes ou contato direto com material biológico). Já a PrEP consiste na tomada diária de um comprimido que impede que o vírus causador da Aids infecte o organismo, antes de a pessoa ter contato com o vírus. Clique aqui para saber mais sobre as profilaxias.

Conscientização

Com o tema “Então, faça o teste”, a campanha informativa irá veicular posts pelas redes sociais da SES-MG e dos parceiros de organizações não-governamentais (ONGs) e representações de movimentos jovens e LGBT, incentivando a realização do teste de HIV, principalmente após o carnaval, além de reforçar a importância do diagnóstico precoce.

No site www.saude.mg.gov.br/sexoseguro, além do conteúdo informativo sobre as ISTs, ficará disponível um kit digital com modelos de posts e artes para WhatsApp, de forma que a população, a imprensa e as referências em Comunicação Social e Mobilização Social das Regionais de Saúde possam fazer uso dos materiais e difundir a campanha.

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Banco de notícias Thu, 07 Mar 2019 10:30:51 +0000
SES-MG alerta sobre a importância da prevenção e controle da sífilis http://saude.mg.gov.br/sobre/institucional/superintendencias-regionais-de-ensino/stories/10907-ses-mg-alerta-sobre-a-importancia-da-prevencao-e-controle-da-sifilis http://saude.mg.gov.br/sobre/institucional/superintendencias-regionais-de-ensino/stories/10907-ses-mg-alerta-sobre-a-importancia-da-prevencao-e-controle-da-sifilis

Definida por ser uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST), a Sífilis, causada pelo Treponema pallidum (T. pallidum) vem avançando não só em Minas Gerais, mas em todo o Brasil. Para evitar esse aumento, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece a toda à população medidas de prevenção à doença, como preservativos, exames para diagnóstico e tratamento necessário. “A principal forma de prevenção à sífilis é utilizar o preservativo, seja ele masculino ou feminino em todas as relações sexuais, sejam elas vaginais, anais, ou orais”, afirma a Coordenadora de IST/Aids e Hepatites Virais da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Mayara Marques.

Crédito: Pixabay

Sífilis adquirida

A sífilis adquirida traz sérias complicações para a saúde humana. É caracterizada por feridas nos órgãos genitais, erupções pelo corpo e nas mucosas, danos no cérebro, medula espinhal e vasos sanguíneos. “Nessa modalidade da doença, 95% dos casos são devido ao contato com as lesões nos órgãos genitais”, explica Mayara. Em 2018, Minas Gerais registrou 14.457 casos de sífilis adquirida. Em 2019, até o dia 14 de fevereiro, 176 casos da doença foram notificados.

Sífilis em gestante

Na classificação da sífilis em gestantes, há a probabilidade de a doença ser transmitida para o feto, fato caracterizado pela transmissão vertical, principalmente entre a 16ª e a 28ª semana de gestação. O contágio ocorre com mais periodicidade no período intrauterino, mas também pode acontecer no parto, se houver lesão ativa. “É imprescindível que a gestante realize todos os exames de pré-natal, pois são por meio desses exames de rotina, tratamento adequado da paciente e o devido uso do preservativo é que a infecção no recém-nascido será prevenida”, pondera a coordenadora Mayara Marques.

Em 2018, Minas Gerais registrou 5.066 casos de sífilis em gestante. Em 2019, até o dia 14 de fevereiro, o Estado teve notificação de 231 casos da doença.

Sífilis congênita

A sífilis congênita se dá quando há a transmissão da doença para o bebê durante a gravidez por falta de tratamento adequado. “Na ausência de tratamento, a transmissão vertical da sífilis é elevada. Entretanto, o diagnóstico e tratamento oportuno são altamente eficazes e reduzem a transmissão em até 97%. O número de casos notificados dependerá, portanto, da capacidade de intervenção dos serviços para reduzir a transmissão vertical, do diagnóstico e tratamento adequadamente às gestantes e seus parceiros, mas também da capacidade de identificação e notificação dos casos de sífilis congênita”, explica Mayara.

Em 2018, Minas Gerais registrou 2.388 casos em decorrência da doença. Em 2019, até o dia 14 de fevereiro, o Estado tem registro de 135 casos notificados pela infecção.

Prevenção, sintomas e tratamento

Os sintomas da doença variam de acordo com o estágio em que ela se encontrar no organismo do paciente. Em sua primeira fase é caracterizada por uma úlcera, geralmente única, que ocorre no local de entrada da bactéria (pênis, vulva, vagina, colo uterino, anus e boca). Já a fase secundária, surge em média entre seis semanas e seis meses após a infecção. Nesse caso podem ocorrer erupções cutâneas em forma de máculas (roséola) e/ou pápulas, principalmente no tronco. A fase terciária manifesta-se na forma de inflamação e destruição tecidual. Nesse caso, é comum o acometimento do sistema nervoso e cardiovascular.

A principal forma de prevenção da doença é a utilização do preservativo, seja ele masculino ou feminino em todas as relações sexuais, sejam elas anais, vaginais ou orais.  Atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS), fornece para a população o exame para diagnóstico e a indicação do tratamento adequado.

» Clique aqui e confira a listagem dos Centros de testagem e Aconselhamento/Serviço de Atenção Especializada que realizam o teste rápido da sífilis em Minas Gerais

A penicilina é considerada o medicamento eficaz para tratamento da sífilis, em qualquer fase da doença e está disponível à população nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).

De acordo com Mayara Marques, a Coordenação Estadual de IST/Aids e Hepatites Virais da SES-MG promove capacitações in loco nas regionais de saúde do estado, com o envolvimento da atenção primária e epidemiologia a fim de sensibilizar os profissionais para a realização do diagnóstico e tratamento precoce, bem como a notificação e investigação de novos casos. “Essas ações desenvolvidas devem ser contínuas para que assim haja um impacto positivo em relação à ocorrência da doença no estado de Minas Gerais”, finaliza.

» Clique aqui e saiba mais como se dá o tratamento da sífilis pelo SUS no Blog da Saúde MG

Para mais informações sobre a doença, acesse: www.saude.mg.gov.br/sifilis

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Banco de notícias Tue, 19 Feb 2019 13:44:39 +0000
Agroindústria Familiar é debatida na Regional de Saúde de Uberlândia http://saude.mg.gov.br/sobre/institucional/superintendencias-regionais-de-ensino/stories/10974-agroindustria-familiar-e-debatida-na-regional-de-saude-de-uberlandia http://saude.mg.gov.br/sobre/institucional/superintendencias-regionais-de-ensino/stories/10974-agroindustria-familiar-e-debatida-na-regional-de-saude-de-uberlandia

A Regional de Saúde de Uberlândia em parceria com o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (EMATER), o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) de Minas Gerais e a Secretaria Agropecuária, Abastecimento e Distritos de Uberlândia, realizaram nesta terça-feira, 19/03, a primeira reunião técnica sobre a intersetorialidade na regularização da Agroindústria Rural de Pequeno Porte e Microempreendedores juntamente com os coordenadores municipais da Vigilância Sanitária da região.

Talita Costa e Silva Brito, referência técnica da Vigilância Sanitária (VISA) da Regional de Saúde de Uberlândia, destacou que este foi o primeiro momento regional para alinhar as informações junto aos parceiros para viabilizar as ações da VISA quanto aos pequenos agricultores e microempreendedores. A próxima etapa é capacitar os fiscais sanitários dos municípios para que adotem um procedimento uniforme conforme a legislação. “Sabemos que o agroindústria é um segmento muito forte aqui na região, e precisamos assessorar os empreendedores para a inclusão produtiva e com segurança sanitária, oferecendo todo o suporte para que a população não fique vulnerável”, explica Talita.

A agricultura familiar tem cunho empresarial, pois gera produto e é rentável. O poder público precisa ter um olhar diferenciado para fomentar o mercado e não deixar o consumidor exposto a produtos clandestinos. “Temos que conhecer e certificar os produtos seguros e abrir o mercado para esses segmentos, e por meio da assistência técnica, alavancar os negócios”, destacou a secretária de Agropecuária, Abastecimento e Distritos de Uberlândia, Walkiria Naves.

Créditos: Lilian Cunha

Com a mesma visão empresarial, a consultora do SEBRAE, Fabiana Queiroz, abordou o perfil do cliente que orienta as estratégias para a agricultura familiar, e o papel da Vigilância Sanitária é essencial. “O consumidor quer é comodidade, produto de qualidade e saber a origem, um item tecnológico, que utiliza o correto manejo sanitário e genético, sustentável e que lhe traga experiência positiva. Este é o valor agregado da experiência positiva que ele busca. E por outro lado, o empreendedor precisa inovar para divulgar seu produto, preocupar com a logística de venda e ter rentabilidade.”

A coordenadora técnica regional da EMATER apresentou parte do trabalho que é desenvolvido junto aos pequenos produtores da agroindústria familiar. “Auxiliamos em todo o processo de legalização, explicando as boas práticas, os procedimentos operacionais padrão, rotulagem, oferecemos cursos de capacitação e o registro”, diz.

As atribuições do IMA são articuladas com as da EMATER. “Nosso principal foco é a educação sanitária, fazer com que a agroindústria se adeque às normas dentro da realidade do empreendedor e obedecendo as legislações”, completou o fiscal assistente agropecuário do IMA, Marcos César Fonseca.

Presente na reunião, o coordenador da VISA de Tupaciguara, Joel Reis Mendes, disse que a equipe local está acompanhando cinco agroindústrias de pequeno porte e é importante padronizar as ações para direcionar o trabalho desenvolvido. “Precisamos facilitar o processo de legalização e fazer com que o empresário tenha confiança na Vigilância Sanitária. Isto facilita as orientações, as exigências das normas são cumpridas e não há a penalização do produtor”.

