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Você sabe o que você come? É a partir deste questionamento que celebramos o Mês da Alimentação Saudável, tendo o dia 16 de outubro a comemoração do Dia Mundial da Alimentação Saudável. Este ano o Estado de Minas Gerais trabalhará com o tema “Alimentação agroecológica e soberania alimentar”, norteado pelo tema proposto pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) “Mude o futuro da migração, Investir na segurança alimentar e no desenvolvimento rural”.

Por isso, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG)  faz o convite ao resgate e incentivo ao consumo de alimentos de produção local para recuperação da sua relação simbólico-cultural, para evitar dessa forma o desmonte dos valores identitários expressos por um grupo em suas características alimentares e modo de cozer. Este incentivo permite o resgate de aspectos fundamentais da relação entre homem e meio ambiente.

A regionalidade extrapola as relações sociais, econômicas e culturais de que a comida se traduz em identidade e o alimento, em necessidade para o corpo. A comida representa a mistura de culturas produzindo variadas noções sobre o comer e as necessidades do corpo, construindo assim, laços com a terra em que habita. Sendo assim pode-se concluir que os hábitos alimentares estão ligados à identidade de um povo, sua cultura e por sua vez descaracterizá-lo é cortar o seu vínculo com a terra e grupo de pertencimento.

Mas, o que é agroecologia?

“Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro”.
(Carta da Terra)

A agroecologia é um tipo de prática agrícola que prioriza a utilização dos recursos naturais com mais consciência, respeitando e mantendo o que a natureza oferece ao longo de todo o processo produtivo – desde o cultivo até a circulação dos produtos.

Repensar os modos de produção de alimentos é uma necessidade emergencial para manutenção dos recursos naturais existentes em nosso território. O modelo produtor atualmente vigente não é contemplador do equilíbrio entre meio, recursos e sociedade.

Sendo assim, deve ser superado para uma perspectiva agroecológica onde não se valida apenas o modo de produção, mas todos os fatores influenciadores na produção de alimentos como tratamento de ecossistemas tanto produtivos quanto preservadores dos recursos naturais, e que sejam culturalmente sensíveis, socialmente justos e economicamente viáveis, proporcionando um agroecossistema sustentável.

O conhecimento da agroecologia contribui para o empoderamento dos povos do campo, desacelerando o processo migratório em função da busca de oportunidades, pois a capacitação das famílias produtoras de alimentos contribuem para fixação dos jovens no campo, pois encontram oportunidade de trabalho e aperfeiçoamento profissional.

Os habitantes do meio urbano também ganham no quesito qualidade, pois os métodos de produção agroecológica produzem sem o uso de defensivos agrícolas agressores do ecossistema, dessa forma preservando os recursos no meio e garantindo o abastecimento de alimentos com qualidade.

1) Os alimentos orgânicos são mais caros?

Não, os alimentos orgânicos não são mais caros, o preço dos orgânicos pode variar de acordo com o local da compra. Nos supermercados, normalmente, são mais caros, e chegam a cobrar até 4 vezes mais. Já nas feiras de produtores, costumam ser mais baratos. No entanto, existem outros fatores que influenciam o preço mais elevado. Alguns produtos são sempre mais caros, porque são de adaptação forçada ao nosso ambiente. A batatinha e o tomate, por exemplo, são difíceis de produzir, pois exigem clima ou solo muito diferentes do que as condições em que a gente vive. E isso faz com que custem mais.

2) A agroecologia é menos produtiva do que a agricultura convencional!

Não, não, a agroecologia é tão ou mais produtiva do que a agricultura convencional. E ainda tem uma vantagem: a produção agroecológica enriquece o solo e é capaz de continuar produzindo indefinidamente. Os agrotóxicos e fertilizantes químicos vão deixando a terra fraca e as águas contaminadas.

3) Como a agroecologia pode ajudar a agricultura familiar?

De muitas formas, principalmente a respensar a relação com o meio ambiente, tanto na gestão da área de terra plantada, como no uso dos recursos hírdricos. Atualmente, a agricultura familiar responde por cerca de 70% dos alimentos consumidos em todo o País. Desse modo, a agroecologia têm tudo a ver com a agricultor familiar. Uma vez que ele possui uma relação particular com a terra, seu local de trabalho, subsistência e moradia.

4) Então, o que é agroecologia?

