A AIDS é uma doença séria e afeta todo o mundo. Por isso, disseminar informações sobre a doença e sua forma de prevenção é muito importante. Como ponto de mobilização e conscientização da população, o Dia Mundial de Luta contra a AIDS é celebrado no dia 1º de Dezembro, e a data visa reforçar também a solidariedade e o respeito em relação às pessoas infectadas pelo HIV. Por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), o Brasil é referência internacional no tratamento de AIDS, disponibilizando ao cidadão o coquetel de medicamentos, bem como o acesso gratuito a testagem de sorologia e ao preservativo (camisinha).

Neste ano, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) lança a campanha “AIDS: o maior perigo é não saber”. A ação contará com a divulgação da testagem rápida nos serviços de saúde, distribuição de materiais informativos e insumos de prevenção para a população e em diversas Unidades de Saúde do SUS.

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» Clique aqui e confira as ações de prevenção e conscientização sobre HIV/AIDS em diversas cidades mineiras.

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Nova nomeclatura

O Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais do Ministério da Saúde recomendou aos órgãos que trabalham com saúde pública e saúde coletiva passem a usar a nomenclatura “IST” (infecções sexualmente transmissíveis) no lugar de “DST” (doenças sexualmente transmissíveis). A nova denominação é uma das atualizações da estrutura regimental do Ministério da Saúde por meio do pelo Decreto nº 8.901/2016 publicada no Diário Oficial da União em 11 de novembro de 2016, Seção I, páginas 03 a 17.

A denominação ‘D’, de ‘DST’, vem de doença, que implica em sintomas e sinais visíveis no organismo do indivíduo. Já ‘Infecções’ podem ter períodos assintomáticas (sífilis, herpes genital, condiloma acuminado, por exemplo) ou se mantém assintomáticas durante toda a vida do indivíduo (casos da infecção pelo HPV e vírus do Herpes) e são somente detectadas por meio de exames laboratoriais”. O termo IST é mais adequado e já é utilizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pelos principais Organismos que lidam com a temática das Infecções Sexualmente Transmissíveis ao redor do mundo.

Segundo a UNAIDS – agência da ONU para assuntos relacionados à AIDS, o número de novas infecções por HIV diminuiu 35,5% entre 2000 e 2014. Já no Brasil, os novos casos aumentaram no mesmo período. Em 2000, estimava-se que o número de novos casos de HIV estava entre 29 mil e 51 mil. Em 2014, estimou-se entre 31 mil e 57 mil novos casos.

Em Minas Gerais, entre os anos de 2010 e 2015, foram diagnosticados mais de 18.602 casos de HIV/AIDS, sinalizando uma tendência de crescimento progressiva de 10% ao ano. Em relação a incidência, também houve aumento no Estado neste período, chegando a 20,4 pessoas a cada 100 mil habitantes. Em 2016, no período de janeiro a 21 de novembro, foram diagnosticadas 2.741 com a doença em Minas.

» Boletim Epidemiológico Mineiro (BEM) de HIV/AIDS: Análise Epidemiológica do ano de 2015

» Deliberação CIB-SUS/MG sobre às ações de vigilância, prevenção e controle das DST/AIDS (em breve)

» Nota Técnica sobre a implantação do Teste Rápido nas UBSs

» Manual Técnico para o Diagnóstico da Infecção pelo HIV

» Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis 

» Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Manejo da Infecção pelo HIV em Adultos

Segundo dados da Coordenação Estadual DST/AIDS e Hepatites Virais da SES-MG, o maior números de casos de HIV/AIDS está na faixa etária de 20 a 34 anos, predominantemente em indivíduos do sexo masculino e heterossexuais, com aumento significativo em pessoas do sexo masculino e homossexuais. Atualmente, em Minas Gerais existem, aproximadamente, 40 mil casos de HIV/Aids confirmados. Na tabela abaixo, confira o número de casos notificados nos últimos anos:

tabela aids

tabela aids

* Dados sujeitos a alteração.