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Banco de notícias Wed, 20 Mar 2019 08:25:05 +0000
SES-MG realiza reunião anual de Promoção à Saúde http://saude.mg.gov.br/sobre/institucional/superintendencias-regionais-de-ensino/stories/10973-ses-mg-realiza-reuniao-anual-de-promocao-a-saude http://saude.mg.gov.br/sobre/institucional/superintendencias-regionais-de-ensino/stories/10973-ses-mg-realiza-reuniao-anual-de-promocao-a-saude

Teve início nesta terça-feira (19/03), a Reunião Técnica Anual de Promoção à Saúde realizada pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) com as referências técnicas regionais de promoção à Saúde e Tabagismo. 

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O evento ocorre no auditório da Regional de Saúde de Belo Horizonte, no centro da capital mineira, até o próximo dia 21 e tem o objetivo de qualificar a abordagem e a implementação da política de promoção à saúde nas Unidades Regionais de Saúde e nos municípios sob jurisdição das Regionais.

A superintendente de Atenção Primária à Saúde da SES-MG, Daniele Lopes Leal, destaca a relevância do encontro no âmbito da saúde pública mineira. “Realizamos, desde 2016, essas reuniões anualmente. Ao final deste ano, faremos um balanço das ações. É fundamental abordarmos temas como intersetorialidade e empoderamento, bem como aprimorarmos as habilidades profissionais”, enfatiza.

Daniele Lopes Leal aponta, ainda, a necessidade de ampliar a percepção do conceito e das ações relativas à promoção à saúde. “Talvez a ideia mais comum de promoção à saúde seja relacionada a fazer material gráfico e realizar palestras. No entanto, precisamos ir além e trabalhar habilidades para conseguirmos impactar o comportamento e as ações dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS)”.

Neste contexto, um dos palestrantes do encontro, o psicólogo e doutor em Saúde Pública, professor Jorge Luiz da Silva, abordou o tema “Habilidades para a Vida e Empoderamento”. “O tema de habilidades para vida é consolidado e desenvolvido no exterior com metodologia e referências teóricas avaliadas para se desenvolver as ações na realidade. Traz uma sistematização teórica e metodológica com avaliações que já comprovaram que são programas eficazes em se promover as habilidades para a vida. São habilidades desenvolvidas para lidar com os desafios da vida cotidiana”, ressalta o professor.

Jorge Luiz destaca, ainda, a relevância do evento: “Promover esses encontros é importante porque as pessoas presentes são multiplicadores e a abrangência será muito grande”, afirma.

Para o coordenador do Núcleo de Atenção Primária da Regional de Saúde de Manhumirim, Geraldo Bastos Destro, a reunião favorece ações de promoção à saúde.
“Essa política é a que tem mais se destacado em nossa região. Os municípios são de pequeno e médio porte. A promoção proporciona um resultado muito animador, já que envolve toda a saúde do município”. Sobre os temas abordados, o coordenador salienta que a importância dos temas e da troca de informação. ”Temos uma gama de instrumentos grandes com os temas. Para a gente trabalhar com os municípios é sempre bom estar aqui para também pegar as experiências exitosas. Os temas variam e são abordados também de forma específica”, explica o coordenador.

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Banco de notícias Tue, 19 Mar 2019 17:19:14 +0000
SES-MG capacita profissionais do Norte de Minas para adoção de nova técnica para tratamento das leishmanioses http://saude.mg.gov.br/sobre/institucional/superintendencias-regionais-de-ensino/stories/10972-ses-mg-capacita-profissionais-do-norte-de-minas-para-adocao-de-nova-tecnica-para-tratamento-das-leishmanioses http://saude.mg.gov.br/sobre/institucional/superintendencias-regionais-de-ensino/stories/10972-ses-mg-capacita-profissionais-do-norte-de-minas-para-adocao-de-nova-tecnica-para-tratamento-das-leishmanioses

A Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais (SES-MG), em parceria com a Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), iniciou nesta terça-feira, 19/03, a realização de encontro para atualização da vigilância, diagnóstico e tratamento das leishmanioses visceral e tegumentar. A iniciativa envolve médicos, enfermeiros e bioquímicos das secretarias de saúde de 53 municípios do Norte de Minas, com o objetivo de viabilizar a implantação da técnica de tratamento intralesional de pacientes.

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Trata-se de metodologia inovadora que está sendo adotada pelo Ministério da Saúde e que consiste na injeção, em menores doses, da mesma medicação (antimoniato de meglumina, conhecido como glucantime), de forma subcutânea diretamente nas feridas. O novo tratamento resulta em maior segurança para a saúde do paciente, pois o antimônio pentavalente pode ter efeitos tóxicos acumulativos. Já o tratamento intralesional apresenta a mesma eficácia, porém utilizando um número menor de doses de glucantime.

Segundo o pesquisador Armando Schubach, da Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz), “nos trabalhos já realizados, a eficácia do tratamento intralesional das leishmanioses tem se revelado superior a 80%. Isso não é pouco, uma vez que a literatura brasileira ressalta que a média nacional para o tratamento convencional fica em torno de 70%. O grande diferencial aparece mesmo em relação aos efeitos adversos. Enquanto que na alta dosagem o paciente sente sintomas mais agressivos, chegando a interromper o tratamento, por meio do procedimento intralesional isso fica reduzido”, explica o pesquisador.

Na abertura do encontro realizado no auditório do Hospital Universitário Clemente de Faria, a coordenadora de zoonoses da SES-MG, Andrea Oliveira Dias Temponi apresentou o Programa de Vigilância da Leishmaniose Tegumentar em Minas Gerais que tem, entre outros objetivos, foco na redução da morbidade, deformidades e óbitos de pacientes. Além disso, busca-se viabilizar a implantação do diagnóstico parasitológico direto da leishmaniose, por meio da realização de exames de escorificação e biopsia nos laboratórios macrorregionais da SES-MG.

“A iniciativa da Regional de Saúde de Montes Claros de realizar encontro para atualização de informações sobre as leishmanioses tegumentar e visceral, reunindo profissionais de saúde de diversos segmentos se constitui trabalho importante no sentido de unir esforços com os municípios para a redução das notificações da doença. O Norte de Minas já conta com um centro de referência em leishmaniose, sediado em Januária, mas para que as ações implementadas pelo Governo do Estado cheguem efetivamente na população é preciso que haja maior interação entre os diversos profissionais de saúde que atuam nos municípios, desde as unidades de saúde, vigilância epidemiológica, assistência farmacêutica e os hospitais”, destacou Andrea Temponi.

A referência técnica da SES-MG explicou que, por ano, são notificados cerca de 20 mil casos de leishmaniose no Brasil, número este que está reduzindo anualmente. Porém, por ter atividade agropecuária e ecoturismo movimentado, Minas Gerais é um dos estados com maior número de ocorrência de leishmaniose no país, totalizando média de duas mil notificações anuais. No Norte de Minas, 20 municípios respondem por 88,22% dos casos notificados da doença na região.

Eficácia

A referência técnica da Regional de Saúde de Montes Claros, Arlete Lisboa Gonçalves reforça que “o tratamento intralesional com aplicação de glucantime diretamente nas lesões provocadas pela leishmaniose tegumentar tem se mostrado mais eficaz, pois reduz o tempo de cicatrização com uma média de três aplicações, enquanto que o tratamento convencional, com aplicação de 40 doses de medicamentos, dura cerca de 20 dias”.

“Além de ser um tratamento menos sofrido para o paciente a aplicação intralesional possibilita a redução de despesas com a aquisição de medicamentos, além de diminuir o tempo de reabilitação das pessoas acometidas por leishmaniose tegumentar”, ressalta Arlete Lisboa.

Após apresentação do Programa de Vigilância da Leishmaniose Tegumentar em Minas Gerais, o médico Luciano Freitas, da Unimontes, proferiu palestra sobre diagnósticos laboratoriais com ênfase na técnica de realização de biopsia. Na parte da tarde, o médico Sílvio Guimarães Carvalho, também da Unimontes, ministrou palestra sobre o diagnóstico laboratorial da leishmaniose visceral; o tratamento, medicamentos disponíveis e os esquemas terapêuticos para assistência às pessoas co- infectadas por leishmaniose visceral e HIV/Aids.

Diagnóstico laboratorial

Nesta quarta e quinta-feira, 20 e 21/3, a capacitação terá continuidade com a participação de bioquímicos de 18 municípios que, entre 2013 e 2018, apresentaram maior número de casos notificados de leishmaniose tegumentar e visceral no Norte de Minas.

Com aulas práticas ministradas no Laboratório Macrorregional da SES-MG, sob a coordenação do Núcleo de Vigilância Epidemiológica, Ambiental e de Saúde do Trabalhador da Regional de Saúde de Montes Claros, os profissionais participarão de capacitação sobre o diagnóstico laboratorial de leishmaniose tegumentar. O curso, com duração de 16 horas, será orientado por bioquímicos da SES-MG atuantes nas regionais de saúde de Montes Claros, Januária e Pirapora.

Participam do treinamento profissionais das secretarias de saúde de Berizal, Bocaiúva, Capitão Enéas, Curral de Dentro, Espinosa, Francisco Sá, Fruta de Leite, Grão Mogol, Indaiabira, Janaúba, Joaquim Felício, Itacambira, Porteirinha, Rio Pardo de Minas, Rubelita, Salinas, Santo Antônio do Retiro, São João da Lagoa, São João do Pacuí, São João do Paraíso e Taiobeiras.