A agroecologia pode ser definida como o estudo da agricultura a partir de uma perspectiva ecológica. Trata-se de um tipo de prática agrícola que prioriza a utilização dos recursos naturais com mais consciência, respeitando e mantendo o que a natureza oferece ao longo de todo o processo produtivo — desde o cultivo até a circulação dos produtos.

5) E a agricultura familiar. Como podemos definí-la? 

A Agricultura Familiar consiste em uma forma de organização social, cultural, econômica e ambiental, na qual são trabalhadas atividades agropecuárias e não agropecuárias de base familiar, desenvolvidas em estabelecimento rural ou em áreas comunitárias próximas, gerenciadas por uma família com predominância de mão de obra familiar e que apresenta papel relevante para o desenvolvimento do País. De acordo com o Governo Federal, o pequeno agricultor ocupa hoje papel decisivo na cadeia produtiva que abastece o mercado brasileiro na produção de: mandioca (87%), feijão (70%), carne suína (59%), leite (58%), carne de aves (50%) e milho (46%) são alguns grupos de alimentos com forte presença da agricultura familiar na produção.

6) Adotar a agroecologia é voltar ao tempo passado?

Não mesmo. Na verdade, a lógica de produção agroecológica é repleta de conhecimento e tecnologia. A diferença é que a agricultura convencional segue sempre a mesma receita, enquanto que a agroecologia usa muitas receitas diferentes, com tratamento de ecossistemas tanto produtivos quanto preservadores dos recursos naturais, e que sejam culturalmente sensíveis, socialmente justos e economicamente viáveis, gerando um agroecossistema sustentável.

7) Que tal comprar alimentos nas feiras orgânicas e/ou de agricultura familiar? 

Ir à feira pode ser um ato contestador do sistema produtor de alimentos agora em vigência, pois os produtos vendidos na feira vem de produção familiar, respeitam o tempo de crescimento de cada alimento, sua época de colheita, não levam agrotóxicos e respeitam a terra que nos sustenta.

O Brasil é um país de dimensões continentais, constituído por regiões e estados famosos por sua rica variedade em recursos naturais. Desde o início da colonização, a história brasileira traz em sua memória relatos da cultura alimentar: sua cor, seu aroma e seu sabor. Dessa forma, a fim de divulgar a imensa variedade de frutas, hortaliças, tubérculos e leguminosas brasileiras, e também incentivar a alimentação adequada e saudável, o Ministério da Saúde disponibiliza online o livro "Alimentos Regionais Brasileiros".

O material traz – além dos alimentos por região, receitas culinárias, dicas de como cozinhar com mais saúde e uma lista de possíveis substituições para as preparações desenvolvidas. O principal objetivo é estimular a população para o consumo de uma alimentação saudável capaz de promover saúde e mais qualidade de vida, reduzindo a obesidade, diabetes, hipertensão e outras doenças.

A publicação, desenvolvida como complemento do Guia Alimentar para a População Brasileira , faz parte da premissa de que a base da alimentação deve ser feita com alimentos frescos – frutas, carnes, legumes – e minimamente processados – arroz, feijão e frutas secas, além de recomendar que sejam evitados os produtos ultraprocessados, como macarrão instantâneo, salgadinhos de pacote e refrigerantes.

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Durante as quatro estações do ano (primavera, verão, outono e inverno), temos uma grande variedade de frutas, verduras e legumes, que é produzida nesta época específica do ano. Uma vez adquirido o hábito de se alimentar com os produtos da estação, beneficia-se muito mais dos alimentos que se come, inclusive no que diz respeito à qualidade e ao sabor.

Embora a maioria dos ingredientes frescos esteja disponível o ano todo, o preço e a qualidade são melhores quando esses produtos estão na temporada e são cultivados na própria região.

De acordo com os especialistas em nutrição, o melhor é consumir alimentos produzidos dentro da sua sazonalidade. É bom para seu bolso, seu paladar e especialmente para sua saúde. Para manter consumo de frutas, legumes e verduras frescos no inverno procure dar preferência para os vegetais da estação e preparações quentes como chás, sopas e alimentos assados.

Além dos vegetais sazonais, procure variar suas refeições com cereais e sementes encontrados o ano inteiro. Dessa forma, você garante refeições completas ao longo do dia, com todos os nutrientes de que seu organismo necessita.

» Clique aqui para saber quais são as principais safras de alimentos durante o ano em Minas Gerais.