O HIV é a sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana. Causador da AIDS, ataca o sistema imunológico, responsável por defender o organismo de doenças. As células mais atingidas são os linfócitos T CD4+. E é alterando o DNA dessa célula que o HIV faz cópias de si mesmo. Depois de se multiplicar, rompe os linfócitos em busca de outros para continuar a infecção.

A AIDS é o estágio mais avançado da doença que ataca o sistema imunológico. A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, como também é chamada, é causada pelo HIV. Como esse vírus ataca as células de defesa do nosso corpo, o organismo fica mais vulnerável a diversas doenças, de um simples resfriado a infecções mais graves como tuberculose ou câncer. O próprio tratamento dessas doenças fica prejudicado. Hoje em dia, é possível ser soropositivo e viver com qualidade de vida. Basta tomar os medicamentos indicados e seguir corretamente as recomendações médicas. Saber precocemente da doença é fundamental para aumentar ainda mais a sobrevida da pessoa.

A transmissão do HIV se dá principalmente por via sexual, seja ela anal, vaginal ou oral. Outras formas de transmissão são por meio da transfusão de sangue contaminado e seus derivados; através do uso de drogas injetáveis e compartilhamento de seringas, canudos e cachimbos; materiais perfuro cortantes não esterilizados; ou por meio da transmissão vertical de mãe para filho. Vale destacar que, mesmo assintomático, o portador pode continuar a transmitir o vírus.

Por outro lado, o vírus do HIV NÃO SE TRANSMITE através do beijo, abraço, aperto de mão, por meio do uso de copos e talheres compartilhados, de piscina e sauna.

Evitar a Aids não é difícil! Fique atento para as recomendações abaixo:

  • Uso do preservativo (masculino ou feminino) em todas as relações sexuais;
  • Não compartilhamentos de agulhas, seringas, canudos, cachimbos;
  • Uso de material esterilizado na aplicação de tatuagens e piercings;
  • Realização de pré-natal com exames, na gestação;
  • Evitar transfusão sanguínea sem o controle rigoroso das bolsas;
  • Evitar materiais não esterilizados em clínicas odontológicas, nas manicures, barbearias, etc;
  • Evitar o uso abusivo de álcool e outras drogas ilícitas. Elas podem alterar o nível de consciência do indivíduo e a capacidade de tomar decisões sobre a forma de se proteger.

O Estado de Minas Gerais realiza anualmente a compra de preservativos masculinos e de gel lubrificante, que são distribuídos para os Serviços de Atenção Especializada (SAE) e Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA), Organizações de Sociedade Civil e outros serviços credenciados.

Em Minas Gerais, é possível realizar o diagnóstico através da sorologia anti-HIV que se encontra disponível em todas as unidades básicas de saúde ou serviços ambulatoriais conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS), e através do teste rápido, disponível nos Centros de Testagem e Aconselhamento/Serviço de Atenção Especializada (CTA/SAE).

O Teste Rápido é um método eficaz e simples para o diagnóstico de HIV, possibilitando o maior acesso e adesão aos usuários. A realização da testagem rápida é realizada por profissionais capacitados para prestar uma assistência integral e de qualidade. Para que a população tenha acesso a testagem rápida para o HIV/Sífilis/Hepatites Virais, Minas Gerais conta com 71 Serviços de Atendimento Especializados (SAE) que realizam os testes de forma segura e sigilosa. O Estado possui uma Rede de Laboratórios para o Monitoramento da Infecção pelo HIV e Hepatites Virais.

Em relação ao tratamento dos pacientes soropositivos, o Estado por meio do Ministério da Saúde distribui os antirretrovirais, mensalmente, para as Unidades Dispensadora de Medicamentos (UDMs) dos CTA/SAE. Os antirretrovirais são medicamentos que combatem a multiplicação do vírus HIV e fortalecem o sistema imunológico. A seriedade do tratamento com os remédios reduz significativamente a mortalidade e o número de internações e infecções por doenças oportunistas, que aproveitam a fraqueza do sistema imunológico para atacar o organismo. Por isso, seu uso é fundamental para aumentar o tempo e a qualidade de vida de quem tem HIV/AIDS.