Notícias http://saude.mg.gov.br Fri, 24 Jan 2020 00:11:48 +0000 Joomla! - Open Source Content Management pt-br Governo de Minas completa um ano de apoio às vítimas e de ações de reparação após rompimento de barragem da Vale em Brumadinho http://saude.mg.gov.br/aids/stories/11998-governo-de-minas-completa-um-ano-de-apoio-as-vitimas-e-de-acoes-de-reparacao-apos-rompimento-de-barragem-da-vale-em-brumadinho http://saude.mg.gov.br/aids/stories/11998-governo-de-minas-completa-um-ano-de-apoio-as-vitimas-e-de-acoes-de-reparacao-apos-rompimento-de-barragem-da-vale-em-brumadinho

O desastre da mineradora Vale, em Brumadinho, completa um ano no próximo sábado, dia 25 de janeiro. Desde o ocorrido, o Governo de Minas tem atuado para localizar e identificar vítimas fatais e garantir que danos sejam reparados aos atingidos em função do rompimento da barragem B1, da Mina do Córrego do Feijão. Ainda não foram localizadas 11 vítimas da tragédia, mas as buscas pelo Corpo de Bombeiros Militar de Minas continuam. Além disso, o Estado atua para que o abastecimento de água na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) não seja comprometido. As ações são coordenadas pelo Comitê Gestor Pró-Brumadinho, que trabalha em diversas frentes.

Crédito: Gil Leonardi | Imprensa MG

Nesta segunda-feira (20/1), o governador Romeu Zema concedeu coletiva à imprensa na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, e apresentou um balanço das ações realizadas desde 25 de janeiro de 2019. Ao lado do procurador-geral de Justiça de Minas, Antônio Sérgio Tonet, do defensor público-geral do Estado, Gério Patrocínio, de secretários estaduais e chefes das forças de Segurança, o governador citou a interlocução com as famílias vítimas da tragédia, o trabalho das forças de Segurança no local e as medidas legais para evitar novos rompimentos de barragens. Zema destacou também a negociação junto à Vale em torno de medidas compensatórias ao Estado.

“Estamos junto com o Ministério Público negociando com a Vale medidas compensatórias ao Estado. A economia de Minas no segundo e terceiro trimestres de 2019 foi prejudicada, tivemos até recessão, e essa recessão está muito conectada à crise que surgiu no setor minerário. Achamos mais do que justo que a empresa repare o Estado pelo que causou, não pagando multa diretamente ao Tesouro, mas com grandes obras de infraestrutura, que já estão em negociação; obras de caráter social que vão melhorar a qualidade de vida dos mineiros. Seremos firmes e duros pois a empresa causou grande dano ao Estado”, garantiu.

“Tudo o que está ao alcance do Executivo está sendo feito, tenho o apoio das secretarias de Estado e não vamos repetir os erros de Mariana. As famílias serão - e estão sendo - ressarcidas e estamos tomando todas as precauções para que venhamos a ter a solução mais ágil possível”, completou Romeu Zema.

O governador citou o trabalho do Governo de Minas para garantir que os atingidos sejam amparados. No dia do rompimento, a pedido do Estado, a Vale teve R$ 1 bilhão bloqueado na Justiça para garantir que ações emergenciais fossem realizadas. “O Ministério Público tem sido um grande aliado nosso, está presente em todas as reuniões e, de imediato, foi bloqueado R$ 1 bilhão da Vale, junto com a nossa Advocacia-Geral, para eventuais reparações, o que demonstra agilidade”, disse.

Romeu Zema lembrou também a sanção, 30 dias após o rompimento da barragem, da Lei Estadual 23.291, “que mudou por completo o cenário da mineração em Minas, fazendo com que as 43 barragens a montante construídas no estado venham a ser descomissionadas em até três anos, evitando que novas tragédias como essa voltem a ocorrer”.

Além disso, foi renovado em janeiro de 2020, por mais dez meses, o pagamento emergencial, com novos critérios estabelecidos em juízo, de modo a garantir o mínimo necessário aos atingidos.

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Buscas

Uma das frentes de trabalho é a busca por vítimas fatais nas áreas atingidas. O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), que desde o rompimento se deslocou ao município e iniciou uma série de operações, empenha atualmente 73 militares, munidos de 153 máquinas, nas áreas que continuam sendo vasculhadas. Desde o acontecimento do desastre, mais de 3 mil profissionais participaram das buscas, sendo 260 vindos de outros 16 estados brasileiros e 136 de Israel. Foram identificadas, até a presente data, de acordo com a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), 259 vítimas.

O comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar, coronel Edgard Estevo, citou a atuação de destaque da corporação. “Desde o início, nós tivemos um trabalho que é referência no Brasil inteiro, que é a integração de todas as forças de Segurança. Nós continuamos trabalhando e estamos com 96% de efetividade em toda a busca. É algo que a gente não tem em outra ocorrência próxima ao que se refere a deslizamento de terra e soterramento em termo de vítimas recuperadas. E vamos continuar”, enfatizou.

Responsabilidade

Imediatamente após o rompimento, a captação no Rio Paraopeba foi interrompida, tendo em vista a suspensão da utilização da água bruta do rio. Para garantir o abastecimento, foi firmado acordo para construção de novo ponto de captação. A obra realizada pela Vale, com orientação da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), está sendo feita 12 quilômetros acima do antigo local e se encontra em andamento, com prazo de conclusão previsto para 2020. Além dos municípios atingidos pelo rompimento, a obra vai garantir que a RMBH não seja afetada com desabastecimento de água.

“Nos preocupa muito a questão da segurança hídrica da região de Belo Horizonte. Como existem diversas barragens que podem afetar o curso dessas bacias, já solicitamos à Vale obras que garantam a segurança hídrica de Belo Horizonte e região metropolitana”, esclareceu o governador.

O secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Germano Vieira, explicou o monitoramento da bacia. “Nós tínhamos 37 pontos de monitoramento na bacia do Rio Paraopeba. Com isso, nós sabemos exatamente como estava a bacia antes e após o desastre. Este monitoramento foi feito por meio de coletas. Durante a sequência do evento, o Igam determinou diversas medidas à Vale, no aspecto segurança, que vieram de um plano de segurança hídrica e monitoramento da água e dos sedimentos. Até este momento existe a suspensão de captação da água bruta no Paraopeba no trecho de Brumadinho até Pompéu para qualquer finalidade, até que nós tenhamos a segurança que a captação não prejudicará a saúde das pessoas”.

Comitê Gestor Pró-Brumadinho

Criado para coordenar as diversas ações governamentais voltadas para a recuperação socioeconômica e socioambiental de Brumadinho e dos municípios da Bacia do Rio Paraopeba, o Comitê Gestor Pró-Brumadinho foi formado no mês seguinte ao rompimento. Coordenado pela Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), compõem o grupo, além das secretarias, instituições como CBMMG, Copasa, Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec), Advocacia-Geral do Estado (AGE) e a PCMG.

“O esforço do governo é enorme desde o primeiro dia para atender essas vítimas e garantir a devida reparação e responsabilização da empresa. A gente parte agora para um período que foca ainda mais em reparação e reforçamos que o Governo do Estado não vai reduzir seus esforços; pelo contrário, vamos trabalhar mais e mais para que todos sejam reparados”, pontuou a coordenadora do comitê, Luisa Barreto.

O defensor-público geral do Estado, Gério Patrocínio, citou o trabalho desenvolvido pelo órgão durante este ano, como o termo de compromisso assinado entre a mineradora e as famílias. “Fizemos um termo de compromisso com a Vale com todos os pontos levantados pela população desde o rompimento da barragem. Até o momento 273 famílias já receberam esses valores, totalizando cerca de R$ 140 milhões para que as pessoas tenham acesso a um recomeço. Outros 579 requerimentos estão em andamento”, esclareceu.

Durante a coletiva, o procurador-geral de Justiça afirmou que, da mesma forma como foi iniciado o trabalho de apuração dos dados e das responsabilidades civis e criminais, um ano após o desastre as instituições permanecem unidas, cada qual com sua parcela de responsabilidade. “Isso foi muito decisivo para que chegássemos com tantos resultados positivos para os atingidos e para a atividade mineradora no estado, uma atividade necessária do ponto de vista econômico, mas que não pode ser desenvolvida a qualquer custo”, explicou.

Também participaram da coletiva os secretários de Estado de Justiça e Segurança Pública, general Mario Araujo; de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Ana Valentini; o comandante da Polícia Militar de Minas, coronel Giovanne Gomes; o chefe da Polícia Civil, delegado Wagner Pinto; o chefe do Gabinete Militar e coordenador estadual de Defesa Civil, coronel Rodrigo Rodrigues; o diretor-presidente da Copasa, Carlos Eduardo; o advogado-geral adjunto de Minas, Danilo de Castro; o coordenador-adjunto da Defesa Civil, tenente coronel Godinho; o diretor-geral do Instituto Estadual de Florestas (IEF), Antônio Malard, a diretora-geral do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), Marília Carvalho, o presidente da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), Renato Teixeira, e o superintendente de Vigilância Sanitária, Filipe Laguardia, entre outras autoridades.

Principais Ações do Governo de Minas

Na Saúde, destaca-se o acompanhamento, em conjunto com a Coordenação Municipal de Saúde Mental de Brumadinho, das ações de acolhimento e atendimento psicossocial às vítimas atingidas direta ou indiretamente. Sensibilização e capacitação de psicólogos voluntários e de profissionais de Saúde da região, que receberam orientações com enfoque também em toxicologia e violência interpessoal e autoprovocada. A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) ofereceu apoio ao município para ampliar a cobertura vacinal da população, inclusive aos profissionais envolvidos no resgate. Destaca-se, também, a reestruturação do Laboratório Central da Fundação Ezequiel Dias (Funed) e elaboração de plano de contenção de doenças transmitidas por vetores.

Clique aqui e confira algumas das principais ações do Governo de Minas.

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Banco de notícias Mon, 20 Jan 2020 17:15:34 +0000
SES-MG realiza coletiva de imprensa sobre casos de intoxicação exógena por Dietilenoglicol http://saude.mg.gov.br/aids/stories/11994-ses-mg-realiza-coletiva-de-imprensa-sobre-casos-de-intoxicacao-exogena-por-dietilenoglicol http://saude.mg.gov.br/aids/stories/11994-ses-mg-realiza-coletiva-de-imprensa-sobre-casos-de-intoxicacao-exogena-por-dietilenoglicol

Nesta sexta-feira (17/01), a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) realizou, na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, coletiva de imprensa acerca dos casos de intoxicação exógena por Dietilenoglicol. A coletiva contou também com a participação de representantes da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte (SMSBH), da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (FHEMIG) e da Fundação Ezequiel Dias (FUNED).

Crédito: Marcus Ferreira

O secretário Adjunto da SES-MG, e também secretário em exercício, Marcelo Cabral Tavares, fez a abertura da coletiva e passou a palavra ao Superintendente de Vigilância Sanitária, Filipe Laguardia, que apresentou uma linha do tempo com todas as ações desenvolvidas pelo sistema público de saúde.

“O Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde do Estado de Minas Gerais (CIEVS-MINAS), que funciona 24 horas por dia recebendo notificações de agravos, recebeu em 30 de dezembro a primeira notificação de caso de insuficiência renal aguda e alterações neurológicas de etiologia até então a esclarecer. Posteriormente, com o registro de novos casos, a Vigilância Sanitária e a Vigilância Epidemiológica foram a campo para investigação, fazendo coleta de alimentos e avaliando as possibilidades de doenças infecciosas ou alguma intoxicação exógena”, explicou Filipe Laguardia.

De acordo com a diretora do Hospital Eduardo de Meneses, da Rede Fhemig, Virgínia Andrade, “a partir do momento em que se tomou conhecimento dos casos com sintomatologia semelhante, a Unidade de Resposta rápida da instituição foi acionada e um grupo de médicos iniciou a investigação quanto aos sintomas mais comuns apresentados pelos pacientes. 