A doença

A leishmaniose é uma doença infecciosa, porém não contagiosa, causada por parasitas do gênero Leishmania. Os parasitas vivem e se multiplicam no interior das células que fazem parte do sistema de defesa das pessoas, chamadas macrófagos.

Trata-se de uma doença que acomete animais silvestres e, eventualmente, o homem. É uma doença de evolução longa, podendo durar alguns meses ou até ultrapassar o período de um ano. Há dois tipos de leishmaniose: tegumentar ou cutânea; visceral ou calazar.

A leishmaniose tegumentar se caracteriza por feridas na pele que se localizam com maior frequência nas partes descobertas do corpo. Tardiamente, podem surgir feridas nas mucosas do nariz, da boca e da garganta. Essa forma de leishmaniose é conhecida como "ferida brava".

Já a leishmaniose visceral é uma doença sistêmica, pois acomete vários órgãos internos, principalmente o fígado, o baço e a medula óssea. Esse tipo de leishmaniose acomete essencialmente crianças de até dez anos. Após esta idade a doença se torna menos frequente. Ela é causada pelo protozário Leishmania chagasi e seus principais sintomas são: emagrecimento; febre baixa; aumento do baço e fígado.

A leishmaniose é transmitida por insetos hematófagos (que se alimentam de sangue) conhecidos como flebótomos ou flebotomíneos. Seus nomes variam de acordo com a localidade, sendo os mais comuns: mosquito palha; tatuquira; birigüi; cangalinha; asa branca; asa dura e palhinha.

As fontes de infecção das leishmanioses são, principalmente, os animais silvestres e os insetos flebotomíneos que abrigam o parasita em seu tubo digestivo, porém o hospedeiro também pode ser o cão doméstico.

Na leishmaniose cutânea os animais silvestres que atuam como reservatórios são os roedores, tamanduás e preguiças. Na leishmaniose visceral a principal fonte de infecção é a raposa do campo.

Sintomas

No caso da leishmaniose tegumentar, duas a três semanas após a picada pelo flebótomo aparece uma pequena pápula (elevação da pele) avermelhada que vai aumentando de tamanho até formar uma ferida recoberta por crosta ou secreção purulenta. A doença também pode se manifestar como lesões inflamatórias nas mucosas do nariz ou da boca.

Já os principais sinais da leishmaniose visceral são: febre irregular, prolongada; anemia; indisposição; palidez da pele e ou das mucosas; falta de apetite; perda de peso; inchaço do abdômen devido ao aumento do fígado e do baço.

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Banco de notícias Tue, 19 Mar 2019 16:57:28 +0000
Regional de Saúde de Juiz de Fora capacita municípios na Plataforma Digital - DigiSUS http://saude.mg.gov.br/sobre/institucional/superintendencias-regionais-de-ensino/stories/10970-regional-de-saude-de-juiz-de-fora-capacita-municipios-na-plataforma-digital-digisus http://saude.mg.gov.br/sobre/institucional/superintendencias-regionais-de-ensino/stories/10970-regional-de-saude-de-juiz-de-fora-capacita-municipios-na-plataforma-digital-digisus

Na manhã desta terça-feira,19/03, a Regional de Saúde de Juiz de Fora promoveu uma capacitação com representantes dos 37 municípios de sua jurisdição e Secretários Municipais de Saúde para explicar sobre o funcionamento do sistema DigiSUS. A plataforma digital ainda construção, tem como objetivo instrumentalizar os gestores públicos a obter informações e dados produzidos pelo Ministério da Saúde, por suas entidades vinculadas e por órgãos de pesquisa disponibilizados de forma sistematizada. Objetivo é agilizar e melhorar a qualidade da atenção e dos processos de saúde, nas três esferas de governo e no setor privado, beneficiando pacientes, cidadãos, profissionais, gestores e organizações de saúde.

A reunião foi conduzida pela referência técnica do Sistema DigiSUS da Regional, Marly Ladeira, e pela apoiadora do COSEMS Regional, Heloísa Saguim, que repassou todo conteúdo do Módulo de Planejamento do DigiSUS. Na ocasião, houve questionamentos sobre o funcionamento da plataforma e prazo de entrega dos instrumentos. Segundo Marly, o conteúdo repassado teve boa aceitação. "Pudemos observar que teremos a necessidade de fazer outras capacitações com os municípios no momento da operacionalização do sistema por se tratar de uma plataforma nova e complexa", apontou Marly.

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Banco de notícias Tue, 19 Mar 2019 14:45:16 +0000
Romeu Zema organiza encontro com governadores e anuncia criação de consórcio entre Estados do Sul e do Sudeste do país http://saude.mg.gov.br/sobre/institucional/superintendencias-regionais-de-ensino/stories/10969-romeu-zema-organiza-encontro-com-governadores-e-anuncia-criacao-de-consorcio-entre-estados-do-sul-e-do-sudeste-do-pais http://saude.mg.gov.br/sobre/institucional/superintendencias-regionais-de-ensino/stories/10969-romeu-zema-organiza-encontro-com-governadores-e-anuncia-criacao-de-consorcio-entre-estados-do-sul-e-do-sudeste-do-pais

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, anunciou neste sábado (16/3), durante encontro com governadores, na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, a criação de um consórcio entre os sete Estados que compõem as regiões Sul e Sudeste do país O objetivo do COSUD, segundo o governador, é integrar esforços em dez áreas comuns: segurança, saúde, educação, turismo, sistema prisional, logística/transporte, combate ao contrabando, desburocratização, desenvolvimento econômico e inovação e tecnologia.

“Tivemos uma reunião extremamente produtiva onde decidimos pela criação do COSUD, onde nós iremos integrar esforços para que as nossas mais diversas áreas possam compartilhar práticas e fazer aquisições em conjunto, via consórcio, de forma que os Estados sejam beneficiados dessa integração”, afirmou Zema, anfitrião do encontro.

A reunião deste sábado contou com a presença de seis governadores das regiões Sul e Sudeste. Além de Zema e do vice-governador de Minas, Paulo Brant, também participaram Renato Casagrande, do Espírito Santo; Wilson Witzel, do Rio de Janeiro; Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul; Carlos Moisés, de Santa Catarina; e João Doria, de São Paulo. O representante do Paraná não compareceu por problema de agenda. Estes são os Estados responsáveis por 70% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

Créditos: Gil Leonardi/Imprensa MG

Em pronunciamento à imprensa, Romeu Zema também reafirmou o apoio do grupo à Reforma da Previdência, em tramitação no Congresso Nacional. Segundo o governador, o grupo de chefes de Executivo compartilham da opinião de que a votação da reforma é essencial para o crescimento econômico dos Estados e para a superação da crise financeira atual.

“Temos plena convicção que essa reforma antecede qualquer outra. Não adianta irmos adiante, em outras pautas, se não formos primeiramente em relação à previdência. Estamos aqui em sete Estados que representam 70% da economia do Brasil. O Sul e o Sudeste têm relevância, têm peso e apoiam essa reforma”, concluiu o governador de Minas.

Outros pontos tratados também durante a reunião neste sábado (16/3) foram o combate ao contrabando e segurança nas fronteiras interestaduais, e a Lei Anticorrupção, que irá ajudar os governantes em diversas frentes. Além disso, a desburocratização do Estado e de impostos também esteve em pauta.

Adesão

O governador de São Paulo, João Doria, que será o anfitrião do próximo encontro do COSUD, pontuou que o objetivo é reunir, já em abril, governadores e seus secretários de Estado para prosseguir com o trabalho de integração iniciado aqui em Minas por Romeu Zema.

“Os governadores estarão com as respectivas equipes de trabalho com o objetivo de melhorar o funcionamento dos Estados, principalmente na saúde, educação, segurança”, disse. “Mais do que tudo, estamos unidos em uma grande causa. Não há como o Brasil pensar em crescimento, em geração de empregos e oportunidades, se não discutirmos e aprovarmos a Reforma da Previdência”, pontuou.

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, acredita que a formação do consórcio é um momento histórico para o Brasil. “Poderemos investir em infraestrutura, portos, aeroportos, atrair mais investimentos para gerar empregos e mais renda. Isso vai se refletir também nos parlamentares e estaremos irmanados com o objetivo de desenvolver ainda mais o nosso país.”

Já Renato Casagrande, governador do Espírito Santo, ressalta que o trabalho em conjunto entre os Estados permitirá uma melhor prestação de serviços aos cidadãos. “A proximidade nossa permite que os governadores do Sul e Sudeste se articulem”, destacou. Sobre a Reforma da Previdência, o governador salientou que algumas questões ainda devem ser discutidas entre ele e seu partido.

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, explica que os temas comuns entre todos os 27 Estados da Federação continuarão sendo debatidos durante os Fóruns dos Governadores, mas que a criação do consórcio é uma maneira de unir grupos com identidades comuns do ponto de vista socioeconômico. “Teremos a oportunidade de melhorar a eficiência da aplicação de recursos”, lembrou.

No mesmo sentido, o governador de Santa Catarina, Carlos Moisés, completou que a união por meio do COSUD resolverá a guerra fiscal existente hoje entre os Estados. “É oportunidade de discutirmos os incentivos fiscais que hoje acabam promovendo guerra entre os Estados. As regiões, juntas, falando a mesma língua, podem minimizar essa questão”, finalizou.

