A saúde das mulheres necessita de cuidados cotidianos como alimentação saudável, prática regular de atividades que promovam o bem-estar, e visitas periódicas aos profissionais de saúde, cuidado esse que deve ser contínuo.

Neste contexto, para algumas mulheres, em faixas etárias específicas, dois exames são de extrema importância: a mamografia e o preventivo do colo do útero. Ambos são capazes de detectar alterações específicas em fases iniciais ou o próprio câncer de mama e de colo do útero. Vale lembrar que o diagnóstico precoce significa uma maior chance de cura.

Desde 2004, o Sistema Único de Saúde (SUS) possui uma Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher, construída em parceria com movimentos de mulheres de diversos setores da sociedade. Essa Política incorporou o ideário feminista de que a saúde da mulher não está ligada apenas às questões reprodutiva ou sexual, mas sobretudo a aspectos socioculturais e economicos, dando destaque a agravos e índices epídemiológicos que são presentes no gênero feminino, e respeitando a diversidade e diminuindo a desigualdade de gênero presente na nossa sociedade. Para ler mais sobre a política, clique aqui.

  • Clique aqui e confira informações sobre atendimento no SUS para mulheres vítimas de violência.
  • Clique aqui e saiba mais sobre a 1ª Conferência Estadual de Saúde das Mulheres de Minas Gerais.
  • Clique aqui e conheça os os Comitês de Prevenção de Mortalidade Materna, Infantil e Fetal.
  • Clique aqui e confira o material "Instrutivo para Profissionais de saúde sobre mama e colo de útero".
  • Clique aqui e confira a Nota Técnica referente aos Comitês de Prevenção da Mortalidade Materna, Infantil e Fetal.

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A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que as pessoas adotem níveis adequados de atividade física ao longo de toda a vida. O ideal é que todo mundo realize pelo menos 150 minutos por semana de atividade moderada ou 75 minutos por semana de atividade física vigorosa, de forma contínua ou acumulada em sessões de pelo menos 10 minutos de duração para a manutenção da saúde e qualidade de vida.

Ações como subir dois ou mais andares de escada, realizar deslocamentos caminhando para visitar os amigos, participar de atividades lúdicas, utilizar bicicleta para o trajeto até a padaria, dentre outros, são alternativas de atividade física e contribuem para o indivíduo manter-se ativo. Os momentos de lazer também podem ser utilizados para a prática de atividades físicas, por exemplo: jogar bola, andar de bicicleta ou praticar algum esporte. Por isso, criamos uma playlist especial no Spotify só com vozes feminas. Ouça e compartilhe:

Ainda, entende‐se por alimentação adequada e saudável a prática alimentar apropriada aos aspectos biológicos e socioculturais dos indivíduos, bem como ao uso sustentável do meio ambiente. Ou seja, ela deve estar em acordo com as necessidades de cada fase do curso da vida e com as necessidades alimentares especiais; acessível do ponto de vista físico e financeiro; harmônica em quantidade e qualidade; baseada em práticas produtivas adequadas e sustentáveis; livre de contaminantes físicos, químicos, biológicos e de organismos geneticamente modificados. Confira algumas dicas:

  • Incentive o consumo de alimentos naturais, tais como frutas, verduras, legumes, arroz, feijão, ovos, carnes e peixes; e evite o consumo de alimentos ultra processados, como biscoitos recheados, refrigerantes, “salgadinhos de pacote”, “macarrão instantâneo”, embutidos e produtos congelados e prontos para aquecimento.
  • Utilize óleos, gorduras, sal e açúcar em pequenas quantidades ao temperar e cozinhar alimentos.
  • A ansiedade pode estimular as pessoas a comerem mais. Relaxe, medite, respire, organize-se e curta mais a vida.
  • Esteja atento a sua saúde! Fatores hormonais, como excesso de insulina, deficiência do hormônio de crescimento, excesso de hidrocortisona, estrógenos; podem levar ao aumento de peso.

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Para o ano 2018, o INCA estima a ocorrência de 5.360 casos novos de câncer da mama feminina com a taxa bruta de 50,15 casos novos por 100 mil mulheres mineiras, conforme descrito na tabela a seguir.

A mortalidade estadual por neoplasia da mama feminina cresceu em torno de 52% nesse sexo em Minas Gerais, entre os anos 2006 (taxa bruta 10,6/100 mil) e 2017 (taxa bruta 16,1/100 mil). No ano 2017, os 1.430 óbitos de mulheres por neoplasia da mama representaram 15,5% do total de óbitos por todas as neoplasias ocorridos no sexo feminino, que corresponderam a 13,63 óbitos por 100 mil mulheres mineiras.

