Notícias http://www.saude.mg.gov.br Tue, 25 Jul 2017 20:42:59 +0000 Joomla! - Open Source Content Management pt-br 1° Conferência Estadual de Saúde das Mulheres de Minas Gerais termina com propostas para a saúde das mulheres http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9595-1-conferencia-estadual-de-saude-das-mulheres-de-minas-gerais-termina-hoje-com-propostas-para-a-saude-das-mulheres http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9595-1-conferencia-estadual-de-saude-das-mulheres-de-minas-gerais-termina-hoje-com-propostas-para-a-saude-das-mulheres

A 1° Conferência Estadual de Saúde das Mulheres de Minas Gerais chegou ao fim nesta quarta-feira (12/07). Durante três dias, mulheres discutiram e construíram propostas para aperfeiçoar as políticas públicas de saúde no Sistema Único de Saúde (SUS). As proposições foram votadas pelas delegadas e delegados nesta manhã e serão encaminhadas para a 2° Conferência Nacional de Saúde das Mulheres, que será realizada em Brasília-DF, em agosto. Clique aqui e confira a nossa galeria de fotos.

Essas propostas representam as demandas das mulheres mineiras por uma saúde pública mais equânime e integral, que respeite as diferenças de gênero, raça e classe socioeconômica. Clique aqui para verificar dados que comprovem como essas diferenças impactam na saúde feminina.

Durante os três dias, estiveram presentes no Minascentro, em Belo Horizonte, mais de 950 pessoas, que vieram de 197 municípios que aderiram à Conferência, sendo que 70% são mulheres.

Créditos: Marcus Ferreira

A usuária do SUS, Lucimar de Lourdes Martins, era uma das delegadas mais atuantes no processo de votação, torcendo e vibrando cada vez que uma das propostas que considerava mais urgente era votada. Representante do município de Simónesia, Lucimar é quilombola e luta pela garantia da agricultura familiar como forma de preservar a saúde.

“Temos muitas bandeiras aqui, mulheres com diferentes lutas estiveram aqui. Cada qual com sua história, mas para mim, no momento, as propostas mais urgentes, que precisamos levar à Brasília, é a que convoca à luta contra a chamada “Pec do Congelamento” e contra a reforma da previdência. Essas são as duas maiores lutas das mulheres hoje e para enfrentar precisamos unir força, porque os direitos essenciais à vida estão sendo atacados”, disse.

Veja também no "Blog da Saúde MG":
- Vídeo apresenta balanço da 1° Conferência Estadual de Saúde das Mulheres
- Maria Turci faz discurso sobre políticas de saúde pública para as mulheres
- Força do discurso feminino marca 1ª Conferência Estadual de Saúde das Mulheres
- Como funcionam os grupos de trabalho na Conferência?

Foram 4 eixos temáticos discutidos e consolidados em propostas por 4 grupos de trabalho. No Eixo I (O papel do Estado no desenvolvimento socioeconômico e ambiental e seus reflexos na vida e na saúda das mulheres) as propostas mais votadas enfatizavam a luta contra a reforma da previdenciária, a revisão dos recursos destinados à saúde pública, a criação de leis que limitam ou proíbam o uso de agrotóxicos.

No Eixo II (O mundo do trabalho e suas consequências na vida e na saúde das mulheres) a delegação de Minas vai encaminhar duas propostas. Uma que busca fortalecer as leis trabalhistas, a aposentadoria e o salário igualitário às mulheres que estão no mercado de trabalho e outra que visa ampliar a política de fortalecimento e prevenção da violência contra as mulheres.

O Eixo III (Vulnerabilidades nos ciclos de vida das mulheres na Política Nacional de Atenção Integral a Saúde das Mulheres) a proposta mais votada defende o reajuste da tabela SUS para assegurar e implementar o novo modelo de atenção obstétrica, que busca garantir uma atenção mais humanizada às mulheres. Também foi amplamente votada a proposta que defende a implantação de casas de apoio e acolhimento para mulheres em situação de violência física, moral, psicológica.

Já no Eixo IV (Políticas Públicas para Mulheres e Participação Social), a proposta que reafirma e defende o SUS como um direito e que propõe lutar pela declaração de inconstitucionalidade da a emenda que congela os gastos públicos com saúde foi votada com gritos de “Salve o SUS” e com aplausos. Também foi escolhida como proposta neste eixo a melhoria de incentivos para unidades de saúde com porte pequeno.

Ainda hoje, no final da tarde, a plenária vai eleger as delegadas e delegados que representarão as propostas estaduais em debate nacional. Nesta etapa, as proposta de Minas para a saúde das mulheres serão ouvidas e defendidas nacionalmente.

Propostas estaduais

Os grupos de discussão também elaboraram um consolidado com as propostas priorizadas para o estado de Minas. Os participantes elegeram as principais propostas que devem ser consideradas como diretrizes das políticas públicas estaduais voltada para mulheres, lésbicas, transexuais, bissexuais, travestis e outras populações minoritária.

A 1ª Conferência Estadual de Saúde das Mulheres foi promovida pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) e pelo Conselho Estadual de Saúde de Minas Gerais (CES-MG).

 

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Banco de notícias Wed, 12 Jul 2017 15:53:36 +0000
Acesso aos serviços de saúde e os desafios enfrentados por todAs mulheres marcam 2º dia da Conferência http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9592-acesso-aos-servicos-de-saude-e-os-desafios-enfrentados-por-todas-mulheres-sao-assuntos-debatidos-no-segundo-dia-da-conferencia-e http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9592-acesso-aos-servicos-de-saude-e-os-desafios-enfrentados-por-todas-mulheres-sao-assuntos-debatidos-no-segundo-dia-da-conferencia-e

Na manhã desta terça-feira (11/07), “Desafios para Intersetorialidade com Equidade”, foi o tema de debate da Mesa 2, que abriu o dia de trabalho da 1ª Conferência Estadual de Saúde das Mulheres, que acontece no Minascentro, em Belo Horizonte. A proposta foi levantar discussões sobre o acesso aos serviços de saúde no Sistema Único de Saúde (SUS) e desafios enfrentados pelas mulheres negras, lésbicas, transexuais, bissexuais, travestis e outras populações minoritárias.

Integraram a mesa de discussões a ativista do movimento negro e coordenadora no Instituto Pauline Reichstul, Diva Moreira; a historiadora especialista em gênero, raça e sexualidade, secretária de direitos humanos da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) e conselheira do Conselho Nacional de Saúde, Heliana Hemetério; a Subsecretária de Políticas e Ações de Saúde da Secretaria de Estado de Saúde de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Maria Turci. A mesa foi coordenada pela militante da Marcha Mundial das Mulheres e trabalhadora da SES-MG, Dehonara de Almeida Silveira.

Abrindo as discussões, Diva Moreira apresentou as principais dificuldades enfrentadas pelas mulheres, mulheres negras e outros grupos minoritários no acesso aos serviços de saúde. Ela lembrou ainda, sobre a resistência de gestores e profissionais de saúde em reconhecer o abismo presente no tratamento oferecido às diferentes populações.

“É muito comum ouvir dos gestores públicos que todas e todos são tratados de forma igualitária. Presenciei a resistência e até certa hostilidade de servidoras e servidores em incluir a população negra e povos indígenas. O argumento utilizado é que todas as pessoas são tratadas de forma igual, mas sabemos que isso não é verdade”, afirma. 

Veja também no Blog da "Saúde MG": Como funcionam os grupos de trabalho na Conferência Estadual de Saúde das Mulheres?

O princípio da equidade foi lembrado enquanto tarefa que o Estado tem de reconhecer que todas e todos têm direito à saúde, respeitando a diversidade entre povos e regiões. Mais do que isso, o conceito prega a necessidade de oferecer tratamentos diferentes a pessoas com necessidades diferentes.

“É preciso renunciar dessa convicção de que todas e todos são tratados com equidade nos serviços de saúde. Se uma pessoa não é descriminada por razões de raça, cor, homofobia, os resultados das práticas institucionais deveriam ser idênticos aos de outras populações. Para remover o racismo institucional, é preciso reconhecer que existem doenças que são mais prevalentes na população negra”, explica Diva Moreira.

Acesso igualitário aos serviços de saúde para lésbicas, bissexuais, transexuais e travestis

A historiadora, especialista em gênero, raça e sexualidade, secretária de direitos humanos da ABGLT e conselheira do Conselho Nacional de Saúde, Heliana Hemetério, falou sobre a importância do cuidado integral com a saúde de mulheres negras, lésbicas, bissexuais, transexuais e travestis. Para ela, mais do que criar novas políticas públicas é preciso se preocupar com a efetivação do atendimento de qualidade e humanizado voltado para minorias nos serviços do SUS. “Eu, enquanto uma senhora lésbica e negra, tenho uma luta a mais. O SUS é o maior sistema de saúde do mundo e hoje enfrentamos uma tentativa de reformulação da Atenção Básica. O médico sai da universidade completamente técnico, mas se ele não se tornar técnico e humano, ele não saberá nada sobre nós da população negra, lésbica, gay, travesti, transexual e bissexual”, afirma.

Avanços e desafios no SUS

A Subsecretária de Políticas e Ações de Saúde da SES-MG, Maria Turci, falou sobre os principais avanços e desafios no acesso e tratamento de qualidade e humanizado para mulheres, mulheres negras, lésbicas, travestis, transexuais, bissexuais, profissionais do sexo, ciganas, privadas de liberdade. Sobre a integralidade com equidade, Turci explicou a necessidade de reconhecer as diferenças nas condições de vida e de saúde das populações.

