A hanseníase é fácil de diagnosticar, tratar e tem cura, no entanto, quando diagnosticada e tratada tardiamente pode trazer graves conseqüências para os portadores e seus familiares, pelas lesões que os incapacitam fisicamente. Por isso, é muito importante esclarecer as dúvidas e os mitos com relação à doença. Veja alguns abaixo:

O que é a Hanseníase?

A hanseníase é uma doença infecciosa, crônica, causada por uma bactéria que afeta a pele e os nervos periféricos, em especial os dos olhos, braços, pernas, orelhas e nariz.

Quais são os principais sintomas?

A hanseníase inicia-se, em geral, com manchas brancas, vermelhas ou marrons em qualquer parte do corpo, mas, são manchas com características especiais, pois apresentam alterações de sensibilidade à dor, ao tato e, ao quente e ao frio. Podem aparecer também áreas dormentes, especialmente nas extremidades, como mãos, pernas, córneas, além de caroços, nódulos e entupimento nasal.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é feito na Unidade Básica de Saúde. Se uma pessoa tiver qualquer sinal e sintoma, e suspeitar que tenha a doença, deve procurar a Unidade mais perto da sua casa. Ali a equipe pode examinar, dar o diagnóstico, e logo iniciar o tratamento.

Como é o tratamento?

O tratamento é oferecido gratuitamente pelo SUS e é feito com medicamentos orais. O paciente deve comparecer mensalmente ao serviço de saúde, para ser examinado, receber a  medicação e orientações.

Há algum grupo de risco para essa doença?

A hanseníase acomete indivíduos de todas as idades e em todas as classes sociais, porém, é mais frequente nos segmentos mais humildes da sociedade, em que a multiexposição favorece a infecção, especialmente entre os conviventes dentro do domicílio da pessoa com a hanseníase da forma contagiosa sem tratamento. É muito importante, portanto, especial vigilância em relação aos contatos domiciliares, considerado o grupo de risco.

A hanseníase é uma doença contagiosa?

Sim. Embora muitos possam se infectar, poucos adoecem, pois 90 a 95 pessoas em cada 100 têm resistência natural contra a doença. A transmissão se dá pelas vias respiratórias por meio do convívio prolongado com uma pessoa da forma contagiosa sem tratamento.

E como as pessoas podem se prevenir Quais os cuidados?

A principal forma de prevenção é diagnosticar e tratar os casos precocemente. A prevenção consiste no diagnóstico e tratamento de todas as pessoas o mais rápido possível, para evitar a transmissão, pois iniciado o tratamento, imediatamente a pessoa deixa de transmitir a doença. Além disso, devem ser vacinados com BCG todos os contatos domiciliares após rigoroso exame da pele e nervos e orientações sobre a doença.

É importante lembrar que nem todas as formas da doença, são contagiosas, apenas em torno de 30% teria probabilidade de transmissão para as pessoas do seu convívio.

É muito difícil saber de quem pegou a doença, porque a hanseniase tem um período de incubação longo, e a pessoa pode ficar anos sem apresentar sintomas e não saber que é portadora da doença. Além disso, a pessoa pode ficar com a mancha ou outros sintomas, e não dar importância. É importante que a população e os profissionais de saúde fiquem atentos para os sinais e sintomas da hanseníase.

A pessoa com hanseníase deve ser afastada do convívio familiar, do trabalho e aposentada por invalidez?

Não. Durante e após o tratamento, a pessoa com hanseníase deve ter sua vida conduzida sem alteração, ou seja, manter suas atividades escolares, profissionais, sociais, culturais, religiosas e familiares.

Não está indicada a aposentadoria pela doença hanseníase, exceto nos casos com deformidades incapacitantes para o trabalho.

Hanseníase tem cura?

Sim. A hanseníase tem cura e é uma doença fácil para tratar e curar. De todas as doenças contagiosas é a que tem o menor poder de contágio, e mesmo os doentes da forma contagiosa, deixam de transmitir a doença assim que o tratamento é iniciado. Vale lembrar que em torno de 70% dos doentes são da forma não contagiosa, isto é, ao respirar não eliminam os micróbios pela respiração e não transmitem a doença.