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Banco de notícias Tue, 19 Mar 2019 08:51:37 +0000
SES-MG participa de reunião de desmobilização de sala do COES Nacional no Ministério da Saúde http://saude.mg.gov.br/sobre/institucional/superintendencias-regionais-de-ensino/stories/10968-ses-mg-participa-de-reuniao-de-desmobilizacao-de-sala-do-coes-nacional-no-ministerio-da-saude http://saude.mg.gov.br/sobre/institucional/superintendencias-regionais-de-ensino/stories/10968-ses-mg-participa-de-reuniao-de-desmobilizacao-de-sala-do-coes-nacional-no-ministerio-da-saude

Na última semana, o Ministério da Saúde promoveu, em Brasília, a desmobilização da sala do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COES), em âmbito nacional. Na ocasião, foi realizada avaliação das ações assistenciais, na esfera da saúde pública, desenvolvidas em função do rompimento da barragem em Brumadinho.

Divulgação Ministério da Saúde

A major do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMG), Karla Lessa Alvarenga Leal, e a superintendente de Redes de Atenção da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Karina Rocha, estavam no Ministério da Saúde e também participaram do encontro. “Fomos a Brasília devido a uma reunião sobre o Suporte Aéreo Avançado (SAAV-Minas) e, após o término, fomos convidadas a participar da desmobilização da sala do COES nacional a fim de realizar uma avaliação crítica das ações desenvolvidas no campo da assistência à saúde”, explica a superintendente.

Durante a avaliação, chegou-se à conclusão da necessidade da construção de um plano a médio e longo prazo em que serão listadas as ações de continuidade de assistência e vigilância da água, bem como as ações locais, de assistência, no que tange à Atenção Básica, assistência Ambulatorial e Saúde Mental. Nesse plano, também serão elencados os possíveis agravos que podem surgir na saúde da população. Por isso, apesar da desmobilização da sala do COES nacional, o monitoramento da população na região será mantido. “Foi definido e explicado na reunião que o acompanhamento dos profissionais que atuaram na tragédia, bem como da população da região, continuarão sendo desenvolvidos. Apesar de se tratar de um evento muito triste, as ações a partir dele foram uma experiência exitosa. Em conjunto, as equipes do município de Brumadinho, do estado de Minas Gerais e da União trabalharam, muitas vezes até tarde da noite, para dar as respostas necessárias e realizar o melhor trabalho possível diante de uma situação extremamente delicada”, analisa a major Karla.

Posteriormente, a major foi convidada a dar um relato de todo o trabalho em campo efetuado. O entrosamento entre o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais (CBMG) e a SES-MG, por meio do SAMU e do SAAV-Minas, também foi destacado devido à pronta resposta de ambos os órgãos. “O envolvimento da secretaria de saúde e dos bombeiros junto ao suporte avançado de vida foi fundamental para o quase imediatismo do resgate às vítimas. Saímos do hangar com 6 pessoas, entre médicos, enfermeiros e bombeiros. Levamos todos os equipamentos necessários para os primeiros atendimentos e chegamos 16 minutos após a primeira ocorrência para realizar de forma mais rápida e organizada possível o resgate das vítimas”, relembra a major Karla Lessa.

Karla destaca ainda a visibilidade que a imagem da aeronave realizando o primeiro resgate ganhou. “A imagem do helicóptero, que possui a logo do Sistema Único de Saúde (SUS), ilustrou todo o trabalho em Rede que foi e é realizado, trabalho esse que muitas vezes não é conhecido pelas pessoas e isso é o mais importante, o trabalho em equipe. Embora minha imagem tenha se destacado, eu sozinha não conseguiria fazer nada. Em meio a tanta tristeza que testemunhamos, esse reconhecimento auxilia a aliviar e a nos dar força para prosseguir”, concluiu a major.

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Banco de notícias Mon, 18 Mar 2019 17:07:54 +0000
Profissionais do NASF da região Centro-Oeste iniciam curso de Apoio Matricial na Atenção Básica http://saude.mg.gov.br/sobre/institucional/superintendencias-regionais-de-ensino/stories/10967-profissionais-do-nasf-da-regiao-centro-oeste-iniciam-curso-de-apoio-matricial-na-atencao-basica http://saude.mg.gov.br/sobre/institucional/superintendencias-regionais-de-ensino/stories/10967-profissionais-do-nasf-da-regiao-centro-oeste-iniciam-curso-de-apoio-matricial-na-atencao-basica

Oferecido pela Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca da Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), o primeiro módulo presencial do curso de Apoio Matricial na Atenção Básica, com ênfase nos Núcleos Ampliados em Saúde da Família (Nasf), teve início nessa segunda-feira (18/03), no auditório da Regional de Saúde de Divinópolis.

curso de Apoio Matricial38

Voltado para os profissionais da saúde que atuam no Nasf da região Ampliada Oeste, o treinamento tem o objetivo de desenvolver as possibilidades de atuação por meio de discussões, fóruns e ações dentro do próprio cenário de prática que estimulem novas orientações em relação a sua realidade. Com 180 horas, a capacitação é semipresencial. Os educandos terão 7 meses, 5 encontros presenciais e atividades em ambiente virtual para discutir a implantação, planejamento e organização Nasf, repensar a gestão do cuidado do paciente, além de instrumentos que possam avaliar e monitorar os trabalhos da equipe.

Para a tutora da Escola Nacional de Saúde Pública, Samantha Ferreira, o aperfeiçoamento busca otimizar e motivar os trabalhos, valorizar e enriquecer o que já é trabalhado nos municípios, além de oferecer ferramentas diversas para subsidiá-los e potencializá-los. “A importância deste curso é que ele capacita as práticas de cada trabalhador envolvido, humanizando e lapidando o olhar destes profissionais para as demandas dos usuários do SUS, que acabam por receber um atendimento, seja em que formato for, melhor qualificado e mais eficiente”, explicou.

A Terapeuta Ocupacional do município de Formiga, Maiara Gomes Freitas, espera que o curso lhe ofereça instrumentos para organizar e melhorar os trabalhos desenvolvidos no Nasf de sua cidade. “Espero aprender mais para favorecer minha prática profissional e melhorar o atendimento ao usuário na minha região”, finalizou.

Datas dos próximos encontros:

  • 2º Encontro 16 e 17/04/19 2 dias (16hs)
  • 3º Encontro 13 e 14/05/19 2 dias (16hs)
  • 4º Encontro 17 e 18/06/19 2 dias (16hs)
  • 5º Encontro 15 e 16/07/19 2 dias (16hs)
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Banco de notícias Mon, 18 Mar 2019 17:03:00 +0000
Regional de Saúde de Patos de Minas promove discussão em relação à rede de Urgência e Emergência http://saude.mg.gov.br/sobre/institucional/superintendencias-regionais-de-ensino/stories/10966-regional-de-saude-de-patos-de-minas-promove-discussao-em-relacao-a-rede-de-urgencia-e-emergencia http://saude.mg.gov.br/sobre/institucional/superintendencias-regionais-de-ensino/stories/10966-regional-de-saude-de-patos-de-minas-promove-discussao-em-relacao-a-rede-de-urgencia-e-emergencia

A Regional de Saúde de Patos de Minas em conjunto com a Regional de Saúde de Unaí realizaram, nesta última sexta-feira (15/03), uma discussão em relação à rede de Urgência e Emergência da Região Ampliada de Saúde Noroeste. A conversa, que foi realizada no Centro Universitário de Patos de Minas, contou com mais de 50 participantes, sendo eles, Gestores Municipais de Saúde e Prefeitos dos municípios da Região Noroeste, representantes legislativos e demais envolvidos e atuantes na saúde.

O objetivo da reunião foi apresentar todo o trabalho técnico referente a Rede de Urgência e Emergência e seus componentes. “Tivemos também o intuito de sensibilizar os prefeitos quanto a necessidade da implantação da Rede de Urgência e Emergência, buscando o apoio na implementação dessas políticas públicas”, disse a Coordenadora do Núcleo de Redes de Atenção à Saúde, Maíra Lemos de Castro Taufick. A mesma, destacou também a presença das lideranças políticas: “Eles são atores envolvidos nesse processo, e têm papel fundamental para que essa Rede seja implantada na região Noroeste, considerando que temos uma região de grande vazio assistencial.”

Na parte da manhã foram discutidos, com Gestores de Saúde e Técnicos Municipais, assuntos acerca da Rede de Urgência e Emergência Ampliada de Saúde Noroeste, como: cenário atual e Plano de Ação Regional SAMU Regional. Além disso, foi realizada também Reunião da Comissão Intergestora Regional Ampliada (CIRA). No período da tarde, Prefeitos e Gestores Municipais de Saúde, representantes legislativos e demais envolvidos e atuantes na saúde participaram de uma mesa redonda com o tema “Estratégias para implantação de Rede de Urgência e Emergência na região Noroeste”.

O Secretário Executivo do CISSUL SAMU, Jovane Ernesto Constantini, participou de todo o evento, compartilhando experiências, enquanto membro do considerado maior Consórcio de Urgência e Emergência do país em número de cidades atendidas, e esclarecendo dúvidas dos participantes. Alguns dias antes, profissionais do Setor da Saúde de Patos de Minas/MG haviam sido recebidos por ele em uma visita técnica ao CISSUL SAMU em Varginha. Jovane relatou que “foi um prazer retribuir a visita e poder compartilhar um pouco de sua experiência”.