Com relação ao câncer do colo de útero, para o ano 2018, o INCA estima a ocorrência de 890 casos novos, com taxa bruta de 8,4 casos novos por 100 mil mulheres mineiras.

A mortalidade estadual por neoplasia do colo do útero cresceu em torno 21,6% na população feminina de Minas Gerais, entre os anos 2006 (taxa bruta 3,7/100 mil) e 2017 (taxa bruta 4,5/100 mil). No ano 2017, os 400 óbitos de mulheres por neoplasia de colo do útero representaram 4,3% do total de óbitos por todas as neoplasias nesse sexo, que corresponderam à taxa bruta de mortalidade de 3,8 óbitos por 100 mil mulheres mineiras

Dados do Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS (SIA) revelam que no período de janeiro a julho de 2018 foram realizadas 183.762 mamografias de rastreamento na faixa etária de 50 a 69 anos nas unidades de saúde do SUS em Minas Gerais.

Em relação ao rastreamento do câncer de colo do útero, o SUS em Minas realizou 874.603 exames preventivos do colo do útero em mulheres na faixa etária de 25 a 64 anos, em 2017.

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O que é o câncer de mama?

O câncer é caracterizado pelo crescimento desordenado de células, determinando a formação de tumores malignos. O câncer de mama é o tipo que possui a maior incidência e a maior mortalidade na população feminina em todo o mundo, tanto em países em desenvolvimento quanto em países desenvolvidos. O diagnóstico precoce é essencial para se garantir a detecção da doença em seu estágio inicial, aumentando em mais de 90% o sucesso do tratamento.

Quais são os sintomas do câncer de mama?

Em estágios iniciais, o câncer de mama pode não apresentar sintomas, mas é muito importante ficar atenta a certos sinais: inchaço, pele enrugada ou com depressões, pele descamativa ao redor do mamilo, secreção espontânea e alterações no mamilo.

Fatores de risco

Não existe uma causa única para o câncer de mama e sim alguns fatores que podem aumentar o risco da doença, como:

• Idade – as mulheres após os 50 anos são mais susceptíveis a desenvolver a doença;
• Primeira menstruação antes dos 12 anos de idade e menopausa após 55;
• Primeira gravidez após os 30 anos ou não ter tido filhos;
• Fumar, consumo excessivo de álcool; 
• Sobrepeso ou obesidade;
• Não praticar atividade física regularmente;
• Exposição frequente a raios-X;
• Histórico familiar de câncer de mama e/ou ovário em parentes de primeiro grau (mãe, irmã ou filha) que tenham tido a doença antes dos 50 anos;
• Fazer uso de terapia de reposição hormonal pós-menopausa, principalmente se por tempo prolongado.

O que você pode fazer para reduzir os riscos

• Ter uma alimentação saudável, ingerindo verduras, legumes, frutas, proteínas, carboidratos, cereais, além da ingestão de muito líquido;
• Controlar seu peso;
• Praticar exercícios físicos regularmente. Eles aliviam o estresse físico e emocional e melhoram o funcionamento do organismo.
• Evitar o tabagismo e consumo excessivo de bebidas alcoólicas.
• Esclarecer suas dúvidas coma equipe de saúde quanto às medidas preventivas e o acompanhamento de exames complementares e outros procedimentos necessários.

Você sabia? A amamentação é um fator que protege contra o câncer de mama.

A importância do diagnóstico precoce

O diagnóstico precoce aumenta as chances de sucesso do tratamento. Em relação à avaliação das mamas preconiza-se:

Mulheres de 40 a 49 anos – realização do exame clínico das mamas para todas as mulheres dessa faixa etária e realização de mamografia, se existir indicação da equipe de saúde.

Mulheres de 50 a 69 anos – realização do exame clínico das mamas e realização de mamografia de 2 em 2 anos, ou em intervalos menores na dependendo do resultado da mamografia anterior. Se você perceber alguma alteração na mama procure a equipe de saúde mais próxima da sua casa. Conhecer o seu corpo e se cuidar é muito importante!

Mulheres com elevado risco para câncer de mama (histórico familiar e/ou histórico pessoal de câncer de mama) – necessária avaliação e acompanhamento individualizado.

Fique ligada! As evidências científicas apontam que a realização de mamografias de rotina (rastreamento - exame realizado quando não há sinais/sintomas suspeitos de câncer de mama nem história familiar que justifique a investigação) fora da faixa etária de 50 a 69 anos expõe as mulheres à radiação desnecessária e pode, ainda, levar à intervenções/procedimentos que não trazem benefício à sua saúde.

