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O sarampo é uma doença infecciosa grave, provocada por vírus, transmitida pela fala, tosse e espirro, e extremamente contagiosa, podendo ser contraída por pessoas de qualquer idade. É caracterizada por febre, inflamação das mucosas do trato respiratório, erupção maculopapular generalizada seguida por descamação. É importante lembrar que a única forma de prevenção é a vacina oferecida de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Atualmente, o país enfrenta dois surtos de sarampo, em Roraima e Amazonas. Além disso, alguns casos isolados e relacionados à importação foram identificados em São Paulo, Rio Grande do Sul, Rondônia e Rio de Janeiro.

Além disso, há risco de contágio de sarampo nos países europeu. A Europa teve 400% de aumento dos casos da doença em 2018 em comparação com o ano passado. Assim, é necessário ter atenção com sintomas para indivíduos "com história de viagem ao exterior nos últimos 30 dias ou que tenha tido contato, no mesmo período, com alguém que viajou ao exterior".

» Clique aqui para conferir o Boletim Epidemiológico do Sarampo.

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Os principais grupos de risco são as pessoas de seis meses a 39 anos de idade. Dentre os adultos, os trabalhadores de portos e aeroportos, hotelaria e profissionais do sexo apresentam maiores chances de contrair sarampo, devido à maior exposição a indivíduos de outros países que não adotam a mesma política intensiva de controle da doença. 

As crianças devem tomar duas doses da vacina combinada contra rubéola, sarampo e caxumba (tríplice viral): a primeira, com um ano de idade; a segunda dose, entre quatro e seis anos. Os adolescentes, adultos (homens e mulheres) e, principalmente, no contexto atual do risco de importação de casos, os pertencentes ao grupo de risco, também devem tomar a vacina tríplice viral ou dupla viral (contra sarampo e rubéola).

» Clique aqui e confira orientações para vacinação contra sarampo.

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Por que o sarampo voltou a circular no Brasil?

O vírus ainda circula em grande quantidade em várias regiões da Europa e da América. Devido as migrações e as viagens internacionais, o vírus foi importado e voltou a circular. Além disso, a baixa imunização da população brasileira, que vem decaindo nos últimos anos, também contribuiu para a volta da circulação do vírus.

Como a doença é transmitida?

A transmissão da doença ocorre diretamente de pessoa a pessoa, através de gotículas do nariz, boca ou garganta de pessoas infectadas pelo vírus. Os acometidos pela doença podem evoluir com complicações graves, incluindo encefalite, pneumonia e morte, principalmente em crianças desnutridas e menores de um ano de idade.

Quais são os principais sintomas?

Pessoas acometidas pela doença apresentam febre, manchas avermelhadas pelo corpo (exantemas), tosse, coriza, conjuntivite (olhos vermelhos e lacrimejantes), fotofobia (sensibilidade à luz) e pequenas manchas brancas dentro da boca (manchas de Koplik).

Como é o esquema vacinal?

Esquema vacinal e número de doses da vacina tríplice viral/tetraviral segundo faixa-etária.

Faixa-etária

N de doses esperadas por idade

12 meses

01

15 meses

01

2 a 29 anos

02

30 a 49 anos

01 (pelo menos)

Fonte: Ministério da Saúde, 2017. Nota Informativa n 384, de 2016/CGPNI/DEVIT/SVS/MS.

• Aos 12 meses de idade: a criança deverá receber a primeira dose da vacina tríplice viral.
• Aos 15 meses de idade: a criança deverá receber a segunda dose com a vacina tetraviral (contra o sarampo, a rubéola, a caxumba e a catapora/varicela) ou a vacina tríplice viral e a de varicela monovalente.
• De 02 a 29 anos: caso não tenha nenhum registro de dose da vacina tríplice ou tetraviral, deverão receber duas doses com intervalo de no mínimo 30 dias da primeira dose.
• De 30 a 49 anos: caso não tenha nenhum registro de dose da vacina tríplice ou tetraviral, deverá receber apenas uma dose.
• Profissionais de saúde (médicos, enfermeiros, dentistas e outros), independente da idade, devem ter duas doses válidas da vacina tríplice viral documentadas.
• Profissionais de transporte (taxistas, motoristas de aplicativos, motoristas de vans e ônibus), profissionais do sexo devem manter o cartão de vacinação atualizado conforme os esquemas vacinais, garantindo a proteção individual e de seus familiares e assim contribuindo para manter o nosso território livre da circulação do sarampo.


É possível pegar a doença através da vacinação?