De acordo com Gilberto de Melo Dumont, membro da Referência Técnica de Urgência e Emergência da Regional de Patos de Minas, “A reunião, juntamente com o apoio expresso das autoridades políticas presentes, viabilizará avanços na conquista de serviços que salvam vidas, como as portas de entrada de referência para Neurologia, Cardiologia, assim como o SAMU Regional e serviços de Urgência e Emergência no suporte ao Trauma. Todos esses benefícios serão destinados aos 700.000 habitantes de toda a Região Noroeste, a qual a Rede de Urgência e Emergência atenderá”.

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Banco de notícias Mon, 18 Mar 2019 16:59:26 +0000
Boletim Epidemiológico de Monitoramento dos casos de Dengue, Chikungunya e Zika Vírus (18/03) http://saude.mg.gov.br/sobre/institucional/superintendencias-regionais-de-ensino/stories/10965-boletim-epidemiologico-de-monitoramento-dos-casos-de-dengue-chikungunya-e-zika-virus-18-03 http://saude.mg.gov.br/sobre/institucional/superintendencias-regionais-de-ensino/stories/10965-boletim-epidemiologico-de-monitoramento-dos-casos-de-dengue-chikungunya-e-zika-virus-18-03

Em 2019, até o momento (dados atualizados em 18/03), Minas Gerais registrou 54.606 casos prováveis (casos confirmados + suspeitos) de dengue

Em 2019, até o momento, foram confirmados cinco óbitos por dengue dos municípios de Arcos (1), Betim (1), Uberlândia (1) e Unaí (2). Vale ressaltar que os óbitos em questão foram notificados ao longo de 2019 e não são, necessariamente, óbitos recentes. Ainda neste ano, 18 óbitos permanecem em investigação para dengue. 

Em relação à Febre Chikungunya, Minas Gerais registrou 715 casos prováveis da doença. Em 2019, até o momento, não houve registro de óbitos suspeitos da doença.

Já em relação à Zika, foram registrados 222 casos prováveis da doença em 2019, até a data de atualização do boletim.

A SES-MG esclarece que um registro maior de casos é esperado para este período (meses quentes e chuvosos) devido à sazonalidade da doença. Dessa forma, o estado está em situação de alerta para esse aumento no número de casos das doenças transmitidas pelo Aedes (dengue, chikungunya e zika).

A SES-MG destaca que as ações de controle da Dengue, Zika e Chikungunya são permanentes, ocorrendo durante todo o ano. Dentre as ações desenvolvidas pela Secretaria para o enfrentamento ao Aedes estão:

  • Realização de reunião técnica com as regionais de saúde em setembro de 2018 para revisão das atividades do Programa Estadual de Controle das Doenças Transmitidas pelo Aedes;
  • Monitoramento dos indicadores municipais do PROMAVS (Programa de Monitoramento das Ações de Vigilância em Saúde do Estado de Minas Gerais). Dentre todos os indicadores, um deles é referente à obrigatoriedade de cadastro dos agentes de combate a endemias (ACE) no CNES (Cadastro Nacional de Estabelecimento de Saúde) pelo município, mantendo vínculo no serviço. Isso gera continuidade nas ações de prevenção e controle das arboviroses;
  • Elaboração dos Planos de Contingência Estadual e Municipais para prevenção e controle das doenças transmitidas pelo Aedes. A partir da fase em que o município se encontra algumas ações são desencadeadas pelo Estado.

» Clique aqui e confira o Boletim Epidemiológico de Monitoramento dos casos de Dengue, Chikungunya e Zika Vírus da SES-MG para a IMPRENSA (atualizado em 18/03/2019).
» Clique aqui e confira o Boletim Epidemiológico de Monitoramento dos casos de Dengue, Chikungunya e Zika Vírus da SES-MG para a ÁREA TÉCNICA (atualizado em 18/03/2019).

» Clique aqui e confira a Tabela de Casos Prováveis de Dengue por município em 2019 (atualizado em 18/03/2019).
. Acesse aqui os dados de 2018
» Clique aqui e confira a Tabela de Casos Prováveis de Chikungunya por município em 2019 (atualizado em 18/03/2019).
. Acesse aqui os dados de 2018
» Clique aqui e confira a Tabela de Casos Prováveis de Febre Zika por município em 2019 (atualizado em 18/03/2019).
. Acesse aqui os dados de 2018

» Clique aqui e acesse os dados preliminares do LIRAa de janeiro de 2019.

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Banco de notícias Mon, 18 Mar 2019 15:46:08 +0000
Pessoas com deformidade crânio facial do Norte de Minas passam a ter atendimento especializado em Belo Horizonte http://saude.mg.gov.br/sobre/institucional/superintendencias-regionais-de-ensino/stories/10964-pessoas-com-deformidade-cranio-facial-do-norte-de-minas-passam-a-ter-atendimento-especializado-em-belo-horizonte http://saude.mg.gov.br/sobre/institucional/superintendencias-regionais-de-ensino/stories/10964-pessoas-com-deformidade-cranio-facial-do-norte-de-minas-passam-a-ter-atendimento-especializado-em-belo-horizonte

Pacientes com deformidades crânio faciais da região ampliada de saúde Norte terão atendimento de pacientes com deformidades crânio faciais no Hospital da Baleia, em Belo Horizonte. A definição de fluxos foi apresentada nesta sexta-feira (15/03) pela Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais (SES-MG) junto aos gestores dos 86 municípios que integram a Regional de Montes Claros, durante a reunião da Comissão Intergestores Regional (CIR), realizada no auditório do Hospital Universitário Clemente de Faria. Além de representantes municipais, também participaram do encontro dirigentes do Conselho de Secretários Municipais de Saúde de Minas Gerais (Cosems) e os diretores regionais de saúde de Montes Claros e Pirapora.

O repasse da informação aos gestores do Norte de Minas pela Regional de Saúde de Montes Claros tem por base a Deliberação 2.849 da Comissão Intergestores Bipartite do Sistema Único de Saúde do Estado de Minas Gerais - (CIB-SUS/MG). Publicada dia 5 de dezembro de 2018, o texto aprovado contemplou a programação da saúde bucal para os componentes deformidade crânio facial e odontologia hospitalar.

Existem duas instituições em Minas Gerais habilitadas pelo Ministério da Saúde para atendimento de pacientes com deformidade crânio facial: o Hospital da Baleia, em Belo Horizonte; e o Hospital Universitário Alzira Velano, sediado em Alfenas.

De acordo com a pactuação aprovada pela CIB-SUS, as duas instituições devem atender as pessoas com fissuras labiopalatinas; pacientes com deformidade crânio facial congênita que necessitam de intervenções multiprofissionais; e pessoas com deformidade crânio facial adquirida por traumatismo e/ou enfermidades debilitantes que necessitem de intervenções complexas.

Créditos: Pedro Ricardo

Ao apresentar o fluxo do encaminhamento de pacientes do Norte de Minas para atendimento no Hospital da Baleia, a referência técnica em saúde bucal da Regional de Saúde de Montes Claros, Denise Silveira explicou que “a assistência odontológica em ambiente hospitalar às pessoas com deformidades crânio faciais congênitas ou adquiridas tem por objetivo promover a reabilitação estética e funcional de forma integral, incluindo as correções cirúrgicas, os cuidados ambulatoriais e a integração social”.

Denise Silveira ressalta que “com a definição sobre os recursos financeiros disponibilizados pela SES-MG e do fluxo de encaminhamento de pacientes para realização do tratamento especializado, cabe agora aos serviços de atenção primária dos municípios fazerem a busca ativa dos casos e o encaminhamento ao serviço de referência em Belo Horizonte”.

Para todo o Estado de Minas Gerais, a Deliberação da CIB-SUS definiu que serão atendidos 307 pacientes no Hospital da Baleia e no Hospital Universitário de Alfenas por ano. Para a realização de exames e cirurgias estão sendo destinados mais de R$ 1,6 milhão.

Para a região ampliada de saúde do Norte de Minas está definido que serão atendidos 24 pacientes por ano, com a destinação de R$ 124.940,00 para realização de exames e cirurgias. Essa região é composta por nove microrregiões de saúde: Brasília de Minas/São Francisco; Coração de Jesus; Francisco Sá; Janaúba/Monte Azul; Januária; Manga; Montes Claros/Bocaiúva; Pirapora; e Salinas/Taiobeiras.

O superintendente regional de saúde de Montes Claros, Denílson Paranhos Costa reforçou que “a deliberação da CIB-SUS possibilitará aos municípios agilizar o encaminhamento dos pacientes para tratamento especializado que, no caso do Norte de Minas, será direcionado para o Hospital da Baleia”.


Fissura labiopalatina

As deformidades crânio faciais são alterações congênitas que envolvem a região do crânio e da face destacando-se, entre elas, as fissuras labiopalatinas que são malformações congênitas caracterizadas por abertura ou descontinuidade das estruturas do lábio e/ou palato, de localização e extensão variáveis. Nem sempre as fissuras se manifestam isoladamente, podendo estar associadas a síndromes.

As fissuras são notáveis porque causam alteração facial e de fala. Elas afetam os aspectos estético, funcional e emocional do paciente. Quanto ao aspecto funcional, as fissuras acarretam dificuldades para sucção, deglutição, mastigação, respiração, fonação e audição. Emocionalmente, o ajustamento pessoal e social do indivíduo é comprometido.


Prevalência

Cursando mestrado profissional na Universidade Estadual de Montes Claros, tendo como foco a realização de pesquisa sobre deformidades crânio faciais, Denise Silveira explica que, no Brasil, estudos apontam que a prevalência das fissuras de lábio e/ou palato varia de 0,19 a 1,54 por mil nascidos vivos.