Nesse sentido, o SUS precisa estar preparado para ouvir, acolher, entender o contexto social e, a partir disso, atender às diferentes necessidades. “Levantaram o pano que reveste a nossa dificuldade como serviço de saúde de enfrentar as iniquidades e os preconceitos. Existe uma presunção de que todas as mulheres são atendidas da mesma forma nos serviços de saúde. A partir do momento que uma profissional do sexo ou uma mulher trans não são recebidas no serviço de saúde da mesma forma que uma dona de casa, é preciso pensar sobre o cumprimento do princípio da universalidade no SUS”, afirma.

» Clique aqui e confira a matéria na íntegra sobre esta mesa no Blog da Saúde MG

» Confira abaixo a apresentação da Subsecretária de Políticas e Ações de Saúde da SES-MG, Maria Turci:

 

Efetivação do Controle Social no SUS para a saúde integral de todAs as mulheres

Com o tema Gênero, Saúde Integral e Participação Social, a 3ª mesa da 1ª Conferência Estadual de Saúde da Mulher, que aconteceu nesta terça-feira (11/07), em Belo Horizonte, reforçou a importância em se oferr pelo Sistema Único de Saúde (SUS) o cuidado integral a todas as mulheres, independente da sua idade, identidade de gênero e orientação sexual. 

Para a Subsecretária de Políticas para as Mulheres da Secretaria Estadual de Direitos Humanos e Participação Social, Larissa Borges, o processo de construção de políticas públicas é constituído de muita resistência e empenho dessas mulheres, em suas diversidades.

“Somos nós, mulheres, que temos que construir uma autonomia, com a nossa história, para assim ocupar espaço na sociedade. O Sistema Único de Saúde (SUS) tem problemas sim, mas é a construção social que mais avança em nível mundial, por isso, devemos desenvolver políticas públicas e organizá-las, por meio da participação social, para que sejam efetivadas e que beneficiam a todAs em suas especificidades”, explicou.


Na mesma linha, a Doutora em Ciências Sociais com atuação em Políticas Públicas, Tatau Godinho, reforçou que o momento é muito importante para discutir os desafios para melhorar as condições de saúde das mulheres. “Esse espaço é para debatermos sobre as políticas públicas para a saúde da mulher de forma integral e impedir que, o que já foi construído de saúde pública no Brasil seja quebrado e percamos direitos que foram adquiridos com muita luta”, reforçou.

Ao abordar sobre a definição sobre o que é ser mulher, Ariane Senna, mulher trans negra, trasfeminista, psicóloga, graduanda em Estudos de Gênero e Diversidade pela UFBA e vice-presidenta do Conselho Estadual dos Direitos da População LGBT da Bahia, reforçou que, independente das suas singularidades e intervenções, todas são mulheres.

“Vivenciamos situações de preconceito todos os dias, no trabalho, em casa, nos serviços de saúde, principalmente mulheres trans, lésbicas, bissexuais, travestis, negras, em situação de rua e indígenas. Mulheres de verdade somos todas nós, cada uma com sua singularidade e direitos por acesso a políticas públicas integrais para nossa saúde”, disse.

Saúde LGBT

O acesso aos serviços de saúde é garantido pelo SUS a todas as mulheres, independente da orientação sexual ou identidade de gênero. Por meio da Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, o SUS universaliza o acesso à saúde pública às mulheres lésbicas, bissexuais e transexuais, sem que haja qualquer tipo de discriminação ou preconceito nas Unidades de Saúde.

Entre os avanços conquistados, está a habilitação, pelo Ministério da Saúde, do serviço ambulatorial do processo transexualizador no Hospital das Clínicas de Uberlândia, que está apto a oferecer procedimentos que incluem o acompanhamento clínico, pré e pós-operatório e hormonioterapia.

Para Ariane Senna, mesmo com esses avanços, ainda está longe de ter uma saúde ou um atendimento com qualidade integral, universal e equânime, mas ela destaca a importância de políticas específicas, onde se torna possível trabalhar a inclusão.

“Espaços específicos são importantes, mas é fundamental trabalhar para que todo o SUS possa adequar-se as demandas atuais, que requerem dos serviços atenção às especificidades. É preciso lembrar que travestis e transexuais são ainda as populações mais distanciadas dos serviços de saúde, e isso ocorre especialmente por falta de mecanismos específicos que venham a facilitar o acesso dessa população aos serviços. Além disso, é preciso que se intensifique, em todo o SUS, a sensibilidade de gestores e servidores da Saúde, para que reconheçam, na população trans, atores que precisam desses serviços e que devem ser respeitados em suas demandas e identidades”, concluiu.

» Clique aqui e confira a matéria na íntegra sobre esta Mesa no Blog da Saúde MG.

Além dessas duas Mesas da parte da manhã, de tarde as delegadas e delegados participam de 4 grupos de trabalho onde puderam debater, modificar, acrescentar ou até mesmo suprimir cada uma das propostas presentes no relatório, que subsidia as discussões desta conferência. As propostas presentes no relatório foram consolidadas a partir de discussões realizadas nas conferências municipais de saúde da mulher, que aconteceram nos municípios, que foram etapas preparatórias para a Conferência Estadual de Saúde da Mulher. Os eixos temáticos de debate são os seguintes:

  • Eixo I: O papel do Estado no desenvolvimento socioeconômico e ambiental e seus reflexos na vida e na saúda das mulheres
  • Eixo II: O mundo do trabalho e suas consequências na vida e na saúde das mulheres
  • Eixo III: Vulnerabilidades nos ciclos de vida das mulheres na Política Nacional de Atenção Integral a Saúde das Mulheres
  • Eixo IV: Políticas Públicas para Mulheres e Participação Social

Para além dos debates técnicos que incluem a avaliação de cada proposta, o encontro propiciado pelos grupos de trabalho também permite que as experiências exitosas em saúde pública possam ser trocadas entre os representantes de cada município, fortalecendo ainda mais as políticas públicas de saúde a nível local.

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Banco de notícias Tue, 11 Jul 2017 17:53:40 +0000
Desafios da saúde pública mais equânime são debatidos durante a abertura oficial da 1ª Conferência Estadual de Saúde da Mulher http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9590-desafios-da-saude-publica-mais-equanime-sao-debatidos-durante-a-abertura-oficial-da-i-conferencia-estadual-de-saude-da-mulher http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9590-desafios-da-saude-publica-mais-equanime-sao-debatidos-durante-a-abertura-oficial-da-i-conferencia-estadual-de-saude-da-mulher

Com o tema “Desafios para Equidade com Qualidade: Nenhum Direito a Menos”, foi realizada nesta segunda-feira (10/07), no Minascentro, em Belo Horizonte, a abertura oficial da 1° Conferência Estadual de Saúde das Mulheres de Minas Gerais (CESMu). O encontro é etapa da 2° Conferência Nacional de Saúde das Mulheres, a ser realizada no mês de agosto, em Brasília-DF, com objetivo desenvolver uma política nacional de atenção integral à saúde das mulheres. 

A subsecretária de Políticas e Ações de Saúde da Secretaria de Estado de Saúde de minas Gerais (SES-MG), Maria Aparecida Turci, ressaltou a importância em discutir e construir propostas voltadas para defesa do SUS de forma integral e equânime para as mulheres.

“Essa é a primeira conferência de saúde das mulheres do Estado de Minas Gerais e temos como tema, a integralidade da atenção à saúde das mulheres com equidade. Dessa forma, é muito importante que as mulheres discutam e construam propostas que sejam levadas para a conferência nacional na defesa do SUS de forma integral e com equidade para as mulheres”, destacou Maria Aparecida Turci. Clique aqui e confira a nossa galeria de fotos. 

Mesa oficial de abertura - Créditos: Marcus Ferreira

O Secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais, Sávio Souza Cruz, destacou, durante a abertura, a importância em se preservar os direitos conquistados até hoje. “Nós acreditamos que é possível preservar os direitos cristalizados na Carta Cidadã de 1988 e que o Estado pode continuar sendo um agente de desenvolvimento. Tenho certeza de que com essa conferência, as representantes mineiras eleitas levarão para a Conferência Nacional o compromisso de Minas Gerais com a diversidade, com a integralidade da saúde e com o fortalecimento do Sistema Único de Saúde”, afirmou Sávio Souza Cruz. 

Conforme a Subsecretária da Mulher, da Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania de Minas Gerais, Larissa Amorim Borges, a Conferência já se iniciou quebrando paradigmas, reconhecendo as especificidades e as diversidades das mulheres mineiras.

Veja também no "Blog da Saude MG":
- Vídeos com depoimentos da mesa de abertura da Conferência

“Ao se propor a trabalhar política para todas essas mulheres, esta conferência já inova e nos traz o compromisso, enquanto Estado, de cuidar de cada uma dessas mulheres, tendo um olhar especial para aquelas que estão em situação de maior vulnerabilidade. Dessa forma, eu gostaria de lembrar a importância de trabalharmos políticas específicas para mulheres indígenas, lésbicas, bissexuais e transexuais, privadas de liberdade e prostitutas. Temos um grande desafio, mas temos também muita coragem para enfrentar esse desafio, trabalhando juntas”, destacou Larissa Amorim Borges.

Saúde Pública das Mulheres em pauta

A 1ª Conferência Nacional de Saúde da Mulher foi realizada em 1986 e, ao longo desses anos, é possível destacar avanços. “Nós observamos a redução da morte materna, a redução das taxas de cesariana, a ampliação do acesso da mulher à assistência à saúde de uma forma geral. No entanto, é importante ressaltar que todos esses avanços conquistados pelo SUS ao longo desses anos estão ameaçados no momento atual. Nós temos uma situação crônica de sub financiamento que certamente será agravada com o congelamento do recurso para as áreas sociais por vinte anos. Num contexto de recessão e contenção de recursos, a nossa preocupação é que todas as conquistas tenham um retrocesso muito grande no momento atual que vivemos”, pontuou Maria Aparecida Turci. 

Já a Coordenadora adjunta da I CESMu, Lourdes Machado, destacou a importância da representatividade política de mulheres nas esferas da saúde. “Nós entendemos que falar em saúde pública para a mulher é ir além de exames de mamografia, exames preventivos e exames de pré-natal. Destacamos aqui que a maior parte das gestões municipais são ocupadas por homens. Talvez, devido a essa falta representação política das mulheres nas esferas da saúde, não consigamos defender com tanta propriedade as nossas pautas”, afirma Lourdes Machado. 

A Coordenadora destacou, ainda, a necessidade de falar sobre a violência que atinge especificamente às mulheres. “Hoje, o feminicídio mata, no Brasil, em torno de uma mulher a cada uma hora e meia. Essa colcha, construída por mulheres em situação de violência, é fruto do projeto da professora Elza, da UFMG, e estará aqui durante esses três dias de Conferência para nos lembrar que precisamos falar sobre essa violência de gênero”, reforçou Lourdes Machado. 

De acordo com a deputada Marília Campos, que representou o Presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Adalclever Lopes, é preciso implementar políticas públicas para todas e todos, especialmente para as mulheres. “Para que possamos superar a invisibilidade, precisamos nos organizar como força política. Não basta votarmos, não basta elegermos representantes. Precisamos nos organizar em todos os lugares, para que possamos mostrar nossa força política de forma organizada”, afirma Marília Campos. 

Já a Promotora de Justiça da Defesa da Saúde, Josely Ramos Pontes, reforçou a necessidade por políticas públicas de saúde que atendam às necessidades das mulheres e que garantam seus direitos. “Já abandonamos o rótulo de sexo frágil e estamos cada vez mais cientes de nossos direitos. Exigimos respeito e políticas efetivas que nos assegurem nenhum direito a menos”, destacou Josely Ramos Pontes.

O desafio de hoje

De acordo com a Subsecretária de Políticas e Ações de Saúde, Maria Aparecida Turci, o atual desafio quando se trata de saúde pública das mulheres é convocar “as pessoas para defesa do SUS, compreendendo a complexidade da situação da mulher na sociedade e atendendo às suas necessidades em saúde”.

A 1ª Conferência Estadual de Saúde das Mulheres, organizada pela SES-MG e pelo Conselho Estadual de Saúde (CESMG), segue até esta quarta-feira (12/07) e a expectativa é reunir cerca de 700 delegadas e delegados de todo o Estado para debater, propor e votar políticas públicas de saúde voltadas às mulheres.

 

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Banco de notícias Tue, 11 Jul 2017 13:31:58 +0000
Democracia e saúde são debatidas no primeiro dia de Conferência da Saúde das Mulheres http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9589-democracia-e-saude-sao-debatidas-no-primeiro-dia-de-conferencia-da-saude-das-mulheres http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9589-democracia-e-saude-sao-debatidas-no-primeiro-dia-de-conferencia-da-saude-das-mulheres

Ousadia, coragem, resistência e pluralidade foram algumas das fortes palavras que fizeram parte do discurso das palestrantes da mesa de abertura da 1ª Conferência Estadual de Saúde das Mulheres, que ocorreu na tarde desta segunda-feira (10/7), no Minascentro, em Belo Horizonte, e contou com a participação do grupo Cigarras Cantora do Vitória. Clique aqui e confira a nossa galeria de fotos.

A proposta inicial, que era discutir a situação atual do país e seus impactos na vida das mulheres, ganhou amplitude nas vozes das participantes do evento, demonstrando que aquele era um espaço propício para fortalecimento do debate sobre os direitos das mulheres. 

Coordenada pela conselheira Estadual de Saúde no segmento de trabalhadores, Lourdes Machado, a mesa contou com a participação da conselheira Estadual de Saúde dos representantes de usuárias e usuários pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Minas Gerais e trabalhadora rural, Maria Alves, da presidenta da CUT Minas e coordenadora Geral do Sind-UTE/MG, Beatriz Cerqueira, e da participante da Comissão Nacional Organizadora e de Relatoria da 2ª Conferência Nacional de Saúde da Mulher, Kátia Souto.

Crédito: Marcus Ferreira

A coordenadora da mesa Lourdes Machado destacou que a Conferência teve adesão de 197 municípios e inscrição de mais de 950 pessoas, sendo que um dos critérios era que pelo menos 70% dessas inscrições fossem de mulheres. “A logomarca do evento traz um pouco do que pretendemos alcançar. Ao representar as mulheres em suas várias singularidades, mostramos que somos diversas e que temos anseios diferentes. A discussão, então, é como dar acesso à saúde a essas várias mulheres, em todas as nossas especificidades”, reforçou a conselheira Estadual. 

Dando início aos debates da tarde, Maria Alves, que também representa o quilombo Santa Cruz, do município de Ouro Verde de Minas, destacou que apesar de todas as opressões, é preciso lutar. “A opressão social em que estamos vivendo atualmente tem como consequência não apenas a perda dos direitos sociais e dos sonhos de muitas mulheres e dos povos dos campos, mas sim a volta de um sistema de quase escravidão. Uma escravidão fria e calculista”, revelou.

 

Veja também no "Blog da Saúde MG":
#SaúdeDaMulher: uma questão de gênero, raça e classe

 

Ainda segundo a conselheira, os processos de Reforma Trabalhista e da Previdência requerem de nós um grande esforço. “As reformas que estão em andamento são mais que uma perda de direito e de retrocesso, é algo desumano. Por mais que haja diferenças e divergências entre nós, o momento agora é de união. A nossa unidade e organização são essenciais”, afirmou Maria Alves. 

Ainda seguindo a linha de que o momento que estamos vivendo é muito grave e trará impactos não apenas para nós como também para as próximas gerações, a presidenta da CUT Minas e coordenadora Geral do Sind-UTE/MG, Beatriz Cerqueira, reforçou a importância das mulheres falarem sobre o que quiserem, inclusive sobre política e sobre a situação atual do país.

“As reformas propostas pelo atual governo aprofundarão o desemprego, a fome e a miséria. Ao contrário do que dizem, ela não vai diminuir a crise econômica. Com o congelamento dos investimentos sociais por 20 anos, a tendência é privatizar tudo o que for possível, inclusive o SUS com a proposta dos planos de saúde populares”, ressaltou Beatriz Cerqueira.

A presidenta da CUT Minas sinalizou ainda que as mulheres são as que mais pagam a conta de tudo isso, uma vez que ganham menos que os homens e são as primeiras a serem demitidas. Após afirmar que “os tempos são de guerra e de compreender que o que está em jogo é o nosso futuro e que nossa luta é de gênero, de classe e pela dignidade”, Beatriz foi intensamente aplaudida pela plateia. 

A terceira palestrante da tarde, Kátia Souto, reforçou o tema “Nenhum direito a menos” da Conferência, sinalizando que debater a questão da mulher e da saúde da mulher é fundamental para que todas entendam que cada minuto de luta foi muito importante.

“Somos diferentes, mas não somos desiguais e não queremos ser. Portanto, é preciso pensarmos em políticas públicas que abranjam todos esses recortes da pluralidade da sociedade. Conselhos e conferências como essa são espaços para fortalecimento da participação das mulheres nos debates”, afirmou. Kátia terminou sua fala com um convite a todas e a todos para resistirem e somarem forças. “Nós não teremos saúde se não tivermos democracia. Por isso, é preciso ousadia e coragem para fortalecer o controle social”, concluiu. 

Após as falas iniciais, as participantes da Conferência foram convidadas a participar com intervenções que foram debatidas posteriormente pelas representantes da mesa. Reflexões importantes como sobre a falta de profissionais de saúde em comunidades afastadas e discussões sobre como a atual política do SUS está sendo destruída foram alguns dos pontos levantados pelas conferencistas durante a primeira tarde de debates. 

Grupo Cigarras Cantora do Vitória 

O grupo Cigarras Cantoras do Vitória participou da abertura da primeira mesa da Conferência Estadual de Saúde das Mulheres. O trabalho do grupo vem se ampliando desde a sua primeira apresentação, em setembro de 2009, no Quilombo da Boa Morte, em Belo Vale, Minas Gerais.

Crédito: Marcus Ferreira

Composto por alunas e alunos do projeto Educação de Jovens e Adultos (EJA) da Escola Municipal Professor Milton Lage (rua A, 70, bairro Jardim Vitória), na região Nordeste, o grupo surgiu da necessidade de melhorar a autoestima e o desejo de aprender das alunas. 

 

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Banco de notícias Mon, 10 Jul 2017 18:40:33 +0000
Pesquisa avalia interferência da indústria farmacêutica na judicialização da saúde http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9636-pesquisa-avalia-interferencia-da-industria-farmaceutica-na-judicializacao-da-saude http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9636-pesquisa-avalia-interferencia-da-industria-farmaceutica-na-judicializacao-da-saude

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), somente em 2016, cerca de R$ 290 milhões foram gastos com ações judiciais em saúde. Os processos, que cresceram mais de 100% desde 2012, exigem que o governo arque com determinado medicamento ou procedimento, independente da existência das alternativas terapêuticas disponibilizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Foto: Carlos Severo | Fotos Públicas

Os gastos elevados trazem preocupação para a gestão do Sistema. Mas, quem são as pessoas que movem as ações judiciais? Qual a relação dos profissionais médicos e advogados com estas decisões? E qual a participação da indústria farmacêutica?

Ponderando estas questões, o farmacêutico e doutor em Saúde Pública, Orozimbo Henriques Campos Neto, ex-assessor chefe do Núcleo de Atendimento à Judicialização da Saúde da SES-MG, investigou a percepção dos atores sociais envolvidos nas ações judiciais em saúde e o papel da indústria farmacêutica em Minas Gerais. Os resultados foram apresentados em sua tese defendida junto ao Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública da Faculdade de Medicina da UFMG.

O pesquisador diz que o destaque da sua pesquisa de doutorado foi apontar o tamanho das dificuldades geradas pela judicialização e o quanto os sistemas de justiça e de saúde estão vulneráveis ao complexo econômico e industrial da saúde. “O poder judiciário impõe que a gestão siga sua decisão. Mesmo que não seja boa para o Sistema ou o coletivo, já que essas ações judiciais são voltadas, na maioria das vezes, para o contexto do indivíduo”, afirma Campos Neto. “Não tirando as necessidades de olhar para o indivíduo. Mas a soma dessas ações não gera, necessariamente, um coletivo melhor. O recurso fica concentrado nessa área, sendo retirado de todas as outras ações importantíssimas para o SUS, como a Atenção Primária em Saúde”, completa.

Campos Neto ressalta que o problema da judicialização da saúde vai além de atender poucas pessoas. Estas elas conseguem tratamentos de alto custo, que nem sempre são as melhores opções, e que geram mais lucro para o advogado, para o médico e para a indústria farmacêutica, principalmente. “O propósito de resolver um problema na política pública via justiça, na verdade foi um elemento que favoreceu, ainda mais, às indústrias farmacêuticas para que aumentassem seus lucros e não garantiu a resolutividade da assistência a saúde”, declara. Por isso, “o judiciário se coloca dentro do complexo da saúde, em algumas situações, como desorganizador do planejamento no SUS”.

Os atores da judicialização da Saúde

Campos Neto conta que esta pesquisa que deu origem a tese de doutorado é continuação da sua dissertação, feita com base nos dados de ações judiciais da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES- MG), entre os anos de 1999 a 2009. Durante o mestrado, ele identificou predominância de determinados médicos, advogados e de indústrias farmacêuticas em algumas das 6.112 ações totais. “Além de estarem atuando sempre juntos, as ações eram por medicamentos de custo elevado. Parecia ter uma relação direta para que as ações judiciais acontecessem”, aponta.

De acordo com o pesquisador, o mestrado concedeu dados numéricos da relação desses atores sociais com a judicialização em saúde, mas foi no doutorado, com a análise qualitativa, que sua suposição se tornou real. “Dentro daquele banco de dados, mapiei os principais atores envolvidos, responsáveis para que estas ações surgissem e resultassem em um procedimento ou medicamento pago pelo SUS”, explica. Ele selecionou dez atores – dois profissionais médicos, dois advogados particulares, um defensor público, um promotor de justiça, dois desembargadores e uma paciente – os quais responderam sua entrevista semiestruturada.

A coleta de dados por meio de entrevistas foi feitas em dois ciclos. O primeiro do final de 2011 até metade de 2012 e, depois, retomada em 2014. Para a análise, utilizou-se uma metodologia de pesquisa qualitativa denominada interacionismo simbólico, que procura entender a interpretação que as pessoas têm no cotidiano à medida que se envolvem com o fenômeno. Por exemplo, ainda que a judicialização fosse algo novo para o médico ou o juiz, ao trabalhar com isso, ao longo do tempo eles criavam novas interpretações e mudavam a compreensão sobre o problema.

“No momento de análise, achei interessante como os atores fora da Saúde enfrentam o problema. O desembargador entrevistado deixou claro sua preocupação em buscar tomar decisões com a medicina baseada em evidências”, observa Campos Neto. “Mas, sabemos que a indústria farmacêutica também produz informações técnicas. Então, temos que pensar sobre o limite dos profissionais que não são da área da Saúde buscar informações e não ser, de certa forma, induzido nas decisões”, continua.

Percepção da Judicialização

Segundo o pesquisador, um dos médicos entrevistado deixou claro que tinha uma relação aberta e considerava importante sua relação com a indústria farmacêutica, trabalhando de forma a “educar” os pacientes a usarem determinados medicamentos. “Era uma clara relação comercial com a indústria, que resultava nos pacientes recorrendo a judicialização para que o SUS pagasse por aquele medicamento”, acrescenta.

Mesmo que a outra médica entrevistada tenha mostrado uma visão crítica sobre a relação com a indústria, de acordo com Campos Neto, na fala dos dois, ficou evidente a tensão existente da indústria em cima dos profissionais de saúde, sendo uns mais permissíveis e outros não.

Isto também ficou claro na fala dos advogados, que mostraram sofrer indução da indústria farmacêutica para judicializar. “Apareceu uma nova figura: as associações de pacientes. Muitas vezes, elas contratam advogados para conseguirem os produtos e tratamentos pela via judicial. E um dos advogados chegou a dizer que isso virou um nicho de atuação dos profissionais do direito”, relata Neto.

“Também encontrei destacado no site de um escritório de advocacia de Belo Horizonte que ‘medicamento é um direito constitucional’. Na visão desse grupo, o direito constitucional era conseguir um produto. Não tinham a ideia de assistência à saúde, da rede de cuidados ao paciente”, alerta o pesquisador. “Ou seja, vendiam os serviços de advocacia e favoreciam uma indústria que vendia um produto. Eles ainda listavam os medicamentos que já tinham conseguido por judicialização, como se fosse uma propaganda”, completa. Desta forma, Campos Neto mostra a existência da indução também aos pacientes.

“É importante trazer para a discussão que existem intenções em diversas áreas com as ações judiciais. Pode ter profissionais de saúde se beneficiando com a prescrição, ou com a produção do parecer técnico para o judiciário, por exemplo”, argumenta. Por isso, para o pesquisador, a autocrítica dentro da universidade é importante, já que ela é fonte de consulta do judiciário, sendo, inclusive, remunerada para isso.

Campos Neto destaca, ainda, que a judicialização gera uma mudança institucional, não só no SUS, como no judiciário e na universidade e seus grupos de pesquisa. “A judicialização é um tema multidisciplinar, por isso nós profissionais de saúde temos que debater com os do direito, da administração pública e demais áreas possíveis soluções para o problema”, discorre. Caso contrário, irá surgir uma nova indústria, a da judicialização.

Ele lembra que não dá mais para negar a existência e o impacto da judicialização na Saúde. “A tese serve de alerta para aumentarmos a regulação sobre a influência da indústria nos profissionais de saúde, principalmente, e para que o sistema de justiça entenda como sua decisão pode ser induzida”, conclui.

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Banco de notícias Tue, 25 Jul 2017 17:14:56 +0000
Regional de Saúde de Coronel Fabriciano promove reunião sobre enfrentamento ao Aedes Aegypti e a febre Chikungunya http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9635-regional-de-saude-de-coronel-fabriciano-promove-reuniao-sobre-enfrentamento-ao-aedes-aegypti-e-a-febre-chikungunya http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9635-regional-de-saude-de-coronel-fabriciano-promove-reuniao-sobre-enfrentamento-ao-aedes-aegypti-e-a-febre-chikungunya

A Superintendência Regional de Saúde de Coronel Fabriciano realiza nesta quarta-feira, 26/07, às 15h, no auditório da Superintendência Regional de Saúde (SRS), uma reunião com os municípios para atuar no enfrentamento das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, em especial a febre Chikungunya.

Foram convidados prefeitos, secretários de saúde e coordenadores da vigilância epidemiológica, Controle de Zoonoses e Atenção Primária dos municípios de Timóteo, Coronel Fabriciano, Ipatinga, Santana do Paraíso, Pingo d’água, Córrego Novo e Marliéria.

Na ocasião, serão apresentados os números e as medidas de enfrentamento e controle do Aedes Aegypti nos municípios com alta, média e baixa transmissão da região.

Serviço

Reunião com os municípios sobre enfrentamento ao Aedes Aegypti e a febre Chikungunya

Local: Auditório da Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Coronel Fabriciano – Avenida Magalhães Pinto, 1.165, às 15h. 

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Banco de notícias Tue, 25 Jul 2017 15:13:23 +0000
DataViva incorpora dados da Saúde em sua nova versão http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9634-dataviva-incorpora-dados-da-saude-em-sua-nova-versao http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9634-dataviva-incorpora-dados-da-saude-em-sua-nova-versao

Já está ativa a nova versão do DataViva, plataforma aberta de visualização de dados públicos nacionais. A grande novidade da ferramenta, nesta fase recém-lançada, é a incorporação de dados de saúde, fornecidos pelo DataSUS, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (SUS).

O DataViva 3.1 apresenta informações anuais dos estabelecimentos de saúde brasileiros, de 2008 a 2015, com dados tratados, trabalhados e disponíveis em gráficos. Também foram atualizados os dados já disponíveis e incorporadas novas variáveis sobre comércio internacional e trabalho e emprego. O projeto integra o Indi - Agência de Promoção de Investimento e Comércio Exterior de Minas Gerais.

Ferramenta que disponibiliza dados socioeconômicos nacionais estruturados em mais de um bilhão de possibilidades de visualizações, o DataViva foi desenvolvido em parceria entre o Governo de Minas Gerais e o MIT Media Lab, com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig).

“O DataViva é um dos maiores bancos de dados para inovação no mundo, com informações para o planejamento dos municípios, dos estados e do país. Agora a ferramenta traz mais informações, sobre saúde, e com elas pode-se planejar melhor a vida do município, os investimentos e particularmente investimentos na área de inovação. Queremos que o brasileiro aprenda cada dia mais a usar informações qualificadas na condução das políticas públicas”, afirma o presidente da Fapemig, Evaldo Vilela.