Prestadores de Mamografia

De acordo com a Portaria Ministerial nº 1101/2002, que estabelece os parâmetros de cobertura assistencial no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), deve existir a proporção de 1 (um) mamógrafo para cada grupo de 240 mil habitantes. Em Minas Gerais, há 20.997.560 habitantes (IBGE 2016) e 154 mamógrafos fixos prestando serviço para o SUS. Portanto, o número de mamógrafos existentes em Minas Gerais supera o preconizado pela Portaria Ministerial nº 1101/2002.

» Clique aqui e baixe a relação dos prestadores que realizaram a mamografia no Estado.

Pacientes que apresentem alterações na mamografia, e necessitam de exames complementares, podem ser encaminhadas para um dos 35 Centros de Alta Complexidade em Oncologia (Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia/UNACON, Centros de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia/CACON).

» Clique aqui e baixe a relação dos CACON/UNACON.

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O câncer de colo do útero é o terceiro tipo mais incidente e a terceira causa de mortes por câncer em mulheres no Brasil, com exceção do câncer de pele não melanoma. O Papiloma Vírus Humano (HPV) está diretamente relacionado à doença. Existem mais de 150 tipos de HPV, dentre eles, 40 podem causar infecções e, pelo menos, 13 tipos de HPV podem provocar o câncer de colo do útero. A infecção pelo HPV é muito comum, sendo que até 80% das mulheres sexualmente ativas poderão adquiri-la ao longo de suas vidas.

Os sinais de infecção pelo HPV

A transmissão do HPV ocorre principalmente por via sexual, mas pode ocorrer por qualquer contato direto com a pele ou mucosa infectada. Na maioria das vezes, a infecção não apresenta sintomas, mas no estágio avançado poderá ocorrer sangramento vaginal (espontâneo, após a relação sexual ou esforço) e dor pélvica.

Fatores de risco

Alguns fatores podem aumentar o risco de desenvolvimento do câncer de colo do útero. São eles:

• Não utilização de preservativos durante as relações sexuais;
• Outras infecções sexualmente transmissíveis;
• Baixa imunidade;
• Tabagismo.

O que você pode fazer para se prevenir

A prevenção primária do câncer de colo do útero está relacionada à diminuição do risco de contágio pelo HPV. Dessa forma, algumas precauções são importantes:

• Utilizar o preservativo em todas as relações sexuais;
• Cuidar da sua higiene íntima;
• Realizar o exame preventivo do câncer de colo do útero, para detecção de lesões ainda em fase inicial. O exame é ofertado pelo SUS nas Unidades Básicas de Saúde.
• Vacinar-se. A vacina oferecida pelo SUS confere proteção para quatro tipos do HPV. Está disponível para meninas na faixa etária de 9 a 14 anos, meninos de 11 a 14 anos e para homens e mulheres de 9 a 26 anos, vivendo com HIV.

Mesmo com a vacinação, o preservativo deve ser utilizado em todas as relações sexuais, tanto para prevenção de outras infecções sexualmente transmissíveis, quanto para os outros tipos de HPV que não estão cobertos pela vacina e também na prevenção de gravidez indesejada. A vacinação também não substitui a realização do exame preventivo do câncer de colo do útero.

A importância do diagnóstico precoce

A realização periódica do exame preventivo do câncer de colo do útero é a estratégia mais adotada para detecção da doença em mulheres de 25 a 64 anos, que já tiveram algum tipo de atividade sexual. Mesmo as meninas vacinadas devem realizar esse exame. 

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Muita gente não sabe, mas o aleitamento materno é a alimentação ideal para todas as crianças. Devido a sua composição de nutrientes, é considerado um alimento completo para garantir o crescimento e desenvolvimento saudável do bebê durante os primeiros dois anos de vida ou mais, além de ser um alimento de fácil e rápida digestão, completamente aproveitado pelo organismo infantil. Por meio dele, o bebê recebe o aporte necessário para um bom desenvolvimento, sendo uma prática saudável tanto para mãe quanto para o filho. Além disso, protege contra infecções, doenças respiratórias, doenças crônicas não transmissíveis e má-formação da arcada dentária; A amamentação também é uma possível estratégia na prevenção da obesidade infantil e de certas patologias.

» Clique aqui e se informe sobre aleitamento materno e conheça seus benefícios para a mãe e o bebê.

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