A Regional de Saúde de Pedra Azul realizou no período de 5 a 8/11, no auditório da Regional, oficina para formação de tutores da Estratégia Amamenta e Alimenta Brasil. O objetivo foi formar tutores, qualificar os profissionais da Atenção Primária dos municípios e padronizar ações voltadas para o tema, intensificando as ações de apoio e promoção ao aleitamento materno e alimentação complementar saudável.

A oficina contou com a participação de três municípios da região de saúde de Pedra Azul (Cachoeira de Pajeú, Divisa Alegre e Pedra Azul) e 15 profissionais de saúde (enfermeiros, assistentes sociais, nutricionistas e fisioterapeutas) foram formados para serem tutores e replicarem a oficina em seus municípios. A facilitadora, nutricionista e referência técnica em Promoção da Saúde da Regional de Governador Valadares, Samira Brito, explicou que as regiões de saúde de Almenara e Itaobim já haviam sido capacitadas desde o ano de 2017. “Finalizamos hoje essa etapa de capacitação de tutores na Regional de Pedra Azul. A oficina, na verdade, é uma forma de educação continuada. Com essa estratégia, esperamos melhorar o índice de aleitamento materno na região e incentivar a promoção da alimentação mais saudável nas crianças no âmbito da Atenção Primária”.

O evento contou, ainda, com o apoio das facilitadoras, Ana Cristina Cardoso, referência técnica da Regional de Diamantina; e Veruska Barreto, referência técnica do Núcleo de Redes de Atenção à Saúde (NRAS) da Regional de Pedra Azul. As facilitadoras apresentaram o cenário de aleitamento materno e de alimentação complementar e explicaram a estratégia Amamenta e Alimenta Brasil. Os participantes também receberam orientações sobre os aspectos socioculturais do aleitamento materno e da alimentação complementar e sobre as habilidades de comunicação, promoção e apoio da amamentação.

Créditos: Allan Campos

A enfermeira do município de Divisa Alegre, Thatyane Rocha, fez um testemunho sobre uma família que vivia em situação de vulnerabilidade social e que foi ajudada pela comunidade. “Quando a mãe levou a criança para atendimento na nossa unidade, observamos que a criança estava mamando e com peso dentro do recomendado, porém, a mãe, separada e sem o apoio da família, estava em uma condição precária. Mobilizamos nossa equipe e a comunidade e conseguimos ajudar a mãe e a criança, com várias doações, e, inclusive, uma médica do município apadrinhou a criança. Esse trabalho conjunto, com essa visão mais ampla da importância da intervenção para ajudar os nossos pacientes, foi uma ação importante que fizemos, e que faz a diferença na vida das pessoas”, afirmou.

Para a facilitadora Ana Cristina Cardoso, a prática do aleitamento materno e da alimentação complementar envolve diversos contextos. “Essas realidades devem ser ponto de partida para problematizar e refletir acerca da importância da transformação das práticas profissionais no mundo do trabalho, prática pessoal, prática alimentar familiar e, por fim, mudança do cenário epidemiológico do aleitamento materno e alimentação infantil”, orientou.

Por Allan Campos

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