A vacina é feita a partir do vírus enfraquecido e, por isso, o risco do vacinado ser infectado pela vacinação é inferior a 2%. O risco da pessoa não se imunizar e contrair a doença é muito maior do que deixar de se vacinar. A vacinação é altamente eficaz.

Gestantes podem tomar a vacina contra sarampo?

Não. As gestantes devem esperar até o pós-parto para proteger o recém-nascido de forma indireta, por meio da amamentação. Cada caso deve ser avaliado por um médico.

Tenho mais de 30 anos e não me vacinei ou perdi meu cartão de vacina. O que devo fazer?

Pessoas de até 29 anos que não apresentam nenhum registro de dose da vacina tríplice viral, é necessário que tomem 2 doses da vacina, com intervalo de no mínimo 30 dias entre uma dose ou outra. Já pessoas acima de 30 anos que não apresentam nenhum registro de dose da vacina, é necessário receber apenas uma dose da vacina. Procure a sala de vacina da unidade básica de saúde mais próxima, levando o seu cartão de vacinação e um documento. Lá sua situação vacinal será avaliada e atualizada conforme recomendações do calendário básico de vacinação.

Tenho mais de 50 anos e não tenho registro de vacinação da Tríplice Viral, como devo proceder?

Para pessoas maiores de 50 anos é imprescindível a avaliação médica para delimitar a necessidade ou não da vacinação. Provavelmente, pela idade, ao longo da vida essas pessoas já tiveram a doença ou entraram em contato com o vírus do sarampo de alguma forma. A ocorrência da doença confere imunidade permanente para o indivíduo, não necessitando da vacinação nestes casos.

Pessoas que já tiveram sarampo também precisam se vacinar?

Cada um contrai a doença apenas uma vez na vida. Logo, se há confirmação do diagnóstico para a doença a pessoa já estará imunizada para toda a vida.

Quando foi a última epidemia do sarampo?

No Brasil de 1968 a 1991, o país enfrentou nove epidemias, sendo uma a cada dois anos, em média. A última grande epidemia aconteceu em 1986 com 129.942 casos. Já em 1997, ocorreu uma importante epidemia da doença que se estendeu a quase todos os estados brasileiros, com mais de 53.000 casos confirmados em todo o país. A maioria dos casos ocorreu na capital do estado de São Paulo. Em Minas Gerais, Os últimos casos autóctones (transmissão ocorrida dentro do próprio município) em Minas Gerais ocorreram no ano de 1999 ( 9 casos), mas em 2011 o estado detectou 1 caso da doença importado da França e em 2013 o estado detectou dois casos importados da doença provenientes dos Estados Unidos.

Quais as ações a SES-MG está promovendo para que a cobertura vacinal do estado da Tríplice Viral, vacina que protege contra Sarampo, Rubéola e Caxumba, aumente?

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) tem realizado diversas ações para aumentar a cobertura vacinal, podemos citar:

- Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e Seguimento contra o Sarampo: programada para 06 a 31 de agosto, sendo o dia "D" de mobilização social em 18 de agosto.

- Realização de diversas videoconferências e capacitações sobre coberturas vacinais com as 28 regionais de saúde e multiplicação para os municípios pertencentes a cada regional;

- Repasse de incentivo financeiro complementar, no valor de R$ 5.801.647.55, para intensificação da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite, Seguimento contra o Sarampo e Multivacinação, no Estado de Minas Gerais.

- Repasse de incentivo financeiro complementar, no valor de R$ 60.119.440.00, aos 853 municípios para estruturação de 3.412 salas de vacina, no Estado de Minas Gerais. São salas que já funcionam dentro das unidades de saúde e serão mais bem estruturadas. Não se tratam, portanto, de salas novas.

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» Nota SES-MG sobre a RESOLUÇÃO SES/MG Nº 6.293, DE 29 DE JUNHO DE 2018

Por meio da RESOLUÇÃO SES/MG Nº 6.293, DE 29 DE JUNHO DE 2018, a SES-MG irá destinar incentivo financeiro complementar, no valor de R$ 5.801.647.55, para intensificação da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite, Seguimento contra o Sarampo e Multivacinação, no Estado de Minas Gerais.
Resolução disponível aqui. Leia o documento completo neste link.

» Nota Técnica Conjunta SES-MG N. 02/2018 referente às ações de enfrentamento ao sarampo no Estado de Minas Gerais (atualizado em outubro/2018)

» Fluxograma de Atendimento aos Casos Suspeitos de Sarampo

» Assista: "Epidemiologia, aspectos clínicos e vacinação de Sarampo", webaula promovida pelo Centro de Telessaúde HC-UFMG e pela SES-MG: