Notícias http://www.saude.mg.gov.br Mon, 25 Sep 2017 06:01:16 +0000 Joomla! - Open Source Content Management pt-br Dia D de Multivacinação reforça importância de manter atualizado o cartão de vacinas http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9817-dia-d-de-multivacinacao-reforca-importancia-de-manter-atualizado-o-cartao-de-vacinas http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9817-dia-d-de-multivacinacao-reforca-importancia-de-manter-atualizado-o-cartao-de-vacinas

Neste sábado (16/09), acontece em todo país o Dia D de Multivacinação. No Centro de Saúde Paraíso, em Belo Horizonte, a Diretora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Janaína Fonseca de Almeida, e o subsecretário de Promoção e Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal Saúde de Belo Horizonte, Fabiano Pimenta, falaram sobre a importância da Campanha de Multivacinação 2017. Clique aqui e confira a nossa galeria de fotos.

“Esta campanha tem o foco voltado para a atualização do cartão de vacinas de crianças e adolescentes de zero a 15 anos, que estejam com alguma dose atrasada. As vacinas disponibilizadas fazem parte do calendário de rotina e, por isso, podem ser encontradas durante todo o ano. No entanto, a Campanha de Multivacinação é realizada com o objetivo de mobilizar a população quanto à importância de se manter o cartão atualizado”, explica Janaína Fonseca de Almeida. Clique aqui e confira o Calendário de Vacinação 2017. 

Crédito: Marcus Ferreira / SES-MG.

“Ao longo da campanha de 2016, em Belo Horizonte, 60 mil crianças e adolescentes buscaram as Unidades de Saúde para atualização do cartão. Desse total, cerca de 48% das pessoas tinham alguma vacina pendente. Por isso vale a pena esse esforço de chamar a população até as Unidades Básicas, para que seja possível avaliar e completar as doses que sejam necessárias, de acordo com cada caso”, afirma Fabiano Pimenta.

Janaína Fonseca de Almeida alerta para a baixa cobertura vacinal entre os adolescentes. “Com relação à vacina contra HPV, por exemplo, Minas Gerais apresenta cerca de 50% de cobertura da segunda dose entre as meninas e essa porcentagem deveria estar em torno de 80. Por isso fazemos esse chamado para que os adolescentes venham se vacinar”, reforça a diretora de Vigilância Epidemiológica da SES-MG.

Segundo Rose Marie Morais Lima Diniz, enfermeira do centro de saúde Paraíso, a expectativa maior para a campanha deste ano é, justamente, pela procura da vacina contra HPV. A campanha teve início no dia 11 e, até o próximo dia 22, esperamos que os adolescentes venham atualizar seus cartões”, afirma a enfermeira.

Marlene Benfica, mãe da Thamires, de 15 anos, veio com a filha ao Centro de Saúde, checar se as doses pertinentes à faixa etária da jovem estão em dia. “Ela veio tomar a vacina contra HPV, mas vamos aproveitar para avaliar se há mais alguma pendente”, afirma Marlene Benfica.

Crédito: Marcus Ferreira / SES-MG.

Já Maria José Ferreira, avó do Arthur, de 02 anos, reconhece a importância das campanhas de vacinação como forma de conscientizar a população e prevenir diversas doenças. “Nós estamos sempre atentas às campanhas, para não deixar atrasar nenhuma vacina. Ele sempre chora, mas sabemos que é importante para bem dele”, afirma Maria José.

Minas Gerais conta com 4.056 salas de vacina e estima-se que a população que se encontra na faixa etária contemplada pela Campanha seja de 4.465.018 pessoas. Mais informações sobre vacinação e detalhes sobre a campanha estão disponíveis no site: www.saude.mg.gov.br/vacinacao 

 

 

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Banco de notícias Sat, 16 Sep 2017 14:53:28 +0000
Hemominas fornece primeira bolsa de sangue raro Hy negativo do Brasil http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9801-hemominas-fornece-primeira-bolsa-de-sangue-raro-hy-negativo-do-brasil http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9801-hemominas-fornece-primeira-bolsa-de-sangue-raro-hy-negativo-do-brasil

A Fundação Hemominas mais uma vez conseguiu identificar um doador de sangue raro. Trata-se de um doador Hy negativo, ou seja, que não possui o antígeno Holley no sangue. A coordenadora da Central de Imunohematologia da Fundação Hemominas, Luciana Cayres Schmidt, esclarece que esse é um dos oito antígenos do Sistema de Grupo Sanguíneo Dombrock, sendo de alta incidência populacional. “Segundo a literatura científica, 100% da população européia e mais de 99% da população de origem africana possui o antígeno Holley na superfície de suas hemácias. Por isso, quando o doador não possui esse antígeno é considerado um doador raro”, explica.

O doador foi localizado no Hemocentro Regional de Uberaba (URA) e a bolsa de sangue foi enviada na quarta-feira, 06/09, à Agência Transfusional do Hospital São Paulo, ligado à Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e foi destinada a uma criança portadora de anemia falciforme.

A descoberta do doador Hy negativo foi possível em virtude do projeto de pesquisa “Análise Molecular de Grupos Sanguíneos em Doadores de Sangue para a Identificação de Variantes Raras”, desenvolvido pela Fundação Hemominas desde 2015. “O principal impacto deste projeto é o desenvolvimento de uma estratégia de triagem de doadores raros baseada em genotipagem, visando o incremento da segurança transfusional em Minas Gerais. Ele nasceu da necessidade de desenvolvermos estratégias para identificar doadores que atendam às necessidades transfusionais de pacientes portadores de variantes raras atendidos nos ambulatórios da Hemominas”, afirma Maria Clara Fernandes da Silva Malta, coordenadora da pesquisa.

De acordo com Maria Clara Malta, a pesquisa teve início pelos alelos dos sistemas Diego e Dombrock, pois alelos raros desses sistemas já haviam sido descritos anteriormente na população de Minas Gerais. “No caso do sistema Dombrock, por exemplo, a Dra. Fabiana Piassi havia identificado um doador raro Holley negativo no HBH (Hemocentro de Belo Horizonte) em uma pesquisa realizada em 2010, indicando que a população mineira seria promissora para a busca desse fenótipo raro”, esclarece.

Para Maria Clara, este tipo de descoberta “fecha um ciclo importantíssimo que envolve pesquisa, inovação e serviço, demonstrando que resultados concretos para a população podem ser obtidos a partir de projetos de pesquisa em centros de prestação de serviço, como a Hemominas”, enfatiza. 

O projeto, que conta com a parceria da Faculdade de Farmácia da UFMG – e inclui o mestrado do aluno Adão Rogério da Silva, orientado pela Profa. Luci Dusse – foi beneficiado com o financiamento da FAPEMIG (Edital Universal) no final de 2016, o que vai permitir a ampliação das pesquisas.  “Com a liberação do recurso esperamos expandir o projeto, com a inclusão da genotipagem de um maior número de doadores e, até mesmo, com a inclusão de outros fenótipos raros na pesquisa”, completa Maria Clara Malta.

Rh nulo

Em agosto, a Fundação Hemominas também contribuiu para salvar a vida de uma criança de cinco anos, do Piauí, portadora de uma doença rara, a osteopetrose, com o envio de uma bolsa de sangue Rh nulo. No Brasil só havia duas doadoras com o mesmo grupo sanguíneo da criança, em condições de doar naquele momento, que, inclusive são irmãs, sendo uma cadastrada no Hemorio e outra na Fundação Hemominas (unidade de Juiz de Fora). “Esse tipo raro de sangue foi descoberto na Hemominas através do processo de fenotipagem eritrociária, método rotineiramente realizado na Central de Imunohematologia, para conhecer os antígenos de outros sistemas de grupos sanguíneos, expressos nas hemácias dos nossos doadores, além dos antígenos ABO/RhD”, afirma Luciana Cayres.

“Resultados como estes dão visibilidade ao trabalho realizado pela Fundação Hemominas, a nível nacional e internacional, repercutindo no reconhecimento do trabalho de excelência que realizamos aqui.  Além disso, atrai novos doadores, na expectativa de serem raros e poderem ajudar tantos outros com o mesmo fenótipo e contribui para a fidelização daqueles, já sabidamente raros, cadastrados em nosso banco de dados. Somando-se a isto, propicia a todos os servidores da Fundação Hemominas, o sentimento de orgulho pelo trabalho que desempenham aqui, pois foi através do trabalho de cada um, nas mais diversas áreas, de forma direta ou indireta e, principalmente graças ao trabalho em Rede, que alcançamos estas e muitas outras conquistas”, acredita Luciana Cayres.

Saiba mais

O projeto “Análise Molecular de Grupos Sanguíneos em Doadores de Sangue para a Identificação de Variantes Raras” foi selecionado para o evento Inova Minas da Fapemig, que acontecerá no circuito da Praça da Liberdade nos dias 15, 16 e 17 de setembro. O stand do projeto estará no Museu das Minas e do Metal – MM Gerdau.

Assista ao pitch do projeto:

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Banco de notícias Wed, 13 Sep 2017 09:49:39 +0000
SES-MG reforça a importância da vacina contra a HPV ofertada pelo SUS http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9772-ses-mg-reforca-a-importancia-da-vacina-contra-a-hpv-ofertada-pelo-sus http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9772-ses-mg-reforca-a-importancia-da-vacina-contra-a-hpv-ofertada-pelo-sus

A vacina contra HPV, oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS), pode prevenir os cânceres do colo do útero, vulva, vagina, pênis, ânus e orofaringe, refletindo diretamente na redução dos casos de HPV, e também nas mortes provocadas pelo vírus. Atualmente, a dose está disponível de forma gratuita nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) para meninas de 09 a 14 anos e para os meninos de 11 a 14 anos.

Mesmo assim, a cobertura estadual da vacina ainda está baixa. Os últimos dados epidemiológicos mostram que para a segunda dose é de 51,8% em meninas e 0,11% em meninos, valores muito aquém da meta estabelecida de 80%. Uma das causas é que o assunto suscita muitas dúvidas entre mães, pais e adolescentes, sobretudo na internet.

Inclusive, têm surgido vários grupos nas redes que, por desinformação ou ignorância, não fazem uso das vacinas ofertadas no Calendário Nacional de Vacinação, o que pode ocasionar danos à saúde individual e a saúde coletiva.

Os principais debates levantados são de que a vacina contra o HPV estimularia uma comportamento sexual de risco. Ou ainda, de que a vacina pode ter reações adversas severas, que depois da vacina não precisa utilizar preservativo nas relações sexuais e que a mesma não preveni 100% o HPV. Para sanar todas essas dúvidas, o Blog da Saúde MG reuniu os principais mitos e verdades sobre a vacina do HPV, clique aqui.

Para a diretora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, Janaína Almeida, a pouca adesão dos adolescentes à vacinação é reflexo de vários aspectos. “O adolescente tem uma resistência em relação à vacina (pelo fato de ser injetável), desinformação das inúmeras doenças que elas protegem, tabus acerca da sexualidade e do câncer. A vacinação do adolescente não é uma dificuldade apenas no Brasil, mas também no mundo inteiro”, ponderou. Por isso, a estratégia que está sendo utilizada é a vacinação na escola, em parceria com a Secretaria Estadual de Educação, através do Programa Saúde na Escola.

Ampliação

Recentemente, o Ministério da Saúde publicou uma nota técnica ampliando o grupo prioritário da vacinação para pessoas de 15 a 26 anos, nos munícipios que estejam com lotes da vacina que irão vencer em setembro de 2017 e em janeiro, fevereiro e março de 2018.

Créditos: Marcus Ferreira

Diante disso, a SES-MG orienta aos seus municípios que disponibilizem a vacina para o público ampliado somente após fazer uma busca ativa entre o público convencional. Se após priorização ainda restarem estoques, a vacina poderá ser administrada em indivíduos de ambos os sexos na faixa-etária de 15 a 26 anos de idade, em três doses (0-2-6 meses).

A diretora de Vigilância Epidemiológica da SES-MG, Janaina Fonseca Almeida, explica que o HPV é transmitido por contato direto com uma pessoa infectada, sendo que a principal forma de transmissão é por via sexual, que inclui contato oral-genital, genital-genital ou mesmo manual-genital.

“Em 2014, o Ministério da Saúde introduziu no Calendário Nacional de Vacinação a vacina quadrivalente contra o papilomavírus humano (HPV), tendo como objetivo principal a redução do câncer do colo do útero nas mulheres. Nos meninos, diversos estudos têm demonstrado o papel importante da vacina HPV na prevenção do câncer anal, de pênis, orofaringe e verrugas genitais”, alerta.

Além disso, por serem os responsáveis pela transmissão do vírus para suas parceiras, ao receberem a vacina, os homens colaboram com a redução da incidência do câncer do colo do útero e vulva nas mulheres, prevenindo também casos de cânceres de boca e orofaringe, bem como verrugas genitais em ambos os sexos.

Já a Coordenadora de IST/AIDS e Hepatites Virais do Estado de Minas Gerais, Jordana Costa explica outras formas de prevenção do HPV. “Além da vacina, é importante utilizar preservativo feminino ou preservativo masculino e realizar o exame Papanicolau anualmente para as mulheres que possuem vida sexual ativa”, reforça.

O que é o HPV?

O HPV é causado pelo Papiloma Virus Humano. Seu contágio é preferencialmente, por via sexual e a principal consequência são doenças oncológicas provenientes da infecção.

A infecção pelo HPV é uma das IST mais frequentes no mundo. O risco estimado para a exposição a essa infecção é de 15% a 25% a cada nova parceria. Em grande parte dos casos, a infecção é autolimitada e transitória, sem causar qualquer dano.

A maioria das pessoas que entram em contato com o HPV, se não desenvolverem lesões clínicas (ex.: verrugas anogenitais) e não realizarem testes laboratoriais, poderão nunca ter a infecção diagnosticada.

Aproximadamente, 1% a 2% da população apresentam verrugas genitais e 2% a 5% das mulheres apresentam alterações doPapanicolau provocadas por infecção pelo HPV. A prevalência é maior em mulheres jovens, quando comparadas com mulheres com mais de 30 anos.

 

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Banco de notícias Mon, 04 Sep 2017 15:05:20 +0000
Campanha “Setembro Verde” incentiva doação de órgão em Minas Gerais http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9764-campanha-setembro-verde-incentiva-doacao-de-orgao-em-minas-gerais http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9764-campanha-setembro-verde-incentiva-doacao-de-orgao-em-minas-gerais

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) lança neste mês a campanha “Setembro Verde” para incentivar a doação de órgão. Com o slogan “Doe órgão, doe vida”, a ação quer conscientizar as pessoas sobre a importância da doação de órgãos e, ao mesmo tempo, incentivar as pessoas a conversarem com seus familiares e amigos sobre o assunto.

A iniciativa é promovida em alusão ao Dia Nacional de Doação de Órgãos (27/09). Porém, a campanha começa a ser veiculada a partir do dia 1º de setembro, durando todo o mês de setembro, com posts no Blog da Saúde MG e nas redes sociais da SES-MG, além de um hotsite, o “Doe órgãos”. Também, como parte da campanha, prédios serão iluminados em Belo Horizonte e cartazes serão fixados nas estações de metrô. No dia 27 de setembro uma ação especial acontece entre os servidores da Cidade Administrativa com distribuição de folders e adesivos.

“Atualmente, cerca de 40% das famílias recusam a retirada de órgãos para a doação. Para que esse percentual possa ser ainda maior, permitindo a realização de mais transplantes, é importante orientar as pessoas a falarem com sua família sobre o seu desejo de ser um doador e salvar vidas”, disse a médica consultora da SES-MG, Galzuinda Figueiredo Reis.

Dados de março de 2017, indicam que 3.392 pessoas aguardam por um transplante no estado. Deste 2.352 esperam por um rim, 41 por um fígado, 34 por coração, 1 espera pâncreas, 52 por pâncreas/rim e 912 esperam por córnea.

Segundo Omar Lopes Cançado Junior, coordenador do complexo MG Transplantes, responsável pela coordenação de doação de órgãos e a sua destinação para transplantes, “as principais dificuldade enfrentadas pela captação dos órgãos é a baixa notificação pelos hospitais do estado de potenciais doadores e o aumento na taxa de recusa familiar no momento da solicitação de doação”.

Ser um doador

Para ser um doador, o passo principal é informar o desejo à família. Isto porque, após o diagnóstico de morte encefálica, a família é consultada e orientada sobre o processo de doação de órgãos. Esta conversa, geralmente, é realizada pelo próprio médico do paciente, pelo médico da UTI (Unidade de Terapia Intensiva) ou pelos membros da equipe de captação, que prestam todas as informações que a família necessitar.

Considera-se como potencial doador todo paciente em morte encefálica. A morte encefálica, mais conhecida como morte cerebral, representa a perda irreversível das funções vitais que mantêm a vida, como a perda da consciência e da capacidade de respirar; o que significa que o individuo está morto. O coração permanece batendo por pouco tempo e é neste período que os órgãos podem ser utilizados para transplante.

Silvia Marquez Henriques, referência técnica da SES-MG em transplante e doença renal crônica, explica que após o diagnóstico de morte encefálica, as Centrais de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos (CNCDO) devem ser acionadas. “Essa notificação é compulsória, independente do desejo familiar de doação ou da condição clínica do potencial doador de converter-se em doador efetivo”, revela.

Quando o doador é uma pessoa falecida, podem ser retirados para transplante duas córneas, dois rins, dois pulmões, fígado, coração, pâncreas, intestino, pele, ossos e tendões. Ou seja, um único doador pode salvar muitas vidas.

Mas a retirada dos órgãos não pode esperar muito. Por isso a decisão deve ser tomada o quanto antes. Confira a relação entre os órgãos, o tempo de retirada e de preservação extracorpórea dos órgãos:

Diferente do que as pessoas acreditam, também é possível ser doador em vida sem comprometer a saúde. Nesses casos é possível doar tecidos, rim e medula óssea, ocasionalmente, é possível doar parte do fígado ou do pulmão.

Porém, são feitas algumas exigências aos doadores. Pela lei, parentes até quarto grau e cônjuges podem ser doadores; não parentes, somente com autorização judicial. É preciso ser um cidadão juridicamente capaz nos termos da lei, o que significa que a pessoa deve poder realizar por si mesmo os atos da vida civil. E também é preciso ter condições adequadas de saúde verificadas por uma avaliação médica, que afastem a presença de qualquer doenças as quais possam comprometer a saúde durante ou após a doação. Para saber mais sobre este assunto, clique aqui.

Transplante no Brasil

O Brasil possui o maior sistema público de transplantes no mundo. Em 2016, mais de 90% dos transplantes realizados no Brasil foram financiados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). No SUS, os pacientes possuem assistência integral, incluindo exames preparatórios, cirurgia, acompanhamento e medicamentos pós-transplante.

O Complexo de MG Transplantes é responsável por coordenar no estado a política de transplantes de órgãos e tecidos, regulando o processo de notificação, doação, distribuição e logística, avaliando resultados e capacitando hospitais e profissionais afins nas atividades relacionadas à doação de órgãos e tecidos. É composto por centros de notificação, captação e distribuição de órgãos na Região Metropolitana de Belo Horizonte, Zona da Mata, Sul, Oeste, Norte/Nordeste e Leste do estado

O Estado de Minas Gerais oferta transplante dos seguintes órgãos: coração, córnea, fígado, medula, pâncreas, pele, rim, rim conjugado com pâncreas e tecido ósteo. Conheça a série histórica dos transplantes de órgãos realizados em Minas Gerais:

 

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Banco de notícias Fri, 01 Sep 2017 10:59:44 +0000
Segurança do paciente é pauta de reunião técnica na Regional de Saúde de Ubá http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9844-seguranca-do-paciente-e-pauta-de-reuniao-tecnica-na-regional-de-saude-de-uba http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9844-seguranca-do-paciente-e-pauta-de-reuniao-tecnica-na-regional-de-saude-de-uba

O Núcleo de Vigilância Sanitária da Regional de Saúde de Ubá realizou, nesta sexta-feira (22/09), em Ubá, reunião técnica sobre Segurança do Paciente. O evento contou com a participação de representantes dos núcleos de segurança do paciente, da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), de Vigilâncias Sanitárias Municipais e do Diretor da Regional, Reginaldo Furtado de Carvalho.

Crédito: Leticia Lacerda

Segundo a autoridade sanitária da Regional de Saúde de Ubá, Letícia Lacerda de Toledo Aleixo, “os incidentes associados ao cuidado de saúde, e em particular os eventos adversos, como os incidentes com danos ao paciente, representam uma elevada morbidade e mortalidade nos sistemas de saúde”.

As apresentações foram feitas pelas técnicas da Superintendência de Vigilância Sanitária da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Nádia Aparecida Campos Dutra e Rosilaine Aparecida da Silva Madureira. O Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP), instituído pela Portaria GM/MS nº 529/2013, objetiva contribuir para a qualificação do cuidado em saúde em todos os estabelecimentos de saúde do território nacional. A Segurança do Paciente é um dos seis atributos da qualidade do cuidado, e tem adquirido, em todo o mundo, grande importância para os pacientes, famílias, gestores e profissionais de saúde com a finalidade de oferecer uma assistência segura.

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Banco de notícias Fri, 22 Sep 2017 15:30:31 +0000
Regional de Saúde de Patos de Minas promove curso Básico de Boas Práticas de Dispensação e Manipulação http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9843-regional-de-saude-de-patos-de-minas-promove-curso-basico-de-boas-praticas-de-dispensacao-e-manipulacao http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9843-regional-de-saude-de-patos-de-minas-promove-curso-basico-de-boas-praticas-de-dispensacao-e-manipulacao

Foi realizado, entre os dias 18 e 22/09, pela Subsecretaria de Vigilância e Proteção à Saúde da Secretaria Estadual de Saúde Minas Gerais – SES-MG, com apoio da Regional de Saúde de Patos de Minas o Curso Básico de Boas Práticas de Dispensação e Manipulação. Com programação variada o curso ofereceu grandes esclarecimentos durante seus cinco dias de duração. Com público médio de sessenta pessoas, o evento ocorreu no Auditório do bloco N, do Centro Universitário de Patos de Minas – UNIPAM.

Crédito: Maryana Santos

O objetivo do curso é alinhar os conhecimentos, sobretudo as noções de boas práticas aplicáveis a estabelecimentos de medicamentos e congênitos. De acordo com coordenadora do Núcleo de Vigilância Sanitária da Regional de Saúde de Patos de Minas, Ivany Maria da Silva Brito, foram convidados a participar do evento os municípios jurisdicionados às Regionais de Saúde de Uberaba e de Uberlândia, além das Regionais de Saúde de Ituiutaba e de Unaí. “Nós esperamos que ao final do curso os profissionais tenham maior segurança na execução das inspeções, conforme o que foi repassado aqui no treinamento”, afirmou Alessandro de Souza Melo, da Diretoria de Medicamentos e Congêneres da SVS/SES/MG.

Ainda de acordo com o diretor, o curso vem apoiar as regionais no treinamento de seus municípios para a inspeção de estabelecimentos de medicamentos e congênitos, sobretudo com as mudanças advindas do Programa de Monitoramento das Ações de Vigilância em Saúde – ProMAVS. “Foi uma ideia que surgiu, principalmente com as novas diretrizes do ProMAVS de centralização, de acordo com o porte populacional. Então, como sabíamos que iria ter uma troca muito grande de fiscais nos municípios, surgiu a ideia de fazermos um treinamento desses estabelecimentos que já são mais descentralizados e que precisam de uma capacitação mais específica para poder fazer a inspeção”, afirmou Alessandro de Souza Melo.

Os participantes se beneficiaram com todas as explicações e aproveitaram o momento para tirar dúvidas corriqueiras no ambiente de trabalho dos fiscais de Vigilância Sanitária. “Esse evento traz muitos assuntos interessantes, muitos pontos importantes para todos os fiscais da Vigilância Sanitária. No qual estamos atualizando o nosso dia a dia que são as vistorias nas farmácias de manipulação e nas drogarias”, ressalta Larissa de Castro Rafael, técnica de Vigilância Sanitária na área de medicamentos da Regional de Unaí.

 

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Banco de notícias Fri, 22 Sep 2017 15:25:31 +0000
Regional de Saúde de Ubá realiza Oficina de Saúde do Homem em Muriaé http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9842-regional-de-saude-de-uba-realiza-oficina-de-saude-do-homem-em-muriae http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9842-regional-de-saude-de-uba-realiza-oficina-de-saude-do-homem-em-muriae

Na quinta-feira (21/09), aconteceu na cidade de Muriaé, a Oficina de Capacitação do Guia do Pré-Natal do Parceiro para profissionais de Saúde e do Guia de Saúde do Homem para Agentes Comunitários de Saúde dos municípios da Região de Saúde de Muriaé. A oficina foi organizada pelos núcleos de Atenção Primária à Saúde (NAPRIS) e Redes de Atenção à Saúde (NRAS) da Regional de Saúde de Ubá e contou com 100% de adesão dos municípios.

Lavínia de Faria

Participaram da capacitação, além dos agentes comunitários, os enfermeiros e profissionais do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) e coordenadores de Atenção Primária à Saúde. As profissionais da GRS Ubá, Ana Cristina Dias Custódio, referência técnica do NRAS e Ana Amélia D. S. Pereira, referência técnica do NAPRIS foram as responsáveis pela realização da oficina. Foi apresentad a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH) e enfatizado sobre a relevância da formação do agente comunitário de saúde e a importância de implantar na rotina de trabalho o pré-natal do parceiro, aproveitando esses momentos para proporcionar uma atenção integral aos homens.

“É de conhecimento de todos que a maioria dos homens, não frequenta os serviços de atenção básica e quando procuram, o estado de saúde já é, na maioria das vezes, grave. Por isso é de suma importância que políticas como essa sejam mais abordadas e discutidas com os profissionais que conhecem, recebem e tratam estes pacientes”, expõe  a referência técnica, Ana Cristina Dias Custódio.  “As ações em Saúde do Homem são transversais à maioria das ações e programas de Atenção Básica, no entanto é necessário que tenhamos na nossa rotina de trabalho um olhar ampliado ao público-alvo da PNAISH (homens de 20 a 59 anos), reestruturando as estratégias de vinculação destes nos serviços de saúde e as ações de promoção e prevenção em saúde”, concluí Ana Amélia D. S. Pereira.

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Banco de notícias Fri, 22 Sep 2017 15:20:24 +0000
Conselho Estadual de Saúde e SES-MG promovem 1ª Conferência Estadual de Vigilância em Saúde http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9841-conselho-estadual-de-saude-e-ses-mg-promovem-1-conferencia-estadual-de-vigilancia-em-saude http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9841-conselho-estadual-de-saude-e-ses-mg-promovem-1-conferencia-estadual-de-vigilancia-em-saude

O Conselho Estadual de Saúde de Minas Gerais (CESMG) e a Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais (SES MG) promovem na próxima semana entre os dias 26 e 28 de setembro de 2017, em Belo Horizonte, no Minascentro, a 1ª Conferência Estadual de Vigilância em Saúde (1ª CEVS), que tem como tema “Vigilância em Saúde: Direito, Conquistas e Defesa de um SUS Público de Qualidade”.

Desenvolver ações para a construção de uma Política Nacional de Vigilância em Saúde e ampliar as discussões em defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) são alguns dos objetivos da Conferência.  Durante a 1ª CEVS,  a integração dos programas de todas as vigilâncias: epidemiológicas, sanitárias, em saúde ambiental, do trabalhador e dos laboratórios de saúde pública também será tema de debate.

O público prioritário da 1ª Conferência Estadual de Vigilância em Saúde é formado por usuário(a)s,  trabalhador(a)es, e gestore(a)s de todas as regiões do Estado de Minas Gerias, que foram eleitos (as) como delegadas e delegados durante as conferências municipais.

Eixos de discussão

A 1ª Conferência Estadual de Vigilância em Saúde está organizada a partir dos eixos do Documento Orientador, elaborado pelo Conselho Nacional de Saúde:

Eixo Principal - Política Nacional de Vigilância em Saúde e o fortalecimento do SUS como direito à Proteção e Promoção da Saúde do povo Brasileiro

Subeixo 1 - O Lugar da Vigilância em Saúde no SUS

Subeixo 2 - Responsabilidades do Estado e dos governos com a vigilância em saúde

Subeixo 3 - Saberes, Práticas, processos de trabalhos e tecnologias na vigilância em saúde.

Subeixo 4 - Vigilância em saúde participativa e democrática para enfrentamento das iniquidades sociais em saúde

Entre os desafios, está o estabelecimento de um modelo de atenção à saúde voltado para a redução do risco da doença e de outros agravos, onde a promoção, proteção e prevenção ocupem o mesmo patamar e recebam a mesma importância do que a recuperação e a assistência.

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Banco de notícias Fri, 22 Sep 2017 12:13:39 +0000
Regional de Juiz de Fora promove oficina sobre segurança do paciente http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9840-regional-de-juiz-de-fora-promove-oficina-sobre-seguranca-do-paciente http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9840-regional-de-juiz-de-fora-promove-oficina-sobre-seguranca-do-paciente

A Regional de Saúde de Juiz de Fora promoveu, na manhã desta quinta-feira (21/09), por meio da Coordenadoria de Vigilância Sanitária, a Oficina do Núcleo de Segurança do Paciente. A oficina teve como objetivo sensibilizar os hospitais sobre a importância do cadastro do núcleo de segurança do paciente e da realização das notificações de incidentes e eventos adversos. Estiveram presentes representantes da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), Farmácia de Todos, Atenção Primária à Saúde e das Vigilâncias Sanitárias Municipais dos municípios que pertencem à Regional. Para as palestras foram convidadas a Coordenadora de Investigação e Prevenção de Infecções e Eventos Adversos da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Nádia Aparecida Campos Dutra, e a referência técnica em Segurança do Paciente, Rosilaine Aparecida da Silva Madureira.

Crédito: Adriana Mendes

Durante a oficina, os participantes puderam esclarecer dúvidas sobre a Resolução da Diretoria Colegiada RDC- 36/2013, que estabelece que todos os serviços de saúde criem o Núcleo de Segurança do Paciente (NSP) e notifiquem incidentes. Cabe ao NSP, promover e apoiar a implementação de ações voltadas à segurança do paciente, na busca pela qualidade de uma assistência mais segura para o paciente e profissionais de saúde. Além de identificar os riscos assistenciais, deve notificar os incidentes no Sistema de Notificação em Vigilância Sanitária (NOTIVISA), analisar e avaliar os mesmos, elaborar e implantar os protocolos de segurança do paciente, bem como investigar os incidentes e estabelecer plano de ação com barreiras de prevenção para que novos incidentes não ocorram.

Para a referência técnica em Segurança do Paciente da SES-MG, Rosilaine Madureira, “é de suma importância o envolvimento da alta gestão com a segurança do paciente, pois é ela quem aprova o delineamento dos processos, subsidiando recursos financeiros e recursos humanos para que o profissional atue de forma qualificada e segura”.

Já para a Coordenadora de Investigação e Prevenção das Infecções e Eventos Adversos da SES-MG, Nádia Aparecida Campos Dutra, um dos maiores desafios é "conscientizar os profissionais de saúde a notificar os incidentes baseados numa cultura de segurança, de modo que os erros sirvam de aprendizado, onde a culpa e a punição são substituídas por oportunidades de melhorias, a fim de evitar sua reincidência. Temos 20 hospitais na Unidade Regional de Juiz de Fora com NSP cadastrado, correspondendo a 77% do total de hospitais da regional”.

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Banco de notícias Fri, 22 Sep 2017 11:30:36 +0000
Profissionais da saúde se reúnem para falar da assistência à pessoa ostomizada http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9839-profissionais-da-saude-se-reunem-para-falar-da-assistencia-a-pessoa-ostomizada http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9839-profissionais-da-saude-se-reunem-para-falar-da-assistencia-a-pessoa-ostomizada

Nesta quinta-feira (21/09), a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) e a Associação Brasileira de Estomaterapia (SOBEST) promoveram, no auditório do Ministério da Fazenda,  em Belo Horizonte, o Fórum Estadual de Soluções - Atenção à Saúde da Pessoa com Estomia no SUS-MG. O papel da atenção básica na reabilitação da pessoa com estomia foi um dos assuntos abordados no evento, que buscou a troca de conhecimentos, informações e sugestões para o planejamento de novas políticas públicas no processo de reabilitação do paciente ostomizado.

Crédito: Alessandra Maximiano

O evento contou com a participação de cerca de 190 pessoas e durante a atividade, os profissionais conversaram sobre a rede de cuidados da pessoa com deficiência no SUS-MG, com foco na reabilitação da pessoa com estomia.  Sobre o papel da atenção básica na reabilitação dos pacientes, o enfermeiro e técnico da SES-MG,  Mauro Souza Ribeiro, destacou que “é na atenção básica que serão realizadas  as ações de orientação para o autocuidado e prevenção de complicações nas estomias”.

Para o coordenador estadual de atenção à saúde da pessoa com deficiência, David Mello de Jesus, o encontro também proporcionou a divulgação sobre o atendimento integral das pessoas ostomizadas. “Além dos procedimentos da atenção básica, o evento reforçou  a questão hospitalar, os cuidados após a alta do paciente e os processos de reabilitação e acompanhamento das pessoas ostomizadas”, disse.

A estomia é um procedimento ligado a doenças ou condições intestinais ou urinárias. O estoma intestinal ou urinário é uma abertura cirúrgica realizada no abdômen, onde é exteriorizada e fixada uma parte do intestino ou da bexiga para possibilitar a saída das fezes ou da urina.

Encontro referências técnicas

No dia anterior ao evento, quarta-feira, 20/09, também no auditório do Ministério da Fazenda, ocorreu uma reunião entre enfermeiros e referências técnicas das Regionais de Saúde do Estado.  A atividade serviu para promover a integração e o aprendizado entre os profissionais. A enfermeira do Serviço de Assistência à pessoa Ostomizada (Saspo) do município de Pirapora, Mayra Estrela, afirmou que o encontro também ajudou para um melhor atendimento e acolhimento da pessoa ostomizada. “O encontro foi muito esclarecedor, pois tivemos a oportunidade de solucionar dúvidas e trocar experiências referentes às complicações e dispositivos que envolvem o procedimento”, completou.

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Banco de notícias Fri, 22 Sep 2017 09:19:26 +0000
SUS oferece tratamento multidisciplinar para Alzheimer http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9838-sus-oferece-tratamento-multidisciplinar-para-alzheimer http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9838-sus-oferece-tratamento-multidisciplinar-para-alzheimer

A doença de Alzheimer (DA) é o tipo mais comum de demência e atinge, principalmente, pessoas acima dos 60 anos. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que mais de 30 milhões de pessoas em todo o mundo vivam com a doença, que não é reversível nem tem cura.

Tratamento e assistência adequados podem proporcionar maior sobrevida e uma melhor qualidade de vida às pessoas com Alzheimer. O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza gratuitamente o tratamento, por meio do qual é possível aliviar sintomas, além de estabilizar ou retardar a progressão da doença. Assim, o paciente poderá ter autonomia e independência funcional pelo maior tempo possível.

“O apoio de uma equipe interdisciplinar contribui para o manejo de sintomas e melhora a qualidade de vida dos pacientes e familiares”, explica a geriatra do Hospital Universitário de Brasília (HUB) Luciana Louzada. O esforço envolve, de acordo com a especialista, profissionais como enfermeiros, educadores físicos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, nutricionistas, terapeutas ocupacionais e assistentes sociais.

De acordo com o Ministério da Saúde, esses serviços são ofertados nos Centros Especializados em Reabilitação, que são pontos de atenção ambulatorial especializados em diagnóstico e tratamento completo para a pessoa com Alzheimer. Para ter acesso, o cidadão deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima ou a Secretaria Municipal de Saúde para informações sobre serviços de referência disponíveis.

O SUS ainda disponibiliza medicamentos capazes de retardar o progresso da doença e minimizar os distúrbios de humor e comportamento. Atualmente, a Rivastigmina é o medicamento incluído na Relação Nacional de Medicamentos para tratamento de Alzheimer.

Fatores de risco e sintomas

Alguns fatores de risco para o Alzheimer são a idade e a história familiar: a demência é mais provável se a pessoa tem algum familiar que já sofreu do problema. Outro aspecto que aumenta o risco de desenvolver a doença é o baixo nível de escolaridade. Pessoas com maior nível de escolaridade geralmente executam atividades intelectuais mais complexas, que oferecem uma maior quantidade de estímulos cerebrais. Quanto maior a estimulação cerebral, maior o número de conexões criadas entre as células nervosas, chamadas neurônios.

Esses novos caminhos criados ampliam a possibilidade de contornar as lesões cerebrais, sendo necessária uma maior perda de neurônios para que os sintomas de demência comecem a aparecer. Por isso, uma maneira de retardar o processo da doença é a estimulação cognitiva constante e diversificada ao longo da vida.

Cuidados especiais

“Família, amigos e pessoas que convivem com esses pacientes podem obter informações sobre a doença e como ela evolui para saber como lidar com ele de maneira adequada. Mantê-los inseridos socialmente e continuar oferecendo amor e carinho também é uma forma de ajudar”, orienta Luciana Louzada.

De acordo com o manual do cuidador da pessoa com Alzheimer desenvolvido pelo Núcleo de Estudos do Envelhecimento da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), o cuidador deve ser uma pessoa bem informada sobre a doença de Alzheimer e seu processo de evolução, sobre as decisões da família em relação à pessoa doente e as orientações médicas a respeito do tratamento.

O Ministério da Saúde também elaborou um manual do cuidador, com orientações para profissionais que cuidam de pessoas idosas, com Alzheimer ou não, ou pessoas de qualquer idade, acamadas ou com limitações físicas que necessitam de cuidados especiais.

 

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Programas e Ações Thu, 21 Sep 2017 18:25:37 +0000
Taxa de suicídio no Brasil é maior em idosos com mais de 70 anos http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9837-taxa-de-suicidio-no-brasil-e-maior-em-idosos-com-mais-de-70-anos http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9837-taxa-de-suicidio-no-brasil-e-maior-em-idosos-com-mais-de-70-anos

Nesta quinta-feira (21/09), o Ministério da Saúde divulgou o primeiro Boletim Epidemiológico de Tentativas e Óbitos por Suicídio no Brasil, como forma de sensibilizar a sociedade sobre a importância da prevenção do suicídio e do cuidado com a vida. Um dos alertas é a alta taxa de suicídio entre idosos com mais de 70 anos.

Nessa faixa etária, foram registradas média de 8,9 mortes por 100 mil nos últimos seis anos. A média nacional é 5,5 por 100 mil. Também chamam atenção o alto índice entre jovens, principalmente homens, e indígenas. O diagnóstico inédito vai orientar a expansão e qualificação da assistência em saúde mental no país por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

Com base nos dados do boletim, o Brasil lança uma agenda estratégica para atingir meta da Organização Mundial da Saúde (OMS) de redução de 10% dos óbitos por suicídio até 2020. Entre as ações, destacam-se a capacitação de profissionais, orientação para a população e jornalistas, a expansão da rede de assistência em saúde mental nas áreas de maior risco e o monitoramento anual dos casos no país e a criação de um Plano Nacional de Prevenção do Suicídio. Desde 2011, a notificação de tentativas e óbitos é obrigatória no país em até 24h.

Crédito: Shutterstock / Reprodução.

“Temos o compromisso de reforçar agora toda nossa rede de atenção psicossocial junto aos gestores locais, visando fortalecer e ampliar a assistência a todos os indivíduos que necessitam de atenção e cuidado neste momento”, afirmou o Secretário de Vigilância em Saúde, Adeilson Cavalcante.

O diagnóstico registrou entre 2011 e 2016, 62.804 mortes por suicídio, a maioria (62%) por enforcamento. Os homens concretizaram o ato mais do que as mulheres, correspondendo a 79% do total de óbitos registrados. Os solteiros, viúvos e divorciados, foram os que mais morreram por suicídio (60,4%).

Na comparação entre raça/cor, a maior incidência é na população indígena. A taxa de mortalidade entre os índios é quase três vezes maior (15,2) do que o registrado entre os brancos (5,9) e negros (4,7). “A reúne esforços entre as áreas de vigilância e assistência em saúde com programas de prevenção e cuidado da saúde mental para diminuir a mortalidade por suicídio”, ressaltou Quirino Cordeiro Junior, coordenador geral de Saúde Mental, álcool e outras drogas do Ministério da Saúde.

Entre os jovens de 15 a 29 anos, o suicídio é maior entre os homens, cuja taxa é de 9 mortes por 100 mil habitantes. Entre as mulheres, o índice é quase quatro vezes menor (2,4 por 100 mil). Na população indígena, a faixa etária de 10 a 19 anos concentra 44,8% dos óbitos.

“A notificação de casos é muito importante para que consigamos visualizar onde se encontram as regiões com maiores indicadores e reunir esforços para diminuir as taxas de suicídio. Já trabalhamos com ações de prevenção nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) que, em breve, devem chegar nas áreas de maior incidência”, enfatizou Maria de Fátima Marinho, Diretora do Departamento de Doenças e Agravos Não-Transmissíveis do Ministério da Saúde.

O documento apresenta ainda que, entre os anos de 2011 e 2016, ocorreram 48.204 tentativas de suicídio. Ao contrário da mortalidade, foram as mulheres que atentaram mais contra própria vida, 69% do total registrado. Entre elas, 1/3 fez isso mais de uma vez. Por raça/cor, a população branca (53,2%) registrou maior taxa. Do total de tentativas no sexo masculino, 31,1% tinham entre 20 e 29 anos. Além disso, 58% dos homens e mulheres que tentaram suicídio utilizaram substâncias que provocaram envenenamento ou intoxicação.

Entre os fatores de risco para o suicídio estão transtornos mentais, como depressão, alcoolismo, esquizofrenia; questões sociodemográficas, como isolamento social; psicológicos, como perdas recentes; e condições clínicas incapacitantes, como lesões desfigurantes, dor crônica, neoplasias malignas. No entanto, tais aspectos não podem ser considerados de forma isolada e cada caso deve ser tratado no Sistema Único de Saúde conforme um projeto terapêutico individual.

Assistência

Os serviços de assistência psicossocial tem papel fundamental na prevenção do suicídio. O Boletim apontou que nos locais onde existem Centros de Apoio Psicossocial (CAPS), uma iniciativa do Sistema Único de Saúde (SUS), o risco de suicídio reduz em até 14%. Existem no país, 2.463 CAPS e, no último ano, foram habilitadas 146 unidades, com custeio anual de R$ 69,5 milhões do Ministério da Saúde. Por isso, a agenda estratégia prevê a expansão dessas unidades nas regiões de maior risco.

Outro ponto para ampliar o atendimento é a parceria com o Centro de Valorização da Vida (CVV). O Ministério da Saúde tornou gratuito a ligação para a instituição que faz o apoio emocional por para prevenção de suicídios. A partir do dia 30/09, além do Rio do Grande do Sul, o 188 ficará disponível sem custo de ligação para mais oito estados: MS, SC, PI, RR, AC, AP, RO e RJ.

A expansão beneficiará 21% da população brasileira. Para se ter ideia do impacto da medida, no Rio Grande do Sul, onde já funciona desde setembro, número de atendimento aumento em treze vezes: de 4.500 ligações em setembro de 2015 para 58.800 em agosto deste ano. Além disso, a entidade também presta assistência pessoalmente, via e-mail ou chat.

A representante do CVV, Leila Herédia, ressalta a importância da gratuidade das ligações para o aumento dos atendimentos. “O custo das ligações era um fator impeditivo na hora das pessoas procurarem ajuda. No momento de angústia, as pessoas querem ser ouvidas, querem conversar. A medida vai facilitar o acesso da população aos serviços do CVV”, afirmou.

Também está previsto materiais de orientação para ampliar a comunicação social e qualificar a informação aos jornalistas, profissionais de saúde e a população. Por isso, o Ministério lançou um folheto informativo para os jornalistas, com sugestões sobre como abordar o tema.

Para a população, foi feito um folder com foco na identificação de sinais de alerta, como o que fazer e o que não fazer diante de uma pessoa com risco de suicídio. Já para profissionais de saúde, foi feito documento sobre a importância da notificação compulsória da tentativa de suicídio em até 24h e que traz informações técnicas sobre acolhimento na rede do Sistema Único de Saúde (SUS).

Já para a Educação Permanente dos profissionais de saúde na prevenção do suicídio, o Ministério da Saúde oferta, em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), um curso à distância sobre Crise e Urgência em Saúde Mental. Desde 2014, já foram capacitados 1.994 profissionais. A próxima turma, prevista para 2018, capacitará outros 1.500 profissionais da RAPS, com capítulo sobre suicídio.

Outra capacitação prevista é a Oficina Nacional de Qualificação das Ações de prevenção suicídio entre povos indígenas, que será realizada em novembro. Também para os índios, ainda nesta ano, haverá a implantação das linhas de cuidados de prevenção do suicídio com capacitações em 16 DSEI prioritários e formação de jovens indígenas multiplicadores em estratégias de valorização da vida nas regiões com maior incidência de suicídio.

 

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Banco de notícias Thu, 21 Sep 2017 18:06:36 +0000
ESP-MG promove seminário sobre Judicialização da Saúde http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9836-esp-mg-promove-seminario-sobre-judicializacao-da-saude http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9836-esp-mg-promove-seminario-sobre-judicializacao-da-saude

Governo do Estado de Minas Gerais, por meio da Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais (ESP-MG), realiza no dia 20 de outubro (sexta-feira), o seminário "Alternativas à Judicialização: experiências do MPMG, DEF-MG, TJMG e SES-MG".

O evento é uma iniciativa da coordenação do curso de especialização em Direito Sanitário da instituição, em parceria com a Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais (DPMG), Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG), a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) e Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG), para a discussão sobre os contextos e cenários da Judicialização no Sistema Único de Saúde (SUS).

A atividade é gratuita, aberta ao público e será emitida declaração de participação. Não é necessário realizar inscrição.

Serviço:

Seminário "Alternativas à Judicialização: experiências do MPMG, DEF-MG, TJMG e SES-MG
Data: 20/10/2017 (sexta-feira), 09h
Local: Auditório da ESP-MG (Av. Augusto de Lima, 2061 - Barro Preto - Entrada pela Rua Uberaba - BH/MG)

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Banco de notícias Thu, 21 Sep 2017 14:14:13 +0000
ESP-MG promove ação educacional sobre apoio institucional na Atenção Primária no SUS http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9835-esp-mg-promove-acao-educacional-sobre-apoio-institucional-na-atencao-primaria-no-sus http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9835-esp-mg-promove-acao-educacional-sobre-apoio-institucional-na-atencao-primaria-no-sus

Na tarde desta quarta-feira (20), a Escola Saúde Pública do Estado de Minas Gerais (ESP-MG) realizou a ação educacional “Apoio Institucional na Atenção Primária à Saúde”, com a participação das 28 regionais de saúde de Minas Gerais, cujo o objetivo fortalecer e organizar a atuação das equipes atuantes do Sistema Único de Saúde (SUS) nos municípios. A base metodológica foi constituída pelos eixos “apoio institucional”, “princípios e ferramentas da APS” e “educação permanente em saúde”.

A atividade contou com a presença do diretor-geral da ESP-MG, Edvalth Rodrigues Pereira, que deu as boas-vindas aos alunos, reforçando a importância dessa ponte parceria com a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). “Com a qualificação dos trabalhadores, fortalecemos o SUS. Aproveitem os conhecimentos nesses três dias de atividade. Contem sempre com a Escola”, afirmou.

A superintendente da ESP-MG, Fernanda Maciel, destacou que a ação é um reflexo da boa interação entre os setores e uma demanda importante da gestão. “Toda a equipe da Escola trabalhou de forma conjunta e cooperativa para que tanto a fase de planejamento quanto essa atividade fossem realizadas. Além disso, nós contamos com colaborações externas para essas ações”, disse.

Carteira de serviços

O Subsecretário de Políticas e Ações de Saúde da SES-MG, Homero Filho, disse que a ação é uma oportunidade de mostrar a que viemos, e a saúde básica tem um papel importante neste sentido. “Não podemos deixar de identificar onde nós trabalhamos e obtemos resultado para o cidadão. Essa iniciativa é uma importante ferramenta para potencializar melhorias no sistema de saúde, como a Carteira de Serviços da APS, documento em fase de implantação pela SES, no qual pretende nortear as ações de saúde na atenção básica oferecidas às populações municipais”, explicou.

Já Ana Paula Medrado, Superintendente de Atenção Primária à Saúde da SES-MG, apontou que o apoio institucional ainda é novidade, mas é essencial para construir e concretizar as ações prioritárias na APS. 

Expectativas

Para Rodrigo Silva, da Regional de Ituiutaba (Triângulo Mineiro), a classe está otimista, pois debater sobre o tema é essencial para melhorar a qualidade do atendimento prestado. “Nós estamos aprendendo sobre o apoio institucional, que agregará em nossa atuação nas unidades regionais”, afirma.

Aula inaugural

O primeiro dia de atividade, contou com aula ministrada pelo professor Nilton Pereira, da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), com o tema “Apoio Institucional”, em que foi explicado modelos de gestão no SUS, métodos para produção de coletivos organizados e educação permanente e sua relação com o apoio institucional.

A ação segue até amanhã (22), com atividades práticas e coletivizadas.

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Banco de notícias Thu, 21 Sep 2017 12:35:37 +0000
ONU e OMS buscam conscientizar população sobre a importância da prevenção ao suicídio http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9832-onu-e-oms-buscam-conscientizar-populacao-sobre-a-importancia-da-prevencao-ao-suicidio http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9832-onu-e-oms-buscam-conscientizar-populacao-sobre-a-importancia-da-prevencao-ao-suicidio

Assunto complexo que espelha fatores biológicos, genéticos, psicológicos, sociais e também culturais, o suicídio é um importante problema de saúde pública em todo o mundo. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), aproximadamente, 800 mil pessoas morrem por suicídio a cada ano, sendo que o suicídio é a segunda principal causa de morte entre jovens com idade entre 15 e 29 anos.

Por isso, desde 2003, a Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio e a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) promovem no mês de setembro, em função do Dia Mundial para a Prevenção ao Suicídio (10/09), uma campanha com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância da prevenção do suicídio. Neste ano, o tema da campanha é: “Doe um minuto de seu tempo. Mude uma vida”.

Crédito: iStock / Reprodução.

Além disso, é importante lembrar que suicídio não ocorre apenas em países de alta renda, sendo um fenômeno em todas as regiões do mundo. Na verdade, 78% dos suicídios ocorreram em países de baixa e média renda em 2015. Trata-se de um grave problema de saúde pública; no entanto, os suicídios podem ser evitados em tempo oportuno, com base em evidências e com intervenções de baixo custo. Para uma efetiva prevenção, as respostas necessitam de uma ampla estratégia multisetorial.

Ainda, de acordo com a ONU, estima-se que cerca de 30% dos suicídios globais acontecem por auto-envenenamento com pesticidas, dos quais a maioria ocorre em zonas rurais de países com baixa e média renda. Outros métodos recorrentes são enforcamento e uso de armas de fogo. O conhecimento dos métodos de suicídio mais utilizados é importante para a elaboração de estratégias de prevenção que têm se mostrado eficazes, como a restrição de acesso aos meios de suicídio.

Nacional

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que ocorram, no Brasil, 12 mil suicídios por ano. No mundo, são mais de 800 mil ocorrências, isto é, uma morte por suicídio a cada 40 segundos, conforme o primeiro relatório mundial sobre o tema, divulgado pela OMS, em 2014.

Em geral, a vontade de acabar com a própria vida é provocada pela falta absoluta de perspectiva e uma enorme sensação de desamparo e angústia. O que não se destaca é que, na maioria dos casos, o radical desejo é gerado por um quadro de transtorno mental tratável, como depressão, transtorno bipolar afetivo, esquizofrenia, quadros psicóticos graves e transtornos de personalidade, como o borderline. “Somente 3% não têm diagnóstico desses transtornos. Há um alto índice também de histórico de drogas, álcool e outras substâncias”, diz a psicóloga Fabíola Rottili Brandão.

Fabíola esclarece ainda que, embora prevaleçam os casos em que preexiste um distúrbio mental, há situações em que o suicídio pode ser um impulso desencadeado por um infortúnio pontual, mas que, ainda assim, a pessoa já tem um processo de desorganização interior. “Em 10% das ocorrências podemos observar essas questões. Pode ser, sim, um caso de súbita desesperança.”

Para o psiquiatra Régis Barros, fortalecer-se emocional e mentalmente é como o ser humano resiste às decepções e contrariedades, comuns a todas as pessoas. “Viver não é uma tarefa simples. Viver é fabuloso, mas somos sistematicamente testados, colocados à prova, sofremos com as frustrações do viver. A resiliência é importante para construir uma habilidade social para a vida”, diz.

Suporte

Barros defende que a sociedade contemporânea, além da violência, do estresse, da instabilidade econômica e social, vive um momento de competitividade cada vez maior, que favorece o adoecimento mental. “O que se vê são relações muito voláteis, famílias desorganizadas, um mundo social virtual em que o contato e as construções de relações são muito empobrecidas. Há, cada vez mais, jovens que se frustram mais precocemente, uma epidemia dos que se automutilam”, explica.

Por isso, poder contar com uma rede de apoio e, consequentemente, com o acesso ao diálogo é fundamental para que as pessoas com a chamada “ideação suicida” conquistem o equilíbrio e a estabilidade emocional garantidos pelo tratamento de psicoterapia e de medicamentos. Os remédios prescritos por um psiquiatra são essenciais para que o paciente recobre a ordem neuroquímica, e a terapia, por sua vez, auxilia o paciente a saber trabalhar suas emoções.

Há alguns sinais que podem ser identificados por familiares e amigos como sendo de risco, auxiliando no diagnóstico e, portanto, na assistência. Eles devem compreender que a depressão e o suicídio não são uma estratégia infantil da pessoa para chamar a atenção, nem frescura.

Desinteresse pelas atividades que sempre foram prazerosas, sentimento de inutilidade e de culpa, cansaço extremo, irritabilidade, dificuldade de concentração e de tomar decisões e até mesmo falta de higiene com o próprio corpo são comportamentos de alerta. A pessoa tende também a achar que é um fardo para seus amigos e sua família, pode ter baixa qualidade de sono e, ainda, perder ou ganhar peso. “Há isolamento social, quebra no vínculo familiar, um grande sofrimento psíquico. Mas, às vezes, a pessoa esconde, coloca uma armadura e se esforça para não parecer doente”, complementa Fabíola.

Tanto as pessoas mais próximas como desconhecidos são capazes de acolher e mesmo encaminhar a pessoa suscetível ao tratamento com os profissionais adequados. De acordo com a psicóloga, a rede de saúde mental do Sistema Único de Saúde (SUS) é o primeiro contato que as pessoas em situação de crise devem recorrer para receber um tratamento adequado.

Por isso, a conscientização da família, denominada psicoeducação, evita, inclusive, a repetição de episódios suicidas. “As doenças mentais têm componentes biológicos e não biológicos. Você tem famílias em que o componente é replicado. Mas há uma dificuldade em definir o que é fator ambiental, o que é herança genética, já que temos o mesmo ambiente, com as mesmas questões emocionais, que podem retroalimentar o desejo de se suicidar. O ato de se suicidar não será o ato primário, o primeiro, outros já aconteceram e podem ser evitados”, esclarece Barros.

Colegas de trabalho também podem e devem representar um ponto de socorro. “As empresas não estão preparadas para lidar com essa demanda. Quando tem afastamento do trabalho, existe preconceito. Os empregadores precisam buscar informações e achar formas de acolher. O profissional fica estigmatizado. A gente se dedica tanto ao trabalho e não encontra apoio ali”, pontua Fabíola.

Prevenção

O estigma, particularmente em torno de transtornos mentais e suicídio, faz com que muitas pessoas que estão pensando em tirar suas próprias vidas ou que já tentaram suicídio não procurem ajuda e, por isso, não recebam o auxílio que necessitam. Mas, o que muita gente não sabe, é que o suicídio pode ser. Há uma série de medidas que podem ser tomadas junto à população, subpopulação e em níveis individuais para prevenir o suicídio e suas tentativas, incluindo:

• Redução de acesso aos meios utilizados (por exemplo, pesticidas, armas de fogo e certas medicações);
• Cobertura responsável pelos meios de comunicação;
• Introdução de políticas para reduzir o uso nocivo do álcool;
• Identificação precoce, tratamento e cuidados de pessoas com transtornos mentais ou por uso de substâncias, dores crônicas e estresse emocional agudo;
• Formação de trabalhadores não especializados em avaliação e gerenciamento de comportamentos suicidas;
• Acompanhamento de pessoas que tentaram suicídio e prestação de apoio comunitário.

Para a ONU, o suicídio é uma questão complexa e, por isso, os esforços de prevenção necessitam de coordenação e colaboração entre os múltiplos setores da sociedade, incluindo saúde, educação, trabalho, agricultura, negócios, justiça, lei, defesa, política e mídia.

 

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Banco de notícias Wed, 20 Sep 2017 14:27:05 +0000
Regional de Saúde de Coronel Fabriciano realiza Seminário de Enfrentamento às Arboviroses http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9831-regional-de-saude-de-coronel-fabriciano-realiza-seminario-de-enfrentamento-as-arboviroses http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9831-regional-de-saude-de-coronel-fabriciano-realiza-seminario-de-enfrentamento-as-arboviroses
A Regional de Saúde (SRS) de Coronel Fabriciano, realizará nos dias 21 e 22 de setembro (quinta e sexta-feira) no auditório da FIEMG, em Ipatinga, o Seminário Regional de Enfrentamento às Arboviroses (Dengue, Zika Vírus e Chikungunya)

O objetivo do seminário é mobilizar o setor produtivo (empresas e instituições), unidades assistenciais de saúde públicas e privadas, conselhos de saúde, instituições de ensino e religiosas que possam contribuir com ações planejadas e coordenadas ao enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti, responsáveis pela transmissão das arboviroses.

O seminário é uma realização da Superintendência Regional de Saúde de Coronel Fabriciano com o apoio da FIEMG, UNILESTE, CENIBRA, APERAM, USIMINAS e outras instituições do Vale do Aço.

Data: 21 e 22 de setembro de 2017
Local: Auditório FIEMG
Endereço: Avenida Pedro Linhares Gomes, Horto, Ipatinga.
Horário: 08h às 17h

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Banco de notícias Wed, 20 Sep 2017 11:01:44 +0000
Blitz conscientiza sobre uso de bebida alcoólica, excesso de velocidade e importância do cinto de segurança http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9830-blitz-conscientiza-sobre-uso-de-bebida-alcoolica-excesso-de-velocidade-e-importancia-do-cinto-de-seguranca http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9830-blitz-conscientiza-sobre-uso-de-bebida-alcoolica-excesso-de-velocidade-e-importancia-do-cinto-de-seguranca

Nove instituições realizaram uma blitz educativa e integrada, nesta última terça-feira (19/9), para chamar a atenção dos motoristas sobre os riscos de beber e dirigir, excesso de velocidade e uso correto do cinto de segurança. A atividade foi coordenada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) e faz parte do cronograma de atividades previstas para serem realizadas até a próxima segunda-feira (25/9), durante a Semana Nacional de Trânsito.

Cerca de 200 motoristas de carros, caminhões e motociclistas foram parados durante toda a manhã no Km-5 na BR-356, próximo ao BH Shopping, na pista de saída para o Rio de Janeiro. Todos receberam informações detalhadas de procedimentos seguros na direção, erros mais comuns que levam a acidentes, e receberam materiais educativos.

Crédito: Gil Leonardi/Imprensa MG.

“A prevenção é a melhor forma de trabalho para se reduzir os acidentes de trânsito, por isso, atividades como a desta manhã são tão importantes. Na maioria das vezes, os acidentes acontecem por imprudência ou imperícia dos motoristas. Então, tentamos fazer essa conscientização para prevenir e cada dia mais reduzir os acidentes e as estatísticas de acidente”, destacou a coordenadora das ações de trânsito na Sesp, Christiane Aguiar.

A coordenadora explica que a escolha do ponto na BR-356, onde foi realizada a blitz desta terça-feira, tem relação com a identificação, pela área técnica, da maior ocorrência de acidentes com ciclistas nesta rodovia.

As abordagens integradas foram realizadas por técnicos e profissionais da Sesp, Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Polícia Militar Rodoviária (PMRv), Corpo de Bombeiros, Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem (DEER), Centro de Ensino Técnico de Trânsito (Centec), Projeto Integração Brasil, Serviço Nacional do Transporte (Sest) e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat).

Fator humano

O condutor Walisson Ferreira da Silva foi um dos primeiros abordados e aprovou a blitz educativa. Ele conta que transita pela BR-356 até o bairro Jardim Canadá, em Nova Lima, todos os dias e, muitas vezes, se sente inseguro com atitudes de outros motoristas. “Somente pela educação teremos um trânsito melhor”, ressaltou.

Crédito: Gil Leonardi/Imprensa MG.

A psicóloga especialista em transporte e trânsito e gestora em transporte e obras do DEER, Lourdes Maire Tavares Campos concorda. Segundo ela, pesquisas apontam que em até 90% dos acidentes as causas estão relacionadas a falhas humanas, portanto, o trabalho preventivo da área educativa é fundamental.

Já o Tenente Fúlvio Estefane, da Polícia Militar Rodoviária Estadual, lembrou ainda de um novo desafio para a educação no trânsito, que extrapola os tradicionais conselhos relacionados a excesso de velocidade e desatenção no volante: o uso de celular durante a direção. “É preciso essa conscientização para que o fator humano, hoje o principal causador de acidentes de trânsito, seja diminuído.”

Queda dos acidentes

Em Minas Gerais, de janeiro a julho deste ano foram registrados 45.759 acidentes de trânsito com vítima. No mesmo período do ano passado foram 49.794. Apesar da queda de 8% nos índices, a Sesp, responsável pela coordenação da campanha Lei Seca, prevê ainda mais ações integradas para que este número seja cada vez menor.

Os números também estão em queda quando o assunto é atropelamento de pessoa. No estado foram registradas 3.913 ocorrências de janeiro a junho de 2016 e, no mesmo período deste ano, 3.734, o que significa uma redução de 4,6%.

Para saber mais sobre prevenção de acidentes no trânsito, acesse: www.saude.mg.gov.br/vidanotransito 

 

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Banco de notícias Wed, 20 Sep 2017 10:46:05 +0000
ESP-MG se reúne com equipe da UFRN para efetivação do AVASUS http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9834-esp-mg-se-reune-com-equipe-da-ufrn-para-efetivacao-do-avasus http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9834-esp-mg-se-reune-com-equipe-da-ufrn-para-efetivacao-do-avasus

Na última segunda-feira (18), a Assessoria de Tecnologias Educacionais em Saúde (ATES) da Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais (ESP-MG), se reuniu com Karilany Coutinho, coordenadora do Laboratório de Inovações Tecnológicas em Saúde (LAIS/AVASUS) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e Aldiney Doreto, da Escola de Saúde Pública do Estado do Paraná (ESP-PR), para apoio na utilização do Ambiente Virtual de Aprendizagem do Sistema Único de Saúde (AVASUS), com o objetivo de disponibilizar cursos de educação a distância.

Na oportunidade foi apresentado as funcionalidades da ferramenta, o processo operacional junto ao Ministério da Saúde e a UFRN, para posteriormente a equipe da Universidade realizar a configuração da plataforma e disponibilizar os cursos para a instituição.

De acordo com o trabalhador da ESP-MG, Daniel Fernandes (ATES), a efetivação de uma instância do AVASUS sob governabilidade da Escola é mais um passo importante para o desenvolvimento institucional. “É o início de uma Política de Educação em Saúde com tecnologia à distância realmente autônoma para o Estado”, disse.

Também participando da reunião, o assessor institucional da ESP-MG, Luiz Fernando Porto, aponta que a Escola já tem uma plataforma em andamento e que necessita apenas de customização.

AVA-SUS

O AVASUS é um espaço virtual de aprendizagem desenvolvido para qualificar a formação, a gestão e a assistência no SUS. As Escolas da Rede de Escolas Técnicas do SUS (RET-SUS), da qual a ESP-MG faz parte, podem ter disponibilizadas instâncias customizadas do ambiente a serem geridas por equipes locais.

O encontro contou ainda com a membros da equipe da ATES e da Gerência de Tecnologia da Informação (GTI), da ESP-MG.

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Banco de notícias Wed, 20 Sep 2017 08:32:00 +0000
Regional de Saúde de Varginha oferece Curso Básico de Inspeção em Drogarias http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9833-regional-de-saude-de-varginha-oferece-curso-basico-de-inspecao-em-drogarias http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9833-regional-de-saude-de-varginha-oferece-curso-basico-de-inspecao-em-drogarias

A Regional de Saúde de Varginha recebeu, nos dias 19 e 20/09, fiscais sanitários que realizam inspeções nas drogarias, dos 50 municípios jurisdicionados, para um Curso Básico para inspetores. Ministrado pelas Autoridades Sanitárias da regional, Fernanda Figueiredo e Maria José Raimundo Drummond, o curso teve como foco a Resolução de Diretoria Colegiada (RDC 44), que estabelece critérios e condições mínimas para cumprimento das Boas Práticas Farmacêuticas para controle sanitário do funcionamento, dispensação e comercialização de produtos e da prestação de serviços farmacêuticos em farmácias e drogarias. Além disso, também foi abordada a Portaria 344/98 e o Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC).

Crédito:  Tânia Corrêa

Maria José guiou o primeiro dia de curso com uma abordagem sobre a fiscalização em geral, destacando o papel do fiscal sanitário, conceitos de Drogaria e Farmácia, além de condições gerais para o funcionamento de um serviço de saúde deste seguimento, conceitos de Instrução Normativa, RDCs. Apresentou, ainda, informação da Organização Mundial de Saúde (OMS) que destaca que mais da metade dos medicamentos são prescritos, dispensados ou utilizados de forma inadequada. “O trabalho dos fiscais repercute não somente naquele estabelecimento que está sendo inspecionado, mas na qualidade dos medicamentos que serão utilizados pela população”, ressaltou Maria José.

 No segundo e último dia do curso, Fernanda Figueiredo tratou sobre a Portaria nº 344/98 e 06/99, abordando itens como receituários, cadastros, Autorização Especial e de Funcionamento, além de explanar o Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC), que tem como objetivo monitorar a dispensação de medicamentos e substâncias entorpecentes, hábitos de prescrição e consumo de medicações controladas em determinadas regiões, e, ainda, dinamizar as ações de Vigilância Sanitária e otimizar o processo de escrituração. “Todas as farmácias já estão cadastradas e devem escriturar tudo o que há nelas”, relatou Fernanda.

Por fim, ressaltou que os fiscais que ainda não possuam habilidade com o sistema SNGPC devem procurar o Núcleo de Vigilância Sanitária da SRS Varginha para auxiliar no acesso do mesmo.

Também está disponível o link http://avahml.saude.mg.gov.br/ para cursos referentes à Vigilância Sanitária na área de medicamentos. 

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Banco de notícias Wed, 20 Sep 2017 08:26:00 +0000
Regional de Saúde de Belo Horizonte participa da Campanha Coração de lacre http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9829-regional-de-saude-de-belo-horizonte-participa-da-campanha-coracao-de-lacre http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/9829-regional-de-saude-de-belo-horizonte-participa-da-campanha-coracao-de-lacre

Desde o início do segundo semestre de 2017, a Regional de Saúde de Belo Horizonte participa da Campanha Coração de Lacre, realizada pela Fundação Hospitalar São Francisco de Assis (FHSFA). Com o objetivo de proporcionar a melhoria da assistência para todos, a campanha consiste na arrecadação de 180 garrafas pet, de dois litros, cheias de lacres de latas de alumínio, que serão trocadas por cadeiras de rodas destinadas ao uso dos pacientes da FHSFA.

Crédito: Alessandra Ribeiro

A Regional já entregou para a Fundação Hospitalar São Francisco de Assis cerca de 30 garrafas pet cheias de lacres. A mobilização conta com o apoio dos servidores que, mesmo em casa, ao tomar um suco, refrigerante ou uma cerveja em lata, lembram de no dia seguinte depositar os lacres nas diversas garrafas distribuídas pelos setores de trabalho.

Na recepção da portaria do Edifício Bemge, rua Rio de Janeiro 471, centro, sede da Regional de Saúde de Belo Horizonte, também há disponível uma garrafa pet para que os visitantes, que frequentam o prédio, também possam depositar seus lacres. A Farmácia de Todos, também participa da campanha.

Fundação

O hospital é filantrópico privado e tem atendimento 100% SUS, possui 326 leitos, realiza cerca de mil cirurgias por mês e atende em média 57 mil pessoas ao ano, vindas de todo o Estado de Minas Gerais. A maioria dos pacientes é de idosos e pessoas que passaram por procedimentos cirúrgicos, o que torna o uso da cadeira de rodas imprescindível para uma assistência de qualidade e humanizada.

Mais informações de como participar desta campanha: www.saofrancisco.org.br

E-mail: comunicacaooficial@saofrancisco.org.br 

Telefone: (31) 2126-1500

 

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Banco de notícias Tue, 19 Sep 2017 17:12:47 +0000