“Como os hospitais são o primeiro serviço onde as crianças acometidas com as deformidades são acolhidas e registradas, os profissionais atuantes nesses estabelecimentos podem desempenhar um papel de fundamental importância no sentido de repassar às famílias as primeiras orientações para o encaminhamento adequado e rápido dos pacientes ao serviço especializado do Hospital da Baleia. Uma vez que os recursos financeiros e o fluxo de atendimento já estão definidos, se faz necessário que todos os serviços da rede de atenção à saúde se unam no sentido de viabilizar o tratamento dos pacientes o mais precocemente possível”, salienta.

A referência técnica da SES-MG explica que o tratamento dos pacientes com deformidade crânio facial deve ser realizado por equipe multiprofissional especializada, composta por médicos, cirurgiões-dentistas, fonoaudiólogo, fisioterapeuta, psicólogo, entre outros, visando a uma reabilitação estética, funcional e psicossocial adequada.


Fluxo

O atendimento aos pacientes com deformidade crânio facial deverá ser orientado e coordenado pelos serviços de atenção primária à saúde dos municípios, uma vez que é a porta de entrada do usuário no SUS. Salvo nos casos de urgência e emergência, o agendamento dos pacientes deverá ser feito pela secretaria de saúde do município de origem do paciente. O contato deverá ser feito com a central de marcação de consultas de Belo Horizonte, sob regulação para especialidade de cirurgia de deformidade crânio facial/fissura lábio palatal.

Por sua vez, a central de marcação de consultas de Belo Horizonte agendará o atendimento dos pacientes no Hospital da Baleia e informará à Secretaria Municipal de Saúde (SMS-BH) o dia e o horário da consulta. A partir daí, a SMS comunicará ao responsável pelo paciente que a consulta foi agendada e tomará as demais providências no sentido de viabilizar o tratamento fora do domicílio.

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Banco de notícias Mon, 18 Mar 2019 15:18:43 +0000
Profissionais de saúde de Uberaba discutem ações de enfrentamento à violência obstétrica http://saude.mg.gov.br/sobre/institucional/superintendencias-regionais-de-ensino/stories/10963-profissionais-de-saude-de-uberaba-discutem-acoes-de-enfrentamento-a-violencia-obstetrica http://saude.mg.gov.br/sobre/institucional/superintendencias-regionais-de-ensino/stories/10963-profissionais-de-saude-de-uberaba-discutem-acoes-de-enfrentamento-a-violencia-obstetrica

Nessa quinta (14/03) e sexta-feira (15/03), profissionais da saúde reuniram-se nos auditórios da Secretaria Municipal de Saúde e da Regional de Saúde de Uberaba, para discutir as boas práticas na assistência materno-infantil.

Crédito: Sara Fernandes

Médicos, enfermeiros e coordenadores de atenção primária foram convidados a analisar as condutas atuais, com base em diretrizes de humanização do pré-natal, parto, pós-parto e situações de abortamento.

Duas legislações recentes nortearam as discussões. A Lei Estadual n° 23.175, de 21/12/18, que dispõe sobre a garantia de atendimento humanizado à gestante, à parturiente e à mulher em situação de abortamento, para prevenção da violência na assistência obstétrica no Estado de Minas Gerais, e a Lei Estadual n° 23.243, de 04/01/19, que institui a Semana Estadual do Combate à Violência Obstétrica, realizada anualmente.

De acordo com a organizadora do evento, Jessica Veronez, referência técnica da Atenção Primária da Regional de Uberaba, a necessidade de fazer essa reunião surgiu a partir do último encontro do Comitê Regional de Investigação da Mortalidade Materna, Infantil e Fetal, que vem debatendo as consequências físicas e psíquicas desse tipo de violência.

“Essas ações são de extrema importância, pois muitas mulheres sofrem abusos, desrespeito e maus-tratos durante o período gestacional, parto, pós parto e pós abortamento, nas instituições de saúde. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), tal tratamento não apenas viola os direitos das mulheres ao cuidado respeitoso, mas também ameaça o direito à vida, à saúde, à integridade física e a não discriminação” conclui Jéssica Veronez.

O palestrante Thiago Dias, acadêmico do curso de enfermagem da Uniuversidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), salientou a necessidade de incentivar a atuação profissional baseada em evidências científicas do que é considerado o melhor para as usuárias e usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), como por exemplo, as recomendações da OMS e da Política Nacional de Humanização.
De acordo com Lidiane Beatriz de Oliveira, gerente do Centro Estadual de Atenção Especializada à gestante de Frutal, “umas das questões mais importantes é mudar a cultura da cesárea, que virou prática de rotina, mas precisa ser revista e isto só pode acontecer através da humanização da equipe de trabalho, em primeiro lugar e, como consequência, das pacientes”.

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Banco de notícias Fri, 15 Mar 2019 17:53:36 +0000
Regional de Juiz de Fora promove reunião das Comissões Intergestores Regionais http://saude.mg.gov.br/sobre/institucional/superintendencias-regionais-de-ensino/stories/10962-regional-de-juiz-de-fora-promove-reuniao-das-comissoes-intergestores-regionais http://saude.mg.gov.br/sobre/institucional/superintendencias-regionais-de-ensino/stories/10962-regional-de-juiz-de-fora-promove-reuniao-das-comissoes-intergestores-regionais

A Regional de Saúde de Juiz de Fora promoveu, com a participação dos gestores municipais dos 37 municípios que a integram, a 2ª Reunião Conjunta da Comissões Intergestores Regionais (CIR), na manhã desta quinta-feira (14/03). Participaram ainda técnicos da Saúde Estadual e da esfera municipal e apoiadora do Conselhos de Secretarias Municipais de Saúde (COSEMS Regional), Heloísa Sanguim.

14.03.19 - CIR

A reunião foi conduzida pela coordenadora da CIR e superintendente da Regional de Saúde, Joana D’arc Zanelli, pelo presidente COSEMS, Lúcio Alvim e a secretária executiva da CIR, Rosimeire Consolação de Oliveira Souza.

Dentro da extensa pauta, foram discutidos os seguintes assuntos: cenário dos instrumentos de Gestão; apresentação e pendências destes instrumentos; o cronograma Programa de Pactuação Integrada (PPI) para o 1° semestre; a estratégia de ampliação de acesso aos procedimentos cirúrgicos eletivos por meio da Portaria n° 195 de 06 de fevereiro de 2019; o resultado da análise da Comissão Temática CIR da Atenção Básica e Especializada dos recursos interpostos no Sistema de Gerenciamento de Resoluções Estaduais de Saúde (SiGRES) pelo municípios de Juiz de Fora, Chácara e Goianá; o informe sobre as novas Resoluções referentes aos componentes da Rede de Urgência e Emergência (RUE) e a apresentação sobre a Semana Estadual do combate à violência obstétrica.

Segundo Rosimeire Consolação de Oliveira Souza, “a reunião foi produtiva, com bastante participação entre os gestores das referidas regiões de Saúde, possibilitando mais informações e transparência sobre as políticas de saúde. O encontro foi conduzido de forma esclarecedora e objetiva, sugerindo que o bom desempenho do município depende de organização e planejamento”, comentou.

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Banco de notícias Thu, 14 Mar 2019 17:26:48 +0000
Município do Centro Oeste utiliza nova tecnologia no combate ao Aedes http://saude.mg.gov.br/sobre/institucional/superintendencias-regionais-de-ensino/stories/10961-municipio-do-centro-oeste-utiliza-nova-tecnologia-no-combate-ao-aedes http://saude.mg.gov.br/sobre/institucional/superintendencias-regionais-de-ensino/stories/10961-municipio-do-centro-oeste-utiliza-nova-tecnologia-no-combate-ao-aedes

As ações de Controle ao Aedes Aegypti em Lagoa da Prata, no Centro-Oeste de Minas, receberam o reforço de uma nova tecnologia para combate ao vetor: o Aerosystem. O equipamento de aplicação espacial é utilizado para eliminar as fêmeas do inseto dentro das residências e consiste na aplicação de inseticida, o permetrina.

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Em Minas Gerais, o uso do produto é recomendado para os municípios que tiveram confirmação por Chikungunya; situação epidemiológica essa que se encontra o município de Lagoa da Prata que confirmou dois casos da doença em 2019 .

O método utilizado pela primeira vez na região Ampliada Oeste pulveriza o inseticida dentro do domicílio. Para uma melhor utilização e eficácia do produto, as janelas devem estar fechadas e o morador aguardar por 30 minutos do lado de fora da residência.

De aplicação rápida, em pequenas doses nos cômodos, o inseticida intradomiciliar mata os mosquitos que se encontram dentro da casa. A referência de Endemias da Regional de Saúde de Divinópolis, Magno Luiz Santos, ressalta que a expectativa é aplicar a permetrina em 1400 imovéis do município de Lagoa da Prata.

“A vantagem é que se trata de uma técnica complementar aos demais métodos de controle aplicados no combate ao vetor com aerosol fino e é feita intradomicílio. A expectativa é reduzir a presença do vetor nas áreas com casos confirmados de Chikungunya, bloqueando a transmissão da doença”, explicou a referência de Endemias da Regional de Saúde.

Chikungunya no Estado

Em relação à Febre Chikungunya, Minas Gerais registrou 640 casos prováveis da doença. Em 2019, até o momento, não houve registro de óbitos suspeitos da doença. Mais informações no Boletim Epidemiológico do Estado.

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Banco de notícias Thu, 14 Mar 2019 16:51:58 +0000
SES-MG promove Roda de Conversa sobre Saúde da Mulher http://saude.mg.gov.br/sobre/institucional/superintendencias-regionais-de-ensino/stories/10960-ses-mg-promove-roda-de-conversa-sobre-saude-da-mulher http://saude.mg.gov.br/sobre/institucional/superintendencias-regionais-de-ensino/stories/10960-ses-mg-promove-roda-de-conversa-sobre-saude-da-mulher

Diversidade, reafirmação, direitos, escolhas, ser trabalhadora. Todos esses conceitos foram trazidos pelas mulheres que participaram da Roda de Conversa “Pensando o SUS para todas as mulheres – Papel Social e Práticas de Saúde”, realizado nesta quinta-feira, 14/03, pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG).

A atividade ocorreu em alusão ao Dia Internacional das Mulheres, celebrado no último dia 08 de março. A coordenadora da Saúde Indígena e Políticas de Promoção de Equidade, Natália Guimarães, foi uma das mediadoras da conversa e ressaltou a importância desse momento para trabalhadoras e trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS). “É necessário lembrar que o dia 08 de março é marcado por lutas contra as injustiças e garantia de direitos. Então, é preciso refletirmos sobre o SUS como direito de todas as mulheres em suas diversidades”, pontuou a coordenadora.

Gênero

A questão de gênero enquanto determinante social de saúde permeou diversas discussões na roda de conversa. A referência técnica da Coordenação de Atenção à Saúde das Mulheres e Crianças, Ana Renata, trouxe alguns dados sobre o assunto, como o número de registros de feminicídios e violência doméstica no estado. Em 2018, ocorreram 106 casos registrados para feminicídio e outros 208 foram registrados como tentativas.

Para Ana Renata, é preciso refletir sobre essas questões. “O que implica ser mulher nessa sociedade? Quando mostramos esses dados de violência, por exemplo, é importante pensar no que podemos fazer enquanto SUS”, ponderou.

Créditos: Marco Evangelista/Imprensa MG

Os números também apontam outras questões como o atendimento às mulheres lésbicas, bissexuais, trans e travestis, conforme relatou Natália. O dossiê de Saúde das Mulheres Lésbicas mostra que quanto à cobertura do exame preventivo de câncer cérvico uterino, 89,7% das mulheres heterossexuais realizaram o procedimento, enquanto para lésbicas e mulheres bissexuais, o número corresponde a 66,7%.

Desafios

Deonara Almeida Silveira, trabalhadora da SES-MG, participou da Roda de Conversa e apontou os diversos desafios de ser mulher e em se pensar políticas públicas de saúde para esse público. “A resistência e luta das mulheres é uma questão permanente e também determinante no processo de saúde e adoecimento das mulheres, principalmente com relação às doenças crônicas”, lembrou. “Além disso, a grande maioria das mulheres foca na família e no cuidado com os filhos. Por isso, as políticas públicas sempre têm que ser pensadas de forma a incentivar que as mulheres cuidem de si mesmas”.

Saúde Integral

A saúde das mulheres necessita de cuidados cotidianos como alimentação saudável, prática regular de atividades que promovam o bem-estar, e visitas periódicas aos profissionais de saúde, cuidado esse que deve ser contínuo.

Além disso, por meio do SUS, toda mulher tem direito ao cuidado integral à saúde, tendo as Unidades Básicas de Saúde como porta de entrada para a realização de consultas, exames e acompanhamentos. Entre os serviços oferecidos pelo SUS, estão dois exames fundamentais para o cuidado da saúde da mulher: a mamografia (exame para detecção do câncer de mama) e o papanicolau (exame preventivo que rastreia o câncer do colo do útero), além da vacina contra o HPV, disponível para meninas entre 9 e 14 anos e mulheres que vivem com HIV/AIDS.

O SUS preconiza que mulheres de 50 a 69 anos devem realizar o exame clínico das mamas e a mamografia de 2 em 2 anos, ou em intervalos menores dependendo do resultado da mamografia anterior. Outros casos devem ser avaliados pelo profissional de saúde. Já o Papanicolau deve ser feito em mulheres de 25 a 64 anos, que já tiveram algum tipo de atividade sexual.

Saiba mais sobre Saúde da Mulher: www.saude.mg.gov.br/saudedamulher

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Banco de notícias Thu, 14 Mar 2019 15:28:55 +0000
SES-MG orienta Regionais de Saúde para a 21ª Campanha Nacional de Vacinação contra Influenza http://saude.mg.gov.br/sobre/institucional/superintendencias-regionais-de-ensino/stories/10959-ses-mg-orienta-regionais-de-saude-para-a-21-campanha-nacional-de-vacinacao-contra-influenza http://saude.mg.gov.br/sobre/institucional/superintendencias-regionais-de-ensino/stories/10959-ses-mg-orienta-regionais-de-saude-para-a-21-campanha-nacional-de-vacinacao-contra-influenza

Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) realizou a Reunião Operacional da Campanha contra a Influenza 2019 na última quarta-feira (13/03). Participaram os coordenadores de imunização das 28 Regionais de Saúde. O objetivo do evento foi alinhar com os técnicos a logística de entrega de vacinas, a aplicação e registro das doses e as estratégias de comunicação e mobilização para21ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, que ocorrerá entre 15 de abril a 31 de maio, sendo 04 de maio o Dia D de mobilização nacional. 

Crédito: Priscilla Fujiwara

A meta nacional estabelecida pelo Ministério da Saúde é imunizar 90% da população dos grupos prioritários - adultos com 60 anos ou mais de idade, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), trabalhadores da saúde, professores das escolas públicas e privadas, povos indígenas, grupos portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas, população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional. A partir de 2019, a vacina foi ampliada para as crianças na faixa etária de seis meses a menores de seis anos de idade (5 anos, 11 meses e 29 dias).

Minas Gerais precisa vacinar 5.393.702 pessoas. A Campanha é a maior ação de imunização do país segundo Josianne Gusmão, Coordenadora de Imunização da SES-MG, “temos que ressaltar o objetivo e a importância da campanha que é reduzir as internações e óbitos por complicações em decorrência da gripe. Temos que deixar claro que mesmo vacinada, a pessoa pode até ter um resfriado, mas não terá uma gripe do vírus Influenza e nem precisará ficar hospitalizada. Os grupos definidos como prioritários são aqueles mais suscetíveis a adquirem o vírus e terem complicações, que podem se agravar”. A coordenadora ainda ressaltou que ao imunizar o grupo prioritário, reduz a possibilidade de outras pessoas também adoecerem.

Crianças e Gestantes

A preocupação da SES-MG é aumentar a cobertura vacinal, principalmente entre as gestantes e as crianças, alertou Janaina Fonseca Almeida, diretora de Vigilância Epidemiológica da SES-MG. “Estamos orientando às regionais para que as secretarias municipais realizem ações nas escolas e nas creches, além de ampliarem o horário de funcionamento das salas de vacinas e trabalharem em conjunto com a atenção primária. Temos também que fazer um trabalho de conscientização com os pais sobre a obrigatoriedade em levar as crianças para se vacinarem”. Para a diretora, uma das dificuldades são os grupos antivacinas que prestam um desfavor para a sociedade, “contamos muito com o apoio de ginecologistas e obstetras para orientarem corretamente as gestantes”.

Pela condição do sistema imunológico, crianças e gestantes têm maiores riscos de terem complicações em decorrência de uma Influenza. “Os riscos de uma gripe gerar uma internação e um óbito é muito grande. Por isso são considerados grupos de riscos e precisam ser vacinados”. A diretora ainda reforçou que não existe nenhuma contra indicação para vaciná-los e qualquer informação contrária, é uma inverdade. “As únicas contra indicações é para pessoas que tenham alergia grave a ovo e quem esteja com sintomas de febre - pedimos para aguardar pelo menos 24 horas”, reafirmou.

Cada município tem suas particularidades e traçam as suas estratégias para o alcance das metas. No Norte de Minas, a coordenadora de imunização da Regional de Saúde de Pirapora, Flavia Teixeira Mota, relatou a importância da disseminação de informações corretas, de educação em saúde e mobilização para conscientizar a população, “os municípios se desdobram e fazem as ações de mobilização. Eles vão às escolas e às creches, usam os personagens como o Zé Gotinha”. A coordenadora também reforçou que a atenção primária precisa ser envolvida “a gente pede que eles divulguem a Campanha da Influenza nas ações do pré-natal, nas consultas de rotina”. A Regional de Pirapora é responsável pela supervisão e coordenação em sete municípios: Buritizeiro, Ibiaí, Lassance, Pirapora, Ponto Chique, Santa Fé de Minas e Várzea da Palma.

Gripe

gripe é uma infecção aguda causada pelo vírus Influenza, que afeta o sistema respiratório e pode provocar complicações graves, inclusive a morte, se não for tratada a tempo, especialmente nos indivíduos que apresentam fatores ou condições de risco para as complicações da infecção.

A síndrome gripal, que se caracteriza pelo aparecimento súbito de febre, dor de cabeça, dores musculares, tosse, dor de garganta e fadiga, é a manifestação mais comum. Nos casos mais graves, geralmente, existe dificuldade respiratória e há necessidade de hospitalização.

A transmissão do vírus Influenza ocorre por meio de secreções das vias respiratórias da pessoa contaminada ao falar, tossir, espirrar ou pelas mãos, que após contato com superfícies recém‐contaminadas por secreções respiratórias pode levar o agente infeccioso direto a boca, olhos e nariz.

A Influenza ocorre durante todo o ano, mas é mais frequente no outono e no inverno, quando as temperaturas caem, principalmente no Sul e Sudeste do País. Algumas pessoas, como idosos, crianças, gestantes e pessoas com alguma comorbidade, possuem um risco maior de desenvolver complicações.