DataSUS: Informações de saúde no DataViva

O Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DataSUS) surgiu em 1991 e tem estrutura de armazenamento de dados sobre saúde de toda população brasileira. O sistema conta com três grandes conjuntos de dados: procedimentos ambulatoriais; procedimentos hospitalares; e o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (Cnes).

“Os dois primeiros são conjuntos de dados autodeclarados, informados pelos hospitais. São dados muito grandes e bagunçados, então optamos, pela representatividade e pela praticidade, em trabalhar com o Cnes. É talvez a base mais complexa que já tivemos, por ser a maior: ela tem em torno de 500 gigabytes”, conta o assessor técnico do Núcleo DataViva, do Indi, Elton Freitas.

As principais variáveis são estabelecimentos de saúde, equipamentos, leitos e profissionais. Em relação aos estabelecimentos, o DataViva traz informações sobre a localização, o tipo (se é uma clínica, um hospital ou um posto de saúde, por exemplo) e o que ele está atendendo. A plataforma apresenta ainda dados dos equipamentos de saúde (aparelhos de raio x, ultrassom etc), informações sobre o tipo de leito hospitalar (leitos para parto ou UTI, entre outros) e sobre os profissionais de saúde que trabalham nesses estabelecimentos.

"Para o usuário final, esse dado é muito complicado e muitas vezes difícil de retirar do Ministério da Saúde. O DataViva disponibiliza para gestores públicos que trabalham com saúde dados já tratados e de fácil acesso. As visualizações do site facilitam o entendimento do cenário atual da saúde e permitem um poder de análise muito maior”, diz Elton Freitas.

Novos dados, gráficos e API

A versão atualizada do DataViva apresenta novos conteúdos de bases já disponíveis na plataforma. Dentro de comércio internacional, foram incluídos dados sobre portos – sobre a saída de produtos para exportação e os destinos das vendas. Também foram exploradas informações sobre trabalho e emprego, com a inclusão de dados de etnia, sexo e grau de escolaridade do trabalhador.

Outro conjunto de dados incorporados é relativo às empresas: o número de empregados; se ela adota ou não o simples; e sobre a natureza jurídica das empresas – se são públicas, federais, municipais ou estaduais. Agora é possível mapear o número de micro e pequenas empresas no país, e as novas informações permitem mais detalhamento para o usuário.

Com os novos dados, o banco da plataforma ultrapassou 1 terabyte. Foi adotado, inclusive, um novo banco de dados para armazenamento e atualizado o modelo da API.

“Agora temos um caminho mais organizado e usuários podem acessar a API e fazer suas aplicações. É um trabalho que torna a plataforma mais aberta do que ela já é”, explica Elton Freitas.

As visualizações também passaram por alterações. Esteticamente, os gráficos parecem os mesmos, mas a equipe trabalhou na modularização do código, para facilitar o entendimento e a replicação para as demais estruturas do site. O DataViva é uma ferramenta aberta e livre, e o código e a documentação da nova API estão disponíveis no Github do projeto.

Nos últimos anos, sob gestão da Fapemig, o DataViva passou por um período de recuperação, com reestruturação da equipe e da plataforma, mais focada no público nacional. Os gráficos foram originalmente desenvolvidos por equipe do MIT Media Lab, e a equipe brasileira passou por um processo de capacitação e absorção de conhecimento.

“Trabalhamos com estudantes de graduação e mestrandos, e foi um desafio capacitar o trabalho com esses ferramentais de ponta de construção de visualização, em biblioteca D3plus”, afirma Elton Freitas.

DataViva

O DataViva, recentemente encabeçada pelo Indi, fornece dados socioeconômicos de todos os municípios brasileiros. A ferramenta é aberta e livre, e disponibiliza informações oficiais sobre exportações, atividades econômicas, educação, saúde e ocupações em 11 tipos de visualizações.

A plataforma objetiva contribuir para a implementação de políticas públicas, de investimentos públicos e privados e para a realização de estudos acadêmicos. Para isso, trabalha com bases de dados do Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS), Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Ministério da Saúde e Ministério da Educação (MEC). Para navegar, acesse: dataviva.info.

 

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Banco de notícias Tue, 25 Jul 2017 11:47:54 +0000
Presidente da Fhemig se reúne com autoridades na CSSI http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9633-presidente-da-fhemig-se-reune-com-autoridades-na-cssi http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9633-presidente-da-fhemig-se-reune-com-autoridades-na-cssi

Na última sexta-feira, 21, o presidente da Fhemig, Tarcísio Dayrell Neiva, esteve na Casa de Saúde Santa Izabel (CSSI) para uma reunião com o diretor da unidade, Getúlio Ferreira de Morais, o prefeito de Betim, Vittorio Medioli, o secretário municipal de Saúde de Betim, Guilherme Carvalho, e o superintendente de Habitação, Marco Túlio Lara.

Na ocasião, foram alinhados os detalhes do novo contrato de prestação de serviços do SUS, com o objetivo de aumentar a ocupação hospitalar e a prestação de serviços à comunidade de Betim, acelerando o processo de regularização dos imóveis da Colônia Alto Boa Vista e o aprimorando dos serviços na área da saúde.

Segundo o presidente, será necessário ainda um novo encontro com o prefeito de Betim para discutir sobre as contas que não foram pagas à Fhemig. “Constam, em nossos controles, um não recebimento da prefeitura na ordem de R$ 1,5 milhão. O secretário de saúde de Betim ficou de verificar e nos dar um retorno”, afirmou.

CSSFA

O presidente da Fhemig e a diretora assistencial e de desenvolvimento estratégico, Andreia Augusta Diniz Torres, deverão também se reunir com o secretário municipal de saúde, Alessandro de Souza Gomes, e o prefeito de Bambuí, Olívio José Teixeira, esta semana para tratar de alinhar os detalhes do credenciamento de 50 leitos para a Casa de Saúde São Francisco de Assis (CSSFA).

Morhan

Também no último dia 21, o Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan) esteve reunido com a presidente estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), Cida de Jesus, dentro da Casa de Saúde Santa Izabel (CSSI).

Na ocasião, foi pré-agendada para o dia 27 de setembro uma audiência pública da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), também dentro da unidade, para selar a importância da realização do Encontro Nacional de Antigos Hospitais Colônias e para comemorar os 10 anos da lei 11.520, que indenizou os pacientes submetidos à internação compulsória da hanseníase.

Segundo informou o diretor da CSSI, Getúlio Ferreira de Morais, ao presidente da Fhemig, Tarcisio Dayrell Neiva, em 2015 houve uma audiência pública sobre a violência nas colônias, que resultou no lançamento da campanha pela paz "Espalhe amor por aí!". A ideia é que o evento se repita agora em 2017.

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Banco de notícias Tue, 25 Jul 2017 11:37:33 +0000
Regional de Saúde de Barbacena promove capacitação em Vigilância em Saúde do Trabalhador http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9632-regional-de-barbacena-promove-capacitacao-em-vigilancia-em-saude-do-trabalhador http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9632-regional-de-barbacena-promove-capacitacao-em-vigilancia-em-saude-do-trabalhador

Nos dias 25, 26 e 27 de julho, o Núcleo de Vigilância Epidemiológica da Regional de Saúde de Barbacena promove uma Capacitação em Saúde do Trabalhador para as referências técnicas dos municípios que fazem parte da Regional. Os conteúdos serão ministrados pela Coordenadora de Vigilância Epidemiológica da SRS, Silvania Roman, ao longo dos três dias da programação e haverá também oficinas e trabalhos em grupos.

Crédito: Priscila Rezende

A Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora foi instituída pela Portaria nº 1.823/2012 do Ministério da Saúde cuja finalidade baseia-se em definir os princípios, as diretrizes e as estratégias a serem observados pelas três esferas de gestão do Sistema Único de Saúde (SUS), para o desenvolvimento da atenção integral à saúde do trabalhador, com ênfase na vigilância, visando a promoção e a proteção da saúde dos trabalhadores e a redução da morbimortalidade decorrente dos modelos de desenvolvimento e dos processos produtivos.

De acordo com a Coordenadora de Vigilância Epidemiológica da Regional de Saúde de Barbacena, Silvania Roman, trata-se de uma política de conteúdo extenso e a capacitação buscará um enfoque nas questões da política mais presentes na realidade local dos municípios da regional.

O evento tem os objetivos de capacitar as referências técnicas para a execução das ações de Vigilância em Saúde do Trabalhador nos municípios, bem como, o trabalho de ações da política nacional e as competências no nível da gestão municipal. E, também, os objetivos de promover a compreensão dos órgãos de atuação nacional – Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador (RENAST) e regionais – Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (CEREST); as ações de identificação, avaliação e gerenciamento de agravos e doenças relacionadas ao trabalho; analisar os indicadores de saúde do trabalhador nos sistemas de informação do Ministério da Saúde; compreender a importância das ações de saúde do trabalhador na Atenção Básica; reconhecimento de doenças e agravos de notificação compulsória; identificar riscos à saúde do trabalhador e seus impactos; política nacional de população exposta à agrotóxico; e reconhecer o trabalho infantil e ações de prevenção.

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Banco de notícias Tue, 25 Jul 2017 10:26:47 +0000
Fhemig abre processo seletivo público simplificado para o Hospital Galba Velloso http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9631-fhemig-abre-processo-seletivo-publico-simplificado-para-o-hospital-galba-velloso http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9631-fhemig-abre-processo-seletivo-publico-simplificado-para-o-hospital-galba-velloso

Estarão abertas, das 9h do dia 31 de julho de 2017 até as 17h do dia 4 de agosto de 2017 (horário de Brasília), as inscrições para cadastramento de currículos visando contratações de profissionais nas funções de auxiliar administrativo e técnico de enfermagem para atuarem no Hospital Galba Velloso (HGV). As inscrições podem ser feitas no sítio eletrônico www.fhemig.mg.gov.br e o Regulamento é o de nº 24/2017.

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Banco de notícias Mon, 24 Jul 2017 17:16:18 +0000
Conexões financeiras de grandes corporações contribuem para o subfinanciamento do SUS http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9630-conexoes-financeiras-de-grandes-corporacoes-contribuem-para-o-subfinanciamento-do-sus http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9630-conexoes-financeiras-de-grandes-corporacoes-contribuem-para-o-subfinanciamento-do-sus

Na última sexta-feira (21/7), a Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais (ESP-MG) realizou mais uma edição dos seminários em saúde pública, dessa vez com o tema “Financeirização, Saúde e Previdência". O evento contou com a participação do economista e pesquisador Lucas Salvador Andrietta, da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).

Alunos do curso de especialização em Saúde Pública da ESP-MG, trabalhadores da instituição e também o público externo acompanharam a exposição do pesquisador, que explicou a lógica da financeirização (conceito da Economia que aborda uma fase do sistema capitalista em que as transações e mercados financeiros ganham força no sistema econômico mundial).

Segundo o economista e pesquisador Lucas, existe um debate amplo no campo da Economia, com implicações no campo da saúde e, mais especificamente, acerca da discussão sobre a consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS). “Precisamos estudar e entender a financeirização, bem como suas conexões que criam obstáculos para consolidação do SUS”, disse.

 

O palestrante Lucas Andrietta integra um grupo de pesquisa financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que analisa a trajetória de 73 empresas nacionais do ramo da saúde, suas estruturas proprietárias e societárias, análise econômica financeira (e seus indicadores de financeirização), além da agenda política dessas corporações. “Esse levantamento vai nos ajudar a compreender o comportamento dos grupos econômicos que atuam no setor privado de saúde. Passaremos também a entender como algumas pequenas empresas familiares se transformaram em grandes conglomerados econômicos e seus representantes, por sua vez, serem vistos em eventos sociais com a presença de importantes gestores da saúde pública no Brasil”, afirmou.

Na análise do fisioterapeuta e aluno da ESP-MG, Sebastião Araújo, de Mariana (Região Central de Minas Gerais), o tema é complexo, mas precisa ser entendido. “É um tema importante e que conhecemos pouco. Devíamos conhecer mais porque afeta diretamente a saúde, ainda que por outros meios. Assunto difícil, mas essencial”, completou.

Também aluna da especialização, Marcela Moraes, farmacêutica da Unidade de Pronto-atendimento (UPA), da região nordeste de Belo Horizonte, disse que os esclarecimentos do economista contribuem para fortalecer os argumentos em defesa de um sistema de saúde gratuito, integral e universal. “Sempre falamos do subfinanciamento do SUS e somos censurados, pois muitos pensam em se tratar apenas de uma defesa de legado. O pesquisador nos trouxe uma base sólida do que realmente acontece e que existem outras formas de financiar o sistema, que não é esta que está imposta, com paralisação do teto de gastos da saúde”, defendeu a aluna.

A ação

Os seminários em saúde pública abordam temas de grande relevância no campo da saúde pública, saúde coletiva e do SUS, promovendo momentos de interação entre alunos e trabalhadores da instituição e público em geral. A próxima atividade será nesta quinta-feira (27/7), às 13h30, no Auditório da Unidade Sede da ESP-MG, com o tema “Saúde e Ambiente”.

 

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Banco de notícias Mon, 24 Jul 2017 17:04:25 +0000
Experimento acadêmico destaca boas práticas de saúde identificadas pelo mundo http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9629-experimento-academico-destaca-boas-praticas-de-saude-identificadas-pelo-mundo http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9629-experimento-academico-destaca-boas-praticas-de-saude-identificadas-pelo-mundo

Estudantes do curso de Administração Pública da Fundação João Pinheiro (FJP) desenvolveram uma experiência acadêmica de aplicação das boas práticas de saúde, identificadas em países de todo o mundo, para a modelagem do "Melhor Sistema de Saúde para o Sistema Único de Saúde (SUS) em Minas Gerais".

Crédito: Divulgação FJP

Coordenados pelo pesquisador e professor da disciplina, Murilo Fahel, os alunos da disciplina "Sistemas Comparados de Saúde & o SUS" trabalharam em grupos focados em países específicos e suas práticas mais eficazes na área. O experimento foi realizado a partir do livro In Search of the Perfect Healthy System, do médico inglês Mark Britnell, e sua análise sobre esses sistemas de saúde.

Para desenvolver o experimento, os grupos escolheram trabalhar, entre outras ações, a partir de práticas como o projeto "Vida Longa e Próspera", focado no cuidado com os idosos do Japão, a experiência de "Atenção Continuada e Home Care da Atenção Primária", de Israel, a "Estratégia de Saúde da Família", do Brasil, e o uso da tecnologia, informação e comunicação para aprimoramento da qualidade de atenção à saúde, em Singapura.

“No princípio, observei que o desafio de pensar novos cenários para as práticas de saúde no escopo do SUS em Minas Gerais tendo como parâmetros as boas práticas internacionais, gerou uma ansiedade nos estudantes quanto à viabilidade ou não do experimento”, conta Murilo Fahel. “Depois, com o desenvolvimento da metodologia proposta e com o engajamento dos alunos, chegamos a resultados bem interessantes, com possibilidades de aplicação prática”, avalia.

Experimento

A iniciativa foi realizada em três etapas. Após a escolha do país e do respectivo programa de saúde, os estudantes analisaram indicadores demográficos, econômicos e sanitários para avaliar o contexto regional e local de onde a prática é originalmente aplicada. Na fase seguinte, os grupos produziram pôsteres acadêmicos para apresentação das características, objetivos e resultados dos programas e sua viabilidade para aplicação no sistema de saúde em Minas Gerais.

Na etapa conclusiva da análise, os alunos elaboraram de uma Matriz Analítica contendo o conceito e as características da prática estudada, as similaridades encontradas nos programas de saúde do SUS em Minas Gerais e a identificação do upgrade necessário para que o Estado atinja um patamar similar ao da prática de referência.

Segundo Fahel, a proposta do experimento foi instigar os alunos de Administração Pública, como gestores públicos que serão após formados, a refletir sobre os problemas que o Estado enfrenta em áreas como saúde, educação e segurança pública, entre outras. “A iniciativa buscou estimular os estudantes a propor soluções viáveis para o desenvolvimento de boas políticas”, explica Fahel. “Com isto, esses futuros gestores públicos irão produzir conhecimentos para fins de aplicação no aprimoramento das políticas públicas de Minas Gerais”, completa.

O resultado desse experimento foi a produção de nove pôsteres acadêmicos sobre as melhores práticas de saúde e outros dois demonstrando as possíveis formas de aplicação destas no Sistema de Saúde em Minas Gerais. Os pôsteres estão expostos no prédio da Escola de Governo, no campus Pampulha da Fundação João Pinheiro (Alameda das Acácias, 70, São Luiz, em Belo Horizonte) e podem ser visitados até o mês de agosto.

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Banco de notícias Mon, 24 Jul 2017 16:59:18 +0000
Regional participa das Conferências Municipais de Saúde e de Vigilância em Saúde em municípios do Vale do Aço http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9628-regional-participa-das-conferencias-municipais-de-saude-e-de-vigilancia-em-saude-em-municipios-do-vale-do-aco http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9628-regional-participa-das-conferencias-municipais-de-saude-e-de-vigilancia-em-saude-em-municipios-do-vale-do-aco

A Regional de Saúde de Coronel Fabriciano, através da UDC (Unidade Descentralizada de Caratinga), participou na última sexta-feira (21/07) da 1ª Conferência Municipal de Vigilância em Saúde do município de Piedade de Caratinga, que teve como tema “Vigilância em Saúde: direito, conquistas e em defesa de um SUS público de qualidade”.

Segundo Reginaldo Salvador, Referência Técnica em Educação em Saúde, que representou a Regional de Coronel Fabriciano no evento, “a intenção foi promover e debater a integração dos programas de todas as vigilâncias em saúde: epidemiológica, sanitária, ambiental, do trabalhador e dos laboratórios de saúde pública”.

Na conferência, Reginaldo apresentou uma contextualização sobre Arboviroses, abordando Febre Amarela, Dengue, Chikungunya e Zika Vírus. Já a Referência Técnica do PNCD (Programa Nacional de Controle da Dengue), José Geraldo Teixeira, abordou a Evolução das Ações de Controle das Arboviroses.

Segundo os Técnicos da Unidade Descentralizada em Caratinga (UDC), a equipe tem feito um trabalho de aproximação ainda maior junto aos 13 (treze) munícipios que compõe a Microrregião de Caratinga. E com aval da nova Superintendente Regional de Saúde, Déborah Cabral, esperam fortalecer a Educação Permanente em Saúde nos municípios.

No iniciou do mês (06/07) a equipe participou da 1ª Conferência Municipal de Vigilância em Saúde do município de Entre Folhas, onde foi apresentada a palestra “Doenças Transmitidas pelo Aedes aegypti”, que aborda um histórico sobre todas as doenças ligadas ao vetor, apresentada pela Referência Técnica, Nilson Silva Santos. “Temos observado que as administrações municipais têm buscado fortalecer as políticas públicas que envolvem a Vigilância em Saúde. A Conferência Municipal é uma oportunidade a mais de debater os programas e as ações, tudo isso com participação popular, fato que ajuda muito os municípios. Ouvir o que a população tem a dizer”, finalizou Reginaldo.

No mesmo dia (21/07), a Superintendente Regional de Saúde de Coronel Fabriciano, Deborah Cabral, participou da VI Conferência Municipal de Saúde e 1ª Conferência Municipal de Vigilância em Saúde do Município de Vargem Alegre, onde ministrou a palestra: “Política Municipal de Saúde: integração, participação e inclusão; Uma parceria em busca de uma política saudável para todos”.

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Banco de notícias Mon, 24 Jul 2017 15:42:54 +0000
Regional de Saúde de Uberlândia orienta processos de habilitação dos CAPS http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9627-regional-de-saude-de-uberlandia-orienta-processos-de-habilitacao-dos-caps http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9627-regional-de-saude-de-uberlandia-orienta-processos-de-habilitacao-dos-caps

A Regional de Saúde de Uberlândia realizou, na última quinta-feira (20/07), uma reunião com os Centros de Atendimento Psicossocial (CAPS). Um dos objetivos da Regional de Saúde foi orientar e acompanhar o processo de habilitação dos serviços junto ao Ministério da Saúde, ou seja supervisionar a contratação dos serviços de saúde dos CAPS de acordo com os critérios exigidos pelo Ministério; como equipe técnica adequada, projeto terapêutico institucional e estrutura física suficiente.

A referência técnica em saúde mental da Regional de Saúde de Uberlândia, Maria Lúcia dos Reis, explicou que a habilitação não se restringe somente ao repasse de recursos, “habilitar é assegurar que os serviços estejam aptos e adequados”. Os CAPS possuem caráter aberto e comunitário e precisam ter equipes multiprofissionais e transdisciplinares. A entidade realiza atendimento a usuários com transtornos mentais graves e persistentes em geral, inclusive com necessidades decorrentes do uso de crack álcool ou outras drogas.

O Ministério da Saúde transfere recursos para custeio das atividades do CAPS de acordo com a tabela da Portaria nº 3.089/2011. A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) também irá repassar para cada entidade 30% do valor da tabela. “É importante que os gestores municipais realizem as adequações técnicas necessárias e iniciem o processo de habilitação, pois passam a ter apoio financeiro das esferas federal e estadual” explicou a referência. A principal orientação aos gestores é iniciar o processo de habilitação para quem ainda não o fez. Reis enfatizou que os primeiros passos é ter ciência de todos os requisitos para a habilitação e providenciá-los. Entrar no site do Sistema de Apoio à Implementação de Políticas em Saúde (SAIPS) e inserir no sistema as solicitações, como o projeto terapêutico institucional, toda documentação e os pareceres técnicos da Regional de Saúde – da vigilância sanitária e da área técnica assistencial.

Todo o processo de habilitação é acompanhado pela Regional de Saúde de Uberlândia. Seu papel é orientar a inserção da solicitação no SAIPS e acompanhar as melhorias no serviço, porque só irão ser habilitados se estiverem em conformidade. “Nós visitamos todos os serviços, orientamos o que precisam melhorar, entregamos um relatório de feedback e acompanhamos”, explicou.

A cidade de Coromandel é uma das que está sendo orientada pela Regional de Saúde e irá realizar as adequações em seu serviço para que esteja apto a ser habilitado como CAPS. “Estamos viabilizando toda a documentação e melhorias. A partir da reunião compreendemos as nossas pendências, como a composição da equipe, perfis profissionais necessários. Foi muito esclarecedor”, afirmou o secretário de saúde de Coromandel, Guilherme Ferreira.   

Para a referência técnica em saúde mental, a principal dificuldade é ter uma equipe preparada e a organização da rede local de saúde mental. Na Regional e Saúde de Uberlândia são 15 CAPS. Estão em processo de habilitação ou qualificação os municípios de Araguari, Coromandel, Prata, Monte Carmelo e Monte Alegre de Minas.

  • Veja as fotos e a apresentação do evento. 

 

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Banco de notícias Mon, 24 Jul 2017 14:07:44 +0000
Informe Epidemiológico da Gripe (24/07) http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9626-informe-epidemiologico-da-gripe-24-07 http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9626-informe-epidemiologico-da-gripe-24-07

Em 2017, até o momento (21/07/2017), foram confirmados 201 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave causados pelo vírus Influenza. Dos casos associados à Influenza, 182 foram de Influenza A, 18 para Influenza B 1 sem informação.

Desses casos, 30 evoluíram para o óbito, sendo 25 casos decorrentes da Influenza A, e 5 da Influenza B. Foram 22 óbitos causados por Influenza A(H3) Sazonal, 3 casos de Influenza A não subtipado e 5 por Influenza B.

» Clique aqui e acesse ao Informe Epidemiológico da Gripe (atualizado em 21/07/2017)

Dúvidas frequentes e outras informações sobre cuidados e prevenção da gripe estão disponíveis no site: www.saude.mg.gov.br/gripe

ATENÇÃO: A SES-MG esclarece que o crescimento no número de registros de óbitos de uma semana a outra não expressa ocorrências recentes. A confirmação dos óbitos em decorrência da Síndrome Respiratória Aguda Grave causada pelo vírus Influenza ocorre após liberação de resultado de exame laboratorial específico para o diagnóstico. Somente após essa confirmação é que os casos são inseridos no Informe Epidemiológico da Gripe.

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Banco de notícias Mon, 24 Jul 2017 10:28:52 +0000
SES-MG cria Grupos Técnicos Regionais para discutir desastre provocado pela Samarco http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9625-ses-mg-cria-grupos-tecnicos-regionais-para-discutir-desastre-provocado-pela-samarco http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9625-ses-mg-cria-grupos-tecnicos-regionais-para-discutir-desastre-provocado-pela-samarco

A Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Coronel Fabriciano, realizou na quinta-feira (20/07) uma reunião inaugural para criação dos Grupos Técnicos Regionais (GTR’s) que irão apoiar a Câmara Técnica de Saúde (CT Saúde) e o Comitê Interfederativo (CIF), criados em resposta ao desastre provocado pelo rompimento da barragem de rejeitos da SAMARCO, que ocorreu no subdistrito de Bento Rodrigues, em Mariana, em 05 de novembro de 2015.

Os trabalhos foram coordenados pela Diretora de Vigilância em Saúde Ambiental da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Marcela Ferraz, com apoio de Marina Caldeira, da Coordenação de Fatores de riscos não-biológicos, Kleber Rangel Silva, assessor da Subsecretaria de Vigilância e Proteção à Saúde da SES-MG e dos Técnicos da Vigilância em Saúde Ambiental da SRS de Coronel Fabriciano.

Os grupos técnicos regionais serão instituídos nas Unidades Regionais de Saúde de Coronel Fabriciano (15 municípios), Governador Valadares (10 municípios) e Ponte Nova (9 municípios), pois estas unidades regionais possuem municípios atingidos pelo desastre. “Estes grupos irão servir de apoio a Câmara Técnica de Saúde (CT Saúde), que é um órgão consultivo instituído para auxiliar o Comitê Interfederativo no desempenho de sua finalidade de orientar, acompanhar, monitorar e fiscalizar a execução dos programas socioeconômicos e socioambientais geridos pela Fundação Renova”, informou Marcela Ferraz.

A fundação, segundo Marcela Ferraz, foi criada pela SAMARCO visando à reparação, restauração e reconstrução das regiões impactadas pelo rompimento da sua barragem de Fundão, localizada no subdistrito de Bento Rodrigues, em Mariana.

O Comitê

O Comitê Interfederativo (CIF) foi criado em resposta ao desastre provocado pelo rompimento da barragem de rejeitos da SAMARCO, com a função de orientar e validar os atos da Fundação Renova, instituída pela empresa SAMARCO e suas acionistas Vale e BHP Billiton, para gerir e executar as medidas de recuperação dos danos resultantes do desastre.

O Instrumento de referência para as ações do CIF é o Termo de Transação e de Ajustamento de Conduta (TTAC) celebrado entre União, os Estados de Minas Gerais e Espírito Santo e as empresas SAMARCO, Vale e BHP, visando à recuperação, mitigação, remediação e reparação dos danos firmados em 02/03/2016.

O CIF é presidido pelo IBAMA e composto por representantes da União, dos governos de Minas Gerais e do Espírito Santo, dos municípios impactados e do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Doce, e não substitui a competência legal dos órgãos públicos.

O comitê funciona como uma instância de interlocução permanente com as empresas SAMARCO, Vale e BHP monitorando e fiscalizando os resultados dos programas socioambientais e socioeconômicos, para que sejam integralmente cumpridos, de forma a restaurar os prejuízos causados pela tragédia.

O desastre

No dia 05/11/2015, a Barragem do Fundão, pertencente à SAMARCO Mineração S.A., localizada no município de Mariana, se rompeu. O barramento, classificado como classe III, de alto potencial de dano ambiental, era destinado a receber e armazenar o rejeito gerado pela atividade de beneficiamento de minério de ferro. O rompimento da Barragem de Fundão causou efeito em cadeia, ocasionando o extravasamento da Barragem Santarém, de acumulação de água, e retenção de sedimentos, localizada também na área da empresa.

A lama de rejeitos da SAMARCO devastou o Distrito de Bento Rodrigues, situado a cerca de 5 km abaixo da barragem, foi carreada até o Rio Gualaxo do Norte, a 55 km, desaguando no Rio do Carmo, atingindo em seguida o Rio Doce, afetando também o litoral do estado do Espírito Santo.

O desastre causado pela SAMARCO foi classificado pela Defesa Civil de Minas Gerais como nível IV, isto é, “desastre de porte muito grande”, o que significa que os danos causados são extremamente significativos e os prejuízos muito vultosos e consideráveis.

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Banco de notícias Fri, 21 Jul 2017 17:12:32 +0000
Regional de Saúde de Patos de Minas promove Roda de Conversa sobre PMAQ http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9624-regional-de-saude-de-patos-de-minas-promove-roda-de-conversa-sobre-pmaq http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9624-regional-de-saude-de-patos-de-minas-promove-roda-de-conversa-sobre-pmaq

A Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Patos de Minas, por meio do núcleo de Atenção Primária, realizou, durante os dias 13, 14 e 20 de julho, uma roda de conversa sobre o 3° ciclo do Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ). O evento teve como objetivo alinhar e preparar os coordenadores e técnicos dos 21 municípios que compõe a Regional de Saúde para a visita externa compreendida no terceiro ciclo do programa.

Crédito: Maryana Santos

Após a apresentação dos resultados dos municípios nos dois primeiros ciclos, a roda de conversa também buscou uma auto avaliação dos técnicos na busca de melhorar os processos de trabalho contínuos que tiveram notas baixas nestes últimos dois ciclos. A coordenadora do núcleo de Atenção Primária da SRS-Patos de Minas, Maíra de Castro Taufick, explica como o Programa busca melhorar esses processos de trabalho. “O PMAQ, vem para institucionalizar uma cultura de monitoramento e avaliação. Assim, estamos tentando sensibilizar esses gestores e essas equipes na busca da qualificação dos processos de trabalho, por meio do monitoramento, da avaliação e dessa auto avaliação da equipe”, explicou.

Para a gestora do município de São Gotardo, Leandra de Fátima Silva Costa, a roda de conversa veio para fechar um ciclo de preparo organizado pela Regional de Saúde para alinhar as informações de forma que toda equipe estivesse preparada para esse terceiro ciclo. “Esse foi um momento de discussão importante para alinharmos aquilo que realmente não foi realizado ainda, o que precisamos para concretizar os nossos trabalhos na Atenção Primária para que nós tenhamos um melhor processo de trabalho no dia a dia com as nossas unidades”, disse.

A avaliação do terceiro ciclo tem início no mês de agosto e será realizada pelas universidades federais. Os 21 município da regional de Patos de Minas receberão a visita de uma equipe da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que terão em mãos um roteiro para verificar vários pontos relacionados à infraestrutura e processos de trabalho.

 

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Banco de notícias Fri, 21 Jul 2017 14:05:02 +0000
Regional de Fabriciano fortalece Núcleos de Apoio à Saúde da Família no Vale do Aço http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9623-regional-de-fabriciano-fortalece-nucleos-de-apoio-a-saude-da-familia-no-vale-do-aco http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9623-regional-de-fabriciano-fortalece-nucleos-de-apoio-a-saude-da-familia-no-vale-do-aco

A Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Coronel Fabriciano promoveu ontem (20/07) reunião de alinhamento sobre atenção primária entre os 35 municípios que compõem a Regional. O encontro, coordenado pelo Núcleo de Atenção Primária à Saúde (NAPRIS) da SRS de Coronel Fabriciano, ocorreu no auditório Padre Zezinho, Centro Universitário do Leste de Minas Gerais (UnilesteMG), e abrangeu pontos como o processo de trabalho do NASF (Núcleo de Apoio a Saúde da Família), PMAQ (Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica) e Atenção Primária à Saúde.

Crédito: Flávio Samuel

De acordo com a coordenadora do Núcleo de Atenção Primária à Saúde da SRS Coronel Fabriciano, Mônica Teodoro Cruz, o alinhamento junto aos municípios buscafortalecer a Estratégia Saúde em Família (ESF), considerando que a atenção básica dos municípios é a principal porta de entrada ao SUS, com papeis importantes na saúde pública como atender, prevenir e conscientizar. “Estamos abordando o NASF e o PMAQ, incentivando os gestores e as equipes da atenção básica a melhorarem a qualidade dos serviços de saúde oferecidos à população. Propomos um conjunto de estratégias de qualificação e acompanhamento do trabalho das equipes de saúde. Apenas a Atenção Primária trabalha com aproximadamente 35 programas de saúde pública, por isso temos que monitorar os municípios e auxiliar para que o fortalecimento seja realmente efetivo”, ressaltou Mônica.

No alinhamento, a equipe técnica do NAPRIS da SRS de Coronel Fabriciano abordou, entre outros assuntos, a Política Nacional de Atenção Básica e a Implantação do NASF, apresentado por Palmira Ferreira, o processo de Trabalho e Avalição no NASF, apresentado por Vitória Pires, e as práticas integrativas, apresentado por Maria José Duarte. Já o processo de trabalho sobre o PMAQ foi apresentado pela referência técnica municipal Cristiane Valgas, coordenadora da Atenção Primária do município de Antônio Dias.

A equipe também apresentou e discutiu o apoio matricial para a condução do trabalho do NASF junto à ESF, como forma de organizar e ampliar a oferta de ações em saúde nos municípios. “A partir desse alinhamento com os gestores e referências técnicas dos municípios, nós, corpo técnico do NAPRIS da SRS de Coronel Fabriciano, continuaremos a orientar os municípios na implementação e planejamento de ações, considerando as especificidades locais”, finalizou Mônica.

Nessa reunião, a equipe técnica do NAPRIS que participou do alinhamento com os municípios foi composta pelas referências técnicas: Palmira Ferreira, Vitória Pires, Carmelita Silva, Maria José Duarte e Sônia Andrade. 

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Banco de notícias Fri, 21 Jul 2017 14:00:28 +0000
Regional de Patos de Minas promove oficina sobre Plano Municipal de Saúde http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9622-regional-de-patos-de-minas-promove-oficina-sobre-plano-municipal-de-saude http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9622-regional-de-patos-de-minas-promove-oficina-sobre-plano-municipal-de-saude

Após a realização das Conferências Municipais de Saúde durante os meses de maio e junho, a Superintendência Regional de Saúde de Patos de Minas, por meio do Núcleo de Gestão Regional, preparou os gestores municipais, equipe técnica e conselhos municipais de saúde para elaboração do Plano Municipal de Saúde (PMS). A capacitação ocorreu nos dias 12, 13 e 20 de julho e teve por objetivo apresentar passo a passo a elaboração do Plano.

Crédito: Maryana Santos

Para melhor trabalhar a execução do PMS, foram divididos grupos de três e quatro municípios, em cada uma, composta por gestores, coordenadores da Atenção Primária, coordenadores de Vigilância em Saúde e conselheiros municipais de saúde.

Dessa forma, os 21 municípios que fazem parte da regional de Saúde, contaram com exposições dos temas: a importância do PMS e sua elaboração pela equipe técnica; sua relação com o Plano Plurianual (PPA), com as Leis de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e com a Lei Orçamentária Anual (LOA); a legislação básica pertinente para sua elaboração; a estruturação do PMS; apresentação do modelo para apresentação simplificada ao Conselho Municipal de Saúde (CMS).

A realização da oficina sobre o PMS neste mês foi estratégica, conforme explica a coordenadora do Núcleo de Gestão Regional da Regional de Patos de Minas, Noemi Romero A. de Magalhães Portilho: “Realizamos essa oficina neste mês, pois durante os meses de maio e junho, os municípios estiveram realizando suas conferências de saúde e assim, com as propostas que emanavam das mesmas, teríamos mais praticidade nas nossas abordagens sobre elaboração do PMS”.

Com objetivo de preparar os convidados para a elaboração do PMS, foi feito um exercício com os municípios, sobre diretrizes, objetivos, metas e indicadores. Para tanto, cada gestor levou as propostas provenientes das conferências municipais de saúde e propostas de governo de cada prefeito.

Foi ressaltada, durante toda a capacitação a importância do Plano Municipal de Saúde para execução do serviço de atendimento à Saúde Pública em todas as suas esferas, haja vista a mudança na forma de financiamento a ser adotada pelo Governo Federal a partir de 2018.

Para o gestor do município de Tiros, Júlio César de Moraes, “o PMS se mostrou mais teórico do que prático nos últimos anos, por isso busco adequar realmente o que podemos fazer dentro da realidade do meu município, que tem hoje, 6.000 habitantes, para que essa realidade do Plano ultrapasse os limites do papel”.

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Banco de notícias Fri, 21 Jul 2017 12:15:33 +0000
Regional de Varginha promove encontro de Mobilização Social http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9621-regional-de-varginha-promove-encontro-de-mobilizacao-social http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9621-regional-de-varginha-promove-encontro-de-mobilizacao-social
A fim de apresentar o fluxo e fortalecer os Núcleos de Mobilização Social em Saúde, o Núcleo de Assessoria de Comunicação Social da Superintendência Regional de Saúde de Varginha promoveu, no dia 19/07, no auditório do Centro Administrativo do Sul de Minas, um encontro sobre Mobilização Social em Saúde. O evento teve como objetivo reforçar o papel da mobilização como uma importante ferramenta na conscientização da população acerca de questões da saúde pública.

Crédito: Assessoria de Comunicação Social / SRS Varginha

O encontro foi direcionado a referências técnicas em Mobilização Social, coordenadores de Vigilância Epidemiológica e de Vigilância em Saúde e contou, também, com a presença do coordenador Estadual de Mobilização Social em Saúde e Publicidade, Joney Fonseca Vieira. Na Regional de Varginha, o Núcleo de Assessoria de Comunicação Social é representado pela coordenadora Tânia Corrêa Machado, com apoio da estagiária Gabryella Carvalho. 

Além das apresentações teóricas, foram feitas dinâmicas e exercícios relacionados à rotina da Mobilização Social. Foram também expostos a estrutura da Mobilização em Saúde no Estado, as atribuições em todos os níveis e a Rede de Mobilização Social, instituída Resolução SES-MG nº 5663, de 22 de março de 2017. “É extremamente importante a convocação de vontades para que a Mobilização em Saúde aconteça; a realização de ações deve transcender o setor saúde e mobilizar públicos parceiros”, ressaltou Joney Vieira.

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Banco de notícias Thu, 20 Jul 2017 14:43:15 +0000