O Superintendente de Vigilância Sanitária explicou, ainda, que em 9 de janeiro, a confirmação da presença de dietilenoglicol nas amostras coletadas fortaleceu a suspeita de intoxicação por essa substância. “Diante disso, a SES imediatamente elaborou nota técnica voltada a todos os profissionais de saúde com o objetivo de orientá-los quanto ao tratamento”, afirmou Filipe Laguardia.

Caso suspeito

Está definido como caso suspeito, todo indivíduo residente ou visitante de Minas Gerais que ingeriu cerveja da marca “Backer”, a partir de outubro de 2019 e iniciou, em até 72 horas, sintomas gastrointestinais (náuseas e/ou vômitos e/ou dor abdominal) associados a, pelo menos um dos seguintes quadros: alterações da função renal, sinais e sintomas neurológicos (paralisia facial, borramentovisual, amaurose, alterações de sensório, paralisia descendente e crise convulsiva).

Até o momento (17/01), foram notificados 18 casos suspeitos de intoxicação exógena por Dietilenoglicol.  Desses, 16 pessoas são do sexo masculino e duas do feminino. Quatro casos foram confirmados e os 14 restantes continuam sob investigação, uma vez que apresentaram sinais e sintomas com relato de exposição. 

Quatro casos evoluíram para óbito. Um desses óbitos está entre os quatro casos em que foi confirmada a presença da substância dietilenoglicol no sangue. Trata-se de um homem, que esteve internado em hospital de Juiz de Fora e faleceu em 07/01. Já os outros três casos de óbito estão entre os 14 casos em investigação.

Crédito: Marcus Ferreira

De acordo com a diretora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte, Lúcia Paixão, é importante alertar neste momento que a manifestação dos sintomas ocorre de maneira precoce. “Em média 72 horas após a ingestão da bebida, sintomas gastrointestinais são manifestados. Esclarecemos que em Belo Horizonte, a porta de entrada desses casos são as Unidades de Pronto Atendimento (UPA) ou, em caso de sintomas mais leves, as Unidades Básicas de Saúde (UBS). O fluxo no atendimento de possíveis casos será determinado a partir da orientação do CIEVS BH em articulação com a Toxicologia do hospital João XXIII”, explicou Lúcia Paixão.

Descarte de bebidas

Lúcia Paixão reforçou também que as bebidas não devem ser descartadas diretamente no lixo, nem jogadas no esgoto, uma vez que o descarte inapropriado das cervejas expõe as demais pessoas a um risco de intoxicação. “As pessoas que tiverem cervejas da marca Backer, independente do rótulo ou do lote, devem entregar essas bebidas à Vigilância Sanitária do Município, em um dos nove pontos determinados. Já em relação aos estabelecimentos comerciais, a orientação é que os mesmos articulem com a indústria cervejeira para definir como será realizado o descarto.

Ações da SES

O Secretário Adjunto da SES-MG, Marcelo Tavares, destacou que a instituição vem empenhando-se para atuar de modo a atender às necessidades características da atual situação. “Já foi feito contato com a Polícia Civil para que seja feita a transferência para a FUNED da tecnologia necessária para investigar a presença de dietilenoglicol. Essa transferência tornará mais ágil o processo de investigação realizado por parte da SES-MG.

Desde a notificação do primeiro caso suspeito, a SES-MG desenvolveu também as seguintes ações:

  • Investigação epidemiológica dos casos suspeitos;
  • Investigação hospitalar dos casos internados;
  • Investigação sanitária domiciliar e de estabelecimentos comerciais, com a coleta de materiais para análise;
  • Reuniões técnicas conjuntas (SES-MG, SMSA-BH, Funed, FHEMIG, representantes dos hospitais responsáveis pelo atendimento dos pacientes, PCMG, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Polícia Militar e Bombeiro Militar de Minas Gerais);
  • Elaboração de Nota Técnica inicial para orientação aos profissionais de saúde;
  • Elaboração de instrumento padronizado para sistematização da coleta de dados;
  • Instituição de Força Tarefa Estadual para investigação conjunta dos casos;
  • Solicitação de apoio à equipe do EpiSUS Avançado do Ministério da Saúde;
  • Solicitação de apoio técnico de profissional do Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da USP;
  • Solicitação de apoio técnico à equipe médica da Unimed-BeloHorizonte;
  • Instituição do COES Estadual;
  • Divulgação de informações à população e demais órgãos de interesse, de modo a combater notícias falsas (FakeNews) e orientar para conduta assistencial adequada.

» Saiba mais sobre intoxicação exógena por Dietilenoglicol em www.saude.mg.gov.br/intoxicacaodeg

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Banco de notícias Fri, 17 Jan 2020 15:12:46 +0000
Período chuvoso aumenta possibilidades de doenças e requer cuidados com a saúde http://saude.mg.gov.br/aids/stories/11978-periodo-chuvoso-aumenta-possibilidades-de-doencas-e-requer-cuidados-com-a-saude http://saude.mg.gov.br/aids/stories/11978-periodo-chuvoso-aumenta-possibilidades-de-doencas-e-requer-cuidados-com-a-saude

Embora possa acontecer durante todo o ano, as temporadas de chuvas podem causar vários transtornos à população, entre eles, em relação à saúde. Diante disso, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) reforça alguns cuidados para evitar a contaminação por contato com água de enchente e proteger a saúde.

Crédito: Ministério da Integração Nacional

Segundo a coordenadora de Vigilância em Fatores de Riscos Não Biológicos da SES-MG, Michelle Souza Costa, a ocorrência de chuvas, como as que acontecem nesse período do ano, pode aumentar os riscos de aparecimento de doenças como leptospirose, hepatites infecciosas, diarreias agudas, febre tifoide, dengue, chikungunya, zika, doenças dermatológicas e respiratórias infecciosas, e acidentes por animais peçonhentos.

“No período de chuvas há um aumento no volume de água dentro das canalizações e, com isso, aumenta a presença de agentes infecciosos que podem causar danos à saúde da população. Os cuidados são gerais, principalmente, com a água e os alimentos consumidos, bem como a higiene pessoal e do ambiente. O destino das fezes e do lixo, também devem ser redobrados neste período chuvoso, sobretudo em casos de enchentes e alagamentos, especialmente para quem utiliza água de reservatórios e poços artesianos”, alerta.

A coordenadora reforça que algumas ações podem ser utilizadas pela população e evitar a transmissão de doenças. “Como o período requer uma maior atenção, alguns cuidados são necessários, principalmente com a água. Filtrar e ferver a água evita doenças diarreicas, que podem causar desidratação grave, especialmente em crianças. A água usada para beber, para uso pessoal e para fazer comida deve ser tratada, antes do seu uso”, orienta.

Ao limpar locais atingidos por enxurradas e lamas, a coordenadora recomenda que as pessoas protejam o corpo. “Nessas situações a recomendação é o uso de sacos plásticos duplos nas mãos e pés, ou luvas e botas. Quando o contato da água for inevitável, a única forma de reduzir os riscos à saúde é permanecer o menor tempo possível o contato. E, em casos de febre, dores e amarelamento da pele, que podem representar ameaças à saúde, a recomendação é para procurar atendimento profissional em uma unidade de saúde e relatar sobre o contato com águas de enchente ou lama”, explicou.

Cuidados com alimentos

Durante o período, os cuidados com os alimentos também precisam ser redobrados. A presença de roedores, insetos e outros animais podem aumentar os riscos de contaminação. A diretora de Vigilância em Alimentos da SES-MG, Ângela Ferreira Vieira, orienta que os alimentos devem ser mantidos devidamente acondicionados em latas ou recipientes fechados, fora do alcance desses animais.

“Para os alimentos in natura (legumes, verduras, frutas, carnes, ovos, grãos, cereais, etc.) que tiveram contato com as águas de enchente devem ser inutilizados, pois sofrem transformações quando em contato com elas e se contaminam facilmente. No caso de alimentos enlatados, esses também devem ser descartados quando as latas estiverem amassadas, enferrujadas ou semiabertas”, explicou.

Animais peçonhentos

Mesmo podendo acontecer durante todo o ano, é com a chegada do período de calor e chuvas que aumentam a probabilidade para a ocorrência de acidentes com animais peçonhentos. Segundo a referência técnica de Acidentes por Animais Peçonhentos da SES-MG, Andreia Kelly Roberto Santos, é durante essa época, que animais como escorpião, cobras e aranhas procuram lugares secos para se abrigarem, podendo ser encontrados nas proximidades das casas, jardins e parques, tanto em áreas urbanas, quanto rurais.

“Os principais cuidados nesses casos são: observar atentamente a presença de animais peçonhentos dentro de casa; bater colchões antes de usá-los e sacudir cuidadosamente roupas, sapatos, toalhas e lençóis; utilizar luvas, botas e calças compridas ao limpar o interior e arredores da casa e, em caso de encontrar algum animal peçonhento, afaste-se lentamente, sem assustá-lo, e chame o Corpo de Bombeiros. Em caso de acidente, procure atendimento médico imediatamente na unidade de saúde mais próxima”, finalizou.
Doenças com maior incidência no período

  • Leptospirose - a ocorrência dos casos da doença tende a ser maior nos períodos de enchentes porque a enxurrada traz para os ambientes humanos a urina de roedores que estão nos esgotos e bueiros. Por isso, qualquer pessoa que entrar em contato com a água ou lama pode acabar infectada. Em 2019, em Minas Gerais, por exemplo, ocorreram 160 casos de leptospirose, com 17 mortes.
  • Hepatite A - a transmissão está relacionada diretamente às condições de saneamento básico e higiene pessoal. Normalmente transmitida por meio de alimentos mal lavados, também pode surgir com a ingestão acidental de água das chuvas contaminado. No ano passado, foram 40 casos notificados da doença.
  • Diarreia – a doença, se não for tratada adequadamente, pode evoluir para uma desidratação grave e até mesmo levar ao óbito. Em crianças menores de 5 anos, por exemplo, foram notificadas, em 2019, 23 mortes causadas pela doença.
  • Febre tifoide - é outra enfermidade que pode ter a incidência aumentada nesse período. Transmitida por bactéria, provoca febre alta, dores de cabeça, mal-estar geral, falta de apetite, retardamento do ritmo cardíaco, aumento do volume do baço, manchas rosadas no tronco, prisão de ventre ou diarreia e tosse seca. É transmitida pela ingestão de água ou de alimentos contaminados com fezes humanas ou com urina contendo a bactéria.
  • Chikungunya, Zika e Dengue - também tendem a aumentar nesse período. Isso porque, com a chegada da época do calor e do período chuvoso, aumenta a quantidade de água parada, facilitando a proliferação do vetor dessas doenças. Mais informações estão disponíveis no site www.saude.mg.gov.br/aedes.

Alerta Chuva

Para conscientizar a população quanto aos cuidados necessários para manter a segurança e a saúde no período chuvoso, SES-MG conta com o site www.saude.mg.gov.br/alertachuva. Lançado em janeiro de 2018, o espaço nasceu de uma demanda da Vigilância em Saúde desta Secretaria que queria deixar de forma pública no site dicas de proteção à saúde no período chuvoso.

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Banco de notícias Wed, 08 Jan 2020 14:15:40 +0000
Sífilis: Prevenção, diagnóstico e tratamento são ofertados gratuitamente pelo SUS http://saude.mg.gov.br/aids/stories/11976-sifilis-prevencao-diagnostico-e-tratamento-sao-ofertados-gratuitamente-pelo-sus http://saude.mg.gov.br/aids/stories/11976-sifilis-prevencao-diagnostico-e-tratamento-sao-ofertados-gratuitamente-pelo-sus

Muitas pessoas aproveitam o início do ano para definir metas e traçar as estratégias necessárias para atingi-las. Pensando em saúde, este pode ser considerado um momento propício para a realização das avaliações médicas de rotina, atentando também para o teste rápido para sífilis. Com início de implantação na Atenção Básica em 2016, o exame ampliou o acesso da população ao diagnóstico da doença, caracterizada como uma infecção Sexualmente Transmissível (IST).

Crédito: Ministério da Saúde

A Coordenadora de IST/Aids e Hepatites Virais da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Mayara Marques, destaca que a ampliação no acesso também vem impactando no número de casos de sífilis registrados.

“Além da redução do uso de preservativo nas relações sexuais, a ampliação do diagnóstico por meio da testagem rápida também repercutiu no aumento do número de casos de sífilis”, explica Mayara Marques.

Somente em 2019, foram realizados no estado de Minas Gerais 729.090 testes rápidos para Sífilis.

Tipos da doença

A sífilis pode apresentar-se como sendo adquirida, quando transmitida por meio do ato sexual ou pelo contato com o sangue infectado, em gestante, e congênita, quando ocorre a transmissão da doença para o bebê durante a gravidez por falta de tratamento adequado.

Os sintomas variam de acordo com o estágio em que ela se encontrar no organismo do indivíduo. Em sua primeira fase é caracterizada por uma úlcera, geralmente única, que ocorre no local de entrada da bactéria (pênis, vulva, vagina, colo uterino, ânus e boca). Já a fase secundária, surge em média entre seis semanas e seis meses após a infecção. Nesse caso, podem ocorrer erupções cutâneas. A fase terciária manifesta-se na forma de inflamação e destruição tecidual. Nesse caso, é comum o acometimento do sistema nervoso e cardiovascular.

Especificamente para a gestante, a detecção precoce da sífilis é essencial para evitar a transmissão vertical e consequentes malformações no feto. Se não tratada a tempo, a doença pode comprometer o sistema nervoso central, o sistema cardiovascular, além de órgãos como olhos, pele e ossos.

Em 2019, foram registrados, em Minas Gerais, 8.235 casos de Sífilis adquirida, 2.514 casos de Sífilis em gestante e 1336 casos de Sífilis congênita. As notificações realizadas mostram maior concentração nos grandes centros urbanos, como Belo Horizonte, Uberaba, Juiz de Fora, Governador Valadares e Montes Claros. “É importante destacar que estas regiões são as mais populosas do estado e de forma proporcional, possuem maior número de notificações”, explica Mayara Marques.

Quando não tratada, evolui para formas mais graves, podendo comprometer o sistema nervoso, o aparelho cardiovascular, o aparelho respiratório e o aparelho gastrointestinal.

Prevenção

A principal forma de prevenção da sífilis é utilizando o preservativo, seja ele masculino ou feminino em todas as relações sexuais.

Diagnóstico e tratamento

Para acesso ao diagnóstico de sífilis, o usuário do Sistema Único de Saúde (SUS) deve ser orientado a procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para a realização de exames de sangue (VDRL) e/ou do teste rápido. Casos de exames não reagentes para a doença e histórico de exposição à sífilis, recomenda-se a realização de uma nova testagem após 30 dias, devido ao período de janela imunológica.

Ao receber o diagnóstico da doença, deve-se realizar um segundo teste com metodologia diferente do primeiro (treponêmico ou não treponêmico) para confirmação do diagnóstico. Após confirmação, deve ser iniciado o tratamento do usuário e testagem das parcerias sexuais na Unidade Básica de Saúde. Já no caso das gestantes, apenas um teste positivo para sífilis é determinante para início imediato do tratamento. As unidades que ainda não realizam o tratamento, devem encaminhar o usuário para os serviços de atendimento especializado da rede.

Embora o tratamento com penicilina seja muito eficaz nas fases iniciais da doença, métodos de prevenção devem ser implementados, pois adquirir sífilis expõe as pessoas a um risco aumentado para outras IST, inclusive a Aids.

Dessa forma, o diagnóstico laboratorial desempenha papel fundamental no enfrentamento à doença, por possibilitar a confirmação do diagnóstico e o monitoramento da resposta ao tratamento.

Ações da SES-MG

Mayara Marques destaca ainda que, avaliando o cenário epidemiológico da doença no estado, “é importante neste momento o fortalecimento das ações já em curso, com ênfase num trabalho de sensibilização dos profissionais da rede, de modo a melhorar o diagnóstico precoce, tratamento dos infectados, bem como suas parcerias. É importante também sensibilizar todos os profissionais acerca do seguimento dos protocolos vigentes e das capacitações ofertadas para se obter êxito no tratamento dispensado ao agravo”.

A Coordenação Estadual de IST/Aids e Hepatites Virais da SES-MG promove capacitações in loco nas 28 Regionais de Saúde do estado, com o envolvimento da atenção primária e epidemiologia a fim de sensibilizar os profissionais para a realização do diagnóstico e tratamento precoce, bem como a notificação e investigação de novos casos. Além disso, são divulgadas frequentemente nas redes sociais da secretaria, site e blog informações sobre a doença, formas de prevenção, transmissão e tratamentos disponíveis; publicações de boletins epidemiológicos a fim de sensibilizar gestores e profissionais de saúde sobre o agravo; web aulas sobre a doença.

Outras ações para o controle e prevenção das ISTs no estado de Minas Gerais:

  • Comitê de Investigação de Transmissão Vertical (CITV)
  • Diagnóstico regional para proposições locais
  • Conclusão das investigações epidemiológicas com gestão de casos
  • Fluxo de solicitação de medicamentos para tratamento da sífilis
  • Campanhas publicitárias de Hepatites Virais, HIV e Sífilis.
  • Aquisição e distribuição de preservativos masculino e gel lubrificante.
  • Distribuição de preservativos femininos
  • Acompanhar as ações de profilaxia pós exposição (PEP) em 134 serviços de urgência e emergência (biossegurança, exposição sexual consentida e violência sexual)
  • Aquisição de fórmula infantil para crianças expostas até 06 meses.
  • Hemovigilância e Retrovigilância (em conjunto com Vigilância Sanitária e Hemominas)
  • Implantação de monitoramento dos serviços de PrEP e estudo do perfil populacional que utiliza a tecnologia;
  • Monitoramento e acompanhamento das maternidades do Estado em relação ao atendimento às gestantes HIV+ e crianças expostas ao HIV.

» Saiba mais em http://www.saude.mg.gov.br/sifilis

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Banco de notícias Tue, 07 Jan 2020 12:56:13 +0000
Boletim de atualização da investigação dos casos de intoxicação exógena por Dietilenoglicol (23/01) http://saude.mg.gov.br/aids/stories/12010-boletim-de-atualizacao-da-investigacao-dos-casos-de-intoxicacao-exogena-por-dietilenoglicol-23-01 http://saude.mg.gov.br/aids/stories/12010-boletim-de-atualizacao-da-investigacao-dos-casos-de-intoxicacao-exogena-por-dietilenoglicol-23-01

Até a data de 23/01/2020, foram notificados 26 casos suspeitos de intoxicação exógena por Dietilenoglicol. Desses, 22 pessoas são do sexo masculino e quatro do sexo feminino. Quatro casos foram confirmados e os 22 restantes continuam sob investigação, uma vez que apresentaram sinais e sintomas compatíveis com o quadro de intoxicação por dietilenoglicol e com relato de exposição.

Quatro casos evoluíram para óbito. Um desses óbitos está entre os quatro casos em que foi confirmada a presença da substância dietilenoglicol no sangue. Trata-se de um homem, que esteve internado em hospital de Juiz de Fora e faleceu em 07/01.

Já os outros três casos de óbito estão entre os 22 casos em investigação. Trata-se de um homem, que faleceu em 15/01 em Belo Horizonte; um homem, que faleceu na quinta, em 16/01, em Belo Horizonte e de uma mulher, que faleceu em 28/12 em Pompéu. Estes pacientes estão entre os casos suspeitos e a confirmação sobre a causa da morte depende do resultado de análises laboratoriais.

A distribuição geográfica dos 26 casos notificados, segundo município de residência, é a seguinte: 16 casos em Belo Horizonte e os demais 10 casos contabilizam registros em Capelinha, Nova Lima, Pompéu, São João Del Rei, São Lourenço, Ubá e Viçosa.

Informamos que os casos incluídos como suspeitos na data de hoje tiveram início de sintomas no período de 27 de dezembro a 06 de janeiro e foram atendidos em serviços de saúde com realização de tratamento de acordo com o quadro clínico. Todos os demais casos notificados, até o momento, também tiveram início dos sintomas após outubro de 2019.

Casos anteriores a outubro de 2019

Em 21/01/2020, a SES/MG foi comunicada da ocorrência de dois casos com sinais e sintomas semelhantes ao quadro de intoxicação por dietilenoglicol e com relato de exposição em data anterior a outubro de 2019. Estes casos estão em monitoramento pela SES/MG, no entanto, para serem considerados casos suspeitos de intoxicação por dietilenoglicol é necessário que haja confirmação da exposição e exclusão de outras causas para o quadro clínico apresentado. Informamos que a definição de caso suspeito é dinâmica e pode ser revista, considerando as novas evidências que surgem durante a investigação epidemiológica. Se houver mudança nos critérios atualmente utilizados os profissionais de saúde serão orientados sobre as novas condutas que devem ser adotadas.

Consumo da cerveja

Com base nos resultados da análise pericial realizada pela Polícia Civil, a Vigilância Sanitária Estadual determinou a interdição cautelar dos lotes L1 1348 e L2 1348 da cerveja Backer Belorizontina. A interdição nacional dos mesmos lotes foi determinada pela ANVISA.  A partir de novos resultados divulgados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), a ANVISA determinou a interdição cautelar de todas as marcas de cerveja da empresa Backer e lotes com data de validade igual ou posterior a agosto de 2020. Assim, ficou determinada a interdição cautelar, suspensão da comercialização e distribuição em todo o território nacional.

Em decorrência das últimas evidências obtidas a recomendação vigente é de que, por precaução, nenhuma cerveja produzida pela Cervejaria Backer, independente de marca e lote, seja consumida. A SES-MG também orienta à população de Minas Gerais que caso tenha em sua residência cervejas de qualquer marca ou lote produzida pela Cervejaria Backer não a descarte em pias ou vasos sanitários, nem as coloque no lixo comum, pois outras pessoas podem pegar e consumir esses produtos. Estas cervejas devem ser identificadas com alguma inscrição do tipo: “Não ingerir. Produto impróprio para o consumo”, armazenadas separadamente dos demais alimentos até que você possa entregá-los nos pontos de recepção (Vigilância Sanitária de sua cidade, Núcleos Estaduais de Vigilâncias Sanitárias ou PROCONs).

A Secretaria de Estado de Saúde continuará a investigação epidemiológica e clínico-laboratorial dos casos, incluindo a emissão de notas técnicas para orientação aos serviços e profissionais de saúde, e divulgação periódica de informações atualizadas à população. O conteúdo produzido pode ser acessado em: www.saude.mg.gov.br/intoxicacaodeg

Notificações

A SES-MG informa que devem ser imediatamente notificados (em até 24 horas) ao CIEVS BH (casos de Belo Horizonte) e CIEVS Minas (casos do restante do estado), pelo telefone e por e-mail, os casos de indivíduos que ingeriram cerveja da marca “Backer” a partir de outubro de 2019 e iniciaram em até 72 horas com sintomas gastrointestinais (náusea e/ou vômito e/ ou dor abdominal) associados a pelo menos um dos seguintes quadros:

Alterações da função renal;

-Sinais e sintomas neurológicos (paralisia facial, borramento visual, amaurose, alterações de sensório, paralisia descendente e crise convulsiva).

Contatos:

CIEVS BH: 31-3277 77 68
cievs.bh@pbh.gov.br

CIEVS Minas: 31-3916 0340
notifica.se@saude.mg.gov.br

Ações realizadas

Investigação epidemiológica dos casos suspeitos;
Investigação hospitalar dos casos internados;
Investigação sanitária domiciliar e de estabelecimentos comerciais, com a coleta de materiais para análise;
Reuniões técnicas conjuntas (SES-MG, SMSA-BH, Funed, FHEMIG, representantes dos hospitais responsáveis pelo atendimento dos pacientes, PCMG, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Polícia Militar e Bombeiro Militar de Minas Gerais);
Instituição de Força Tarefa Estadual para investigação conjunta dos casos;
Instituição do COES Estadual;
Solicitação de apoio à equipe do EpiSUS Avançado do Ministério da Saúde;
Solicitação de apoio técnico de profissional do Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da USP;
Solicitação de apoio técnico à equipe médica da Unimed-Belo Horizonte;
Realização de reuniões diárias pela equipe de investigação;
Realização de reuniões semanais com o grupo técnico assessor;
Realização de videoconferências semanais para orientações às unidades regionais de saúde;
Elaboração de instrumento padronizado para sistematização da coleta de dados;
Elaboração de Notas Técnicas para orientação aos profissionais de saúde;
Elaboração de Notas Técnicas para orientação aos profissionais de vigilância sanitária dos núcleos estaduais e municipais;
Divulgação de informações à população e demais órgãos de interesse, de modo a combater notícias falsas (Fake News) e orientar para conduta assistencial adequada;
Criação de página na internet para disponibilização do conteúdo produzido  (www.saude.mg.gov.br/intoxicacaodeg).

Histórico

Em 30 de dezembro de 2019, a Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte (SMSA/BH) e a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES/MG) foram notificadas da ocorrência de um caso de paciente com insuficiência renal aguda e alterações neurológicas de etiologia a esclarecer, internado em hospital da rede privada de saúde do município de Belo Horizonte. Em 31 de dezembro, foi notificado um segundo caso com a mesma sintomatologia, internado em hospital filantrópico do município de Juiz de Fora.

Diante dos eventos notificados, exames laboratoriais foram solicitados e realizados pela Fundação Ezequiel Dias (Funed), para pesquisa de doenças transmissíveis, sendo excluídas após análise: arboviroses, febres hemorrágicas (febre amarela, hantavirose, leptospirose e riquetisioses), infecções bacterianas e fúngicas sistêmicas, doenças neuroinvasivas, sarampo, hepatites virais, doença de Chagas, HIV, tuberculose, meningites e encefalites. Complementarmente às análises realizadas pela Funed, a Superintendência de Polícia Técnica-Científica da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) tem realizado análises toxicológicas de amostras biológicas dos pacientes e produtos recolhidos pelas vigilâncias sanitárias municipal e estadual.

As investigações iniciais realizadas pelas equipes da SES/MG, SMSA/BH e Ministério da Saúde (MS) indicaram que os pacientes notificados apresentaram os primeiros sintomas após ingerirem a cerveja “Belorizontina” da marca Backer. Os sintomas clínicos dos pacientes levantaram a hipótese de intoxicação exógena por Dietilenoglicol (DEG).

A presença da substância DEG foi confirmada em amostras de cerveja que foram coletadas nas casas de pacientes e encaminhadas pela Vigilância Sanitária do município de Belo Horizonte para a perícia da Polícia Civil. Exames realizados em amostras biológicas de quatro pacientes também detectaram a presença do mesmo composto químico.

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Banco de notícias Thu, 23 Jan 2020 18:35:01 +0000
Regional Barbacena realiza reunião sobre novo regimento da CIB http://saude.mg.gov.br/aids/stories/12009-regional-barbacena-realiza-reuniao-sobre-novo-regimento-da-cib http://saude.mg.gov.br/aids/stories/12009-regional-barbacena-realiza-reuniao-sobre-novo-regimento-da-cib

A Secretaria Executiva da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) da Regional de Saúde de Barbacena realizou, quinta-feira (23/01), uma reunião para apresentação do novo regimento interno da CIB para a direção e representantes dos núcleos da Regional.

Crédito: Priscila Rezende

O novo regimento consta na Deliberação CIB-SUS/MG Nº3.030, de 13 de novembro de 2019, e, além de definir questões de fluxos, prazos, documentação, representações, entre outros, estabelece a volta da denominação “CIB” nos âmbitos regionais (anteriormente “CIR” e “CIRA”). Também trata das reuniões da câmara técnica (anteriormente ‘comissões temáticas’) que ocorrem previamente às reuniões de CIB micro e macro, com a finalidade de discussões técnicas sobre as pautas que serão apresentadas nessas reuniões regionais.

As Comissões Intergestores são instâncias colegiadas de articulação, negociação e pactuação, entre o gestor estadual e os gestores municipais, dos aspectos de gestão do Sistema Único de Saúde (SUS), organizando-se em três instâncias: Comissão Intergestores Bipartite do Sistema Único de Saúde do Estado de Minas Gerais(CIB-SUS/MG), instituída no âmbito do Estado; Comissão Intergestores Bipartite Macrorregional (CIB Macro), instituída no âmbito das macrorregiões; e Comissão Intergestores Bipartite Microrregional(CIB Micro), instituída no âmbito das microrregiões.

A deliberação prevê o início de operacionalização do novo regimento interno a partir de fevereiro deste ano de 2020.

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Banco de notícias Thu, 23 Jan 2020 16:02:44 +0000
Nota de esclarecimento sobre caso suspeito de Coronavírus http://saude.mg.gov.br/aids/stories/12008-nota-de-esclarecimento-sobre-caso-suspeito-de-coronavirus http://saude.mg.gov.br/aids/stories/12008-nota-de-esclarecimento-sobre-caso-suspeito-de-coronavirus

Sobre o caso que havia sido notificado como suspeito para Coronavírus, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), informa:

Em 21/01/2020, foi identificada na UPA Centro Sul de Belo Horizonte uma paciente, brasileira, de 35 anos, proveniente da China (esteve em Shangai) e que desembarcou em Belo Horizonte no dia 18/01, com sintomas respiratórios, compatíveis com doença respiratória viral aguda. Ela foi conduzida rapidamente para o Hospital Eduardo de Menezes (HEM) para observação cuidadosa em ambiente hospitalar. O HEM foi prontamente acionado pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS-MG) e CIEVS-BH e se organizou em poucos minutos para receber a paciente.

A notificação se deu porque a paciente esteve em um evento internacional na China, teve contato com pessoas de diversos locais do mundo, com vários dias de duração e apresentava sintomas respiratórios.

Quando a paciente procurou atendimento no município de Belo Horizonte, a SES-MG ainda não dispunha do protocolo do Ministério da Saúde, com orientações sobre esses casos.

Por medida de precaução, para evitar a disseminação de uma possível nova doença, ainda desconhecida, foi decidido pelo isolamento da paciente, foram coletadas amostras laboratoriais para fazer exames de vírus respiratórios e notificado como caso suspeito.

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais informa que teve acesso nesta quinta-feira (23/01) às orientações oficiais do Ministério da Saúde, por meio do Boletim Epidemiológico n. 04, onde constam os critérios de definição de casos suspeitos para o Novo Coronavírus.

Assim, a partir deste protocolo veiculado nesta quinta-feira, 23/01, o Estado de Minas Gerais irá adotar as recomendações do Ministério da Saúde e neste momento este caso não atende ao critério de caso suspeito para o Novo Coronavírus.

Paciente e exames

O estado clínico da paciente é estável e a alta hospitalar está sendo avaliada para monitoramento no domicílio.

Por fim, esclarecemos que a FUNED está realizando exames para Influenza e para outros vírus respiratórios, que já são os exames de protocolo, de rotina para todos os casos de síndrome respiratória.  A amostra da paciente já foi encaminhada para a Fiocruz, no Rio de Janeiro. A SES irá discutir e avaliar com o Ministério da Saúde e a Fiocruz se vai realizar ou não o exame para o Novo Coronavírus.

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Banco de notícias Thu, 23 Jan 2020 15:03:27 +0000
Boletim de atualização da investigação dos casos de intoxicação exógena por Dietilenoglicol (22/01) http://saude.mg.gov.br/aids/stories/12007-boletim-de-atualizacao-da-investigacao-dos-casos-de-intoxicacao-exogena-por-dietilenoglicol-22-01 http://saude.mg.gov.br/aids/stories/12007-boletim-de-atualizacao-da-investigacao-dos-casos-de-intoxicacao-exogena-por-dietilenoglicol-22-01

Neste boletim, não houve alteração no número de casos, mas foi incluída informação sobre casos comunicados que não atendem ao critério de temporalidade.

Até a data de 22/01/2020, foram notificados 22 casos suspeitos de intoxicação exógena por Dietilenoglicol. Desses, 19 pessoas são do sexo masculino e três do sexo feminino. Quatro casos foram confirmados e os 18 restantes continuam sob investigação, uma vez que apresentaram sinais e sintomas compatíveis com o quadro de intoxicação por dietilenoglicol e com relato de exposição.

Quatro casos evoluíram para óbito. Um desses óbitos está entre os quatro casos em que foi confirmada a presença da substância dietilenoglicol no sangue. Trata-se de um homem, que esteve internado em hospital de Juiz de Fora e faleceu em 07/01.

Já os outros três casos de óbito estão entre os 18 casos em investigação. Trata-se de um homem, que faleceu em 15/01 em Belo Horizonte; um homem, que faleceu na quinta, em 16/01, em Belo Horizonte e de uma mulher, que faleceu em 28/12 em Pompéu. Estes pacientes estão entre os casos suspeitos e a confirmação sobre a causa da morte depende do resultado de análises laboratoriais.

A distribuição geográfica dos 22 casos notificados, segundo município de residência, é a seguinte: 15 casos em Belo Horizonte e os demais 7 casos contabilizam registros em Capelinha, Nova Lima, Pompéu, São João Del Rei, São Lourenço, Ubá e Viçosa.

Atualização

Em 21/01/2020, a SES/MG foi comunicada da ocorrência de dois casos com sinais e sintomas semelhantes ao quadro de intoxicação por dietilenoglicol e com relato de exposição em data anterior a outubro de 2019. Estes casos estão em monitoramento pela SES/MG, no entanto, para serem considerados casos suspeitos de intoxicação por dietilenoglicol é necessário que haja confirmação da exposição e exclusão de outras causas para o quadro clínico apresentado. Informamos que a definição de caso suspeito é dinâmica e pode ser revista, considerando as novas evidências que surgem durante a investigação epidemiológica. Se houver mudança nos critérios atualmente utilizados os profissionais de saúde serão orientados sobre as novas condutas que devem ser adotadas.

Com base nos resultados da análise pericial realizada pela Polícia Civil, a Vigilância Sanitária Estadual determinou a interdição cautelar dos lotes L1 1348 e L2 1348 da cerveja Backer Belorizontina. A interdição nacional dos mesmos lotes foi determinada pela ANVISA. A partir de novos resultados divulgados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), a ANVISA determinou a interdição cautelar de todas as marcas de cerveja da empresa Backer e lotes com data de validade igual ou posterior a agosto de 2020. Assim, fica determinada a interdição cautelar, suspensão da comercialização e distribuição em todo o território nacional.

Em decorrência das últimas evidências obtidas a recomendação vigente é de que, por precaução, nenhuma cerveja produzida pela Cervejaria Backer, independente de marca e lote, seja consumida. A SES-MG também orienta à população de Minas Gerais que caso tenha em sua residência cervejas de qualquer marca ou lote produzida pela Cervejaria Backer não a descarte em pias ou vasos sanitários, nem as coloque no lixo comum, pois outras pessoas podem pegar e consumir esses produtos. Estas cervejas devem ser identificadas com alguma inscrição do tipo: “Não ingerir. Produto impróprio para o consumo”, armazenadas separadamente dos demais alimentos até que você possa entregá-los nos pontos de recepção (Vigilância Sanitária de sua cidade, Núcleos Estaduais de Vigilâncias Sanitárias ou PROCONs).

A Secretaria de Estado de Saúde continuará a investigação epidemiológica e clínico-laboratorial dos casos, incluindo a emissão de notas técnicas para orientação aos serviços e profissionais de saúde, e divulgação periódica de informações atualizadas à população. O conteúdo produzido pode ser acessado em: http://www.saude.mg.gov.br/intoxicacaodeg

Notificações

A SES-MG informa que devem ser imediatamente notificados (em até 24 horas) ao CIEVS BH (casos de Belo Horizonte) e CIEVS Minas (casos do restante do estado), pelo telefone e por e-mail, os casos de indivíduos que ingeriram cerveja da marca “Backer” a partir de outubro de 2019 e iniciaram em até 72 horas com sintomas gastrointestinais (náusea e/ou vômito e/ ou dor abdominal) associados a pelo menos um dos seguintes quadros:

  • Alterações da função renal;
  • Sinais e sintomas neurológicos (paralisia facial, borramento visual, amaurose, alterações de sensório, paralisia descendente e crise convulsiva).

Contatos:

CIEVS BH: 31-3277 77 68
cievs.bh@pbh.gov.br

CIEVS Minas: 31-3916 0340
notifica.se@saude.mg.gov.br

Ações realizadas

  • Investigação epidemiológica dos casos suspeitos;
  • Investigação hospitalar dos casos internados;
  • Investigação sanitária domiciliar e de estabelecimentos comerciais, com a coleta de materiais para análise;
  • Reuniões técnicas conjuntas (SES-MG, SMSA-BH, Funed, FHEMIG, representantes dos hospitais responsáveis pelo atendimento dos pacientes, PCMG, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Polícia Militar e Bombeiro Militar de Minas Gerais);
  • Instituição de Força Tarefa Estadual para investigação conjunta dos casos;
  • Instituição do COES Estadual;
  • Solicitação de apoio à equipe do EpiSUS Avançado do Ministério da Saúde;
  • Solicitação de apoio técnico de profissional do Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da USP;
  • Solicitação de apoio técnico à equipe médica da Unimed-Belo Horizonte;
  • Realização de reuniões diárias pela equipe de investigação;
  • Realização de reuniões semanais com o grupo técnico assessor;
  • Realização de videoconferências semanais para orientações às unidades regionais de saúde;
  • Elaboração de instrumento padronizado para sistematização da coleta de dados;
  • Elaboração de Notas Técnicas para orientação aos profissionais de saúde;
  • Elaboração de Notas Técnicas para orientação aos profissionais de vigilância sanitária dos núcleos estaduais e municipais;
  • Divulgação de informações à população e demais órgãos de interesse, de modo a combater notícias falsas (Fake News) e orientar para conduta assistencial adequada;
  • Criação de página na internet para disponibilização do conteúdo produzido (http://www.saude.mg.gov.br/intoxicacaodeg).

Histórico

Em 30 de dezembro de 2019, a Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte (SMSA/BH) e a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES/MG) foram notificadas da ocorrência de um caso de paciente com insuficiência renal aguda e alterações neurológicas de etiologia a esclarecer, internado em hospital da rede privada de saúde do município de Belo Horizonte. Em 31 de dezembro, foi notificado um segundo caso com a mesma sintomatologia, internado em hospital filantrópico do município de Juiz de Fora.

Diante dos eventos notificados, exames laboratoriais foram solicitados e realizados pela Fundação Ezequiel Dias (Funed), para pesquisa de doenças transmissíveis, sendo excluídas após análise: arboviroses, febres hemorrágicas (febre amarela, hantavirose, leptospirose e riquetisioses), infecções bacterianas e fúngicas sistêmicas, doenças neuroinvasivas, sarampo, hepatites virais, doença de Chagas, HIV, tuberculose, meningites e encefalites. Complementarmente às análises realizadas pela Funed, a Superintendência de Polícia Técnica-Científica da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) tem realizado análises toxicológicas de amostras biológicas dos pacientes e produtos recolhidos pelas vigilâncias sanitárias municipal e estadual.

As investigações iniciais realizadas pelas equipes da SES/MG, SMSA/BH e Ministério da Saúde (MS) indicaram que os pacientes notificados apresentaram os primeiros sintomas após ingerirem a cerveja “Belorizontina” da marca Backer. Os sintomas clínicos dos pacientes levantaram a hipótese de intoxicação exógena por Dietilenoglicol (DEG).

A presença da substância DEG foi confirmada em amostras de cerveja que foram coletadas nas casas de pacientes e encaminhadas pela Vigilância Sanitária do município de Belo Horizonte para a perícia da Polícia Civil. Exames realizados em amostras biológicas de quatro pacientes também detectaram a presença do mesmo composto químico.

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Banco de notícias Wed, 22 Jan 2020 18:24:48 +0000
Com o aumento das chuvas, Funed reforça a importância da prevenção e do diagnóstico da leptospirose http://saude.mg.gov.br/aids/stories/12006-com-o-aumento-das-chuvas-funed-reforca-a-importancia-da-prevencao-e-do-diagnostico-da-leptospirose http://saude.mg.gov.br/aids/stories/12006-com-o-aumento-das-chuvas-funed-reforca-a-importancia-da-prevencao-e-do-diagnostico-da-leptospirose

Febre, calafrios, dores musculares, cefaleia e dor ao redor dos olhos são os sintomas clássicos da leptospirose, uma doença grave que, se não for diagnosticada a tempo para o tratamento adequado, pode levar à morte. De acordo com dados do Ministério da Saúde, foram registrados em Minas Gerais, de 2011 a 2018, 924 casos de leptospirose e 102 óbitos, o que representa uma letalidade de 11%.

Leptospirose site

O tratamento para leptospirose é feito a partir de antibióticos e os sintomas podem ser acompanhados de complicações renais, hemorrágicas, cardíacas, respiratórias e oculares. Para complementar o diagnóstico clínico e a investigação epidemiológica, o exame laboratorial é ofertado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em Minas Gerais, ele é realizado pela Funed, em seu Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), que recebe as amostras encaminhadas pelos serviços de saúde de todo o estado. De acordo com a chefe do Serviço de Doenças Bacterianas e Fúngicas, Carmem Dolores Faria, a Funed é o único laboratório público no Brasil a oferecer simultaneamente todos os métodos para o diagnóstico da leptospirose: ELISA-IgM, Teste de Microaglutinação (MAT), Cultura de Leptospira e Reação em Cadeia da Polimerase (PCR). Por ano, o Lacen processa em média 1272 análises.

Transmissão e prevenção

Durante as enchentes, a urina de roedores contaminados, que circularam em esgotos e bueiros, mistura-se à enxurrada e à lama. Qualquer pessoa que tiver contato com essa água ou lama contaminada pode se infectar. A doença é causada por uma bactéria chamada Leptospira, que também pode estar presente na urina de outros animais como bois, porcos, cavalos, cabras, ovelhas e cães. Esses animais também podem adoecer e, eventualmente, transmitir a leptospirose ao homem. A doença pode ser transmitida após a permanência da pessoa por longos períodos em contato com água ou lama contaminada, mesmo com a pela íntegra, e se agrava quando há arranhões ou ferimentos na pele.

De forma geral, as principais medidas de prevenção da doença são o controle da população de roedores, a redução do risco de exposição às águas e lama de enchentes, medidas de proteção individual para trabalhadores ou indivíduos expostos a situação de risco, como o uso de luvas e botas; conservação adequada de água e alimentos; além de armazenamento e destinação adequados do lixo.

Fluxo de atendimento

Caso tenha os primeiros sintomas, após contato com água ou lama contaminada, a pessoa precisa procurar uma unidade de saúde mais próxima de sua residência, conforme explica a chefe do Serviço. “A Funed não recebe as amostras dos usuários diretamente. Sendo assim, a coleta e encaminhamento precisam ser feitos pelos profissionais de serviço de saúde que já são treinados e orientados para o procedimento”, afirmou Carmem Faria. Diante de um caso suspeito de leptospirose, os profissionais de saúde são orientados a coletar amostras para a realização de todas as metodologias disponibilizadas pelo Funed. A realização do exame de cultura de Leptospira é extremamente importante na identificação dos sorovares (diferentes tipos de leptospiras) envolvidos em casos suspeitos, surtos ou epidemias que circulam no estado.

O Laboratório é também referência para a Região Centro-Oeste e sua responsabilidade é supervisionar e realizar o controle de qualidade dos laboratórios nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, além de capacitações quando necessário.

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Banco de notícias Wed, 22 Jan 2020 18:12:00 +0000
Caso suspeito para Coronavírus http://saude.mg.gov.br/aids/stories/12005-caso-suspeito-para-coronavirus http://saude.mg.gov.br/aids/stories/12005-caso-suspeito-para-coronavirus

Sobre o Caso suspeito de Coronavírus, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), informa:

Em 21/01/2020 foi identificada na UPA Centro Sul de Belo Horizonte uma paciente, brasileira, de 35 anos, proveniente da China (esteve em Shangai) e que desembarcou em Belo Horizonte no dia 18/01, com sintomas respiratórios, compatíveis com doença respiratória viral aguda.

O caso foi notificado como suspeito. Tendo em vista o contexto epidemiológico atual do país onde a paciente esteve, foi considerada a hipótese de doença causada pelo novo Coronavírus, que é microorganismo de alerta sanitário internacional, considerando o potencial pandêmico com alto risco à vida e impacto assistencial.

Apesar de não apresentar qualquer sinal indicativo de gravidade clínica, a paciente foi conduzida rapidamente para o HEM para observação cuidadosa em ambiente hospitalar. O Hospital Eduardo de Menezes (HEM) foi prontamente acionado pelo CIEVS-MG e CIEVS-BH e se organizou em poucos minutos para receber a paciente. Todas as medidas assistenciais para redução de risco de transmissão foram tomadas.

Este caso foi notificado como suspeito para Coronavírus e a paciente está clinicamente estável e o caso segue em investigação.

Conforme informações que foram repassadas pela paciente ao CIEVS BH, a mesma relatou que não esteve na região de Wunhan e que também não teve contato com pessoa sintomática na China.

Os exames capazes de confirmar ou descartar a hipótese diagnóstica encontram-se em andamento em laboratórios de referência.

O HEM é referência estadual para o atendimento de doenças infectocontagiosas, emergências em saúde pública e atenção aos agravos de interesse sanitário e que para esses casos é necessária resposta rápida e qualificada, com isolamento em área específica e monitoramento clínico cuidadoso e de resultados de exames,

Alerta regionais

A SES-MG informa que no dia 20/01/2020, a Organização Pan Americana de Saúde (OPS) emitiu o Alerta Novo Corononavírus. De acordo com o documento, diante da situação, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Panamericana de Saúde (OPS) orientam os Estados Membros a fortalecerem as atividades de vigilância para detectar qualquer evento incomum de saúde respiratória.

A SES-MG emitiu o alerta para as unidades regionais de saúde, que repassarão a orientação da OMS e da OPAS aos municípios mineiros.

Mais informações em:

20 de enero de 2020: Nuevo coronavirus (nCoV) - Actualización Epidemiológica
Alerta Epidemiológica Nuevo coronavirus (nCoV)

CoV

Os coronavírus (CoV) são uma grande família viral, conhecidos desde meados dos anos 1960, que causam infecções respiratórias em seres humanos e em animais. Geralmente, infecções por coronavírus causam doenças respiratórias leves a moderadas, semelhantes a um resfriado comum. A maioria das pessoas se infecta com os coronavírus comuns ao longo da vida, sendo as crianças pequenas mais propensas a se infectarem. Segundo informações divulgadas pelo Centro de Controle de Doenças Americado - CDC e Organização Mundial da Saúde – WHO, as autoridades chinesas relataram que um novo coronavírus (nCoV) foi identificado no país. Atualmente são 300 casos confirmados na China.

No dia 21 de janeiro de 2020 foi identificado o primeiro caso nos EUA. Também já foram identificados casos em outros países (Japão, Tailândia, Coreia do Sul), todos os casos identificados foram de pessoas que estiveram na região de transmissão.

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Banco de notícias Wed, 22 Jan 2020 16:26:33 +0000
Coordenador da Toxicologia do Hospital João XXIII esclarece sobre a intoxicação por dietilenoglicol http://saude.mg.gov.br/aids/stories/12004-coordenador-da-toxicologia-do-hospital-joao-xxiii-esclarece-sobre-a-intoxicacao-por-dietilenoglicol http://saude.mg.gov.br/aids/stories/12004-coordenador-da-toxicologia-do-hospital-joao-xxiii-esclarece-sobre-a-intoxicacao-por-dietilenoglicol

Antes mesmo de serem identificados os sintomas da “síndrome” que afetou alguns pacientes, no final do ano passado, como sendo uma intoxicação exógena por dietilenoglicol, o Serviço de Toxicologia do Hospital João XXIII estava mobilizado para oferecer suporte técnico aos profissionais de saúde que recebiam os casos.

O coordenador Adebal de Andrade conta que essa intoxicação é rara no mundo e era um tema totalmente novo para todos no país. As características da substância e a dificuldade de percebê-la também foram obstáculos ao diagnóstico: “O dietilenoglicol não tem sabor quando adicionado a outro líquido, como a cerveja. Também não tem cor, não dá para notar a diferença somente visualizando o recipiente”, explica o médico.

Evolução dos quadros clínicos por intoxicação por dietilenoglicol

O dietilenoglicol é extremamente tóxico e pode ser absorvido pela pele, por inalação ou por via digestiva. Quando é ingerido, cai rapidamente na corrente sanguínea pode afetar o sistema nervoso central, o fígado e os rins principalmente. Adebal relata que os primeiros sintomas observados nos pacientes foram no trato gastrointestinal: náuseas, vômitos, dores abdominais e na região lombar.

Cred-Marcus-Ferreira-

Entre três e quatro dias depois, começa o comprometimento dos rins - o volume de urina diminui e, em alguns casos, até para de urinar completamente, evoluindo para a insuficiência renal. A terceira fase é a partir do 8º dia, quando aparecem sinais de comprometimento neurológico: fraqueza muscular generalizada, principalmente nos membros superiores, inferiores, na região cervical e nas pálpebras. O paciente tem dificuldade até mesmo para deglutir.

Tratamento

O médico diz que a maioria dos casos evolui de forma satisfatória depois de identificada a intoxicação e iniciado o tratamento em tempo hábil. Podem acontecer complicações neurológicas tardias, após 4 a 6 semanas; por isso, os casos estão sendo acompanhados. Sequelas, como insuficiência renal crônica podem ocorrer.

O antídoto para o dietilenoglicol disponível no Brasil é o etanol. O coordenador da Toxicologia alerta que o tratamento deve ser prescrito e administrado somente em ambiente hospitalar, por ser tratar de uma solução especial, por via intravenosa e com controle de dosagem por paciente. “Doses de outras bebidas contendo etanol pode atenuar o quadro da intoxicação, mas nestes casos o paciente deve procurar assistência médica”. A intoxicação pode acontecer pela quantidade (1 mL por Kg da substância pura), mas também parece depender da resposta do organismo de cada paciente.

A primeira epidemia de intoxicação por dietilenoglicol aconteceu em 1937, nos Estados Unidos, quando uma empresa farmacêutica utilizou a substância como solvente de medicamentos. Até então, não se sabia de sua toxicidade. Outros acidentes foram verificados na Índia, no Panamá, na Nigéria, na Argentina, Áustria e Bangladesh. Porém, é a primeira vez que foram notificados casos de intoxicação por dietilenoglicol relacionados à cerveja no Brasil.

Casos surgiram no final de dezembro em Minas

No final do ano passado, começaram a surgir casos de insuficiência renal aguda e alterações neurológicas que mobilizaram a saúde mineira. Os casos foram inicialmente notificados ao Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS Minas) e tratados como “síndrome nefroneural”. 

A procura pelo diagnóstico e, consequentemente, pelo tratamento, reuniu os esforços da rede de saúde, incluindo vários hospitais privados da capital, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), a Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte (SMS-BH), o Ministério da Saúde e a Polícia Civil. No dia 10 de janeiro, a Polícia Civil emitiu o laudo que comprovou a presença da substância tóxica dietilenoglicol nas cervejas da marca Belorizontina. Até o dia 21 de janeiro, eram 21 casos suspeitos (sob investigação) e quatro confirmados, segundo o boletim da SES-MG.

Mais informações e boletins dos casos, acesse: www.saude.mg.gov.br/intoxicacaodeg

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Banco de notícias Wed, 22 Jan 2020 12:51:09 +0000
Nota Complementar ao Boletim (21/01) http://saude.mg.gov.br/aids/stories/12003-nota-complementar-ao-boletim-20-01 http://saude.mg.gov.br/aids/stories/12003-nota-complementar-ao-boletim-20-01

Em complemento às informações veiculadas hoje, 21/01, pelo Boletim de atualização da investigação dos casos de intoxicação exógena por Dietilenoglicol, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) informa que: dos 22 casos suspeitos notificados para intoxicação exógena por Dietilenoglicol, um deles, trata-se de um homem, residente no município de Capelinha, que esteve internado de 17/01/2020 a 19/01/2020 no Hospital João XXIII, da Rede Fhemig, com alguns dos sintomas característicos da intoxicação exógena por Dietilenoglicol, como: turvação visual, tremor leve de extremidades, abalos musculares e redução da diurese, com relato de quadro de vômitos e diarreia prévios, já em melhora após 14 dias de evolução. O paciente recebeu alta em 19/01/2020 e segue em acompanhamento.

Trata-se de um caso suspeito, que está em investigação.

O atual estado de saúde é estável, mantendo alteração subjetiva de tato, mas sem abalos musculares, sem recorrência de vômitos ou diarreia, sem alterações renais e em melhora do quadro de alteração visual.

Não há, até o momento, nenhum paciente suspeito para a intoxicação por DEG internado em hospitais da rede Fhemig.

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Banco de notícias Tue, 21 Jan 2020 18:27:52 +0000
Boletim de atualização da investigação dos casos de intoxicação exógena por Dietilenoglicol (21/01) http://saude.mg.gov.br/aids/stories/12002-boletim-de-atualizacao-da-investigacao-dos-casos-de-intoxicacao-exogena-por-dietilenoglicol http://saude.mg.gov.br/aids/stories/12002-boletim-de-atualizacao-da-investigacao-dos-casos-de-intoxicacao-exogena-por-dietilenoglicol

Até a data de 21/01/2020, foram notificados 22 casos suspeitos de intoxicação exógena por Dietilenoglicol. Desses, 19 pessoas são do sexo masculino e três do sexo feminino. Quatro casos foram confirmados e os 18 restantes continuam sob investigação, uma vez que apresentaram sinais e sintomas compatíveis com o quadro de intoxicação por dietilenoglicol e com relato de exposição.

Quatro casos evoluíram para óbito. Um desses óbitos está entre os quatro casos em que foi confirmada a presença da substância dietilenoglicol no sangue. Trata-se de um homem, que esteve internado em hospital de Juiz de Fora e faleceu em 07/01.

os outros três casos de óbito estão entre os 18 casos em investigação. Trata-se de um homem, que faleceu em 15/01 em Belo Horizonte; um homem, que faleceu na quinta, em 16/01, em Belo Horizonte e de uma mulher, que faleceu em 28/12 em Pompéu. Estes pacientes estão entre os casos suspeitos e a confirmação sobre a causa da morte depende do resultado de análises laboratoriais.

A distribuição geográfica dos 22 casos notificados, segundo município de residência, é a seguinte: 15 casos em Belo Horizonte e os demais 7 casos contabilizam registros em Capelinha, Nova Lima, Pompéu, São João Del Rei, São Lourenço, Ubá e Viçosa.

Com base nos resultados da análise pericial realizada pela Polícia Civil, a Vigilância Sanitária Estadual determinou a interdição cautelar dos lotes L1 1348 e L2 1348 da cerveja Backer Belorizontina. A interdição nacional dos mesmos lotes foi determinada pela ANVISA. A partir de novos resultados divulgados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), a ANVISA determinou a interdição cautelar de todas as marcas de cerveja da empresa Backer e lotes com data de validade igual ou posterior a agosto de 2020. Assim, fica determinada a interdição cautelar, suspensão da comercialização e distribuição em todo o território nacional.

Em decorrência das últimas evidências obtidas a recomendação vigente é de que, por precaução, nenhuma cerveja produzida pela Cervejaria Backer, independente de marca e lote, seja consumida. A SES-MG também orienta à população de Minas Gerais que caso tenha em sua residência cervejas de qualquer marca ou lote produzida pela Cervejaria Backer não a descarte em pias ou vasos sanitários, nem as coloque no lixo comum, pois outras pessoas podem pegar e consumir esses produtos. Estas cervejas devem ser identificadas com alguma inscrição do tipo: “Não ingerir. Produto impróprio para o consumo”, armazenadas separadamente dos demais alimentos até que você possa entregá-los nos pontos de recepção (Vigilância Sanitária de sua cidade, Núcleos Estaduais de Vigilâncias Sanitárias ou PROCONs).

A Secretaria de Estado de Saúde continuará a investigação epidemiológica e clínico-laboratorial dos casos, incluindo a emissão de notas técnicas para orientação aos serviços e profissionais de saúde, e divulgação periódica de informações atualizadas à população. O conteúdo produzido pode ser acessado em: www.saude.mg.gov.br/intoxicacaodeg

Notificações

A SES-MG informa que devem ser imediatamente notificados (em até 24 horas) ao CIEVS BH (casos de Belo Horizonte) e CIEVS Minas (casos do restante do estado), pelo telefone e por e-mail, os casos de indivíduos que ingeriram cerveja da marca “Backer” a partir de outubro de 2019 e iniciaram em até 72 horas com sintomas gastrointestinais (náusea e/ou vômito e/ ou dor abdominal) associados a pelo menos um dos seguintes quadros:

  • Alterações da função renal;
  • Sinais e sintomas neurológicos (paralisia facial, borramento visual, amaurose, alterações de sensório, paralisia descendente e crise convulsiva).

Contatos:

CIEVS BH: 31-3277 77 68
cievs.bh@pbh.gov.br

CIEVS Minas: 31-3916 0340
notifica.se@saude.mg.gov.br

Ações realizadas

  • Investigação epidemiológica dos casos suspeitos;
  • Investigação hospitalar dos casos internados;
  • Investigação sanitária domiciliar e de estabelecimentos comerciais, com a coleta de materiais para análise;
  • Reuniões técnicas conjuntas (SES-MG, SMSA-BH, Funed, FHEMIG, representantes dos hospitais responsáveis pelo atendimento dos pacientes, PCMG, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Polícia Militar e Bombeiro Militar de Minas Gerais);
  • Instituição de Força Tarefa Estadual para investigação conjunta dos casos;
  • Instituição do COES Estadual;
  • Solicitação de apoio à equipe do EpiSUS Avançado do Ministério da Saúde;
  • Solicitação de apoio técnico de profissional do Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da USP;
  • Solicitação de apoio técnico à equipe médica da Unimed-Belo Horizonte;
  • Realização de reuniões diárias pela equipe de investigação;
  • Realização de reuniões semanais com o grupo técnico assessor;
  • Realização de videoconferências semanais para orientações às unidades regionais de saúde;
  • Elaboração de instrumento padronizado para sistematização da coleta de dados;
  • Elaboração de Notas Técnicas para orientação aos profissionais de saúde;
  • Elaboração de Notas Técnicas para orientação aos profissionais de vigilância sanitária dos núcleos estaduais e municipais;
  • Divulgação de informações à população e demais órgãos de interesse, de modo a combater notícias falsas (Fake News) e orientar para conduta assistencial adequada;
  • Criação de página na internet para disponibilização do conteúdo produzido (www.saude.mg.gov.br/intoxicacaodeg).

Histórico

Em 30 de dezembro de 2019, a Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte (SMSA/BH) e a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES/MG) foram notificadas da ocorrência de um caso de paciente com insuficiência renal aguda e alterações neurológicas de etiologia a esclarecer, internado em hospital da rede privada de saúde do município de Belo Horizonte. Em 31 de dezembro, foi notificado um segundo caso com a mesma sintomatologia, internado em hospital filantrópico do município de Juiz de Fora.

Diante dos eventos notificados, exames laboratoriais foram solicitados e realizados pela Fundação Ezequiel Dias (Funed), para pesquisa de doenças transmissíveis, sendo excluídas após análise: arboviroses, febres hemorrágicas (febre amarela, hantavirose, leptospirose e riquetisioses), infecções bacterianas e fúngicas sistêmicas, doenças neuroinvasivas, sarampo, hepatites virais, doença de Chagas, HIV, tuberculose, meningites e encefalites. Complementarmente às análises realizadas pela Funed, a Superintendência de Polícia Técnica-Científica da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) tem realizado análises toxicológicas de amostras biológicas dos pacientes e produtos recolhidos pelas vigilâncias sanitárias municipal e estadual.

As investigações iniciais realizadas pelas equipes da SES/MG, SMSA/BH e Ministério da Saúde (MS) indicaram que os pacientes notificados apresentaram os primeiros sintomas após ingerirem a cerveja “Belorizontina” da marca Backer. Os sintomas clínicos dos pacientes levantaram a hipótese de intoxicação exógena por Dietilenoglicol (DEG).

A presença da substância DEG foi confirmada em amostras de cerveja que foram coletadas nas casas de pacientes e encaminhadas pela Vigilância Sanitária do município de Belo Horizonte para a perícia da Polícia Civil. Exames realizados em amostras biológicas de quatro pacientes também detectaram a presença do mesmo composto químico.

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Banco de notícias Tue, 21 Jan 2020 18:06:37 +0000
Boletim Epidemiológico de Monitoramento dos casos de Dengue, Chikungunya e Zika (21/01) http://saude.mg.gov.br/aids/stories/12001-boletim-epidemiologico-de-monitoramento-dos-casos-de-dengue-chikungunya-e-zika-21-01 http://saude.mg.gov.br/aids/stories/12001-boletim-epidemiologico-de-monitoramento-dos-casos-de-dengue-chikungunya-e-zika-21-01

Em 2020, Minas Gerais registrou 2.246 casos prováveis de dengue até o momento. Quanto aos óbitos, em 2019 foram confirmados 173 óbitos e 99 permanecem em investigação. Em 2020, 03 óbitos permanecem em investigação e até o momento nenhum óbito foi confirmado.

Em relação à Febre Chikungunya, foram registrados 2.823 casos prováveis de chikungunya em 2019. Desse total, 48 gestantes, sendo 12 com confirmação laboratorial. Em 2020, até o momento, 44 casos prováveis foram notificados sendo 01 caso em gestante.

Já em relação à Zika, em 2019 foram registrados 705 casos prováveis, sendo 163 em gestantes. Em 2020 até o momento foram registrados 11 casos sendo 02 em gestantes.

» Clique aqui e confira o Boletim Epidemiológico de Monitoramento dos casos de Dengue, Chikungunya e Zika Vírus da SES-MG (atualizado em 21/01/2020).

» Clique aqui e confira a Tabela de Casos Prováveis de Dengue por município nas quatro últimas semanas epidemiológicas (atualizada em 21/01/2020)

» Clique aqui e confira a Tabela de Casos Prováveis de Dengue por município em 2019 (atualizada em 21/01/2020)
» Clique aqui e confira a Tabela de Casos Prováveis de Chikungunya por município em 2019 (atualizada em 21/01/2020)
» Clique aqui e confira a Tabela de Casos Prováveis de Zika por município em 2019 (atualizada em 21/01/2020).

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Banco de notícias Tue, 21 Jan 2020 15:10:48 +0000
Belo Horizonte recebe oficina sobre bloqueio de transmissão de arboviroses http://saude.mg.gov.br/aids/stories/12000-belo-horizonte-recebe-oficina-sobre-bloqueio-de-transmissao-de-arboviroses http://saude.mg.gov.br/aids/stories/12000-belo-horizonte-recebe-oficina-sobre-bloqueio-de-transmissao-de-arboviroses

Cerca de 200 agentes e técnicos de endemias do município de Belo Horizonte participaram de uma oficina de capacitação sobre técnicas de bloqueio de transmissão de arboviroses. Realizada entre os dias 15 e 17 de janeiro, o treinamento dividiu os profissionais em três turmas. Foram focados pontos estratégicos e utilização do UBV (inseticida de ultrabaixo volume) costal e veicular.

Crédito: Alessandra Maximiano

A proposta de realização do evento foi revisar com os participantes do município de Belo Horizonte as técnicas de aplicação de larvicidas, adulticidas de efeito residual e dos aerossóis, além dos equipamentos motorizados, como as bombas de UBV. O planejamento de ações estratégicas de aplicação, noções básicas de mecânica e manutenção das máquinas para melhor desempenho e utilização dos equipamentos para o combate ao Aedes aegypti também foram pontos abordados.

Para a referência técnica de campo de Endemias da Regional de Saúde de Belo Horizonte, Elder Eustáquio de Souza, a capacitação dos profissionais foi de extrema importância. “Eles tiveram a oportunidade de esclarecer dúvidas, saber um pouco mais sobre as manutenções da bomba costal de UBV e sobre o inseticida utilizado em forma de fumacê para o combate ao mosquito”, apontou.

O agente de Combate a Endemias, Ronan Abreu da Silva, que atua no bairro Itamarati, em Belo Horizonte, aprovou a capacitação. “Nestes três dias, todos nós acabamos aprendendo mais, pois o conhecimento sobre o assunto sempre é bom, principalmente quando se trata de novas técnicas”, afirmou.

Nos dias 11,12 e 13 de fevereiro, os mesmos agentes e técnicos de endemias participarão de um treinamento prático na Central de UBV de Belo Horizonte. Formas de aplicação e técnicas de uso do UBV serão repassadas aos profissionais de forma prática.

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Banco de notícias Mon, 20 Jan 2020 17:56:48 +0000
Boletim de atualização da investigação dos casos de intoxicação exógena por Dietilenoglicol http://saude.mg.gov.br/aids/stories/11999-boletim-de-atualizacao-da-investigacao-dos-casos-de-intoxicacao-exogena-por-dietilenoglicol http://saude.mg.gov.br/aids/stories/11999-boletim-de-atualizacao-da-investigacao-dos-casos-de-intoxicacao-exogena-por-dietilenoglicol

Até a data de 20/01/2020, foram notificados 21 casos suspeitos de intoxicação exógena por Dietilenoglicol. Desses, 19 pessoas são do sexo masculino e duas do feminino. Quatro casos foram confirmados e os 17 restantes continuam sob investigação, uma vez que apresentaram sinais e sintomas com relato de exposição.

Quatro casos evoluíram para óbito. Um desses óbitos está entre os quatro casos em que foi confirmada a presença da substância dietilenoglicol no sangue. Trata-se de um homem, que esteve internado em hospital de Juiz de Fora e faleceu em 07/01.

Já os outros três casos de óbito estão entre os 17 casos em investigação. Trata-se de um homem, que faleceu em 15/01 em Belo Horizonte; um homem, que faleceu na quinta, em 16/01, em Belo Horizonte e de uma mulher, que faleceu em 28/12 em Pompéu. Estes pacientes estão entre os casos suspeitos e a confirmação sobre a causa da morte depende do resultado de análises laboratoriais.

A distribuição geográfica dos 21 casos notificados, segundo município de residência, é a seguinte: 14 casos em Belo Horizonte e os demais 7 casos contabilizam registros em Capelinha, Nova Lima, Pompéu, São João Del Rei, São Lourenço, Ubá e Viçosa.

Com base nos resultados da análise pericial realizada pela Polícia Civil, a Vigilância Sanitária Estadual determinou a interdição cautelar dos lotes L1 1348 e L2 1348 da cerveja Backer Belorizontina. A interdição nacional dos mesmos lotes foi determinada pela ANVISA. Em decorrência das últimas evidências obtidas a recomendação vigente é de que, por precaução, nenhuma cerveja produzida pela Cervejaria Backer, independente de marca e lote, seja consumida.

A SES-MG também orienta à população de Minas Gerais que caso tenha em sua residência cervejas de qualquer marca ou lote produzida pela Cervejaria Backer não a descarte em pias ou vasos sanitários, nem as coloque no lixo comum, pois outras pessoas podem pegar e consumir esses produtos. Estas cervejas devem ser identificadas com alguma inscrição do tipo: “Não ingerir. Produto impróprio para o consumo”, armazenadas separadamente dos demais alimentos até que você possa entregá-los nos pontos de recepção (Vigilância Sanitária de sua cidade, Núcleos Estaduais de Vigilâncias Sanitárias ou PROCONs).

A Secretaria de Estado de Saúde continuará a investigação epidemiológica e clínico-laboratorial dos casos, incluindo a emissão de notas técnicas para orientação aos serviços e profissionais de saúde, e divulgação periódica de informações atualizadas à população. O conteúdo produzido pode ser acessado em: http://www.saude.mg.gov.br/intoxicacaodeg

Notificações

A SES-MG informa que devem ser imediatamente notificados (em até 24 horas) ao CIEVS BH (casos de Belo Horizonte) e CIEVS Minas (casos do restante do estado), pelo telefone e por e-mail, os casos de indivíduos que ingeriram cerveja da marca “Backer” a partir de outubro de 2019 e iniciaram em até 72 horas com sintomas gastrointestinais (náusea e/ou vômito e/ ou dor abdominal) associados a pelo menos um dos seguintes quadros:

  • Alterações da função renal;
  • Sinais e sintomas neurológicos (paralisia facial, borramento visual, amaurose, alterações de sensório, paralisia descendente e crise convulsiva).

Contatos:

CIEVS BH: 31-3277 77 68
cievs.bh@pbh.gov.br

CIEVS Minas: 31-3916 0340
notifica.se@saude.mg.gov.br

Histórico

Em 30 de dezembro de 2019, a Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte (SMSA/BH) e a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES/MG) foram notificadas da ocorrência de um caso de paciente com insuficiência renal aguda e alterações neurológicas de etiologia a esclarecer, internado em hospital da rede privada de saúde do município de Belo Horizonte. Em 31 de dezembro, foi notificado um segundo caso com a mesma sintomatologia, internado em hospital filantrópico do município de Juiz de Fora.

Diante dos eventos notificados, exames laboratoriais foram solicitados e realizados pela Fundação Ezequiel Dias (Funed), para pesquisa de doenças transmissíveis, sendo excluídas após análise: arboviroses, febres hemorrágicas (febre amarela, hantavirose, leptospirose e riquetisioses), infecções bacterianas e fúngicas sistêmicas, doenças neuroinvasivas, sarampo, hepatites virais, doença de Chagas, HIV, tuberculose, meningites e encefalites. Complementarmente às análises realizadas pela Funed, a Superintendência de Polícia Técnica-Científica da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) tem realizado análises toxicológicas de amostras biológicas dos pacientes e produtos recolhidos pelas vigilâncias sanitárias municipal e estadual.

As investigações iniciais realizadas pelas equipes da SES/MG, SMSA/BH e Ministério da Saúde (MS) indicaram que os pacientes notificados apresentaram os primeiros sintomas após ingerirem a cerveja “Belorizontina” da marca Backer. Os sintomas clínicos dos pacientes levantaram a hipótese de intoxicação exógena por Dietilenoglicol (DEG).

A presença da substância DEG foi confirmada em amostras de cerveja que foram coletadas nas casas de pacientes e encaminhadas pela Vigilância Sanitária do município de Belo Horizonte para a perícia da Polícia Civil. Exames realizados em amostras biológicas de quatro pacientes também detectaram a presença do mesmo composto químico.

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Banco de notícias Mon, 20 Jan 2020 17:50:49 +0000
Boletim de atualização da investigação dos casos de intoxicação exógena por Dietilenoglicol http://saude.mg.gov.br/aids/stories/11997-boletim-de-atualizacao-da-investigacao-dos-casos-de-intoxicacao-exogena-por-dietilenoglicol http://saude.mg.gov.br/aids/stories/11997-boletim-de-atualizacao-da-investigacao-dos-casos-de-intoxicacao-exogena-por-dietilenoglicol

Até a data de 17/01/2020, foram notificados 19 casos suspeitos de intoxicação exógena por Dietilenoglicol. Desses, 17 pessoas são do sexo masculino e duas do feminino. Quatro casos foram confirmados e os 15 restantes continuam sob investigação, uma vez que apresentaram sinais e sintomas com relato de exposição.

Quatro casos evoluíram para óbito. Um desses óbitos está entre os quatro casos em que foi confirmada a presença da substância dietilenoglicol no sangue. Trata-se de um homem, que esteve internado em hospital de Juiz de Fora e faleceu em 07/01.

Já os outros três casos de óbito estão entre os 15 casos em investigação. Trata-se de um homem, que faleceu em 15/01 em Belo Horizonte; um homem, que faleceu na quinta, em 16/01, em Belo Horizonte e de uma mulher, que faleceu em 28/12 em Pompéu. Estes pacientes estão entre os casos suspeitos e a confirmação sobre a causa da morte depende do resultado de análises laboratoriais.

A distribuição geográfica dos 19 casos notificados, segundo município de residência, é a seguinte: 12 casos em Belo Horizonte e os demais 7 casos contabilizam registros em Capelinha, Nova Lima, Pompéu, São João Del Rei, São Lourenço, Ubá e Viçosa.

Com base nos resultados da análise pericial realizada pela Polícia Civil, a Vigilância Sanitária Estadual determinou a interdição cautelar dos lotes L1 1348 e L2 1348 da cerveja Backer Belorizontina. A interdição nacional dos mesmos lotes foi determinada pela ANVISA. Em decorrência das últimas evidências obtidas a recomendação vigente é de que, por precaução, nenhuma cerveja produzida pela Cervejaria Backer, independente de marca e lote, seja consumida.

A SES-MG também orienta à população de Minas Gerais que caso tenha em sua residência cervejas de qualquer marca ou lote produzida pela Cervejaria Backer não a descarte em pias ou vasos sanitários, nem as coloque no lixo comum, pois outras pessoas podem pegar e consumir esses produtos. Estas cervejas devem ser identificadas com alguma inscrição do tipo: “Não ingerir. Produto impróprio para o consumo”, armazenadas separadamente dos demais alimentos até que você possa entregá-los nos pontos de recepção (Vigilância Sanitária de sua cidade, Núcleos Estaduais de Vigilâncias Sanitárias ou PROCONs).

A Secretaria de Estado de Saúde continuará a investigação epidemiológica e clínico-laboratorial dos casos, incluindo a emissão de notas técnicas para orientação aos serviços e profissionais de saúde, e divulgação periódica de informações atualizadas à população.

Notificações

A SES-MG informa que devem ser imediatamente notificados (em até 24 horas) ao CIEVS BH (casos de Belo Horizonte) e CIEVS Minas (casos do restante do estado), pelo telefone e por e-mail, os casos de indivíduos que ingeriram cerveja da marca “Backer” a partir de outubro de 2019 e iniciaram em até 72 horas com sintomas gastrointestinais (náusea e/ou vômito e/ ou dor abdominal) associados a pelo menos um dos seguintes quadros:

  • Alterações da função renal;
  • Sinais e sintomas neurológicos (paralisia facial, borramento visual, amaurose, alterações de sensório, paralisia descendente e crise convulsiva).

Contatos:

CIEVS BH: 31-3277 77 68
cievs.bh@pbh.gov.br

CIEVS Minas: 31-3916 0340
notifica.se@saude.mg.gov.br

Histórico

Em 30 de dezembro de 2019, a Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte (SMSA/BH) e a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES/MG) foram notificadas da ocorrência de um caso de paciente com insuficiência renal aguda e alterações neurológicas de etiologia a esclarecer, internado em hospital da rede privada de saúde do município de Belo Horizonte. Em 31 de dezembro, foi notificado um segundo caso com a mesma sintomatologia, internado em hospital filantrópico do município de Juiz de Fora.

Diante dos eventos notificados, exames laboratoriais foram solicitados e realizados pela Fundação Ezequiel Dias (Funed), para pesquisa de doenças transmissíveis, sendo excluídas após análise: arboviroses, febres hemorrágicas (febre amarela, hantavirose, leptospirose e riquetisioses), infecções bacterianas e fúngicas sistêmicas, doenças neuroinvasivas, sarampo, hepatites virais, doença de Chagas, HIV, tuberculose, meningites e encefalites. Complementarmente às análises realizadas pela Funed, a Superintendência de Polícia Técnica-Científica da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) tem realizado análises toxicológicas de amostras biológicas dos pacientes e produtos recolhidos pelas vigilâncias sanitárias municipal e estadual.

As investigações iniciais realizadas pelas equipes da SES/MG, SMSA/BH e Ministério da Saúde (MS) indicaram que os pacientes notificados apresentaram os primeiros sintomas após ingerirem a cerveja “Belorizontina” da marca Backer. Os sintomas clínicos dos pacientes levantaram a hipótese de intoxicação exógena por Dietilenoglicol (DEG).

A presença da substância DEG foi confirmada em amostras de cerveja que foram coletadas nas casas de pacientes e encaminhadas pela Vigilância Sanitária do município de Belo Horizonte para a perícia da Polícia Civil. Exames realizados em amostras biológicas de quatro pacientes também detectaram a presença do mesmo composto químico.

Informamos que nova atualização do boletim será realizada na próxima segunda-feira, dia 20/01.

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Banco de notícias Fri, 17 Jan 2020 18:31:50 +0000
Funed realiza exames laboratoriais dos casos de intoxicação exógena por Dietilenoglicol http://saude.mg.gov.br/aids/stories/11996-funed-realiza-exames-laboratoriais-dos-casos-de-intoxicacao-exogena-por-dietilenoglicol http://saude.mg.gov.br/aids/stories/11996-funed-realiza-exames-laboratoriais-dos-casos-de-intoxicacao-exogena-por-dietilenoglicol

Nas últimas semanas, um dos assuntos que predomina nos noticiários são os casos envolvendo a intoxicação pela substância Dietilenoglicol. O histórico teve início no dia 30 de dezembro de 2019, quando houve a notificação da ocorrência de um caso de paciente com insuficiência renal aguda e alterações neurológicas, internado em hospital da rede privada de saúde do município de Belo Horizonte. Um dia depois, foi notificado um segundo caso, com os mesmos sintomas, dessa vez internado em hospital filantrópico do município de Juiz de Fora. As causas e origens da doença ainda eram desconhecidas, por isso a importância de se realizar uma ampla investigação.

Crédito: Karol Avelino

A partir do momento em que um caso é notificado e a suspeita é de uma doença ou agravo de interesse da saúde pública, ocorre o encaminhamento de amostras para o Laboratório Central de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais (Lacen/MG), uma das quatro diretorias da Fundação Ezequiel Dias (Funed). A Fundação faz parte da Força-Tarefa Estadual, criada pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) para uma investigação conjunta dos casos.

Diante dos eventos notificados, o Lacen recebeu amostras biológicas para a realização de diferentes exames laboratoriais, a princípio, na tentativa de diagnosticar alguma doença infecciosa. A diretora do Instituto Octávio Magalhães, da Funed, Marluce Assunção Oliveira, explica que foram realizadas diferentes metodologias imunológicas (pesquisa de anticorpos, ou seja, da resposta do organismo do indivíduo a algum agente biológico infectante), microbiológicos (detecção e identificação de vírus, bactérias ou fungos) e moleculares (detecção e identificação de material genético de algum agente infectante, DNA ou RNA) para o diagnóstico de doenças infecciosas. Também foram realizadas análises para detecção de micotoxinas (toxinas produzidas por fungos). “Descobrir a origem de uma doença, assim como descartar possíveis causas logo no início de um evento gera informações importantes para as ações de investigação em saúde”, enfatizou a diretora.

Com a análise das primeiras amostras que deram entrada na Funed, foi possível excluir as suspeitas de algumas doenças como a dengue, zika, chikungunya, febre amarela, hantavirose, sarampo, hepatites virais, leptospirose, riquetisioses, meningites e doença de Chagas. “As amostras biológicas recebidas para análises foram sangue, líquido cefalorraquidiano, urina e também produtos para análises de importância sanitária, neste caso em específico, alimentos e bebidas”, exemplificou Marluce Oliveira.

Crédito: Karol Avelino

Para complementar as análises realizadas pela Funed, a Superintendência de Polícia Técnica-Científica da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) tem realizado análises toxicológicas de amostras biológicas dos pacientes e produtos recolhidos pelas vigilâncias sanitárias municipal e estadual. Atualmente, foi realizado contato com a Polícia Civil para que seja feita a transferência para a Funed da tecnologia necessária para investigar a presença de Dietilenoglicol. O intuito é tornar mais ágil o processo de investigação.

Atualização dos casos

Com o objetivo de organizar as informações sobre a intoxicação exógena por Dietilenoglicol, a SES-MG criou um hotsite onde serão postadas todas as informações pertinentes ao agravo de saúde. Todos os boletins, notas técnicas, apresentações e demais documentos, serão publicados no hotsite www.saude.mg.gov.br/intoxicacaodeg.

Foi realizada nesta sexta-feira (17/1), coletiva de imprensa acerca dos casos. A coletiva contou com a participação de representantes da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte (SMSBH), da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (FHEMIG) e da Fundação Ezequiel Dias (Funed). Clique aqui para conferir a matéria completa.

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Banco de notícias Fri, 17 Jan 2020 17:45:40 +0000
Assistência farmacêutica para o sistema prisional é tema de videoconferência em Pouso Alegre http://saude.mg.gov.br/aids/stories/11995-assistencia-farmaceutica-para-o-sistema-prisional-e-tema-de-videoconferencia-em-pouso-alegre http://saude.mg.gov.br/aids/stories/11995-assistencia-farmaceutica-para-o-sistema-prisional-e-tema-de-videoconferencia-em-pouso-alegre

A Regional de Saúde de Pouso Alegre participou, na última (16/01), como referência técnica, de videoconferência para realizada pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) para assistência farmacêutica no sistema prisional. O objetivo é dar encaminhamento à descentralização dos recursos da Assistência Farmacêutica para o sistema prisional,conforme Portaria nº 2.765, de 12 de Dezembro de 2014, por meio da qual o Ministério da Saúde estruturou política de financiamento para que os municípios que fizerem a adesão possam adquirir medicamentos para atendimento de pessoas privadas de liberdade.

Crédito: Otávio Fernandes

A referência técnica dos Privados de Liberdade do Núcleo de Redes de Atenção à Saúde (NRAS) da Regional de Pouso Alegre, Mauro Benedito Ferreira, ressaltou a importância do tema: “Nosso intuito é que municípios que tenham prisões localizadas no âmbito de abrangência da Regional façam a adesão aos termos da portaria ministerial,  assegurando o acesso da população prisional a medicamentos seguros, eficazes e de qualidade, além de ampliar o acesso aos medicamentos essenciais, planejar os processos de programação e aquisição”, diz Mauro. 

O evento foi organizado pela coordenadora de Saúde Indígena e Políticas de Promoção à Saúde, Luísa Azeredo Silveira, e contou com a participação de técnicos dos Privados de Liberdade, técnicos da Assistência Farmacêutica/SES, técnicos da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (SEJUSP), técnicos da Regional de Pouso Alegre ( dos setores de Privados de Liberdade, Assistência Farmacêutica e VISA), técnicos das Secretarias Municipal de Saúde de sete municípios e de sete prisões que instaladas em municípios que compõem a Regional Pouso Alegre.

A Regional de Pouso Alegre é a primeira Regional do Estado a conduzir o processo de adesão dos municípios para receber a descentralização financeira da assistência farmacêutica para o Sistema Prisional, compondo um projeto piloto para aplicação da portaria.

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Banco de notícias Fri, 17 Jan 2020 15:19:05 +0000
SES-MG cria site sobre a intoxicação exógena por Dietilenoglicol http://saude.mg.gov.br/aids/stories/11993-ses-mg-cria-site-sobre-a-intoxicacao-exogena-por-dietilenoglicol http://saude.mg.gov.br/aids/stories/11993-ses-mg-cria-site-sobre-a-intoxicacao-exogena-por-dietilenoglicol

Com o objetivo de organizar as informações sobre a intoxicação exógena por Dietilenoglicol, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) criou um hotsite onde serão postadas todas as informações pertinentes ao agravo de saúde.

Todos os boletins, notas técnicas, apresentações e demais documentos, serão publicados neste endereço. Informamos, ainda, que os boletins continuam sendo publicados também no site da SES-MG: www.saude.mg.gov.br.

Para acessar ao hot site, clique www.saude.mg.gov.br/intoxicacaodeg

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Banco de notícias Fri, 17 Jan 2020 13:07:12 +0000