21ª Campanha Nacional de Vacinação contra Influenza

Período: Entre 15 de abril a 31 de maio ( 04 de maio -  Dia D de mobilização nacional).

Grupos prioritários para vacinação:

  • Adultos com 60 anos ou mais de idade,
  • Crianças maiores de seis meses a menores de 6 anos de idade (5 anos, 11 meses e 29 dias),
  • Gestantes,
  • Puérperas (até 45 dias após o parto),
  • Trabalhadores da saúde,
  • Professores das escolas públicas e privadas,
  • Povos indígenas,
  • Grupos portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais,
  • Adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas,
  • População privada de liberdade e funcionários do sistema prisional.

 

Saiba mais sobre a gripe, seus sintomas e cenário epidemiológico: http://www.saude.mg.gov.br/gripe

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Banco de notícias Wed, 13 Mar 2019 18:37:38 +0000
Artigo sobre leishmaniose visceral aborda desafios enfrentados no controle da doença http://saude.mg.gov.br/sobre/institucional/superintendencias-regionais-de-ensino/stories/10958-artigo-sobre-leishmaniose-visceral-aborda-desafios-enfrentados-no-controle-da-doenca http://saude.mg.gov.br/sobre/institucional/superintendencias-regionais-de-ensino/stories/10958-artigo-sobre-leishmaniose-visceral-aborda-desafios-enfrentados-no-controle-da-doenca

O pesquisador e vice-presidente da Fundação Ezequiel Dias (Funed), Rodrigo Leite, foi coautor de artigo sobre leishmaniose recentemente publicado na revista Acta Tropica – publicação internacional sobre doenças infecciosas que abrange as ciências da saúde pública e da pesquisa biomédica, intitulado: Detection of mixed Leishmania infections in dogs from an endemic area in southeastern Brazil ou Detecção de infecções mistas por Leishmania em cães de uma área endêmica no sudeste do Brasil, em tradução livre.

Crédito: Rodrigo Leite

O trabalho chama a atenção para a possibilidade do uso de métodos diagnósticos capazes de ir além dos rotineiramente utilizados, baseados principalmente em testes sorológicos, que identificam a presença de anticorpos anti-Leishmania. A pesquisa foca o diagnóstico molecular, que tem alta sensibilidade e especificidade, além de permitir a identificação da espécie. A pesquisa também apresenta a metodologia de coleta de material diferenciada, feita por swab conjuntival, que não é invasiva para o animal e ainda apresenta alta precisão.

A relevância do estudo é devida à gravidade da leishmaniose visceral-LV, doença zoonótica transmitida ao ser humano pela picada das fêmeas de flebotomíneos (inseto da espécie Lutzomyia longipalpis) infectada pelo parasita Leishmania infantum e que tem o cão como seu principal reservatório em áreas urbanas. Por essa razão, o Ministério da Saúde (MS) recomenda a eutanásia de cães infectados como uma das políticas de controle em áreas endêmicas. Para a confirmação do diagnóstico laboratorial da leishmaniose visceral canina é necessário que a amostra seja reagente nos testes rápidos imunocromatográficos (DPP®) e no teste ELISA. Além disso, o Manual de Vigilância e Controle da Leishmaniose Visceral do MS de 2006 lista outras estratégias de controle desta endemia, como diagnóstico e tratamento precoce dos casos humanos, redução da população de inseto transmissor e atividades de educação em saúde.

Embora a leishmaniose tegumentar seja a mais frequente no país, a LV é a que mais preocupa devido a sua alta letalidade, acima de 90% se não tratada adequadamente e em tempo hábil. Cerca de 200.000 a 400.000 novos casos de LV ocorrem por ano no mundo, de acordo com estudo publicado por Eduard E. Zijlstra, em 2016, com o título Visceral leishmaniasis: a forgotten epidemic. Archives of disease in childhood ou Leishmaniose visceral: uma epidemia esquecida. Arquivos de doença na infância. No Brasil, a LV está presente em praticamente todos os estados, com uma média de 3.000 novos casos por ano, com prevalência variando de 1,9% a 35% em áreas endêmicas e alta letalidade, conforme atesta artigo feito em 2006 por Filipe Dantas-Torres e Sinval P. Brandão-Filho, no trabalho Visceral leishmaniasis in Brazil: revisiting paradigms of epidemiology and control ou Leishmaniose visceral no Brasil: revisitando paradigmas de epidemiologia e controle, publicado na Revista do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo.

Por estar entre o grupo de doenças negligenciadas, estudos que buscam novas possibilidades para o controle da doença são importantes. A pesquisa apresentada foi resultado de uma parceria entre Funed, Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN) e os Departamentos de Parasitologia e de Bioquímica e Imunologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Para este trabalho, foi coletado material de 349 animais domiciliados na Regional Norte do município de Belo Horizonte. A Funed cedeu o pesquisador Rodrigo Leite, que participou ativamente dos trabalhos de coleta e análise. “Esse é um processo especialmente delicado porque envolve entrar na casa das pessoas e tocar o animal de estimação delas. Fomos acompanhados por equipes de agentes de endemias, inclusive usei o uniforme deles por recomendação de segurança e tivemos que submeter essa etapa a dois comitês de ética em pesquisa: o da UFMG e o da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte”, conta Rodrigo.

O pesquisador chama a atenção para a necessidade de ações preventivas para evitar a infecção dos animais, lembrando que elas são complexas. “A doença pode dar sinais a partir de três meses após o período de incubação ou após anos. Por isso é difícil tratar o animal sem os sinais clínicos da doença. Além disso, não temos estudos que comprovem que o cão em tratamento não transmita a doença. O parasito quer sobreviver; por isso, ele não tem interesse em matar o hospedeiro, pois depende dele para viver”, detalha Rodrigo.

Por outro lado, a necessidade de controlar os vetores também se apresenta como desafiadora para as entidades, já que os flebotomíneos têm um ciclo de vida diferente de mosquitos como o Aedes aegypti, responsável pela transmissão da dengue, da febre amarela, Zika e Chikungunya. No caso do Aedes, ações como combater ambientes com água parada, onde o mosquito possa depositar ovos, são muito eficientes. Já o inseto transmissor da leishmaniose vive em diferentes ambientes, ricos em matéria orgânica, como restos de folhas e fezes de animais entre outros, o que dificulta o controle do inseto.

Dos cães analisados no estudo, 8,5% estavam infectados com uma das espécies causadoras da leishmaniose, seja visceral ou tegumentar. “Por isso, essa pesquisa é um passo importante para que possamos ter um entendimento epidemiológico melhor e orientado para o controle das leishmanioses” esclarece Rodrigo. Adicionalmente, a utilização de técnicas que permitam diferenciar a espécie de Leishmania circulante é de extrema importância para investigação de primeiro caso canino em áreas até então livres da doença.

A Funed na Rede da Leishmaniose Visceral Canina

A Funed tem um papel importante no controle da doença, pois coordena, por meio do Lacen/IOM, a Rede de Laboratórios de Diagnóstico da Leishmaniose Visceral Canina do Estado de Minas Gerais. Quem atua diretamente neste trabalho é o Serviço de Doenças Parasitárias da Divisão de Epidemiologia e Controle de Doenças (SDP/DECD), laboratório de referência nacional e estadual para o diagnóstico da leishmaniose visceral canina-LVC.

A chefe do SDP, Jacqueline Araújo Domingos Iturra, explica que a rede é composta por laboratórios públicos e privados. “A Funed desenvolve um papel fundamental na Rede, pois, além de coordená-la, também é responsável por realizar diagnósticos, ministrar capacitações dos colaboradores e promover educação em saúde como a popularização do conhecimento pelo Ciência em Movimento e produções científicas”. Jacqueline também conta que o diagnóstico da LVC no estado é descentralizado, conforme as diretrizes de descentralização e hierarquização do SUS, de forma que nem todos os diagnósticos são realizados na Funed. Mesmo assim, a Funed realizou em 2018 mais de 12 mil testes diagnósticos de LVC.

Para Fernanda Alvarenga Cardoso, que também trabalha no Serviço de Doenças Parasitárias, o estudo desenvolvido por Rodrigo Leite serve de base para avançar nas pesquisas sobre o tema. “Entendemos que o método de coleta via swab conjuntival é de fato muito eficiente e as análises via avaliação molecular por PCR são interessantes, inclusive devemos publicar um estudo em breve nesta área”. Segundo ela, o maior desafio para implantação da técnica de forma descentralizada é que a PCR necessita de uma infraestrutura de laboratório mais complexa, com equipamentos específicos e pessoal mais capacitado, o que agrega maior custo ao exame. De qualquer forma, Fernanda acredita que, se a técnica de PCR for utilizada em larga escala, os custos tendem a cair, viabilizando sua implantação pelo setor público. Em termos de custo, um exame de Elisa, em um laboratório privado, pode chegar ao cliente final, em média, a R$47, enquanto que a PCR pode chegar a valores mais altos como R$ 272.

O financiamento para estudos relacionados às doenças negligenciadas é outro desafio. A pesquisa desenvolvida por Rodrigo Leite recebeu financiamento do chamado Programa de Pesquisa para o SUS (PPSUS) no ano de 2009, que reúne recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), do Ministério da Saúde (MS) e da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SESMG). A investigação foi desenvolvida com pouco mais de R$60 mil, e as novas possibilidades para a continuidade dos estudos e novos avanços seguem presentes até os dias atuais. Clique aqui para acessar o artigo na íntegra.

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Banco de notícias Wed, 13 Mar 2019 17:00:51 +0000